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quinta-feira, 11 de setembro de 2014

França assume derrapagem nas contas públicas e quer mais tempo


Afinal, o que Seguro sempre propôs é possível. 
Confrontado com um desvio nas contas públicas e uma economia em fraco crescimento, o Governo francês deu ontem como consumado um novo pedido de adiamento das metas do défice. Bruxelas deixa a porta aberta, mas quer ver desenhado um plano "credível" para Paris cortar na despesa pública.
Enquanto Jean-Claude Juncker apresentava em Bruxelas o novo figurino da próxima CE, o ministro das Finanças francês, Michel Sapin, dava em Paris o primeiro passo de um dossier que começa a agitar o debate na Zona Euro e que ocupará o novo Executivo comunitário: a flexibilização das metas orçamentais.


sábado, 13 de outubro de 2012

INÉDITO - HOLLANDE RECEBE SEGURO NO ELISEU



Síntese - ÊXITO DIPLOMÁTICO - Miterrand e Sarkozy recebiam dirigentes da oposição em privado, mas Hollande quebrou a regra e proporcionou a António Seguro o que é próprio de um chefe de Estado.  Disse o correspondente Daniel Ribeiro António que "José Seguro, hoje, ao Eliseu, ficará para os anais do changement ("mudança", lema da recente campanha eleitoral do atual Presidente francês, François Hollande). Não é tradição, em França, que um chefe de Estado receba líderes da oposição europeia à vista de toda a gente.
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O anterior Presidente francês, Nicolas Sarkozy, nunca acolheu no Eliseu, que se saiba, chefes da oposição portuguesa ou de outro país europeu. No que respeita a políticos portugueses, recebia apenas, sempre com grande prazer, José Sócrates, então primeiro-ministro, que era seu amigo, apesar de ser socialista.
A visita de António José Seguro, hoje, ao Eliseu, ficará para os anais do changement ("mudança", lema da recente campanha eleitoral do atual Presidente francês, François Hollande). 
Não é tradição, em França, que um chefe de Estado receba líderes da oposição europeia à vista de toda a gente. No passado, François Mitterrand recebia o seu amigo Mário Soares em privado, mas sublinhava, com ênfase, a amizade entre ambos - convidava-o para jantares íntimos, com as respetivas mulheres, em sua casa, na rua de Bièvre, em Paris.
No entanto, hoje, o chefe do PS português foi recebido no palácio presidencial francês como apenas o foram, até agora, líderes da oposição de países como a Síria ou a Líbia.
Acolhimento VIP
António José Seguro até teve direito a falar à imprensa no pátio do Eliseu com a aparelhagem de som ligada, o que habitualmente apenas é reservado a alguns 'eleitos'!
Esta manhã, fora recebido, antes dele, Dalil Boubakeur, líder da comunidade muçulmana de França, mas este partiu sem falar a ninguém, apesar dos graves problemas da França com o terrorismo islâmico. Boubakeur saiu do palácio presidencial francês minutos antes de António José Seguro chegar, o mais longe possível dos microfones e dos fotógrafos.
Seguro não: chegou nas calmas, sorriu para as objetivas e, no fim da reunião, falou sem pressas, sublinhando a "unidade" de pontos de vista entre ele e François Hollande para combater a crise na União Europeia.
Mais do que isso, no pátio do Eliseu falou mal do primeiro-ministro Passos Coelho: "Eu luto para Portugal ter mais tempo para aplicar o programa de estabilidade, para pagar menos juros, foi isso que vim aqui dizer ao Presidente Hollande, e Passos Coelho não faz nada, deveria estar nesta luta comigo em vez de estar a levar Portugal para uma situação dramática de implosão social, eu luto, ele não faz nada", disse, em resumo.
O dirigente socialista português acrescentou ter alertado François Hollande para a gravidade da situação portuguesa e para a necessidade de mudanças na forma como a União Europeia trata os países em crise.
Lusodescendentes em todo o lado
Nesta receção a António José Seguro, só faltou o tapete vermelho no pátio do Eliseu. Mas Hollande, que não podia fazer mais neste tipo de acolhimento, ainda fez um gesto simpático suplementar para o líder socialista português.
Quem o recebeu, ao meio-dia, à chegada ao palácio, foi um luso-francês - Philippe L'Église-Costa, conselheiro para os assuntos europeus de François Hollande. O jovem e conceituado Philippe é filho de um grande defensor da cultura portuguesa em França: o seu pai é Pierre L'Église-Costa, escritor e professor no Instituto de Ciências Políticas, onde é estudante o antecessor de António José Seguro na liderança do PS...
O mundo é pequeno e os lusodescendentes estão, em França, por todo o lado! Um dia destes, dizia alguém esta manhã no Eliseu, ainda vamos ouvir Seguro dizer "mon ami Hollande"! 
Ler mais: 

quarta-feira, 4 de julho de 2012

FRANÇOIS HOLLANDE SOBE IMPOSTOS AOS RICOS

SÍNTESE - EIS A DIFERENÇA ENTRE A FRANÇA DE HOLLANDE E O GOVERNO DE PASSOS COELHO - As empresas vão passar a pagar uma taxa de 3% sobre os dividendos pagos aos accionistas, enquanto que as contribuições a pagar ao Estado pelas ‘stock-options' pagas aos executivos, bem como as acções entregues de graça aos altos quadros, vão subir de 22 para 40%. Ao mesmo tempo, a taxa sobre as transacções financeiras passa para o dobro, enquanto os bancos irão pagar um imposto adicional... as empresas petrolíferas vão pagar uma sobretaxa sobre as suas reservas, enquanto que as grandes firmas - com um volume de negócios anual superior a 250 milhões de euros - terão que pagar antecipadamente a contribuição excepcional de 5%... os que ganham mais de um milhão de euros por ano vão estar sujeitos a um "imposto de solidariedade" especial sobre os seus vencimentos de 75%.
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Pedro Duarte  - O novo governo francês determinou hoje a subida de vários impostos para controlar o défice. A carga fiscal recai sobre os mais abastados.
O governo do novo presidente francês François Hollande continua a cumprir as suas promessas eleitorais, aprovando um projecto de orçamento que procura aumentar as receitas através de um agravamento da carga fiscal aos ricos e às grandes empresas.
Deste modo, segundo o orçamento rectificativo hoje aprovado pelo governo francês, em nome do que é classificado de "desfinancialização" da economia, as empresas vão passar a pagar uma taxa de 3% sobre os dividendos pagos aos accionistas, enquanto que as contribuições a pagar ao Estado pelas ‘stock-options' pagas aos executivos, bem como as acções entregues de graça aos altos quadros, vão subir de 22 para 40%. Ao mesmo tempo, a taxa sobre as transacções financeiras passa para o dobro, enquanto os bancos irão pagar um imposto adicional.
Em adição, as empresas petrolíferas vão pagar uma sobretaxa sobre as suas reservas, enquanto que as grandes firmas - com um volume de negócios anual superior a 250 milhões de euros - terão que pagar antecipadamente a contribuição excepcional de 5% a que se encontravam sujeitas desde 2011. Já todos os que ganham mais de um milhão de euros por ano vão estar sujeitos a um "imposto de solidariedade" especial sobre os seus vencimentos de 75%.
Com estas medidas, o governo de Hollande espera arrecadar 7,2 mil milhões de euros em receitas adicionais, mais do que o suficiente para conseguir um défice público dentro dos objectivos acordados com Bruxelas.
Alívio à sociedade
Em sentido contrário, o executivo socialista decidiu abolir a intenção do governo anterior de aumentar o IVA, mantendo-se este nos 19,6%. Já a contribuição social paga pelas empresas sobre os planos de poupança dos trabalhadores irá disparar dos actuais 8% para os 20%, de modo a garantir a segurança das reformas dos trabalhadores. A piorar as notícias para os grandes empresários, Hollande aboliu o direito das firmas de deduzir nos seus impostos os montantes pagos pelas firmas para estes planos de poupança.
Após o anúncio das novas medidas orçamentais, o ministro francês do Orçamento, Jérôme Cahuzac, afirmou que parece ao novo executivo "que o governo anterior estava a esconder dados" sobre as receitas fiscais, as quais terão sido "subestimadas de modo voluntário" pelo governo de direita em cerca de sete mil milhões de euros para este ano

segunda-feira, 18 de junho de 2012

HOLLANDE PROPÕE 120 MIL MILHÕES PARA O CRESCIMENTO E EMPREGO

O presidente francês propôs esta semana aos chefes  de Estado europeus, antes da cimeira em Bruxelas dos dias 28 e 29, medidas  de crescimento "com efeito imediato" avaliadas em 120 mil milhões de euros,  revela hoje a imprensa. 
O "Journal du Dimanche" alega ter tido acesso a uma cópia de um documento  de 11 páginas intitulado "Pacto para o Crescimento na Europa" que terá sido  enviado na quinta-feira por François Hollande a vários dirigentes europeus,  entre os quais a chanceler alemã Angela Merkel. 
Hollande apresenta no documento as suas propostas de relançamento da  economia, que passam especialmente por grandes projetos nas áreas das energias  renováveis e biotecnologias. "Medidas de crescimento de efeito rápido, avaliadas em 120 mil milhões  de euros, deverão ser decididas pelo Conselho Europeu de junho", escreve  no documento o presidente francês, citado pelo "Journal du Dimanche". 
Para Hollande, as medidas "deverão ser desenvolvidas antes do final  do ano, designadamente com a criação de uma taxa sobre as transações financeiras.  Elas deverão ser acompanhadas de medidas em prol do emprego, que beneficiem  antes de mais os jovens". 
Os 120 mil milhões de euros poderão vir de três fontes, explica o "Journal  du Dimanche": 60 mil milhões do Banco Europeu de Investimento, 55 mil milhões  de fundos europeus estruturais e 4,5 mil milhões de empréstimos lançados  em conjunto por vários países europeus para financiamento de grandes projetos  de infraestruturas da região (proposta lançada por Hollande na sua campanha

FRANÇA - SOCIALISTAS CONQUISTAM MAIORIA ABSOLUTA

Síntese - Depois da Vitória Presidencial de François Hollande o PS tem nas legislativas a MAIORIA ABSOLUTA. é a primeira vez em 31 anos que os socialistas podem formar um governo de maioria absoluta, dando a Hollande um domínio quase total sobre o país, já que este passa a controlar a presidência, o Parlamento, o Senado e 90% dos governos regionais. O FUTURO COMEÇA AGORA. BOA SORTE!
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Pedro Duarte - O partido do presidente François Hollande é o grande vencedor das eleições legislativas em França, tendo desferido uma forte derrota às forças da direita.
O PS francês, contando com os seus aliados da esquerda radical, terão conseguido entre 312 e 326 assentos no Parlamento, um valor muito superior aos 289 deputados necessários para conseguir a maioria absoluta, segundo indicam as sondagens à boca das urnas, citados pelos media franceses. ~
A confirmar-se, esta é a primeira vez em 31 anos que os socialistas podem formar um governo de maioria absoluta, dando a Hollande um domínio quase total sobre o país, já que este passa a controlar a presidência, o Parlamento, o Senado e 90% dos governos regionais.
Já o partido UMP do ex-presidente Nicolas Sarkozy foi severamente penalizado nas urnas, tendo-se ficado pelos 212 a 234 deputados, um valor muito inferior aos 320 que possuía, e abaixo dos objectivos do partido de ficar com pelo menos 250 parlamentares.
Um revés para os socialistas é no entanto o facto da destacada política socialista e ex-candidata à presidência Ségóléne Royal não ter conseguido ser eleita pelo distrito de La Rochelle, o que a impedirá de assumir o cargo de presidente da Assembleia.
Nota ainda para o avanço eleitoral do partido Frente Nacional de extrema-direita, que regressa ao Parlamento com entre um a quatro deputados, após uma ausência de quatro anos-

terça-feira, 12 de junho de 2012

HOLLANDE ENCARECE DESPEDIMENTOS PARA COMBATER O DESEMPREGO DE 10%

Síntese - AO CONTRÁRIO DE PORTUGAL em que o PSD/CDS facilita o despedimento, baixa as indemnizações, HOLLANDE (que herdou o desemprego mais elevado dos últimos 13 anos) está legislar para dificultar os despedimentos tornando-os mais caros e mais difíceis.  O ministro do Trabalho, Michel Sapin disse: "A ideia principal é encarecer de tal ordem os despedimentos que não compense às empresas [fazê-lo]", disse Sapin em entrevista à rádio France Info.
Num mês, Hollande cumpre promessas
O novo governo socialista francês está a planear uma nova lei de trabalho que aumente o custo dos despedimentos. A medida estará pronta dentro de meses, segundo anunciou hoje o ministro do Trabalho, após a notícia do aumento da taxa de desemprego para 10%.
A França tinha anunciado recentemente a redução da idade da reforma para os 60 anos no caso de trabalhadores com carreiras contributivas mais longas, dando assim cumprimento à promessa eleitoral e desafiando os problemas económicos e a advertência da União Europeia sobre a sobrecarga da Segurança Social.
O presidente François Hollande assumiu o cargo no mês passado com a promessa de combater o desemprego, que atingiu agora o nível mais elevado dos últimos 13 anos.
Num contexto de conomia estagnada, o ministro do Trabalho, Michel Sapin, disse serem necessárias medidas urgentes contra o desemprego e que iria implementar uma nova lei após as férias de Verão.
"A ideia principal é encarecer de tal ordem os despedimentos que não compense às empresas [fazê-lo]", disse Sapin em entrevista à rádio France Info. "Não se trata de sanções, mas de dar compensações adequadas aos trabalhadores", complementou.
A iniciativa de encarecer os despedimentos em França, onde já estão altamente regulamentados e, muitas vezes, são muito dispendiosos para os empregadores, contrasta com as medidas em curso noutros países da Zona Euro, como Itália e Espanha, onde o despedimento se tornou mais barato.
Sapin, um ex-ministro e amigo de longa data de Hollande, disse que o Governo não pode ficar de braços cruzados enquanto as empresas otimizam os seus modelos de funcionamento para melhorar a sua rentabilidade e aumentar os dividendos pagos aos acionistas.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

O PS (35%) E A ESQUERDA LIDERAM A 1ª VOLTA DAS LEGISLATIVAS EM FRANÇA

VITÓRIA DA ESQUERDA EM FRANÇA. O PS FRANCÊS OBTEVE 35% dos votos nas legislativas. Em Portugal  a"coisa" não faz capa de jornal e em Espanha também não, eventualmente por estarem ocupados a explicar que o resgate não é um resgate, quer apenas dizer ... 100 000 milhões ... a juros de 3% (?!) ou seja, está tudo bem.  ESPEREMOS POR DOMINGO!

sexta-feira, 8 de junho de 2012

PRESIDENTE HOLLANDE - IDADE DE REFORMA RECUA PARA OS 60 ANO

François HOLLANDE recoloca as pessoas no centro da sua governação. A idade de reforma recua até aos 60 anos para os que têm 40 anos ou mais de desconto. De forma sustentada, abre 110 000 novos empregos, sobretudo jovens. Até 2017 a medida custará cerca de 3000 milhões. Moderniza a administração e dá um novo impulso à economia promovendo o crescimento.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Hollande força Merkel a reabrir discussão sobre eurobonds

Síntese - HOLLANDE - "Vou avançar com todas as propostas para o crescimento nesta reunião informal (de líderes)", disse, à margem do G8, incluindo "os eurobonds e não estarei sozinho a propô-los", referindo-se ao apoio da Itália, Reino Unido e Espanha. Ontem, o primeiro-ministro eslovaco, Roberto Fico, juntou-se à iniciativa. Quando chegar a sua vez, a quem se juntará Passos Coelho, a Portugal ou a Merkel?

Luís Rego em Bruxelas   "O presidente francês compra a primeira guerra com Merkel no jantar de amanhã. Van Rompuy pede debate “sem tabus”.
O presidente francês elegeu os eurobonds - a emissão conjunta de dívida europeia - para ‘comprar' a primeira guerra com a chanceler alemã, Angela Merkel. E tudo indica que o palco desse possível confronto será o jantar de amanhã em Bruxelas, onde diplomatas e políticos reconhecem que está tudo em cima da mesa.
Há as propostas conhecidas de reforçar o capital o Banco Europeu de Investimento ou de financiar projectos de infra-estruturas com obrigações conjuntas da União Europeia, que são menos polémicas. Depois, além dos eurobonds, há a criação de um fundo de garantia europeu de depósitos ou da utilização do fundo de resgate para recapitalizar bancos directamente. Estas três iniciativas têm em comum o facto de Berlim as ter rejeitado em alto e bom som. Ainda assim, Herman Van Rompuy, o presidente do Conselho europeu reclama um debate "sem tabus sobre as perspectivas de longo prazo". "Vai tudo ser discutido" amanhã, disse o ministro de finanças alemão, Wolfgang Schäuble.
O jantar foi convocado para discutir medidas para o crescimento mas a perspectiva da Grécia sair do euro e de Espanha pedir um resgate elevam o grau de urgência entre muitos europeus.
"Vou avançar com todas as propostas para o crescimento nesta reunião informal (de líderes)", disse Hollande, à margem do G8, incluindo "os eurobonds e não estarei sozinho a propô-los", referindo-se ao apoio da Itália, Reino Unido e Espanha. Ontem, o primeiro-ministro eslovaco, Roberto Fico, juntou-se à iniciativa"

quarta-feira, 9 de maio de 2012

HOLLANDE RECEBE APOIOS INTERNACIONAIS - PSD ISOLADO EM PORTUGAL E NA EUROPA

Desde o início da crise da dívida soberana na zona euro, em 2010, o corte da despesa foi aplicada para reduzir o endividamento público. Imagem: Lusa
O presidente da União Europeia (UE), Herman Van Rompuy, anunciou hoje a realização de uma reunião informal entre os dirigentes europeus no dia 23 de maio, na qual serão debatidas medidas para reativar o crescimento.
Esta será a primeira reunião de chefes de Estado da UE em que Hollande vai comparecer como presidente francês.
Numa conferência de imprensa em Bruxelas, o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, estimulou-o a "aproveitar a dinâmica atual para aplicar as medidas implantadas" pelos seus serviços e "reativar o motor do crescimento europeu".
"Devemos intensificar os nossos esforços para reforçar o crescimento, devemos aumentar os investimentos públicos e fazer um bom uso deles", disse, por sua vez, o comissário dos Assuntos Económicos, Olli Rehn.
Também o diretor da Organização Mundial de Comércio (OMC), o francês Pascal Lamy, próximo a Hollande, defendeu um "orçamento europeu de crescimento" na zona euro, num artigo publicado no site do Le Monde.
A Comissão Europeia propõe a emissão de obrigações que serviriam para financiar projetos de infraestruturas, aumentar o capital do Banco Europeu de Investimentos (BEI) para ajudar as pequenas e medias empresas, e impor uma taxa às transações financeiras. Durante a sua campanha, Hollande incorporou estas medidas na sua proposta de orçamento.
Desde o início da crise da dívida soberana na zona euro, em 2010, o corte da despesa foi aplicado para reduzir o endividamento público. Alguns dos países onde os cortes foram mais profundos, como Grécia, Portugal e Espanha, encontram-se atualmente em recessão.
Hollande propõe a integração de um capítulo com medidas a favor do crescimento no pacto acordado em março, por 25 dos 27 Estados da UE, que visa impor na legislação de cada país o princípio do equilíbrio orçamental.
Contudo, a sua iniciativa despertou um forte debate com Berlim, que se opõe a renegociar o pacto fiscal e é a favor da reativação do crescimento através de reformas estruturais e não com base na despesa pública.
Pierre Moscovici, que está a organizar a transição do poder de Sarkozy para Hollande, mostrou-se confiante num compromisso com a chanceler alemã Angela Merkel.
"Encontraremos um compromisso. Estou convencido de que as coisas começaram bem", disse à rádio RTL.
Moscovici referiu ainda que o presidente francês "deseja uma construção europeia num sentido mais favorável ao crescimento" e não quer "ratificar este tratado (de disciplina fiscal) tal como está, sem o complementar com um capítulo de crescimento".
Já o Japão reforçou hoje as pressões da Alemanha à França. O país é um importante comprador de obrigações do fundo criado pela zona euro para resgatar os seus Estados membros em apuros.
"Não sei se Hollande vai aplicar imediatamente o que disse nos debates da campanha eleitoral, mas, sendo realista, penso que é impossível abandonar os esforços de consolidação fiscal", disse o ministro de Finanças japonês, Jun Azumi

segunda-feira, 7 de maio de 2012

MENSAGEM DE FELICITAÇÕES - SEGURO A HOLLANDE

Caro François Hollande
Envio-te um abraço fraterno de felicitações pela tua eleição para Presidente da República de França. Alcançaste um resultado histórico que nos enche de muita satisfação.
Tal como te disse, no encontro que tivemos na quinta-feira passada em Toulouse, a tua eleição representa uma lufada de ar fresco e um novo ciclo de esperança para a Europa. A esperança em políticas de crescimento económico e de promoção do emprego que alivie os sacrifícios das famílias e das empresas. Uma visão progressista e alternativa às políticas erradas de austeridade excessiva.
O nosso encontro permitiu consolidar um compromisso comum, já que em Portugal há vários meses que também lutamos por uma agenda nacional e europeia para o crescimento.
É em nome desse compromisso comum que reitero a disponibilidade do PS para dotarmos o tratado europeu de um acto adicional com medidas concretas que permitam o crescimento económico e a criação de emprego.
Cumprimento o povo francês pela elevada participação eleitoral nestas eleições.
Muitas felicidades para o teu mandato,
António José Seguro

domingo, 6 de maio de 2012

O socialista François HOLLANDE VENCE 2ª volta - é o NOVO PRESIDENTE DA FRANÇA

França/Presidenciais - NA SIC notícias, o jornalista disse que esta vitória não é uma novidade, porque todas as sondagens iam nesse sentido. É melhor revisitar a mesma SIC noticias de sábado onde dava notícia de uma 1ª sondagem com Sarkozy à frente.
 "O socialista François Hollande venceu hoje a segunda volta das eleições presidenciais em França, com um resultado entre 52 e 53,3% dos votos, de acordo com as projeções avançadas pela agência France Presse. A televisão pública francesa TF2 estima que a abstenção nesta eleição tenha sido de 20,10 por cento, maior do que a de 2007 (16%), mas menor do que a de 1995 e de 2002 (20,3 %). @ Agência Lusa"

sábado, 5 de maio de 2012

SEGURO E A DELEGAÇÃO PORTUGUESA COM HOLLANDE

ANTÓNIO SEGURO liderou uma delegação portuguesa que esteve no último comício de campanha com HOLLANDE. Vamos esperar que amnhã possa ser o primeiro dia de um "Novo Ciclo".

Os europeus merecem uma nova oportunidade, um reencontro com o futuro e com a esperança. A europa da direita, dos mercados e da especulação financeira tem de dar lugar à EUROPA DAS PESSOAS.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

ANTÓNIO SEGURO COM HOLLANDE NO COMÍCIO DE ENCERRAMENTO DA CAMPANHA

O secretário-geral do PS, António José Seguro, desloca-se hoje a Toulouse para assistir ao comício de encerramento da campanha eleitoral de François Hollande, candidato socialista às presidenciais francesas, cuja segunda volta se realiza no domingo.
A delegação socialista portuguesa integra ainda o secretário nacional para as Relações Internacionais e Cooperação, João Assunção Ribeiro, o secretário nacional para as Comunidades Portuguesas, António Galamba, os deputados António Braga e Paulo Pisco e o coordenador do PS/Gironde, Álvaro Pimenta.

HOLLANDE, ASSERTIVO E SERENO, VENCE UM SARKOZI AGRESSIVO E INCONVENIENTE

Duelo Hollande-Sarkozy favorável ao socialista - Sarkozy prometera dominar François Hollande no debate televisivo mas, como não o conseguiu fazer, continuará com problemas para inverter a curva das sondagens. - Daniel Ribeiro, correspondente em Paris (http://www.expresso.pt/)

O socialista François Hollande saiu satisfeito e ficou largos minutos à conversa com jornalistas e observadores depois de um duro frente a frente  televisivo de perto três horas, esta noite, com o seu rival Nicolas Sarkozy.
Pelo seu lado, o Presidente e candidato saiu sorridente mas deixou rapidamente do local.O debate, visto em direto por milhões de franceses, foi duro e por vezes pareceu um combate de boxe. Nenhum dos candidatos venceu por KO, mas Hollande surpreendeu designadamente quando foram debatidas as questões fiscais, os problemas da dívida francesa e o desemprego.
"Pequeno caluniador"
Um dos primeiros momentos mais tensos da noite verificou-se quando o socialista acusou Nicolas Sarkozy de ter cumprido um mandato no qual favoreceu os ricos e empobreceu boa parte dos franceses.
O ainda chefe de Estado chamou Hollande mentiroso diversas vezes e chegou a dizer-lhe que ele era "um pequeno caluniador" quando o socialista o acusou de ter exercido uma presidência favorável a um clã partidário.
François Hollande esteve em reais dificuldades apenas numa pequena parte durante o arranque do debate e sobre as questões de imigração. No entanto, foi superior nas questões europeias, designadamente quando defendeu um pacto de crescimento para a Europa e acusou Sarkozy de "nunca" ter obtido algo de importante nas negociações com a Alemanha.
Sarkozy precisava de ganhar claramente o debate
A equipa de Nicolas Sarkozy apostava muito no debate e tinha prometido que ele iria dominar e "desmontar" François Hollande, qualificado como "campeão da esquiva".Mas, como não aconteceu isso, e Sarkozy necessitava de ganhar claramente o debate para esperar inverter as tendências das sondagens, parece certo que o frente a frente acabou por favorecer Hollande.
"Os franceses sabem agora do que eu sou capaz", disse François Hollande no fim do debate. Pouco antes, Sarkozy tinha-o acusado, olhos nos olhos, de "não estar à altura" das funções às quais concorre.   
Sondagens favoráveis a Hollande
O frente a frente decorreu num estúdio ultramoderno de 900 m2 dos arredores de Paris e tudo foi negociado previamente pelas equipas dos dois candidatos - até a temperatura (19°) foi definida de comum acordo, bem como os planos com as imagens de cada um. Nicolas Sarkozy não quis que o filmassem de perfil e François Hollande que o filmassem de costas.
No total, foram utilizadas vinte câmaras e a contenda foi dividida em quatro temas - economia e social, sociedade, instituições e politica estrangeira.
Antes do início do programa, as televisões previam mais de 20 milhões de espectadores e as sondagens continuavam a dar François Hollande vencedor, no próximo dia seis, com entre seis e oito pontos de vantagem sobre Sarkozy. 
Ler mais: http://expresso.sapo.pt/duelo-hollande-sarkozy-favoravel-ao-socialista=f723102#ixzz1tnVjHwjc

domingo, 22 de abril de 2012

ELEIÇÕES FRANCESAS - FRANÇOIS HOLLAND - UMA ESPERANÇA PARA A EUROPA

Os franceses votam na primeira volta das eleições presidenciais, que segundo as últimas sondagens deverão conduzir à segunda volta, marcada para 06 de maio, o atual presidente, Nicolas Sarkozy e o candidato socialista Francois Hollande.

HOLLANDE pode ser o "turning point" para devolver a Europa às pessoas, para as recolocar em PRIMEIRO LUGAR, financiando a economia, promovendo o crescimento económico, criando emprego e criando lógicas de consolidação orçamental mais prolongadas no tempo, com menos sacrifícios para os europeus, compatibilizando essa estratégia com o equilibrio das contas públicas. MERKEL pode cair a seguir. Em França também HÁ OUTRO CAMINHO"!

Hoje vão a votos 10 candidatos, da extrema-esquerda à extrema-direita, mas na última ronda de sondagens, François Hollande surge em primeiro lugar, com resultados entre os 27 e os 30 por cento. As intenções de voto em Nicolas Sarkozy surgem em queda, entre os 25 e os 26,5 por cento.