"Nos jornais de hoje há outra nota para registo sobre o Orçamento de 2015: nos mapas onde estão registadas as despesas totais da administração central, os gastos com estudos, pareceres e consultoria somam mais 185 milhões do que estava orçamentado este ano, diz o Público, citando ainda o parecer da UTAO que aqui ontem referimos. O número não bate certo com a intenção de poupar 317 milhões nessa rubrica, anunciada pelo Governo."
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quarta-feira, 22 de outubro de 2014
sexta-feira, 17 de outubro de 2014
António Costa - "Esgotado. Assim está o Governo que propõe este orçamento"
Síntese - António Costa ao ataque. Reuniu, durante 3,5 h com cerca de 30 especialistas na área da economia, entre as quais o ex-ministro das Finanças Campos e Cunha, Brandão Brito, Eduardo Paz Ferreira, Freire de Sousa, João Leão, Luís Nazaré, Manuel Caldeira Cabral, Paulo Trigo Pereira, Pedro Lains e Ricardo Cabral (...) António Costa, considerou hoje que a proposta de Orçamento para 2015 é própria de um Governo esgotado, sem soluções e sem arrependimento, apenas sendo reveladora do fracasso da atual estratégia orçamental.
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António
Costa ao ataque. Candidato socialista a primeiro-ministro reuniu-se esta tarde
com 17 economistas e chegou à conclusão que a proposta de Orçamento para 2015 é
típica de um Governo sem soluções.
O candidato socialista a primeiro-ministro, António Costa, considerou hoje
que a proposta de Orçamento para 2015 é própria de um Governo esgotado, sem
soluções e sem arrependimento, apenas sendo reveladora do fracasso da atual
estratégia orçamental.
Estas posições foram assumidas por António Costa no final de uma reunião de
três horas e meia, na Assembleia da República, com um conjunto de 17
economistas, alguns deles ex-membros de governos de António Guterres e de José
Sócrates.
"Este Orçamento não tem qualquer sinal de inversão da política
económica, sendo o último de um Governo esgotado e sem soluções. Este Orçamento
não revela qualquer arrependimento do fanatismo orçamental, mas tão só um
fracasso da estratégia orçamental", declarou o presidente da Câmara de
Lisboa, expondo as razões que levam o PS a votar contra a proposta do Governo
de Orçamento do Estado para 2015, na generalidade.
De acordo com o candidato socialista a primeiro-ministro, a decisão do
Governo de aumentar o défice de 2,5 para 2,7 por cento em 2015 "não se
traduz num aumento do investimento produtivo, num reforço do apoio social às
famílias, ou num aumento da justiça fiscal, mas resulta simplesmente da
incapacidade do Governo em gerir bem as finanças públicas".
"Assistimos a um novo corte no investimento público, a um corte brutal
na educação e nas prestações sociais, sendo estabelecido um teto às despesas
sociais substitutivas dos rendimentos do trabalho - prestações que apoiam as
pessoas mais carenciadas. Este é o décimo segundo ou décimo terceiro orçamento
deste Governo e é mais um igual aos anteriores. Para haver novas soluções, é
preciso um novo Governo", disse, tendo a seu lado o presidente da bancada
socialista, Ferro Rodrigues.
Na reunião com António Costa e Ferro Rodrigues, estiveram presentes cerca
de 30 especialistas na área da economia, entre as quais o ex-ministro das
Finanças Campos e Cunha, Brandão Brito, Eduardo Paz Ferreira, Freire de Sousa,
João Leão, Luís Nazaré, Manuel Caldeira Cabral, Paulo Trigo Pereira, Pedro
Lains e Ricardo Cabral.
Participaram ainda no encontro ex-membros de governos socialistas como
Costa Pina, Emanuel Santos, Maria Manuel Leitão Marques, o vereador da Câmara
de Lisboa Fernando Medina, João Cravinho, Sérgio Vasques e as eurodeputadas
socialistas Elisa Ferreira e Maria João Rodrigues.
Fonte socialista disse que Eurico Brilhante Dias, ex-porta-voz da direção
do PS para as questões económicas, foi convidado para estar presente, mas, por
se encontrar fora do país, não compareceu.
sábado, 4 de outubro de 2014
(Pedro Pina) Costa vai dizer 'não' ao Orçamento
"O PS começa a reorganizar-se e novembro
em particular será um mês definidor para o partido, com diretas e congresso já
marcados. Costa e os seus apoiantes já terão também definido a estratégia no
que ao Orçamento do Estado diz respeito.
O PS de António Costa já começa a ganhar
forma, na sequência da vitória nas primárias. Conta o Público que a ‘Agenda
para a Década’ do candidato a primeiro-ministro é apresentada dia 6 de
novembro, há diretas a 21 e congressos a 28, 29 e 30. Está também já tomada uma
decisão contra o próximo Orçamento do Executivo de Passos Coelho: o chumbo.
Este chumbo será uma forma de Costa
assumir uma oposição frontal às ideias do Governo, algo que o ainda presidente
da Câmara Municipal de Lisboa já tinha afirmado ser um dos seus objetivos – e
um dos pontos de crítica em relação a António José Seguro, nomeadamente em
relação a 2012, ano em que o PS de Seguro se absteve.
A divulgação da sua ‘Agenda para a Década’
no dia 6 não é também ‘inocente’, neste aspeto. O objetivo será apresentar na
mesma semana em que decorre o debate orçamental na especialidade.
Neste debate a bancada parlamentar dos
socialistas já será liderada por Ferro Rodrigues, que assumiu o cargo depois de
escolhido por 69% dos deputados do PS". (Pedro Pina)
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