Paulo Portas tem uma mensagem simples: no governo só tem 12% de representatividade, a necessária para corrigir o PSD em tudo que de mau tem feito: aplicar a TSU, cortar mais reformas, privatização da RTP ... sim, porque de bom só mesmo o CDS/PP conseguiu ... foi um encanto ouvi-lo falar -:))-:))
------------------------------------------
"O presidente do CDS-PP,
Paulo Portas, defendeu hoje que o "desagravamento fiscal em sede de
IRS" deve começar na atual legislatura governamental.
"É condição
para esse desagravamento o equilíbrio com a disciplina orçamental e daí
decorre a necessidade de redução da despesa ser consistente.
Porém, a
própria moderação fiscal é um instrumento de crescimento",
sustentou. A moção de estratégia global "Responsabilidade e
identidade", que formaliza a recandidatura de Portas à liderança do
CDS-PP, foi lida na íntegra durante mais de uma hora, não tendo o
presidente democrata-cristão respondido a perguntas dos jornalistas no
final. Paulo Portas disse que o CDS-PP foi "obrigado a
governar contra as suas convicções" nas medidas do OE para 2013, o
que "causou e causa justificada deceção no eleitorado da
maioria". O líder democrata-cristão disse, contudo, que
"o aumento do IRS também aconteceu em consequência das decisões
negativas do Tribunal Constitucional quanto a elementos importantes de
redução da despesa pública". "O facto é que o CDS-PP, em
nome da estabilidade governativa e da situação de emergência nacional em
que nos encontramos, teve de ceder no compromisso de não aumentar o IRS; e
aceitar uma reforma dos escalões e das taxas, que, ao invés de incentivar
a mobilidade social, acentuou a penalização dos rendimentos", afirmou. Portas
apontou como "obrigação do CDS-PP trabalhar, no quadro da maioria,
para tornar possível, nesta legislatura, uma inversão de tendência no IRS,
como de resto começa a fazer-se no IRC". Para o presidente do
CDS, "a segunda metade da legislatura tem de corresponder a um
segundo ciclo político". "Não apenas pelo horizonte
visível da saída da 'troika' - que não é o fim dos constrangimentos, mas
também pela absoluta prioridade de acelerar, no que de nós depende, a
chegada a um ciclo de crescimento económico e a um ponto de viragem quanto
à criação de emprego", declarou. Esta ideia é igualmente
defendida na moção de que António Pires de Lima, gestor e presidente do
Conselho Nacional do CDS-PP, é o primeiro subscritor."