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sábado, 23 de março de 2013

PS - O significado da Moção de Censura

A Moção de Censura não faz cair a maioria absoluta e o governo, mas isola politicamente essa maioria e esse governo. E isola a Troica e a política de segredo que faz e consente ao governo. Durão Barroso aconselha mal.
Seis atualizações do memorando, o Documento de Estratégia Orçamental e o corte combinado de 4 mil milhões foram feitos nas costas do PS e da Assembleia da República. Foram o governo e a Troica que se isolaram do país, do PS e das oposições. 
Esta Moção também censura esta atitude. O PS continua fiel aos objetivos de rigor das contas públicas, mas não tem de aceitar políticas e alterações que não só não subscreveu, como nem foi consultado. Mais austeridade só conduz à situação atual. 
Estamos pior, muito pior. Não é só por causa da conjuntura que sempre existiu, de há vários anos a esta parte. É também por causa das políticas erradas do governo.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

JUNCKER DISCORDA DE PASSOS COELHO SOBRE EVENTUAL RESGATE

Luís Rego, em Estrasburgo
"Jean Claude Juncker não subscreve a opinião do primeiro-ministro português sobre um eventual segundo resgate a Portugal.

"Não vejo a situação de forma tão dramática mas temos de ter consciência que estamos todos interligados", explicou Juncker, adiantando no entanto que essa declaração de Passos Coelho, sobre as consequências de um default em Atenas, "foram uma indicação útil para os gregos".

Questionado sobre se o montante de 78 mil milhões de euros ainda é suficiente para as necessidades de financiamento portuguesas, Juncker respondeu assim: "tivesse eu tido a oportunidade, era essa pergunta que teria feito ao primeiro-ministro".

Já as notícias de um agravar da recessão em Portugal no próximo ano, confirmadas hoje por Carlos Moedas, secretário de estado adjunto do primeiro-ministro, não parecem impressionar muito Juncker. "Vi um adjunto de ministro tornar pública esta informação, não tive tempo para a verificar", frisou.

Porém, mostrou-se muito confiante no que toca ao êxito do programa: "Portugal está no bom caminho" e "tenho grande satisfação com o esforço impressionante" que tem sido feito no país."

terça-feira, 23 de agosto de 2011

PORTUGAL VOLTA AO 2º LUGAR DA BANCA ROTA

Jorge Nascimento Rodrigues (www.expresso.pt)
Custo dos seguros contra o risco de bancarrota da dívida portuguesa voltaram a ultrapassar os 1100 pontos base e no caso da Grécia estão perto de 2500. Juros em alta em todas as maturidades.



O movimento de alta já era observável desde dia 18 de agosto quer na probabilidade de incumprimento da dívida soberana da Grécia e de Portugal como nas yields (juros implícitos) das obrigações do Tesouro português e dos títulos gregos no mercado secundário da dívida.
O trilho "argentino" da crise de dívida grega prossegue. O custo dos credit default swaps (cds, seguros financeiros contra o risco de bancarrota da dívida grega) aproxima-se, hoje, dos 2500 pontos base. A probabilidade de default (incumprimento da dívida) atingiu mais de 81,5%, segundo dados do monitor da CMA DataVision.
No caso português, o custo dos cds regressou acima do patamar dos 1000 pontos base logo na abertura, fixando-se, agora, ao final da manhã em 1100,11 pontos base, e o risco de incumprimento estava acima de 58%.
A diferença com a Irlanda, o "colega" nos lugares cimeiros do "clube" da bancarrota, tem-se acentuado - o custo dos cds para o ex-tigre Celta está ligeiramente acima de 900 pontos base e o risco está nos 51%.
A Grécia continua a liderar o "clube" da bancarrota - o TOP 10 dos países com mais alta probabilidade de incumprimento da dívida.
Portugal, em virtude do disparo do risco durante a manhã de hoje (de 54,64% no fecho de ontem para 58,13% agora) subiu do 3º para o 2º lugar, ultrapassando a Venezuela.
A Irlanda mantém-se na 4ª posição. Neste clube são, ainda, membros, mais outros dois países da zona euro: a Itália em 8º lugar e a Espanha na 9ª posição.

Juros gregos acima de máximos de julho - As yields (juros implícitos) dos títulos gregos não têm parado de subir em todas as maturidades - apesar da aprovação a 21 de julho numa cimeira europeia de um 2º pacote de resgate. Hoje, na abertura do mercado secundário, os juros dos títulos gregos a 2 anos subiram para 38,7%, já próximo do máximo de 39% em 19 de julho, dois dias antes da cimeira europeia. E, agora, ao final da manhã, já estão a negociar em 39,59%, acima do máximo de julho, segundo dados da Bloomberg.
No caso dos juros das obrigações do Tesouro (OT) português a tendência altista é observável desde 18 de agosto. Hoje abriram com os seguintes valores em alta: 13,04% para OT a 2 anos; 12,99% para OT a 3 anos; 12,07% para OT a 5 anos; e 10,88% para OT a 10 anos. São, no entanto, valores ainda muito abaixo dos máximos de julho; por exemplo, os juros das OT a 2 anos atingiram o máximo de 20,36% e os juros das OT a 10 anos atingiram o máximo de 13,38%.

O que incendeia a situação grega - A enorme turbulência que regressou à Grécia é derivada da conjugação de 3 fatores recentes:
1º - agravamento da previsão de recessão para 2011, cujo valor foi revisto de 4,5% para 5,3% pelo governo em Atenas; 2º- dispersão política europeia em torno das garantia; 3º- começo da apreciação do andamento do programa de resgate grego pela troika, com um momento crítico em setembro quando Atenas terá de reprogramar €4 mil milhões de dívida.
Como pano de fundo, o desentendimento político europeu em torno da questão das obrigações europeias (eurobonds) ...... A própria coligação no poder em Berlim poderá romper-se em torno desta questãode despesismo e de endividamento e geradoras de situações inflacionárias.



A exceção irlandesa - A diferença entre Portugal e Irlanda no mercado secundário é muito clara. Os juros dos títulos irlandeses a 2 anos estão em 8,25%, enquanto para as OT estão em 13,04%. No caso dos títulos a 10 anos, a diferença é menor: 9,31% para os títulos irlandeses e 10,88% para as OT.
O processo de descida dos juros irlandeses tem sido colossal: de um máximo de 23,22% em 18 de julho para os títulos a 2 anos para 8,25% hoje; de um máximo de 14,08% em 18 de julho para os títulos a 10 anos para 9,31% hoje.
Mais de €36 mil milhões do BCE para conter juros
O Banco Central Europeu (BCE), ao abrigo do seu programa SMP (Securities Markets Programme) de compra de títulos soberanos de países membros da zona euro no mercado secundário, já desembolsou, nas duas últimas semanas, €36,3 mil milhões.
Desde o início do programa em maio de 2010, com a compra de títulos gregos, o SMP já comprou €110,5 mil milhões de títulos gregos, portugueses, irlandeses, espanhois e italianos, segundo os analistas.
O objetivo principal tem sido estancar a subida dos juros das obrigações espanholas (OE) e dos títulos italianos (BTP), o quem sido conseguido parcialmente.
Os juros das OE e das BTP a 10 anos têm estado contidos abaixo de 5%, desde 16 de agosto. Hoje, na abertura do mercado, os juros de quase todas as maturidades das OE e das BTP estavam a subir. Hoje, no caso dos títulos a 10 anos, os juros estão em alta e negoceiam perto dos 5%.
Antes da focalização nos casos de Espanha e Itália, por parte do BCE, foram as obrigações do Tesouro português e os títulos irlandeses que estiveram a beneficiar da intervenção massiva do banco central no mercado secundário.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Autarquias: Governo não precisou da ''troika'' para "reformar bem" a reorganização administrativa do país - sec. Estado

O secretário de Estado da Administração Local afirmou hoje que o Governo "não precisou da ''troika'' para "reformar bem" a reorganização administrativa.

"Não pudemos fazer em 18 meses o que nos propunhamos atingir em quatro anos, mas o caminho está iniciado e a discussão está aberta. Posso desde já concluir que, nesta matéria, não precisamos da ''troika'' para reformar bem nem tínhamos precisado de outras coisas para complicar", afirmou José Junqueiro na conferência "Reorganização Administrativa no País, a decorrer hoje no Porto.

Segundo o governante, a discussão sobre a reorganização administrativa deve "evoluir de forma participada, juntando vontades, promovendo consensos e orientada de baixo para cima".

Agência Lusa , Publicado em 05 de Maio de 2011 

terça-feira, 3 de maio de 2011

SÓCRATES DERRETEU OS BOATOS DA OPOSIÇÃO, MAS AVISOU QUE HÁ CUSTOS!

Catroga não tem um único argumento nos bolsos. Ficou de tanga! Diz que José Sócrates levou o país à bancarrota. Depois diz que o acordo foi bom, graças ao PSD ( até o Diabo se ria!). Então e o discurso da catástrofe? Catroga está como Passos Coelho: atordoado!

E não diz que, afinal, as medidas do PEC IV foram todas consideradas e que o agravamento das mesmas apenas se ficará a dever ao chumbo sem alternativa liderado por Passos Coelho.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

PARA SALVAR A PRÓPRIA PELE, A DE PASSOS COELHO

A TROICA DA IRRESPONSABILIDADE
O PSD persiste no seu radicalismo. Desta vez foi Aguiar Branco, a rogo de Passos Coelho, que veio dizer, novamente, que com José Sócrates não há acordo possível.
E o próprio líder do PSD, tentando salvar a própria pele, vem ensaiar a ideia de que uma “ajuda externa”, pedida há mais tempo, pouparia dinheiro aos portugueses.
O que verdadeiramente pouparia mais sacrifícios aos portugueses era ter aprovado o PEC IV como agora todos já concluíram.
Portugal foi o único país europeu em que a oposição, liderada pelo PSD, na Assembleia da República, chumbou o Pacto de Estabilidade e Crescimento, sem qualquer alternativa e assinando a  ideia de que não estava disponível para acompanhar todos os outros paíse no esforço de consolidação orçamental.
Rápido a destruir e lento, muito lento, a construir, o PSD ainda não anunciou qualquer medida com duração superior a 48h.
Em completo desnorte e em plena descompensação política Passos Coelho entregou-se nos braços orçamentais de Eduardo Catroga, um “predador” da coisa pública, da sensatez e até da boa educação.