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sábado, 18 de julho de 2015

(RR) Viseu - Empresa Goucam incentiva funcionárias a serem mães

Nesta têxtil, "estar de esperanças" não é motivo de despedimento, mas sim motivo para receber um prémio, um ordenado mínimo nacional, que é entregue no dia do nascimento da criança.
Uma empresa têxtil de Viseu que está a incentivar as funcionárias a engravidar. "Estar de esperanças" não é motivo de despedimento na Goucam, mas para os novos mães e pais receberem um prémio, um ordenado mínimo nacional, que é entregue no dia do nascimento para criança.
Ângela Castanheira tem 27 anos. Terminou há dois anos o curso de Gestão de Empresas e tomou posse na administração de um grupo têxtil, criado em 1978, pela família. Foi o pai que lhe passou o testemunho de algumas entrevistas de trabalho, que a sensibilizaram.
"Na altura, quando foi para fazer os contratos, uma das entrevistadas virou-se para o presidente da administração, que é o meu pai, e disse: 'Estou grávida', como se aquilo fosse um mal para não ser contratada. O meu pai perguntou-lhe se era uma doença estar grávida e [disse-lhe] que ali não discriminavam as mulheres", recorda.
Ângela Castanheira decidiu lançar um incentivo de natalidade, equivalente a um salário mínimo nacional.
"A medida tornou-se válida desde 1 de Janeiro de 2015 e já foram apoiadas três pessoas, e estão previstas mais sete pessoas para este ano", revela a jovem empresária.
A novidade da iniciativa espalhou-se pelo concelho de Viseu e já há outras entidades que se querem associar. "Duas entidades ou mais que se estão a juntar a nós e que vão apoiar com outros valores. Uma das entidades quer oferecer a primeira consulta de pediatria", explica Ângela Castanheira.
Marlene Santos, 31 anos, trabalha há dez na Goucam. Vai ser mãe pela primeira vez. Ainda não sabe se é menino ou menina, mas já sabe que em Dezembro vai receber uma ajuda extra. "Ajuda bastante em termos monetários, para comprar o enxoval do bebé. Dá mais iniciativa às mulheres", afirma.
A empresa viseense Goucam tem 380 trabalhadores e apenas 20 são homens. Também estes, no caso de irem ser pais, são contemplados com o prémio de natalidade.

No caso de serem gémeos, a empresa garante a atribuição de dois prémios monetários, uma vez que o valor é atribuído pelo número de crianças que vão nascer. (Liliana carona)

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

AR: Natalidade - Já não substituímos gerações

Maria Filomena Mendes, presidente da APD (Associação Portuguesa de Demografia), e Sónia Pintassilgo foram participaram hoje, na comissão de Saúde da AR, na audição sobre "Natalidade Fecundidade" em que estive presente

Em 2011 os casais têm em média 1,3 filhos enquanto em 1950 esse valor era de 3,1. Sendo 2,1 a média que assegura a substituição de gerações em Portugal conclui-se que já não atingimos esse objetivo desde 1982. 

Em 2013 os 82787 nascimentos foi o número mais baixo de sempre.

terça-feira, 1 de abril de 2014

Projeções - Crise demográfica - Natalidade e relação criança/idoso

A população residente em Portugal tenderá a diminuir até 2060, em qualquer dos cenários de projeção. 

DE 1960 até 2011 passámos de 27 crianças/100 idosos para a relação 100 crianças/128 idosos

No cenário central a população diminui de 10,5 milhões de pessoas, em 2012, para 8,6 milhões de pessoas, em 2060. 

No cenário mais baixo a população de Portugal poderia cair para 6,3 milhões de pessoas

Para além do declínio populacional esperam-se alterações da estrutura etária da população, resultando num continuado e forte envelhecimento demográfico.


Assim, entre 2012 e 2060, o índice de envelhecimento aumenta de 131 para 307 idosos por cada 100 jovens, no cenário central. 

Nesse mesmo período e cenário, o índice de sustentabilidade potencial (Relação entre a população em idade ativa e a população idosa, definida habitualmente como o quociente entre o número de pessoas com idades compreendidas entre os 15 e os 64 anos e o número de pessoas com 65 ou mais anos) passa de 340 para 149 pessoas em idade ativa por cada 100 idosos.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

É preciso inverter a tendência - Pré escolar e 1º ciclo perderam 13 mil crianças num ano

Este é um problema que exige ao país uma estratégia que inverta esta tendência. Portugal, tal como a Europa, está a ficar velho e desertificado.
A falta de emprego, a precariedade no trabalho, o difícil acesso há habitação, a imprevisibilidade fiscal, entre muitos outros fatores importantes, conduzem-nos a uma situação de não retorno. 
A isto também é preciso somar algo que nunca se diz: o egoísmo de quem não percebe que ter uma família implica definir prioridades nesse sentido.