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quinta-feira, 18 de setembro de 2014

O PS tinha razão: "Ministra da Justiça assume "responsabilidade política"

Paula Teixeira da Cruz confessou que tinha errado e que se soubesse o que sabe hoje teria procedido de modo diferente. 
No entanto, antes de ser obrigada a pedir desculpa, insultou tudo e todos, particularmente o PS por ter pedido a sua demissão. A arrogância esmoreceu, mas o problema permanece e a ministra também.
"A responsabilidade política assumo-a integramente", declarou Paula Teixeira da Cruz, garantindo que tinha recebido informações de que a 1 de setembro, data da entrada em vigor do novo mapa judiciário, o Citius estaria em condições de funcionar em pleno. Quanto às anomalias técnicas verificadas na plataforma informática Citius, a ministra assegurou que "haverá um processo de averiguações porque não há ninguém irresponsável"

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

11 dias depois, ninguém sabe quando o Citius estará a funcionar em pleno

Paula Teixeira da Cruz não tem ideia sobre quando (e se) a Justiça pode voltar  a funcionar com. Tem de digerir a arrogância inicial, porque teve de reconhecer o caos que negara e até "acabou por pedir na semana passada aos tribunais que suspendessem a sua utilização." O PM acha que está tudo bem!

"O Ministério da Justiça vai comunicar hoje aos operadores judiciários os problemas detetados no Citius e os próximos passos a dar, mas ninguém sabe ainda dizer quando estará a funcionar em pleno o sistema informático. 
Depois de ter negado bloqueios no Sistema Informático da Justiça (Citius) logo no arranque do Mapa Judiciário, Paula Teixeira da Cruz acabou por pedir na semana passada aos tribunais que suspendessem a sua utilização. 
Ao fim de 11 dias de bloqueio e com os tribunais praticamente parados, a oposição levou os problemas no sistema Citius ao plenário da Assembleia da República, com o PS a exigir a demissão de Paula Teixeira da Cruz e o PCP a exigir uma audição urgente no Parlamento com a ministra."

sábado, 8 de março de 2014

Diz o povo: "Quem rouba tostão é ladrão; quem rouba milhão é barão."

As capas dos jornais fizeram-me lembrar este provérbio português, muito a propósito de um pobre que, em tempos não muito distantes, num supermercado, roubou um pacote de manteiga. 

Foi identificado, julgado e condenado. Tudo muito rápido. O crime não prescreveu. 

Não teve sorte. Se, eventualmente, tivesse praticado gestão danosa de milhões o seu caso seria muito mais importante. 

Um pacote de manteiga dá condenação, um milhão dá prescrição. Lembro-me de ouvir o governo dizer esta semana que "a reforma da justiça estava feita". Peço desculpa por não me ter apercebido.