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terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Sobrinho Simões, o patologista português mais influente do mundo

O presidente do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (IPATIMUP), Sobrinho Simões, mostrou-se hoje "muito contente" por ter sido eleito o patologista mais influente do mundo e disse esperar que aumente o interesse naquela especialidade.
"É evidente que fiquei muito contente exatamente por ser uma votação entre pares, de todo o mundo, em que há 100 nomeados e muitas das pessoas são patologistas que eu admiro imenso", afirmou à Lusa Sobrinho Simões, no dia em que foi conhecida a publicação da primeira lista dos 100 patologistas mais influentes do mundo pela revista "The Pathologist".
Questionado sobre a importância desta votação para a patologia portuguesa, o investigador disse que há poucos patologistas em Portugal e "cada vez em menor número porque é uma especialidade muito difícil, não se ganha muito bem e é muito exigente".
"E, portanto, a visibilidade da patologia dada agora por esta eleição e sendo em Portugal e sendo a primeira vez, essa noção de que nós somos capazes de competir internacionalmente e de ser conhecidos torna interessante a profissão para jovens médicos quando estão a escolher a profissão e esperamos que isto possa ser usado como chamariz para aumentar o recrutamento de bons patologistas", acrescentou Sobrinho Simões.
Entre as frases dos eleitores sobre o médico português selecionadas pela revista pode ler-se que Sobrinho Simões "contribuiu mais do que qualquer outra pessoa para a visibilidade da patologia na Europa" e que se trata de "um cientista proeminente de um pequeno país com poucos recursos, fundador de uma instituição proeminente que faz a diferença, sem sair do seu país".
O professor da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) sublinhou que terá ganhado "muitos votos a partir da Turquia, da Roménia, da Sérvia, do Brasil, da Colômbia", por exemplo, por serem países de onde provêm muitos patologistas que passam pelo IPATIMUP e pela FMUP, locais "de acolhimento de patologistas de muitos sítios".
Na lista encontram-se outros dois nomes ligados ao IPATIMUP como o da também antiga presidente da Sociedade Europeia de Patologia Fátima Carneiro e o de Jorge Reis-Filho. (LEONEL DE CASTRO / GLOBAL IMAGENS) 

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Saúde e Ciência - Investigadores portugueses lançam no mercado seringa a laser

No próximo sábado, dia 28 de novembro, a LaserLeap, uma das mais recentes Startups da Universidade de Coimbra (UC), vai lançar no mercado o seu primeiro produto. A cerimónia tem lugar na Quinta das Lágrimas.
Fundada por um grupo de investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), a LaserLeap Technologies é uma Startup de base tecnológica incubada no Instituto Pedro Nunes (IPN), centrada no desenvolvimento de uma tecnologia, já patenteada, de administração transdérmica e de dispositivos médicos.
A solução LaserLeap (seringa a laser) que agora vai ser lançada no mercado permite a administração rápida e eficaz de fármacos através da pele sem utilização de seringas tradicionais.
Trata-se de uma tecnologia de baixo custo que "assegura a entrega eficiente de cosméticos e medicamentos através da pele, sem dor e sem irritação. Baseia-se na geração de ultrassons de alta frequência, utilizando um laser portátil e um pequeno dispositivo que converte eficientemente os pulsos de luz em ondas de pressão", explica Gonçalo Sá, um dos responsáveis da Startup. (NUNO NORONHA // NOTÍCIAS)


Saúde e Ciência - Molécula anticancro em ensaios clínicos em hospitais nacionais

Terapia fotodinâmica com a molécula Redaporfin já está a ser aplicada em doentes oncológicos portugueses. Mas o novo fármaco ainda pode demorar anos a chegar ao mercado…

Estudos e experiências realizadas em cobaias, entre 2011 e 2014 por uma equipa da Universidade de Coimbra liderada pelo investigador e professor catedrático no Departamento de Química da Universidade de Coimbra, Luis Arnaut, provaram que a molécula Redaporfin elimina as células cancerígenas de vários tipos de cancro através de terapia fotodinâmica. 
A investigação foi publicada no European Journal of Cancer em meados de 2015 e resultou de ensaios realizados em ratinhos com diversos tumores que ficaram curados e não observaram efeitos secundários como acontece com tratamentos convencionais como a quimioterapia.
Estes testes, conta Luis Arnaut, investigador, «previram com rigor quando é que a resposta ao tratamento iria surgir, com que doses e em que circunstâncias seriam obtidos os efeitos terapêuticos no doente». O estudo mostrou, ainda, a eficácia do fármaco que teve uma taxa de reincidência da doença muito baixa, a rondar os 14 por cento. Os testes efetuados em cobaias serviram de base para o plano dos ensaios clínicos da molécula Redaporfin.
Realizados pela farmacêutica Luzitin SA em doentes com cancro na cabeça e no pescoço têm a particularidade de, contrariamente ao que acontece em testes semelhantes, abrirem novas perspetivas terapêuticas. «Foi possível obter resultados terapêuticos nos doentes sem efeitos adversos», explica o investigador. Na prática, esta terapia «estimula o sistema imunitário do paciente, ou seja, limita o processo de metastização do tumor, ativando uma proteção antitumoral contra o mesmo tipo de células cancerígenas noutras partes do organismo».
Os próximos passos da investigação
Até ao final de 2015 vão estar a decorrer ensaios com doentes oncológicos em hospitais de todo o país. Até agora, os resultados, validados cientificamente, «fundamentam a expetativa que a terapia fotodinâmica com a molécula Redaporfin se revele mais eficaz que as terapêuticas convencionais». Este primeiro fármaco português para tratamentos oncológicos poderá estar disponível no mercado dentro de três a quatro anos.

Descodificador de conceitos:
- Terapia fotodinâmica
Normalmente, utilizada no tratamento de tumores que se encontram na superfície da pele ou em zonas muito próximas, consiste na aplicação de uma substância química (um agente fotossensibilizador) e uma fonte particular de luz (semelhante ao laser) para destruir as células cancerígenas. Essa substância é aplicada diretamente na pele ou injetada.
- Metastização
Proliferação das células cancerígenas em outros órgãos do corpo humano, além do que já está afetado por um tumor maligno.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Saúde - Um sensor deteta o cancro da mama quando o nódulo é invisível

(por António Henriques) -  Uma equipa de investigadores da Unicamp criou um método que deteta o cancro da mama cerca de meio ano antes de surgir o nódulo. Dotado de 64 sensores, o pequeno aparelho denuncia um efeito que é sinal da doença: a concentração da proteína HER2. Um trabalho inédito da Unicamp permite uma nova esperança no combate ao cancro da mama.
O estudo da Unicamp – Universidade Estadual de Campinas, no Brasil – deu um importante passo no sentido do diagnóstico precoce do cancro da mama, através de um procedimento inovador.
Esse método, inédito, consiste num dispositivo de pequenas dimensões (o tamanho de uma moeda) que tem 64 sensores incorporados.
Esse aparelho analisa o sangue e “transforma uma reação química em corrente elétrica”, segundo explica o site Globo. Depois, produz gráficos que demonstram a presença ou ausência de concentração de HER2. Quando essa proteína se multiplica, é um indicador que a pessoa tem cancro da mama.
O aparelho apresenta uma grande precisão e é capaz de encontrar a proteína, mesmo quando as “concentrações são baixas”, explica em declarações àquele site Cecília de Carvalho e Silva, da Unicamp.
“Meses antes de desenvolver o cancro de mama, a proteína começa a ser libertada no sangue. Depois, tentámos criar um dispositivo que fosse capaz de detetar essa proteína em concentrações baixas”, explica a investigadora.
O microship que está colocado no dispositivo é feito de grafito, em vez do tradicional silício, utilizado neste tipo de aparelhos.
Segundo os investigadores, a informação que produz permite antecipar o diagnóstico de cancro cerca de seis meses antes de aparecer o nódulo. Ou seja, as probabilidades de cura aumentam de forma exponencial.
Sabe-se que o cancro da mama é um dos menos letais, mas o diagnóstico precoce representa uma condição essencial para o sucesso do tratamento.
Este estudo da Unicamp também poderá ser útil em casos onde o paciente com cancro já está em tratamento de quimioterapia, analisando os níveis de concentração daquela proteína. Desse modo, os médicos conseguem mais informação sobre o estagio em que o cancro de uma mulher se encontra.
Para chegar a este resultado, a Unicamp fez um estudo profundo nos últimos quatro anos, com uma equipa de engenheiros que criaram o microchip. Um sistema de nanotecnologia é desenvolvido de forma a que não se verifiquem curtos-circuitos dos componentes.
O sistema também está preparado para ser adaptado a outros dispositivos, como smartphones, por exemplo. “O aparelho pode ser utilizado num consultório médico, ou em casa do paciente”, explica o investigador Lauro Tatsuo Kubota.

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, o cancro da mama mata cerca de oito milhões de pessoas por ano.

domingo, 1 de novembro de 2015

Saúde: a partir de hoje - multa de 44 mil € para Publicidade enganosa

(Lusa) "A partir de hoje é proibida a publicidade enganosa em saúde, estando previstas coimas superiores a 44 mil euros em caso de incumprimento.
O novo decreto-lei que estabelece o regime jurídico a que devem obedecer as práticas de publicidade em saúde estabelece os princípios gerais que a publicidade nesta área deve cumprir, enuncia as práticas consideradas enganosas neste âmbito e prevê coimas que começam nos 250 euros e podem ultrapassar os 44 mil euros.
Com o novo diploma, passam a ser proibidas todas as práticas enganosas que descrevam o ato ou serviço como "grátis", "gratuito", "sem encargos", "com desconto" ou "promoção", mas também aquelas que de algum modo pretendam promover um ato ou serviço diferente do publicitado.
Ficam também proibidas as práticas de publicidade em saúde que sejam suscetíveis de induzir em erro o utente quanto às características principais do ato ou serviço, designadamente através de menções de natureza técnica e científica sem suporte de evidência.
É ainda passível de coima a publicitação de expressões de inovação ou de pioneirismo sem prévia avaliação das entidades com competência no sector, bem como as práticas que se refiram falsamente a garantias de cura ou de resultados sem efeitos adversos ou secundários.
A publicitação de atos e serviços de saúde como prémio, brinde ou condição de prémio, no âmbito de concursos, sorteios ou outras modalidades no género passam também a ser ilegais.

À Entidade Reguladora da Saúde cabe o papel de fiscalizar, instruir processos e decidir da aplicação de coimas e sanções acessórias para os infratores".

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Cancro. Cientistas podem ter descoberto acidentalmente a tão desejada cura

De acordo com o site britânico Independent, pode ter sido dado um passo importante na luta contra o cancro. Isto porque um grupo de cientistas dinamarqueses descobriram, sem querer, que a proteína usada para combater a malária tem tudo para ser uma importante arma contra a doença que mata milhares em todo o mundo.
A descoberta aconteceu durante uma investigação quer pretendia proteger as mulheres grávidas da malária. Durante esta investigação, os cientistas perceberam que a proteína consegue atacar as células cancerígenas. 
De acordo com a mesma publicação, os investigadores criaram, por isso, uma combinação do elemento usado contra a malária e de uma toxina, que mata as células cancerígenas.
O processo já começou a ser testado em ratos e espera-se que em breve seja testado em humanos. Os cientistas esperam que se trate do início da descoberta da tão esperada cura contra o cancro. (Fornecido por Jornal i)


sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Segundo o "I", "Ministério da Saúde é o campeão das medidas perto das eleições"

Em 4 anos não teve tempo para fazer a prometida "Reforma Hospitalar", nem de divulgar o resultado dos inquéritos sobre as mortes nas urgências (desde 2013), negou a contratação de médicos enfermeiros ou técnicos de saúde, .manteve fora de uso UCC que estavam prontas a funcionar .... mas nestes últimos 4 meses ... 4 semanas ... e 4 dias .... aumentou os enfermeiros sindicalizados, atribui aos médicos os grau de consultor (...). 
"O Ministério da Saúde é o campeão das medidas anunciadas a poucos dias das eleições. No início da semana, o ministro anunciou um acordo com os sindicatos dos enfermeiros que prevê a equiparação de salários entre profissionais com contrato individual de trabalho e os que estão em funções públicas. Também esta semana, o ministério anunciou a assinatura de um despacho conjunto com as Finanças que atribui a todos os médicos detentores do grau de consultor a correspondente compensação remuneratória, progressão que se encontrava suspensa desde janeiro de 2011".

domingo, 27 de setembro de 2015

JN - Fármaco de Coimbra antecipa deteção do cancro da próstata

Uma nova molécula que possibilita "uma deteção mais precoce do cancro da próstata", produzida por cientistas em Coimbra, acaba de ser introduzida na prática clínica em Portugal.
O primeiro exame de tomografia por emissão de positrões (PET/CT) com PSMA-Ga68, designação da nova molécula, desenvolvida por uma equipa de cientistas do Instituto de Ciências Nucleares Aplicadas à Saúde (ICNAS), "já foi realizado em Coimbra", revelou a Universidade de Coimbra (UC) esta sexta-feira.
A introdução deste radiofármaco no campo assistencial, que resulta do trabalho que vem sendo desenvolvido no ICNAS, por uma equipa multidisciplinar desde há cerca de quatro anos, "constitui um avanço significativo na avaliação desta doença, ao possibilitar uma deteção mais precoce do cancro da próstata, sobretudo em situações de recidiva", afirma Miguel Castelo Branco, diretor do ICNAS.
Além de permitir "uma avaliação do cancro da próstata muito mais eficaz, a utilização da nova molécula não terá um custo superior ao do atual radiofármaco disponível no mercado - a Fluorcolina-18F -", sublinha a UC.
Para o coordenador da área clínica do ICNAS, João Pedroso de Lima, citado pela UC, "este novo exame reúne todas as condições para substituir o uso da Fluorcolina-18F em Portugal".
A molécula produzida no ICNAS, "já utilizada em alguns países europeus, é muito mais sensível, permitindo avaliar parâmetros impossíveis de identificar por outros métodos de diagnóstico e fornece informações essenciais para detetar precocemente, e localizar, o reaparecimento do tumor e a sua metastização", salienta João Pedroso de Lima.
Organismo autónomo da Universidade de Coimbra, o ICNAS dedica-se à investigação biomédica e à aplicação clínica de moléculas marcadas com substâncias radioativas.

Ao longo dos últimos anos, aquele instituto "lidera, no país, a produção e utilização de múltiplas moléculas (radiofármacos) para a realização de estudos de Tomografia por Emissão de Positrões em diversas situações clínicas, principalmente em oncologia, neurologia e cardiologia", recorda a UC.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Mais esperança - Cancro da próstata: tratamento com menos efeitos secundários

Ciência (Saúde)  - Investigadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no Brasil, desenvolveram um sistema hibrido à base de hidrogel, com baixa toxicidade, para tratamento do cancro da próstata, de acordo com um estudo divulgado hoje.
O sistema foi desenvolvido por investigadores do Instituto de Biologia (IB) e do Instituto de Química (IQ) da Unicamp e procura uma melhoria na qualidade de vida dos pacientes com cancro na próstata, tendo como principais características tanto o efeito anti-tumoral como a baixa toxicidade, atenuando os efeitos secundários.
“Quem dita o efeito anti-tumoral é a nanoestrutura, que interage com proteínas que estão no sangue e no abdómen, local escolhido para a aplicação. Essas proteínas chegam até à célula tumoral e isso, somado ao efeito do fármaco, faz com que obtenhamos um efeito muito significativo”, explicou Wagner José Fávaro, professor do IB e um dos responsáveis pelo desenvolvimento da tecnologia.
De acordo com este investigador, o processo “combina hidrogéis de polímeros biocompatíveis e nanopartículas mesoporas de sílicas incorporadas com fármacos” – libertados de forma controlada – para tratamento tumoral. A própria nanoestrutura já exerce efeitos no tumor, mas é potencializada pela utilização dos medicamentos, explicou o investigador.
Combinação de hidrogel e fármacos

O processo obteve resultados satisfatórios em testes ‘in vivo’, em ratos de laboratórios. Durante um mês, os animais receberam, sistematicamente, injeções que continham o sistema híbrido à base de hidrogel e apresentaram uma diminuição no tamanho dos tumores e também baixa toxicidade, principalmente no coração.

sábado, 1 de agosto de 2015

Cuba administra gratuitamente a primeira vacina contra o cancro do pulmão

Centro de investigación cubano donde se analizan los resultados
de la vacuna contra el cáncer de pulmón.
 
(FERNANDO RAVSBERG)  Los especialistas aseguraran a 'Público' que los resultados son muy positivos porque logran detener el crecimiento de la enfermedad sin afectar la calidad de vida de los pacientes. Un centro de investigación de los EEUU firmó un acuerdo con Cuba para iniciar un intercambio de información sobre la vacuna pero aún está lejos de poder comercializarse en ese país, debido a la vigencia del Embargo Económico.
"La vacuna contra el cáncer de pulmón es única en el mundo y es muy novedosa. Básicamente actúa sobre una molécula que esta exageradamente expresada en los tumores, por lo cual activa un crecimiento celular anómalo, provocando que el tumor crezca. La vacuna inhibe esa progresión tumoral", explica aPúblico Arlhee Díaz, farmacéutico y comercializador del centro de investigación. Agrega que "se trata de una vacuna terapéutica con muy buenos resultado en estadios avanzados del cáncer de pulmón".

"Los resultados de la vacuna dan una sobrevida a los pacientes, no se elimina el tumor pero se detiene el crecimiento, permitiendo que los pacientes puedan vivir más y, sobre todo con una buena calidad de vida porque su toxicidad es mínima", asegura el científico. Los tumores afectan mucho la calidad de vida de los enfermos y los tratamientos convencionales, como la radioterapia o la quimioterapia, tienen una toxicidad muy elevada, lo cual deteriora el estado general del paciente.
Los cubanos tienen acceso a la vacuna a través de sus hospitales de forma gratuita. Los extranjeros deben contactar con Servimed pero necesitan también entrar en el sistema de salud de Cuba para que sus médicos sean quienes la apliquen. En el caso de estos último la aplicación de la vacuna tiene un costo económico.
El Centro de Inmunología Molecular de Cuba centra su trabajo en la investigación para la creación y producción de medicamentos contra el cáncer, la principal causa de muerte de los cubanos. Comienzan en el año 1994, en medio de la peor crisis económica de la historia de Cuba, produciendo anticuerpos monoclonales. En la actualidad el CIM exporta a más de 30 países por valor de U$D 80 millones al año, además de abastecer al mercado nacional.
La vacuna ya está registrada en Cuba, Perú y Paraguay. En este momento se están haciendo ensayos clínicos en Europa pero son estudios que llevan tiempo —3 o 4 años— y resultan extremadamente costosos. Esto es una traba porqueCuba cuenta con un buen plantel de científicos pero carece de los recursos financieros que se requieren para insertarse en muchos mercados. En este sentido resultan vitales las asociaciones con inversores extranjeros.
A pesar del optimismo de algunos medios de prensa, todavía está muy lejos el momento en que esta vacuna se pueda comerciar en EEUU. Especifica Arlhee Díaz que "hasta el momento lo único que hemos hecho es firmar una cuerdo de confidencialidad con un centro de investigación de ese país para empezar a intercambiar información. A partir de este punto en un futuro podríamos empezar ensayos de fase 1, ensayo de eficacia, etc. Es solo investigación clínica sin llegar a la fase comercial, un error en el que han incurrido muchos periodistas".
El gerente general de la empresa comercializadora del CIM, Einar Blanco, asegura que la nueva ley de inversiones extranjeras, recién aprobada por el gobierno cubano, autoriza que el Centro de Inmunología Molecular firme contratos con socios extranjeros para la investigación, producción y comercialización de sus productos. Incluso tienen la posibilidad de utilizar la zona franca de Mariel, donde los beneficios para el inversor son mucho mayores.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Universidade de Coimbra inova terapia em tumores cerebrais

Pedro Costa
Uma equipa de investigadores do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) da Universidade de Coimbra (UC) desenvolveu uma nanopartícula capaz de entregar moléculas terapêuticas a tumores cerebrais malignos.
A investigação, liderada por Conceição Pedroso de Lima, investigadora do CNC, resulta do trabalho realizado ao longo dos últimos quatro anos no desenvolvimento de uma nova terapia para o glioblastoma, uma forma altamente maligna de tumor cerebral que reduz a vida dos doentes para 12 a 15 meses após diagnóstico.
Pedro Costa, primeiro autor do estudo, sublinha que foi demonstrado «que nanopartículas compostas por moléculas de gordura (lípido), às quais se junta uma proteína que reconhece especificamente células tumorais, entregam de forma eficiente a estas células pequenas moléculas terapêuticas (ácidos nucleicos que são macromoléculas localizadas no núcleo das células).»
Este é um passo importante, mas ainda inicial, no desenvolvimento de uma abordagem terapêutica
«A entrega destas moléculas terapêuticas, após administração intravenosa em ratinhos com glioblastoma, combinada com quimioterapia, resultou em significativa morte das células malignas e redução do tumor cerebral», realça.
Este estudo, publicado no Journal of Controlled Release, evidencia que «uma das limitações no tratamento dos tumores cerebrais, que está relacionada com a dificuldade em entregar moléculas terapêuticas aos tumores, pode ser ultrapassada através da utilização de “veículos de transporte” direcionados especificamente para os tumores», explica Conceição Pedroso de Lima.
A investigadora reconhece que «este é um passo importante, mas ainda inicial, no desenvolvimento de uma abordagem terapêutica que se espera poder chegar a ensaios clínicos.»
Os principais problemas associados à quimioterapia são os efeitos secundários nos órgãos saudáveis. A líder do estudo acredita que «a utilização das nanopartículas desenvolvidas poderá contribuir para aumentar a eficácia da quimioterapia e reduzir os efeitos secundários associados.»


segunda-feira, 1 de junho de 2015

Médicos entusiasmados com novos avanços contra o cancro

A imunoterapia, que utiliza o sistema imunitário para atacar as células cancerígenas, poderá representar uma "nova era" no tratamento do cancro. 
Os investigadores mostram que a cura é possível através da combinação de dois novos fármacos.
Os resultados dos ensaios clínicos de novos medicamentos contra o cancro estão a entusiasmar a comunidade médica, com um especialista a dizer que o novo tratamento pode mesmo ser a cura para várias formas da doença.
A imunoterapia mostrou-se tão eficaz que num dos ensaios, liderado por investigadores britânicos, 58 por cento dos pacientes com melanoma em estado avançado viram os seus tumores diminuírem significativamente, de acordo com a investigação publicada no New England Journal of Medicine.
Na conferência anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica, em Chicago, o professor Roy Herbst, diretor de oncologia do Yale Cancer Centre, classificou os resultados como "espetaculares" e mostrou-se confiante na substituição da quimioterapia pela imunoterapia como tratamento mais comum dentro de cinco anos, relata a Sky News.
"Acho que estamos numa mudança de paradigma, na forma como a oncologia está a ser tratada. O potencial para a sobrevivência a longo prazo, está definitivamente ali", disse Herbst à Sky News e ao jornal The Telegraph.
Também Peter Johnson, do centro de investigação britânico Cancer Research UK, considera que "as provas sugerem que estamos no início de uma nova era para o tratamento do cancro".
Nos últimos dias, os resultados dos ensaios de uma série de tratamentos, capazes de aproveitar o sistema imunitário, foram anunciados na conferência anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica.
Um estudo internacional envolvendo 945 pacientes com melanoma avançado mostrou que é possível tratar esta doença com a combinação de dois medicamentos, o ipilimumab e o nivolumab.
"Juntas, estas drogas podem libertar o sistema imunitário, bloqueando a capacidade do cancro de se esconder a partir dele", comentou Alan Worsley, do Cancer Research UK.


terça-feira, 26 de maio de 2015

INE - Divulga hoje "Causas de morte 2013"

O Instituto Nacional de Estatística (INE) divulga a publicação “Causas de morte 2013” que apresenta os resultados estatísticos relativos à mortalidade por causas de morte em Portugal em 2013.
Em análise estão 55 grupos de causas de morte, baseados na lista utilizada pela «OECD Health Data» da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e que incluem as principais causas de morte por doença, destacando-se os tumores malignos, as doenças do aparelho circulatório, do aparelho respiratório e as doenças  endócrinas, nutricionais e metabólicas, bem como as mortes por causas externas de lesão e envenenamento.
Para cada causa de morte são apresentadas contagens do número de óbitos por sexo, grupos etários e regiões de residência dos falecidos, bem como


Resumo - Os tumores malignos e as doenças do aparelho circulatório estiveram na origem de mais de metade dos óbitos ocorridos no país em 2013, representando respetivamente 24,3% e 29,5% dos óbitos registados, o que representou uma redução de 4,1% nos óbitos por doenças do aparelho circulatório e um aumento de 0,6% nos óbitos por tumores malignos.
No conjunto das doenças do aparelho circulatório, destacaram-se os óbitos devidos a acidentes vasculares cerebrais, que estiveram na origem de 11,5% do total de mortes no país (12 273 óbitos).
De entre os tumores malignos, evidenciaram-se 4 010 mortes causadas por tumores malignos da traqueia, brônquios e pulmão, mais 9,1% do que o registado em 2012, e as causadas por tumores malignos do cólon, reto e ânus com 3,6% da mortalidade (3 848 óbitos).
Foram também relevantes as mortes devidas a doenças do aparelho respiratório, que representaram 11,8% do total de óbitos ocorridos em 2013, com um decréscimo de 9,2% em relação a 2012.
No conjunto das doenças endócrinas, nutricionais e metabólicas, a diabetes mellitus com 4 548 óbitos foi a causa com maior número de mortes, pese embora a redução face ao ano anterior (-6,7%).

segunda-feira, 25 de maio de 2015

(JNegócios) Termas (Saúde) - GP PS quer clarificar a isenção de IVA prevista na lei

Os deputados do PS apresentaram no Parlamento um projeto de lei para clarificar que os serviços prestados pelos estabelecimentos termais estão isentos de IVA. 

"No nosso entender, segundo o artigo 9º do Código do IVA, esses tratamentos estão isentos. Mas como a Autoridade Tributária tem estado a fazer outra interpretação, impunha-se que fizéssemos um projeto de lei para clarificar essa situação", afirmou o deputado José Junqueiro, que apresentou o projeto de lei" subscrito por 12 deputados

Articulado proposto: "As prestações de serviços médicos e sanitários e as operações com elas estreitamente conexas efetuadas por estabelecimentos hospitalares, clínicas, dispensários, estabelecimentos termais e similares, independentemente da possibilidade de internamento dos utentes e sempre que se encontrem enquadrados no conceito de unidades prestadoras de cuidados de saúde."

domingo, 17 de maio de 2015

Com António Costa e António Arnaut - Coimbra - Jornadas em defesa do SNS


Na Fundação Bissaya Barreto, em Coimbra, tiveram lugar várias mesas de debate sobre as propostas para o programa do Governo em que participaram muitos pessoas independentes para darem o seu contributo genuíno.
José Luís, Bruno Gomes, Álvaro Beleza, Carlos Mesquita, Henrique de Barros
Jacinta Junqueiro e Rosa Monteiro
Em simultâneo, em três salas, depois das introduções iniciais dos oradores convidados, os debates aconteceram cabendo aos moderadores recolher a informação relevante para análise final no grupo de trabalho da Saúde.
A mesa de encerramento foi constituída por Pedro Coimbra, presidente da Federação, Adalberto Fernandes, coordenador da equipa da Saúde, António Arnaut e de António Costa.  

"António Costa comentava assim uma notícia que disse ter lido hoje na comunicação social e na qual se referia que a "coligação de direita" ia "fazer uma jantarada para festejar a partida da ´troika´".
Saída da troika só será festejada quando Governo "for embora". O secretário-geral do PS, António Costa, disse hoje em Coimbra que os portugueses só festejarão a saída da 'troika' de Portugal quando "este Governo se for embora", porque ele é "pior do que a ´troika´".
Adalberto Fernandes, Pedro Coimbra, António Costa
O líder socialista disse ter ficado intrigado já que, acrescentou, a coligação PSD/CDS-PP quis ir, nas suas políticas, além da 'troika' e continuou a política da 'troika' depois de terminado o programa de assistência financeira a Portugal (no início de maio do ano passado).
António Costa falava na sessão de encerramento de um debate sobre o Serviço Nacional de Saúde promovido pelo PS em Coimbra, no âmbito da definição de políticas para a criação de uma alternativa que o partido pretende ser nas próximas eleições legislativas.
"Gastar menos não é gastar melhor, não haver camas nos hospitais não é poupar dinheiro, é ter falta de respeito pelos utentes dos hospitais", sustentou António Costa.
António Arnaut
"Não contratar os enfermeiros que são necessários, não é resolver um problema, é adiar a satisfação de uma necessidade, que, depois, tem de ser satisfeita sem menos custos, mas com um enorme custo para a qualidade do serviço prestado aos doentes nos hospitais", afirmou, defendendo ainda que "aumentar as taxas moderadores" representa "fazer os utentes do SNS pagar duas vezes (nos impostos e nas taxas) serviços a que têm direito".
O líder dos socialistas também criticou a centralização de "cuidados de saúde nos grandes hospitais", pois ela não significa "racionalizar o SNS", mas promover "momentos de rotura nas urgências", como aconteceu na "crise de dezembro [provocada por um surto de gripe]".
"Desinvestir nas unidades de saúde familiar (USF) é concentrar nos hospitais centrais uma pressão" que, depois, estes estabelecimentos "têm dificuldade em poder gerir".
O PS tem vindo a discutir o seu programa de governo, que é "um trabalho da maior importância" para "definir prioridades", que não seria necessário se os recursos não fossem limitados, sustentou António Costa, explicando por que não apresentou ainda o seu programa de governo.
"Dá trabalho, mas vale a pena", sublinhou.
"Os portugueses não suportam mais que voltemos a eleger alguém que não seja merecedor de confiança" e "ainda não esqueceram, não esquecem, não esquecerão, nem perdoam ao atual primeiro-ministro ter prometido na campanha eleitoral baixar os impostos, que depois subiu, e não cortar os salários e pensões, que depois cortou", sustentou o secretário-geral do PS.
"Há uma garantia que daremos aos portugueses: o próximo primeiro-ministro -- eu -- não fará o que fez o atual primeiro-ministro na última campanha eleitoral".













terça-feira, 12 de maio de 2015

Obama e Raúl Castro - Vacina contra o cancro do pulmão testada nos EUA?

Graças aos esforços da administração Obama para terminar o embargo norte-americano aos produtos de Cuba, o Instituto Roswell Parl Contra o Cancro de Nova Iorque e o Centro de Imunologia Molecular de Cuba assinaram um acordo que pode levar para os EUA a CimaVax, uma vacina terapêutica contra o cancro do pulmão, criada em Cuba e anunciada em 2011

"Os norte-americanos pretendem aprovar a vacina no país o mais depressa possível.
Foi em 1962 que o Governo norte-americano proibiu qualquer transação de bens entre o seu país e Cuba. Depois de mais de 50 anos, vários acordos na área da saúde têm sido estabelecidos entre os dois países. No seu seguimento, os norte-americanos pretendem efetuar vários testes clínicos para que a Food and Drugs Administration (a associação reguladora de fármacos) autorize a comercialização da CimaVax no país.
A CimaVax foi criada em Cuba e anunciada em 2011. É destinada a pacientes com cancro do pulmão terminais que já não podem recorrer a outros tratamentos. Usando como principal componente uma proteína chamada EGF, produzida naturalmente pelo corpo, a vacina vai incentivar o sistema imunitário a trabalhar e fazer com que combata o crescimentos de tumores e aparecimento de metásteses.
Em testes clínicos feitos em Cuba, os investigadores perceberam que a utilização da vacina fez com que os pacientes vivessem mais quatro a seis meses. No entanto, na altura em que foi anunciada, vários foram os cientistas portugueses que afirmaram ter algumas reservas quanto à sua verdadeira utilidade.
Apesar da sua produção ser barata e de estar disponível para compra por qualquer cidadão, por falta de financiamento nunca foram feitos novos estudos para que novos efeitos fossem desenvolvidos. 
Esse é o objetivo dos cientistas norte-americanos: depois de aprovada a vacina, pretendem continuar a estudá-la para que possa tornar-se uma medida de prevenção para o desenvolvimento de cancro, não só do pulmão, como do pâncreas, colo do útero ou mama, onde a proteína EGF desempenha também um papel importante.
Por agora, a CimaVax é um complemento do tratamento do cancro. Se esta aliança pode ou não mudar a sua utilidade, serão necessárias novas investigações e estudos.
Veja também como é que os cientistas conseguiram reverter células cancerígenas em células saudáveis, aqui"

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Saúde: Somos dos que mais pagam (do próprio bolso) a saúde mais cara da Europa

Presidente da Ordem dos Enfermeiros - "O contribuinte português é o que paga, do próprio bolso, a saúde mais cara da Europa: “27% dos cuidados de saúde”. 
“Somos o país com o pagamento chamado ‘out of pocket’ [saído do bolso] mais caro da Europa. E isso não é compaginável com o direito à saúde contemplado da Constituição”, defende Germano Couto, em declarações à Renascença. 
A Ordem dos Enfermeiros desafia, por isso, o Governo a mudar o actual modelo de financiamento dos hospitais – um modelo que considera injusto e irracional, por não ter em conta os ganhos efectivos em saúde para os doentes e sim aspectos meramente processuais. 
Duas instituições são financiadas de igual modo, independentemente se o doente que lá entra com a mesma patologia sai um mais dependente e outro mais independente”, critica o bastonário, que vê neste modelo uma fonte de desperdício. 
Germano Couto defende, por outro lado, “o modelo que o consórcio internacional para medição de resultados em saúde”, que premeia e financia as instituições que obtêm ganhos em saúde para os cidadãos e não apenas tendo por base processos – nomeadamente, número de consultas, de cirurgias, diagnósticos médicos, entre outros.” 
E já há experiências com bons resultados em alguns países, como na Holanda e no Reino Unido, onde os hospitais só recebem dinheiro do Estado se, comprovadamente, contribuírem para a qualidade de vida dos doentes. 

O modelo de financiamento hospitalar é um dos assuntos centrais em debate no congresso da Ordem dos Enfermeiros, que decorre até terça-feira em Lisboa"

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Dia Mundial da Saúde celebrado na Assembleia da República

​Participei no Dia Mundial da Saúde foi celebrado na Assembleia da República, por iniciativa da Comunidade Juvenil S. Francisco D' Assis, com o apoio da Comissão de Saúde. Foram vários os testemunhos de crianças e adolescentes, facto que revela um trabalho de preparação notável. 
A sessão, presidida pela deputada Maria Antónia de Almeida Santos, contentou com a intervenção dos representantes de todos os grupos parlamentares.