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sábado, 1 de março de 2014

António Seguro no congresso do PSE "Europa Muda de Rumo”

O líder do PS defendeu hoje, em Roma, a possibilidade de o Banco Central Europeu (BCE) "funcionar como prestador de último recurso e poder emprestar diretamente aos países da União Europeia".
A posição de António José Seguro foi expressa no congresso do Partido Socialista Europeu (PSE), em Roma, de acordo com uma nota do gabinete do secretário-geral do PS.
Além da defesa da mutualização europeia de parte da dívida pública, Seguro afirmou-se ainda favorável a "uma política orçamental comum aos 18 estados da zona euro como meio de promover o crescimento económico e a criação de emprego", segundo o comunicado do PS.
O alemão Martin Schulz foi eleito hoje candidato à presidência da Comissão Europeia, em Roma, pelo PSE, cujo mote para as eleições de maio é “Europa muda de rumo”.

À margem dos trabalhos do PSE: 
António José Seguro teve reuniões com o presidente do SPD alemão e vice-chanceler, Sigmar Gabriel, e o primeiro-ministro francês, Jean-Marc Ayrault.
No encontro com Sigmar Gabriel, António José Seguro abordou a possibilidade de a Auto-Europa, em Palmela, receber um novo projeto da Volkswagen, o que seria “essencial para a manutenção dos postos de trabalho e rentabilidade” da fábrica de Palmela.
António José Seguro está em Roma para participar no congresso do PSE, onde os socialistas portugueses estão também representados pela eurodeputada Edite Estrela, pelo secretário nacional António Galamba e por Isabel Coutinho, líder do Departamento Nacional das Mulheres Socialistas.


NS/PL // JLG

sexta-feira, 29 de abril de 2011

PRESIDENTE DO PARTIDO SOCIALISTA EUROPEU: CONSERVADORES EUROPEUS "TRAMARAM" PORTUGAL

Presidente do Partido Socialista Europeu: Conservadores europeus "tramaram" Portugal
Poul Nyrup Rasmussen do Partido Social Democrata dinamarquês

O presidente do Partido Socialista Europeu disse em entrevista à agência Lusa que os especuladores e a maioria conservadora na Europa e nas instituições europeias são responsáveis pela actual situação económica em Portugal.
"Portugal foi atacado por ataques especulativos dos mercados financeiros. Na realidade, temos aqui um dilema.
Por um lado temos uma verdadeira democracia em Portugal, tal como na Irlanda, tal como na Grécia, tal como em Espanha. Uma verdadeira democracia, com Governos eleitos.
Por outro lado, há um pequeno número de especuladores a atacar a economia portuguesa e um pequeno número de agências de 'rating' que avaliam as nossas democracias sem nós temos influência. Não é justo", considerou Poul Rasmussen.
"A Europa está nas mãos erradas -- temos uma maioria conservadora no Parlamento Europeu, no Conselho da Europa, na Comissão Europeia, e esta combinação está a pressionar Portugal de forma muito, muito pesada (...) e eles só pensam numa coisa -- austeridade, austeridade, austeridade.
Nos 27 estados-membros da União Europeia, Portugal, Espanha, Grécia e Irlanda estão na lista dos poucos países que têm Governos socialistas ou trabalhistas.
"É um facto que Portugal foi prejudicado pela maioria conservadora na Europa. Penso que, para ser justo com José Sócrates e com o seu governo, Sócrates fez o que tinha a fazer em condições difíceis, mas que o fez da forma mais justa", considerou ainda o líder do PSE, que liderou o governo dinamarquês entre 1993 e 2001.
Se Portugal tivesse encontrado na União Europeia líderes que dissessem "vamos coordenar os nossos esforços para sair da crise através do investimento", o país "não estaria na situação em que está agora", acrescentou.
Rasmussen defendeu ainda a via do PSE para resolver os problemas de crescimento na Europa, e que permitiria criar, afirmou, oito milhões de empregos no espaço comunitário.
"Portugal, a Dinamarca, a Europa, não deveria competir com base nos baixos salários, deveria competir com base na melhoria das nossas qualificações.
Essa é a grande ideia (..)Deveríamos sair da crise através do investimento, em vez de através de cortes", afirmou.
Jornal de Negócios online