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quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Aumenta a destruição de emprego e a taxa de desemprego (12,4%)

Em pleno Agosto, o desemprego sobe e o emprego diminui mais de 34 mil pessoas. Estes indicadores demonstram que não há sustentabilidade nas políticas do Governo, sobretudo num período em que a sazonalidade impunha indicadores mais favoráveis. 


"Valor provisório de Agosto é superior em 0,1 pontos em relação ao mês de Julho, anunciou hoje o INE. Valor de Julho foi revisto em alta, em 0,2 pontos.
De acordo com aquele instituto, a taxa (ajustada de sazonalidade) ficou em 12,4%, uma décima percentual acima do valor final definido para Julho. O valor de Julho foi corrigido em alta em duas décimas percentuais, de 12,1% para 12,3%.
Esta é a primeira vez, este ano, de acordo com o INE, que a taxa de desemprego sobe em cadeia (em relação ao mês anterior). A última vez que tal tinha acontecido remonta ao período entre Dezembro e Janeiro passados. 
A taxa de desemprego entre os jovens aumentou em 0,6 pontos percentuais face ao mês anterior para 31,8%. 
O número de desempregados em Agosto ter-se-á cifrado em 633 mil pessoas, mais 4,8 mil pessoas sem emprego e mais 0,8% face em relação a Julho. O aumento da situação de desemprego foi maior entre as mulheres (mais 6,9 mil pessoas, para os 12,7%).
Os números provisórios do INE avançam que a população empregada estará nas 4,46 milhões de pessoas, menos 34,2 mil pessoas que em Julho. A queda deu-se em todos os grupos etários analisados, ficando a taxa de emprego nos 57% (menos 0,5 p.p. que no mês anterior). 
Em Julho, o Eurostat colocava Portugal entre os países com quedas mais acentuadas nas taxas de desemprego, sendo no entanto o quarto país da União Europeia com a taxa de desemprego mais elevada, posição semelhante entre os jovens.
O tema do desemprego tem sido tratado na actual campanha para as legislativas como uma prioridade central dos partidos."

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Desemprego - A UGT, o PS, o Governo e a Realidade

Há 15 anos atrás, no decurso da minha primeira experiência de governo, aprendi que é necessário ser rigoroso na oposição para ser coerente na governação. 

Os números do desemprego decorreram sempre das regras do INE ou do IEFP, sendo que, paralelamente e em menor número, existiram sempre ocupados (estágios, formação) emigração e desencorajados. 

E sempre houve, desde o início do século, embora menor grau, destruição de emprego. O PS vai ser Governo e precisa, desde já, pensar nos critérios para depois falar sobre a matéria em coerência.

"O PS e o desemprego e a realidade – Bloco de Notas - David Dinis

Das suspeições do PS, ficam 2 perguntas para daqui a uns meses: os estágios, políticas públicas de emprego, vão acabar? E vão incluir e discriminar nas estatísticas do INE emigrantes e estagiários?
O INE publicou a última análise trimestral do desemprego antes das legislativas. Vamos rapidamente olhar para os dados e perceber o que há ali de bom e o que há, ainda, de preocupante.

O que é indiscutivelmente bom - É a tendência. Ao fim de um ano de saída da troika – e portanto de alívio nas medidas mais duras de consolidação -, há mais 103 mil portugueses com emprego face ao (mau) trimestre anterior e mais 66 mil face ao mesmo período do ano anterior. Cruzando com os dados da população desempregada, pode dizer-se que a tendência confere: menos 92 mil desempregados face a março, menos 108 mil face ao mês homólogo de 2014. As discrepâncias só podem ser vistas ao milímetro.
Outros dados importantes: a descida do desemprego acontece em todas as regiões do país (8,5% apenas no Centro), com redução do trabalho a tempo parcial e do subemprego, há mais portugueses com Ensino Superior com emprego (sendo estes os que estão menos afetados pelo desemprego), também mais empregados em todas as faixas etárias (com uma exceção, já lá vamos). Tudo isto com a população ativa a subir, ligeiramente, no último trimestre.

Mas há outros dados a reter, para não nos enganarmos: - O primeiro é que o segundo trimestre é, pelo menos desde 2011, o melhor do ano, tendendo a ser corrigido depois. Isto não invalida que a tendência esteja progressivamente melhor, mas convém ficar atento aos dados mensais até às legislativas para ver como ela estabiliza.
A análise de fluxos que foi agora introduzida ajuda a ver à lupa: ainda há muita gente a entrar no desemprego (103 mil passaram para o desemprego, 144 mil para a inatividade num só trimestre). Mesmo assim, e ao mesmo tempo, isto é compensado pelas entradas no emprego 351 mil pessoas – 174 mil vindas do desemprego, 176 mil da inatividade. Isto mostra que o grau de volatilidade do mercado de trabalho é altíssimo, indiciando aquilo que adivinhávamos: as empresas estão ainda com pouca liquidez para carregarem no pedal e puxarem pela economia com investimento.
Há mais um indicador a mostrá-lo: os dados em bruto do INE mostram uma subida muito grande dos contratos a prazo – mais 68 mil no homólogo, mais 50 mil face ao trimestre anterior. Também há mais emprego sem termo (nos quadros), de 66 mil (homólogo) e 29 mil (trimestre). Mas a variação é realmente diferente e ainda precária – pelo que a necessitar de confirmação.

Depois vem a política: E é aí que a pintura estraga: quando ouço o Governo dizer, sem se rir, que tem hoje menos desemprego do que há quatro anos (em vez de falar de uma clara inversão de tendência, que já é bem bom); mas sobretudo quando ouço vozes respeitáveis do PS a dizer que os dados estão “maquilhados” por causa da emigração e de um “aumento brutal dos estágios”.
É aí que registo duas perguntas para fazer ao PS daqui a dois meses, se e quando chegar ao Governo. Primeira: os estágios, que são políticas públicas de emprego, vão acabar? Segunda: quando o INE divulgar os primeiros dados respeitantes ao próximo Governo, vão incluir nas estatísticas oficiais os dados dos emigrantes e dos estagiários? Se a resposta for sim, encantado. Se for não, veremos o que dirão nessa altura.
O PS anda há meses a cometer um erro grande do ponto de vista político: alinhou um discurso como se o país estivesse tão mau agora como estava no auge da crise em 2013. Entendamo-nos: nessa altura, final do primeiro trimestre, havia 926 mil desempregados (e já muitos tinham emigrado); hoje há 620 mil. Nem toda esta redução será real, certo. Mas é difícil sustentar que nada disto tem a ver com uma normalização da economia (que cresceu 0,9% em 2014 e vai crescer mais este ano), com as empresas e – sim – com o papel que o Estado deve ter em empregar as pessoas. E havia, como expliquei atrás, muito por onde o PS podia pegar, mesmo a olhar para estes números.
Se não vão por mim, talvez possam ouvir Carlos Silva, o secretário-geral da UGT (e dirigente socialista): “Não vale a pena esgrimir os números oficiais. Para o bota-abaixo não contem connosco”. Acho que a falar assim ganhavam mais votos.

5/agosto/2015. - (Este artigo vai funcionar como o meu bloco de notas, atualizado até às eleições legislativas. Os textos mais analíticos estarão com links aqui, mas desenvolvidos aparte)."

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Coreografia do desemprego - Estatísticas "esquecem" 508 mil pessoas

Em julho, no debate sobre o Estado da Nação, confrontei Passos Coelho com esta realidade. Cortou para canto, dizendo que as regras para as estatísticas não tinham mudado e, portanto, escusou-se a explicar por que motivo esconde das estatísticas os 160 mil temporários (estágios e  formação), os 260 mil inativos operacionais ou cerca de 400 mil emigrados. Não explicou. Vai ter de explicar agora! (http://gotadeagua53.blogspot.pt/2015/07/estado-da-nacao-jose-junqueiro.html)

"A verdade dos factos comprova que, face a junho de 2011, houve uma redução efetiva do número absoluto de desempregados em Portugal", afirmou Marco António Costa, depois de o INE ter divulgado estimativas provisórias do desemprego na semana passada. 
De facto, o número de desempregados baixou de 675 mil no segundo trimestre de 2011 para 636,4 mil em junho de 2015. 
Mas o número de inativos disponíveis e de subempregados a tempo parcial, não contabilizados no desemprego oficial, disparou mais de 70% desde 2011. No primeiro trimestre de 2015, havia 508.800 pessoas numa destas duas situações.

terça-feira, 21 de julho de 2015

Novas inscrições nos centros de emprego voltam a subir

O número de desempregados registados nos centros de emprego no final de Junho diminuiu 12,7% em relação ao igual período de 2014, com o total de inscritos a passar para 536.656 pessoas. Os dados mensais divulgados pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) mostram, no entanto, que o número de novas inscrições de desempregados aumentou ao longo desse mês.
Em Junho, inscreveram-se nos centros de emprego 53.650 desempregados, mais 6% do que em Junho do ano passado e mais 11% do que em Maio deste ano. Apesar de o total de desempregados estar a baixar consecutivamente de mês para mês, o número de novos inscritos tem sido irregular ao longo deste ano, ao contrário do que aconteceu no ano passado, em que a descida foi constante a partir de Março.
Este ano, houve uma descida homóloga do número de novas inscrições de pessoas em situação de desemprego nos dois primeiros meses do ano, seguindo-se uma subida em Março e Abril, uma diminuição em Maio e, agora, um novo agravamento. Este aumento contrasta com a tendência dos meses de Junho dos dois últimos anos e acontece no primeiro mês que tradicionalmente beneficia da sazonalidade de Verão do mercado de trabalho.
O aumento das inscrições coincidiu com o fim de um grande número de contratos temporários. Só no Continente, dos 51.309 desempregados que em Junho se inscreveram nos centros de emprego, 22.269 fizeram-no porque ficaram no desemprego depois de terminar o contrato de trabalho a prazo. Houve um aumento homólogo de 11% destas situações e um crescimento de 31,1% face ao mês anterior.
A subida do fluxo de desempregados “foi mais notória na região autónoma dos Açores, tanto na comparação com o mês homólogo com em relação ao mês anterior, mais 9,4% e mais 29,8%, respectivamente. Comparando com o mês anterior, as inscrições de desempregados aumentaram (mais 11,4%; mais 5498). Todas as regiões do país apresentaram um fluxo de desempregados superior ao do mês anterior”, clarifica o IEFP.
Já o total de desempregados registados diminuiu 78.326 em relação a Junho do ano passado e recuou 19.583 em relação ao mês anterior, o equivalente a uma queda de 3,1%. A descida foi maior nos homens (uma queda de 14%) do que nas mulheres (diminuição de 11,5%).
Na comparação homóloga, o desemprego diminuiu em todas as regiões, excepto na Madeira, onde o número de inscritos aumentou 0,8%. Em Lisboa a descida foi de 14,5%, chegando aos 19,2% no Algarve. “Também em relação ao mês anterior todas as regiões apresentaram menos desempregados inscritos”, sublinha o IEFP. Já os pedidos de emprego totalizaram 776.883, menos 10,7% do que em Junho do ano passado, altura em que o número chegava aos 870 mil.
Os desempregados representam 70% dos pedidos de emprego contabilizados pelo IEFP. A segunda maior percentagem – de 20,1% – diz respeito aos ocupados, indivíduos que, podendo ou não ter estado inscritos anteriormente como desempregados, estão “integrados em programas de emprego ou formação profissional”. Nesta situação, onde se incluem pessoas que embora estejam fora do mercado de trabalho ficam de fora dos números do “desemprego registado”, estão perto de 156 mil pessoas. Este número baixou 8,9% em relação a Junho do ano passado e 1,4% face ao mês anterior, mas o seu peso aumentou em relação ao número total de pedidos de emprego.
Há ainda 7,9% de indivíduos (cerca de 61 mil pessoas) que estão empregados e que se encontram inscritos no IEFP à procura de um novo trabalho. Os restantes 2,9% (cerca de 22.800) dizem respeito a pessoas indisponíveis temporariamente, pessoas desempregadas ou empregadas “que não reúnem condições imediatas para o trabalho por motivos de doença”.
Entre as mais de 536 mil pessoas estatisticamente contabilizadas no “desemprego registado”, há 279.741 mulheres (52,1% do total) e 256.915 homens (47,9%). Continuam a ser mais os desempregados de longa duração. Os inscritos há mais de um ano são 273.266, enquanto o número de pessoas inscritas há menos de 12 meses estava nos 163.390.
No Continente, refere o IEFP, os trabalhadores “não qualificados” representavam 23,7% do total, os trabalhadores dos serviços pessoais, de protecção segurança e vendedores totalizavam 18,2%m enquanto os trabalhadores qualificados da indústria, construção e artífices representavam 15,6%. Aqui, o número de desempregados registados à procura de um novo emprego era de 452.061, dos quais “66,1% tinham trabalhado em actividades do sector dos serviços, com destaque para as actividades imobiliárias, administrativas e dos serviços de apoio; 29,5% eram provenientes da indústria, com particular relevo para a construção; ao sector agrícola pertenciam 3,8% dos desempregados”.
Ainda não são conhecidos os números do desemprego e emprego do Instituto Nacional de Estatística (INE) para o mês de Junho. Os dados mais recentes dão conta de uma taxa de desemprego de 13% em Maio, superior à de Abril (12,8%) mas mais baixa do que a de Março (13,4%).

quinta-feira, 4 de junho de 2015

(DN) Fintas, mais uma - Há 46 mil desempregados "escondidos" no Estado e autarquias

O número de desempregados a trabalhar em organismos públicos através dos Contratos Emprego-Inserção soma já 46 mil, três quartos dos quais (75%) estão na administração local. 

Esta atitude esconde desempregados, é trabalho tarefeiro, temporário, desprotegido e apenas bom para as estatísticas do Governo que assim fala em baixa do desemprego; e "finta" a contratação de funcionários imprescindíveis nas diferentes entidades, aumenta a precariedade. 

O expediente utilizado é uma poderosa arma de persuasão política, sobretudo local, funciona bem para a captura de votos e assédios de personalidade. Uma vergonha.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Os números oficiais e reais do desemprego global: 1milhão e 100 mil pessoas

Em abril, a taxa de desemprego situou-se em 13,0%, correspondendo a 667.800 desempregados -0,2 % face ao mês anterior e -1,6 % face ao mês homólogo de 2014. Face ao início de funções deste governo, a taxa de desemprego sobe 1,6 %
Contudo estes dados não espelham os números reais e dramáticos do desemprego:
Não incluem 160 mil pessoas, ‘Ocupados’ em programas de emprego e formação profissional que cresce +515% com este governo, isto é, mais 134 mil pessoas!
Não incluem 260 mil pessoas, ‘inativos disponíveis’ (denominado pela CE de ‘desencorajados’), número que cresce 75% com este governo, isto é mais 110 mil desencorajados.

Entre desempregados, ocupados e inativos disponíveis estaremos a falar de mais de 1.100.000 pessoas que se encontram numa situação dramática de desemprego: uma taxa de desemprego real acima dos 20%. 
Isto significa que a cada dia que passa há mais 180 pessoas em situação de desemprego a residir em Portugal. 
A residir no estrangeiro, estão outros tantos portugueses que se encontravam em situação de desemprego e foram forçados a emigrar. 
Nos últimos 3 anos (2010-2013), saíram do país mais de 320 mil pessoas em idade ativa (2011=86 mil; 2012=116 mil; 2013=121 mil). Portanto, é tudo bem diferente do que diz o Governo.(txt MD)

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Rigor - PM diz que criou 130 mil empregos, mas esqueceu os 445 mil que destruiu

(JNeg - Nuno Aguiar) - (...) O primeiro-ministro decidiu puxar pelos galões (...) lembrou que o seu Governo foi responsável pela criação de quase 130 mil postos de trabalho 
(...) Na realidade, até agora, o saldo deste Executivo no capítulo do emprego é muito negativo, com a destruição de 300 mil empregos.
(...) Vamos por partes. Em primeiro lugar, nos últimos oito trimestres houve, de facto, criação de emprego. Não 130 mil como diz o primeiro-ministro, mas não muito longe: foram 123 mil, segundo o INE.
Mas essa não é a principal imprecisão dessas declarações. É que Passos Coelho não refere que antes desses oito trimestres de recuperação do mercado de trabalho há outros oito com sucessivas destruições de emprego.
Entre o primeiro trimestre de 2011 e o primeiro trimestre de 2013, 420 mil pessoas deixaram de trabalhar.  O que significa que os 123 mil empregos criados são menos de um terço dos destruídos no período anterior. Um saldo negativo de 298 mil.
Se quisermos ser ainda mais rigorosos com a data de início do mandato do actual do Governo, pode ser utilizado como ponto de partida o segundo trimestre de 2011, o último em que Passos Coelho não governou. Nesse caso, a destruição de emprego é ainda maior: menos 445 mil empregos nos dois anos seguintes.
José Sócrates – chamado ao debate pelo actual primeiro-ministro – também não tem um registo positivo no capítulo do emprego, com o desaparecimento de 230 mil postos de trabalho durante os seis anos em que governou o País(entre o primeiro trimestre de 2005 e o segundo trimestre de 2011, período em que houve duas quebras de séries do INE. Ainda assim, números menos negativos do que os do actual Governo (298 mil empregos). 


INE - Mercado trabalho 1º Trim. 2015 - Aumentou a taxa de desemprego

O discurso de Passos Coelho e os dados do INE não rimam. Vejamos porquê:

Segundo os dados do INE, no 1º Tr. /2015,   a taxa de desemprego voltou a aumentar pelo 2º trimestre consecutivo, após 6 trimestres de descida, situando-se em 13,7%. 

Esta taxa corresponde a 712.900 desempregados, mais 14.600 que no trimestre anterior.

Comparando com o início de funções do governo psd/cds-pp, a taxa de desemprego real passa de 15% para 21%: mais 300 mil desempregados, um aumento de 36%.1

A taxa de desemprego real ronda 21%: entre desempregados (712,9 mil), inativos disponíveis - ‘desencorajados’ (256,8 mil) e ‘ocupados’ em programas de emprego e formação profissional (160 mil), há mais de 1,1 milhão de pessoas desempregadas.

O desemprego de longa duração inverte a tendência de descida dos últimos 7 trimestres (desde 2t 2013) e sobe para 8,9%: são 460 mil, o nº de desempregados de longa duração, o que representa 2/3 do total do desemprego.

Mais preocupante ainda é verificar que 44% dos desempregados encontram-se em situação de muito longa duração. Isto é, há 312,5 MIL pessoas desempregadas há mais de dois anos, representando mais 92,1 mil (+42%) face ao início de funções do governo atual.


A taxa de desemprego nos jovens subiu, também pelo 2º trimestre consecutivo, para 34,4%, que corresponde a 127 mil jovens desempregados.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

INE - A taxa de desemprego voltou a aumentar. São 700 mil

Taxa de desemprego é de 21%: 700 mil desempregados; 260 mil inativos disponíveis-"desencorajados"; 160 mil "ocupados" nos programas de emprego e de formação (também não são incluídos na estatística. A taxa de desemprego jovem subiu para 34%.



sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

INE - Desemprego e Emprego - A falácia dos "Ocupados"

DESEMPREGO:
·         Em Dezembro, a taxa de desemprego fixou-se em 13,4%, menos 0,1 pontos percentuais (p.p.) face ao mês anterior e menos 1,8 p.p. face ao mês homólogo de 2013.
·         Face ao início de funções deste governo, a taxa de desemprego piora 1,2 p.p.
·         Esta taxa corresponde a 689.600 desempregados: menos 4.800 face ao mês anterior; menos 99.300 face ao ano passado e mais 36.600 face ao início de funções deste governo.
·         Nos jovens, a taxa de desemprego fixou-se em 34,5%, subindo pelo 3º mês consecutivo. Mais 4.100 jovens desempregados entre novembro e dezembro. (face ao ano passado, a taxa desemprego nos jovens desce 0,7 p.p. e face ao inicio deste governo sobe 7,0 p.p.)
·         Em termos anuais, em 2014, a taxa de desemprego fixou-se em 14,1% (727,5 mil desempregados) e a dos jovens em 34,7% (131,4 mil).
·         O IEFP, disponibilizou também os dados de dezembro que mostram que há cerca de 166 mil ‘Ocupados’ em programas de emprego e formação profissional que não entram nas estatísticas do desemprego. Face ao início de funções deste governo o nº de ‘ocupados’ cresceu 536%, já que em 2011 o nº de pessoas neste tipo de programas rondava os 26 mil.
·         Falta a disponibilização, para o 4º trimestre de 2014, do nº de ‘inativos disponíveis’, que também não entram para as estatísticas do desemprego, mas que os últimos dados apontam para mais de 300 mil (302,3 mil no 3º trimestre2014).
·         Entre desempregados, ocupados e inativos disponíveis estaremos a falar de mais de 1.100.000.
EMPREGO:
·         O emprego sobe 0,1% face ao mês anterior de novembro e 1,2% face ao mês homólogo de 2013. Face ao início de funções desta maioria assiste-se a uma quebra de 5,6% no emprego, que corresponde a cerca de -264 mil empregos líquidos.
·         O emprego nos jovens baixou pelo 4º mês consecutivo. Entre novembro e dezembro, o emprego jovem caíu 1,4%, que equivale a menos 3.400 empregos líquidos.  Face ao início de funções desta maioria, há uma quebra de 22,1% no emprego jovem, o correspondente a menos 68.500 jovens empregados. 
Mercado de trabalho em dezembro de 2014  - INE – 29 de janeiro de 2015

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Afinal, qual é a empregabilidade dos estágios do IEFP?

A publicidade do governo falava em 70%, mas o o IEFP diz que "Só 34% das pessoas (6 881) que concluíram estágios em 2014 ficaram imediatamente na própria empresa, revelam dados oficiais. 
O Governo tem destacado outras taxas com base em estudos que consideram a empregabilidade num período mais lato." Já há muito que a falácia foi desmontada.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

A Costa - Comenta aumento do desemprego e queda do emprego

Por que motivo acontecem as duas coisas? É simples: a economia continua sem vitalidade e os estágios e a emigração já não disfarçam tudo. O desemprego aumentou em novembro pelo segundo mês consecutivo e a população empregada a recuar mais de 28 mil pessoas em apenas três meses,
Por isso, o secretário-geral do PS, António Costa, disse que esta é "mais uma má notícia e demonstra que, de facto, a política seguida não é sustentável em termos de criação de emprego, promoção do crescimento e desenvolvimento".
Na mesma linha, as confederações da Indústria e do Comércio, que ontem se reuniram com o líder do PS, “notaram que os números são a prova de que a economia ainda não cresce a um ritmo suficiente que permita sustentar a recuperação do mercado de trabalho.”

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Agora todos põem em causa os números do desemprego

Está na moda. Depois de um último ano de governo proclamatório sobre a baixa do desemprego, é transversal à comunicação social, hoje, a "novidade" de que, afinal, os estágios e a emigração, por exemplo, não contaram para os cálculos. Só nos estágios a influencia atinge os 30%. 

O PS fez essas contas múltiplas vezes, divulgou-as publicamente, sublinhou-as na AR. Ninguém deu conta? Estavam distraídos? Vá se lá saber!!!

É bom revisitar as declarações encomiásticas de José Gomes Ferreira, Camilo, Marcelo, Marques Mendes ... e por aí adiante ... sobre a descida do desemprego.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Desemprego: BdP desvenda mistério que já descodifiquei há meses

Estas notícias são, de facto, extraordinárias. "Os peritos do banco central conseguiram descobrir o que justifica um aumento do emprego na economia portuguesa acima do que seria de esperar.
Os peritos do Banco de Portugal conseguiram descobrir o que justifica um aumento do emprego na economia portuguesa acima do que seria de esperar dado o actual ritmo de recuperação da actividade: a resposta está nos estágios apoiados pelo Estado.
Através de dados da Segurança Social, os economistas do Banco de Portugal conseguiram isolar o efeito destas políticas activas de emprego no ritmo de criação de emprego privado. Em vez da taxa de crescimento homólogo registada no terceiro trimestre ser 2,5%, se o efeito destes estágios profissionais for retirado, a melhoria cai para apenas 1,6%. Este valor passa a ser mais concordante com o ritmo de crescimento registado ao longo deste ano (0,9%).
A resposta surge no Boletim Económico de Inverno do supervisor da banca, apresentado hoje, que prevê a continuação do crescimento gradual do emprego para o próximo ano.
Tal como o Diário Económico já noticiou, a dúvida tem vindo a intrigar vários economistas - desde peritos dos departamentos de research dos bancos privados, aos técnicos do próprio Ministério das Finanças, além da equipa do Banco de Portugal. É que os dados que têm sido revelados pelo Instituto Nacional de Estatística, através do Inquérito ao Emprego (que tem por base uma estimativa por amostragem), apontam para um aumento homólogo de 6% do emprego por conta de outrem no terceiro trimestre.
Por enquanto, será cedo para saber se estes estágios profissionais se vão converter em empregos com algum tipo de vínculo, ou sequer qual teria sido o comportamento das empresas caso estas políticas públicas não estivessem disponíveis. Contudo, ajuda a compreender melhor a evolução do mercado de trabalho e a moderar o grau de dinamismo que lhe é atribuído." (Conteúdo publicado no Económico à Uma)

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Há outra Europa? São 26,5 milhões de desempregados

Tem de haver outra Europa. Não foi esta que construímos, nem aquela que os jovens tinham visto como um esopaço de oportunidade.

Dos 26,5 milhões de desempregados, cerca de metade, 13 milhões, estão nesta situação há mais de um ano. Representa mais de duas vezes a população de Portugal, quase tanto como a de Espanha. 

A UE e a Zona Euro não vencem a crise de 2008, a tal que a direita dizia que era portuguesa e socialista. O crescimento não acontece, a Alemanha está a zeros, a austeridade falhou, mas tudo continua na mesma.

Não se estranha, portanto, que a mais recente análise trimestral do "Emprego e da Situação Social na UE, ontem divulgada pela CE, reconhece que a recuperação económica "continua frágil" e a evolução do emprego "mantém-se marcada pela incerteza"


domingo, 24 de agosto de 2014

IEFP - Há 400 mil pessoas sem emprego e sem subsídios

"Quase metade (47,2%) dos desempregados não recebem qualquer subsídio. 

E nestas contas não se incluem os não inscritos por força da emigração, quase 100 mil por ano. 

O Governo brinca com o fogo. Creio que todos percebem o risco de todos os dias termos cada vez mais pessoas, incluindo casais, sem trabalho e sem qualquer ajuda. Nem para um pão!


sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Desemprego (18%) A “engenharia estatística” e a falácia do Governo

Desemprego - Para que não subsistam dúvidas. Segue a análise completa do PS sobre a “engenharia estatística” implementada pelo Governo, utilizando as medidas activas de criação de emprego, esconde os reais valores do desemprego que se situa nos 18% e não nos 13%, infelizmente.

Pelos dados do INE hoje apresentado[1] a taxa de desemprego no 2º trimestre de 2014 regista os 13,9%, atingindo 728,9 mil desempregados. Uma redução de -2,5pp e menos 137,4 mil desempregados em relação ao trimestre homólogo. Uma redução de -1,2 pp e menos 59,2 mil desempregados em relação ao 1º trimestre de 2014.

Constata-se que nos últimos 3 meses foram criados 114 vezes mais empregos que na média dos 3 últimos trimestres de 2013.

Só os programas de estágios podem fazer atingir estes níveis de emprego. Medidas de Emprego, Formação Profissional, Trabalho Sazonal e Emigração (mais de 100 mil pessoas emigraram no ultimo semestre), são os factores mais significativos que estão a influenciar e a contribuir para uma descida da taxa de desemprego na população.

As ações de formação e as medidas ativas de emprego, onde se incluem os estágios profissionais, mantiveram “ocupados”, entre Janeiro e Maio, mais de 170 mil desempregados, ou seja, um aumento de cerca de 75% em comparação com o mesmo período do ano passado. São designados como ‘ocupados’, porque estão integradas em programas de emprego ou formação profissional (ex: Contrato emprego inserção, contrato emprego inserção +, estágios e formação profissional), e não podem ser contabilizadas nos números do desemprego do IEFP, IP, como também significam que não estão empregadas. Na verdade isto é um mau sinal, o país não esta a recuperar do ponto de vista económico, senão significaria a existência de um aumento da taxa de emprego.

Ou seja, os números de desemprego não são reais, já que o número de pessoas desempregadas envolvidas em estágios ou formações profissionais aumentou 115,3% em pouco mais de um ano.

Se não fosse graças à “engenharia estatística” implementada pelo governo, a taxa de desemprego, que oficialmente se situa nos 13,9%, chegaria aos 18,0%.
Mas esta diminuição artificial está a ter custos elevadíssimos para o bolso dos portugueses, já que segundo o Ministério da Solidariedade, Emprego e Segurança, este tinha destinado 225 milhões de euros para estágios profissionais (2014), tendo sido já gastos até final de Maio 96 % desta verba, o que significa que esta “engenharia estatística” esta a ter enormes custos para o Estado sem garantir na realidade a criação de postos de trabalho, mas sim um patrocínio claro de criação de trabalho precário por parte do Governo.

Em relação ao desemprego jovem e juvenil, não existe criação de emprego que explique a redução do desemprego, como comprovam os dados
            - Até 24 anos o desemprego reduziu 12 mil, mas o emprego apenas cresceu 2,5 mil.
        - Até aos 34 anos o desemprego reduziu 44 mil, e mais uma vez o desemprego só cresceu 7,1 mil.
Logo, o emprego apenas explica 21% e e 16% respectivamente da redução do desemprego.
Desta forma, afigura-se que apenas a Garantia Jovem podem explicar este resultados. Garantia Jovem defendida pelo PS e pelo S&D no parlamento europeu, e só tardiamente pelo Governo de Portugal
A maioria e o Governo podiam ter deixado os programas de Miguel Relvas na gaveta e ter apostado há 2 anos na Garantia Jovem proposta pelo PS, garantindo que milhares de jovens portugueses continuavam hoje em Portugal e estavam a fazer formação, continuar os estudos ou a trabalhar.

Apresentado em 22/6/2012 no parlamento[2] chega a ser chocante que o porta voz do PSD fale de resultados espectaculares quando, mesmo num trimestre em que a sazonalidade tem um forte peso (já o ano passado o desemprego tinha recuado 7% no segundo trimestre face ao trimestre anterior) o desemprego atinja 729 mil portugueses e quando há 129 mil jovens sem emprego.

O desemprego só começará a cair de forma sustentada quando houve crescimento económico, quando o Governo deixar de ter discursos de auto-congratulação e assumir a opção pelo crescimento e o emprego. Já sabemos que este não é o Governo para isso.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Governo esconde 162 mil desempregados. A taxa seria de 18,2%

O PS sempre denunciou o que agora aparece como notícia. 

Em 15 meses os camuflados em ações do IEFP aumentaram 115%. 

Esta tem sido a estratégia do "Oásis" com que António Seguro confrontou Passos Coelho. 

Agora é oficial. À contabilidade criativa do governo há que introduzir o número de emigrados que deixaram de procurar emprego em Portugal. 

Aí os números tornam-se mais dramáticos.


segunda-feira, 7 de julho de 2014

A verdade do (des) emprego: 180 mil temporários ganham menos de 600 euros

Esta é a estatística que o "photoshop" do Governo pretende disfarçar e confundir com diminuição do desemprego. E sem acrescentar oe emigrados, os estágios ou aqueles que trabalhando uma única hora também são considerados na "criação de novo emprego".  Espero que agora fique claro. 
"O trabalhador temporário é, em regra, homem, tem 33 anos, reside na região de Lisboa e Vale do Tejo, tem uma remuneração mensal de 582 euros e um contrato válido por três meses." 
O retrato é feito no relatório anual de 2013 da APESPE, a associação portuguesa das empresas do setor privado de emprego, e divulgado na passada semana, segundo o qual no ano passado foram assinados 313.447 contratos de trabalho temporário em Portugal, o que significa um aumento de 5% face a 2012."


terça-feira, 1 de julho de 2014

Desempregados: Só cerca de metade recebe uma prestação

A realidade mantém-se: cerca de metade dos registados em Portugal não recebe qualquer tipo de apoio do Estado. 
Em Maio, segundo o IEFP, apenas 53% dos 634 410 desempregados recebia uma prestação de desemprego. E há muitos que deixaram de se inscrever e mais de 250 mil emigraram. 
Ponderada a realidade o drama é muito mais extenso.