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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Hospital de Lamego - Deputados PS questionam ministro da Saúde



O novo Hospital de Lamego, está integrado no Centro Hospitalar de Trás-os Montes e Alto Douro (CHTMAD) e desempenha uma função estratégica para um universo de cerca de 120 mil utentes em todo o Douro-Sul.

Prometido por muitos, foi decido, planeado e lançado durante o último governo do PS mas, fruto das políticas austeritárias da coligação PSD/CDS e do ministro Paulo Macedo, muito para além da “Troika”, como concluiu recentemente a OCDE, confronta-se agora com o encerramento do seu laboratório de análises clínicas durante o período da noite.

Mais uma vez, tal como nas urgências, o governo continua a manifestar uma enorme incapacidade para prevenir os problemas e limita-se a tentar remediar os que vai originando, mal, muito mal, como se sabe.

A comunicação social deu relevo público à situação no Hospital de Lamego e foi possível conhecer, através das declarações dos representantes dos sindicatos enfermeiros e dos Técnicos Superiores de Saúde, a intenção do ministério para resolver o problema, sendo porta-voz, neste caso, a própria administração do CHTMAD.

Consistiria, imagine-se, em dar uma formação tipo “prêt-à-porter” a profissionais de enfermagem que, assim, substituiriam os técnicos qualificados de análises clínicas em falta. Tal medida motivou de imediato, e com razão, a contestação dos profissionais envolvidos.

Com efeito, a qualificação e segurança estão em primeiro lugar nas políticas de proximidade a que os utentes do SNS têm inelutável direito e as áreas de intervenção são distintas e exigem, por isso mesmo, técnicos com a formação adequada ao desempenho eficiente.

Portanto, nem os enfermeiros devem assumir responsabilidades pela avaliação, execução técnica e manipulação de análises e respetivos equipamentos, nem os técnicos são substituíveis na função para a qual adquiriam habilitações próprias que lhes são específicas.

Neste contexto, os deputados abaixo assinados, nos termos constitucionais e regimentais, perguntam ao ministro da Saúde:
1º Tem o ministro da Saúde real conhecimento da situação no terreno?
2º Foi o ministério que deu orientações para colocar profissionais de enfermagem a substituir os técnicos de análise clínicas, especificamente habilitados e formados para o efeito?
3º Tem o ministro da Saúde intenção de manter os recursos humanos necessários ao normal funcionamento do hospital de Lamego e à reposição do funcionamento noturno do laboratório de análises?

Os deputados


JoséJunqueiro, Elza Pais, Acácio Pinto

quarta-feira, 27 de março de 2013

Lamego - Ministro da Saúde (PSD) inaugura "despesismo" socialista - o novo hospital de Lamego


José Sócrates lançou a primeira pedra de deste novo hospital. Lamego, mais de 100 anos depois, tem um novo equipamento que traduz o mais moderno conceito europeu. Serve 100 mil pessoas do Douro Sul. 
O autarca PSD sempre pôs defeitos enquanto o governo era PS. Agora "baba-se" de alegria. Mais uma vez o PS agiu em nome das pessoas. Sabe-se onde os governos socialistas investiram. Podem concordar ou discordar. 
Hoje, com este governo, conjugam-se os verbos "parar, extinguir e despedir", mas estamos mais pobres, mais endividados, não há obras e ninguém sabe onde pára o dinheiro.
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"ministro da Saúde inaugura o Hospital de Proximidade de Lamego, o primeiro do país a ser construído de raiz para ambulatório e que entrou em funcionamento a 11 de fevereiro. O novo hospital, que representa um investimento de 42 milhões de euros, está inserido no Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (CHTMAD).
Este hospital é considerado um projeto de saúde inovador em Portugal, privilegiando a componente de ambulatório com o objetivo reduzir o impacto do internamento na vida dos doentes e das suas famílias. Ao longo dos cinco andares do novo edifício estão espalhadas 14 especialidades médicas e médico-cirúrgicas e três blocos operatórios para cirurgias de ambulatório. A unidade tem capacidade para realizar cerca de 10 mil intervenções cirúrgicas por ano. Possui ainda consulta externa, urgência básica qualificada com capacidade para 60 mil atendimentos por ano, hospital de dia e visitas domiciliárias, que permitirão o acompanhamento dos doentes em suas casas.
Com a entrada em funcionamento da nova unidade hospitalar, o Centro Oftalmológico da Régua passou para Lamego, uma situação que aumentou o receio, entre a população local, sindicatos e partidos políticos, de que a unidade reguense possa encerrar. Esta era a principal valência do Hospital da Régua, que está agora a funcionar apenas com o serviço de internamento, com 12 camas.
A nova unidade hospitalar de Lamego assegura a prestação de cuidados a cerca de cem mil habitantes dos dez concelhos do Douro Sul. No que respeita às áreas de cirurgia de ambulatório, dá resposta aos cerca de 350 mil habitantes que integram o CHTMAD." (in DB)

segunda-feira, 23 de julho de 2012

DEPUTADOS PS/VISEU VISITAM HOSPITAL E PSP DE LAMEGO

Síntese - AO NOVO HOSPITAL DE LAMEGO o governo quer retirar a cirurgia da urgência básica qualificada onde, diariamente, ocorrem 30 episódios de cirurgia. Também quer "quebrar" a contratualização que existe para todas as especilaidades nas consultas externas.  A SER ASSIM  as 80 MIL pessoas da região, quando abrir o novo hospital, terão “melhores paredes, mas piores serviços”. PORTANTO, mesmo sem transportes, terão de ir para Vila Real.
QUANTO à PSP, apesar da falta de operacionais, é assegurado um bom serviço à população, o clima é de segurança e há um excelente relacionamento com a população 


LUSA
"Os deputados do PS eleitos por Viseu mostraram-se hoje preocupados com o futuro do hospital de Lamego, devido à possibilidade do fim da atividade cirúrgica no serviço de urgência e de algumas especialidades das consultas externas.
Na sequência da proposta da Comissão de Reavaliação da Rede Nacional de Emergência e Urgência, os deputados socialistas reuniram hoje com a administração do hospital para falar sobre a prevista desativação da actividade cirúrgica neste Serviço de Urgência Básica.
Em declarações à agência Lusa, no final da reunião, o deputado socialista José Junqueiro contou terem recebido a confirmação de que, “de facto, o que está aconselhado ao Governo pelo estudo é eliminar a cirurgia" da urgência. Na entender dos deputados, esta proposta não faz sentido, porque, “em média, por dia, há 30 casos que entram na urgência e necessitam de cirurgia”.
“Ficámos preocupados, porque isso não respeita o que está contratualizado para este serviço de urgência qualificado”, frisou. Segundo José Junqueiro, a esta preocupação que os deputados já levavam, juntou-se outro problema que desconheciam.
“Na contratualização estão representadas todas as especialidades nas consultas externas, mas ficámos a saber hoje que há uma forte possibilidade de serem cortadas algumas especialidades”, criticou.
O antigo secretário de Estado disse que, “a ser assim, a população abrangida pelo hospital precisa de se deslocar para Vila Real”, o que não é fácil atendendo à falta de transportes públicos entre as duas cidades.
“A confirmar-se a eliminação da cirurgia do serviço de urgência e o corte de algumas especialidades das consultas externas, haverá um grande retrocesso”, lamentou.
Desta forma, acrescentou, quando abrir o novo hospital de Lamego, as pessoas terão “melhores paredes, mas piores serviços”. A Lusa não conseguiu obter, em tempo útil, informações da administração do hospital sobre as questões levantadas pelos deputados do PS.
Já no dia 18, os deputados socialistas José Junqueiro, Acácio Pinto e Elza Pais tinham questionado o ministro da Saúde sobre a possibilidade de perda da valência cirúrgica da urgência de Lamego.
“Em caso desta retirada, está garantido às pessoas um tempo de chegada similar ao atual a uma unidade de saúde com atividade cirúrgica? Onde?”, perguntaram."