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terça-feira, 8 de março de 2016

E se todos voltarmos a perder? Guterres tem razão.

Tem razão quando afirma que as elites não merecem o país que têm! 

Lembro-me que quando o último Governo Sócrates conseguiu fazer aprovar o PEC 2011. Todos os chefes de estado e de governo, a Comissão e o BCP deram luz verde. Merkel felicitou o PM português. Era uma combinação de austeridade com investimento e, claro, sem Troika. Alguns dias depois todas as oposições fizeram o impensável. Deram um Não a um documento a que toda a Europa dera um SIM. Resultado: quatro anos de Troika e austeridade cega e Radical.
O país perdeu, mas a direita ganhou e ganhou sobretudo a oportunidade de vender os ativos nacionais a pataco. A esquerda radical também ganhou, porque nada melhor do que uma política de terra queimada para fazer subir o score eleitora. E conseguiu, como agora se sabe melhor.
Tudo isto a propósito da mesma direita querer infernizar, a qualquer preço, o caminho do governo, mas sem cuidar, novamente, do direito ao bem-estar das pessoas e ao progresso do país. E a esquerda que apoia o governo prova agora o custo desse veneno. Talvez se possa redimir dos erros do passado.
Portanto, a direita, ao juntar a sua voz aos céticos, salivar por classificações negativas das agências de rating (que Cavaco também apadrinhou) ou ficar esfuziante pelas tentativas de Pierre Moscovici em forçar um plano B, com mais sacrifícios das pessoas e do país, parece-me, verdadeiramente lamentável. Guterres tem razão: as elites não merecem o país que têm!

sábado, 11 de abril de 2015

António Guterres desfaz a névoa: não é candidato a ser candidato às presidenciais de 2016

Em entrevista à Euronews, noticiada em exclusivo pelo Expresso, o antigo primeiro-ministro diz: "Não sou candidato a ser candidato". Reforça ainda que estar na ONU é o que gosta mais de fazer.

António Guterres colocou-se completamente de fora da corrida a Belém numa entrevista dada à televisão Euronews e noticiada em exclusivo pelo Expresso. “Não sou candidato a ser candidato. Sempre me interessei pelo serviço público e pretendo continuar a fazê-lo, mas o que gosto mais de fazer é o tipo de função que tenho atualmente, que permite ter uma ação permanente e direta a sobre o que se passa no terreno”, diz o antigo governante, dando a entender que pretende mesmo avançar para a liderança da ONU.

Em janeiro, Guterres tinha dito ao Expresso que era livre de decidir a sua vida e o Público adiantou que já teria recusado o convite três vezes. Agora, o socialista vem afirmar que não se vai candidatar à presidência, preferindo manter-se em funções similares às que ocupa atualmente na ONU, Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados – uma indicação que poderá estar a preparar a sua candidatura a secretário-geral a ONU.

Não sou candidato a ser candidato. Sempre me interessei pelo serviço público e pretendo continuar a fazê-lo, mas o que gosto mais de fazer é o tipo de função que tenho atualmente, que permite ter uma ação permanente e direta a sobre o que se passa no terreno. Isso não corresponde a outras funções, que são muito importantes do ponto de vista do equilíbrio de um país, de garantir a sua estabilidade, mas que não permitem a mesma ação diária para ajudar pessoas que precisam dramaticamente de ajuda, do nosso apoio”, afirma agora Guterres em entrevista ao canal de televisão Euronews e que foi esta tarde divulgada pelo jornal Expresso – a entrevista na íntegra será transmitia esta noite neste canal.

A entrevista foi concedida à Euronews esta semana, quando Guterres esteve reunido em Bruxelas com o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker. Apesar de ter preferido evitar as perguntas dos meios e comunicação nacionais, Guterres respondeu perante as câmaras da Euronews. A afirmação surge numa altura em que vários candidatos estão a avançar com as suas intenções de suceder a Cavaco Silva e quando muitos socialistas pediam a António Guterres que também avançasse.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

RTP - Jorge Coelho: "Excelente Presidente para o país é Guterres"

António Seguro tem o acordo todos. Foi o primeiro a falar sobre a candidatura de António Guterres a PR. Depois foi antónio Costa.
Ontem, (...) "Jorge Coelho manifestou em entrevista à RTP, na noite passada, o seu apoio a uma eventual candidatura de António Guterres ao Palácio de Belém, sustentando que “o país ficaria com um excelente Presidente da República”. “Numa luta dessas estaria com grande vontade e com grande prazer ao lado dele”, afirmou.
"Seria das muito poucas coisas que me faria sair da vida que tenho hoje (...). Numa luta dessas estaria com grande vontade e com grande prazer ao lado dele [António Guterres] porque acho que o país ficaria com um excelente Presidente da República".
A afirmação foi proferida a noite passada na antena da RTP por Jorge Coelho, socialista e, recorde-se, braço direito de Guterres nos governos do PS na década de 90. O atual comissário da ONU para os refugiados e antigo primeiro-ministro seria um bom chefe de Estado, pelo que, assegurou, está “disponível para ajudar numa candidatura” de Guterres às presidenciais de 2016.
A mesma opinião manifestaram recentemente o secretário-geral do PS, António José Seguro, assim como o histórico ‘rosa’ Mário Soares: “António Guterres dava um bom Presidente da República, como também dava um bom secretário-geral da ONU”, disse Soares, no final de julho, ao semanário Expresso.
Apenas alguns dias depois, em entrevista ao jornal Público, Seguro disse que: “António Guterres, se quiser ser candidato a Presidente, estou convencido de que receberá o apoio da esmagadora maioria não só dos socialistas mas de muitos cidadãos portugueses”, destacando o facto de, na sua opinião, Guterres possuir “três condições essenciais para assumir o cargo: capacidade de enorme diálogo, sensibilidade social e prestígio internacional”.(...)" (Notícias ao Minuto)

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Excessos: Isabel Moreira (PS) contra hipótese de candidatura de A. Guterres a PR

António Guterres, Alto Comissário para os Refugiados, é uma personalidade socialista de projeção mundial. Foi e é um dos nossos melhores. 

A leitura que alguns fizeram de que poderia ser candidato a PR espalhou nervosismo e pode explicar atitudes inéditas e recentes.

É um dos políticos mais cultos e humanistas das democracias modernas. Como primeiro-ministro, sem maioria, conseguiu governar durante seis anos, em consensos difíceis. Fez da Educação a sua paixão. Sucedendo a Cavaco Silva, e à crise em que este deixou o país, conseguiu aumentar o PIB, reduzir o desemprego e o défice de quase 7% para menos de 3%.

Estranha-se, pois, o seguinte: "A deputada do PS Isabel Moreira não perdoa a António Guterres o facto de este ter acordado com o PSD um referendo ao aborto em 1998. Isabel Moreira, protagonista no Parlamento das causas LGBT, considerou ontem que "uma pessoa de Esquerda não pode apoiar Guterres" numa eventual corrida a Belém." Excessos, digo eu".

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Adelino Cunha apresenta livro "António Guterres, Os Segredos do Poder"

Livro "António Guterres, Os Segredos do Poder", de Adelino Cunha, apresentado por António Reis e Vítor Melícias no próximo dia 13 de novembro, no teatro de S. Carlos, pelas 18h.

quarta-feira, 14 de março de 2012

ANTÓNIO GUTERRES - EUROPA ARRISCA-SE A UMA EXPLOSÃO SOCIAL

António Guterres: “Europa arrisca-se a uma explosão social”"
Áudio Terça à Noite (13/02/2012) Ex-primeiro ministro não está preocupado com “a herança” política que deixou no país e não tenciona escrever as suas memórias. - Raquel Abecasis
António Guterres, em entrevista ao programa “Terça à Noite” da Renascença, mostra-se muito preocupado com a forma como a Europa está a enfrentar a crise económica e alerta para o perigo de uma “explosão” social.
“Há uma lacuna base de solidariedade (na Europa), e quando isso acontece, as soluções que parecem óbvias. Um modelo matemático que tente resolver os problemas da economia sem compreender ou sem incluir os dados sociais, é um modelo que se arrisca a uma explosão”, afirma o alto comissário da ONU para os Refugiados.
O antigo primeiro-ministro lamenta que as decisões sobre a Grécia tenham sempre sido tomadas “à beira do abismo”, esquecendo o sofrimento das pessoas.
Acrescenta que “no plano dos direitos humanos sempre foram condenadas as punições colectivas, mas também não há culpas colectivas no plano económico” e, por isso, “a dimensão da solidariedade é essencial para ajudar os países que por diversas razões se encontram em situação mais difícil”.
Numa entrevista em que falou sobre como a sua experiência no mundo lhe dá razões para continuar a acreditar na humanidade, António Guterres sublinhou a grande lição que milhares de refugiados lhe têm dado por esse mundo fora, partilhando o pouco que têm com os outros e ajudando-se mutuamente em situações de grande dramatismo.
O responsável pelo ACNUR diz que “a falta de uma liderança mundial” é responsável pela imprevisibilidade e pelo arrastar de muitos conflitos e manifesta-se mesmo convicto de que, “se a situação de Timor tivesse ocorrido agora, não teria tido a solução que foi possível encontrar”.
Nesta entrevista à Renascença, o ex-primeiro ministro disse ainda não estar preocupado com “a herança” política que deixou no país e que não tenciona escrever as suas memórias.