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quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Ébola - Na audição com o Diretor Geral de Saúde

Informações importantes - A requerimento do PS, esteve na Comissão de Saúde Francisco George, diretor-geral da Saúde, acompanhado de Fernando Almeida, Paulo Campos, Fernando Maltez e Plácido Teixeira, com o objetivo de explicar o que está a ser feito em matéria de prevenção da epidemia.

Francisco George deu nota da existência de uma equipa multidisciplinar, da boa articulação entre os ministérios da Saúde e Negócios Estrangeiros, e de que já em 13 de abril havia produzido uma primeira comunicação pública sobre o assunto.

Num discurso tranquilizador, mas responsável, lembrou que o epicentro da epidemia está no núcleo Libéria, Serra Leoa e Guiné Conacri, que há apenas nove portugueses nessa área e que todos estão devidamente referenciados e contactáveis. 

Referiu que na Europa o risco se mantém baixo, mas pondera a sua elevação, em conformidade com a evolução da situação. Precisou que em Lisboa, Coimbra e Porto, estão localizadas 3 equipas de 12 elementos, altamente treinados, equipados e qualificados para qualquer eventualidade, 24 h por dia e 7 dias por semana.

Informou ainda que no período de encubação da doença não há perigo de contágio e que esta, a existir, pode manifestar-se até 21 dias sendo certo que uma semana é a média considerada. 

O assunto é sério, muito sério, e exige uma convergência nacional de esforços que envolve todos os cidadãos, instituições e órgãos de soberania.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Portugal negou licença para avião com doente de Ébola aterrar

Portugal e Marrocos negaram autorização para fazer escala nos seus territórios a um pequeno avião que transportava uma norueguesa infetada pelo vírus do Ébola na Serra Leoa, afirma hoje a televisão espanhola Antena 3.
De acordo com a mesma fonte, o avião acabou por fazer escala na ilha Grande Canária, onde foi ativado o protocolo de segurança para estes casos.
A norueguesa, uma médica de 32 anos que faz parte da organização Médicos Sem Fronteiras, é a primeira pessoa daquela nacionalidade a ser infetada com Ébola, tendo sido retirada da Serra Leoa -- um dos países mais afetados pelo vírus -- num avião médico.
Depois de as análises terem dado resultado positivo, a mulher norueguesa iniciou uma longa viagem de repatriamento, para Oslo, mas a meio do trajeto o piloto alertou para a necessidade de reabastecer o avião.
Contactadas as autoridades portuguesas e de Marrocos, nenhum dos países deu autorização para o avião aterrar, tendo o piloto conseguido então parar na Grande Canária, explica a Antena 3.
O protocolo de segurança foi ativado, mas a torre de controlo do aeroporto proibiu expressamente a saída do avião a qualquer das pessoas ou objetos.

O aparelho esteve 40 minutos no local, tendo reabastecido e iniciado a viagem rumo a Paris, onde fez escala para se dirigir a Oslo, na Noruega.