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sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

SE Sérgio Monteiro sob pressão para sair

O PS admitiu a demissão do secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, pela transferência de um ‘swap' para o Estado, em nome da "coerência" com outras demissões neste Governo e exigiu que, para já, venha prestar esclarecimentos ao parlamento.
"Sérgio Monteiro terá que vir ao parlamento dar todas as explicações de uma atitude que nos parece promiscuidade entre o privado e o público, falta de transparência, que tem que ser explicada", exigiu a vice-presidente da bancada parlamentar do PS Ana Catarina Mendes.
Em declarações aos jornalistas no parlamento, Ana Catarina Mendes argumentou que "ao longo da comissão de inquérito sobre os ‘swap', que decorreu no ano passado, houve várias demissões por membros do Governo que tinham contratualizado ‘swap'".
"Resta ficar a pergunta se Sérgio Monteiro tem condições para continuar depois de ter prejudicado o Estado da forma como prejudicou", frisou, referindo que, após as explicações do secretário de Estado ao parlamento, "haverá ou não haverá coerência".
A deputada socialista afirmou que, de acordo com a imprensa, que cita um relatório do Tribunal de Contas sobre o comboio de alta velocidade (TGV), "Sérgio Monteiro transfere um prejuízo do privado para o Estado, ao transferir um ‘swap' para a responsabilidade do Estado causando assim prejuízo, mantendo o empréstimo ainda na esfera privada".
"Soma-se a isto a gravidade de ter sido uma ação praticada por Sérgio Monteiro enquanto o representante do setor privado antes de ir para o Governo e que quando vai para o Governo lesa o Estado ao transferir este ‘swap', agindo em causa própria", declarou.
Para Ana Catarina Mendes, "há a nacionalização de um prejuízo de um empréstimo, que se mantém privado, mas de um ‘swap' que lhe está associado e que passa para a transferência e para a responsabilidade do Estado". Lusa

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Ferrovia - Viseu/Vilar Formoso - Governo dá o escrito por não dito !!!

Depois digam que é a oposição que não percebe. O secretário de estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, depois de esclarecer que não há dinheiro comunitário para a ligação Viseu-Coimbra, disse ontem, no Porto, qie os empresários "não pagariam mais" para transportar as mercadorias das suas empresas" numa nova linha de ferrovia entre Aveiro e Salamanca.". Teatro do Governo, a mesma representação na autarquia de Viseu e os deputados do PSD e Governo a dizerem publicamente, sobre os mesmos assuntos, tudo e o seu contrário.

"Sérgio Monteiro: "A competitividade das mercadorias pode não justificar o sobrecusto com ferrovia nova"

17 Fevereiro 2014, 16:54 por Alexandra Noronha | anoronha@negocios.pt

“Secretário de Estado diz que empresários "não pagariam mais" para transportar as mercadorias das suas empresas numa nova linha de ferrovia entre Aveiro e Salamanca.

O secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, disse esta tarde no Porto que não acredita que a construção de uma linha nova de ferrovia beneficiasse a economia.

O governante, que esteve num debate sobre as conclusões do estudo para os projectos prioritários, disse que "a competitividade da economia não justifica a intervenção, por exemplo em Aveiro-Vilar Formoso".

Segundo Sérgio Monteiro, o investimento não teria impacto na competitividade das mercadorias e que os empresários "não pagariam mais" para usar essa linha.

Sérgio Monteiro explicou ainda que havia mil milhões no fundo de coesão e mais 500 milhões do programa "Connecting Europe" que comparticipam projectos de infra-estruturas a 85%. É que esses montantes devem ser desviados sobretudo para a ferrovia. "Não pode ser de outra forma", explica. Porque os outros projectos pagam-se a si próprios mais facilmente.

O relatório final do grupo de trabalho para as infra-estruturas de elevado valor acrescentado, define um total de 30 projectos prioritários até 2020, num investimento global de 5.103,8 milhões de euros. 

Dessas três dezenas de projectos, 18 dizem respeito ao sector marítimo, oito ao ferroviário, dois ao rodoviário e outros dois ao aeroportuário.

(Correcção: Corrige título: Substitui ""A competitividade da economia não justifica a intervenção na ferrovia" por "A competitividade das mercadorias pode não justificar o sobrecusto com ferrovia nova")”