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terça-feira, 15 de março de 2016

Opiniões ao "I" no último dia de Cavaco Silva

(http://www.ionline.pt/500043) - É no ano de 2009, marcado pelo controverso caso das escutas e pelo caso BPN, que a popularidade de Cavaco começa a cair, mas o pior estava para vir. O ano de 2013 e os seguintes são marcados por uma aproximação ao governo de Passos Coelho e por mais uma queda na popularidade do Presidente. A falta de isenção foi uma das principais acusações feitas a Cavaco Silva pelo PS e pelos partidos à sua esquerda. 

Ele foi um constrangimento para o normal funcionamento do país e nunca soube distinguir entre o interesse nacional e o seu interesse político pessoal. Um dos episódios caricatos que o marcou foi o episódio das escutas, uma inventona gerada no seio da Presidência que o país achou caricata”, diz ao i o socialista José Junqueiro.

O ex-governante não se esquece que, em 2009, duas semanas antes da queda do governo de José Sócrates, Cavaco Silva afirmou que “há limites para os sacrifícios que se podem exigir ao comum dos cidadãos”, mas com o governo de direita “tolerou todos os outros sacrifícios cegamente decididos pelo governo de Passos Coelho e foi um cúmplice da venda ao desbarato dos ativos nacionais”.

http://www.ionline.pt/500043

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Sond. "I" - PS mais perto da maioria absoluta

É o melhor resultado de sempre, 39%. Uma subida consistente que aproxima o PS do seu eleitorado tradicional, centro-esquerda. Está a mais de 12 pontos do PS e a um pouco mais de 4 da maioria absoluta. O PSD recua para os 27,6% e o CDS para os 7,6%. O PS aumenta a diferença para a coligação. O PCP recua.  70% chumbam a atividade do Governo e Passos Coelho, tal como PR, perdem popularidade.






segunda-feira, 26 de novembro de 2012

SOND - PSD PERDE 12,3% DESDE JUNHO DE 2011

O PS ganharia eleições com 36,2%, recuperando 8,1% desde junho de 201, enquanto o PSD perdeu 12,3%. Toda a direita desce e toda a esquerda sobe. O PS iguala sozinho os votos somados do PSD com o CDS. A maioria do eleitorado, cerca de 70%, não quer eleições agora. Esta sondagem do "I" revela que quer respostas, que o governo tem de procurar outro caminho e que o PS, de forma consolidada, é visto com MAIS CONFIANÇA E COMO ALTERNATIVA.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

O PRESIDENTE, O PS E UMA DÉCADA DE SUCESSOS (hoje, no "I", a minha opinião)


"Há outro caminho". A afirmação corresponde, há muitos meses, a uma tese que o secretário-geral do PS, António José Seguro, tem vindo a demonstrar: é preciso mudar de rumo. Os resultados negativos das opções políticas deste governo impõem um novo olhar, capaz de incluir as pessoas e o direito ao seu reencontro com a esperança e a confiança.
Nas cerimónias do 25 de Abril, na Assembleia da República, António José Seguro obteve um apoio de peso: o do Presidente da República. Cavaco Silva falou de um país diferente, de portugueses capazes e de uma década de sucessos. Falou e deu exemplos, muitos exemplos.
Para quem estivesse a sucumbir à diabolização que o governo tem vindo a fazer dos "últimos anos", o Presidente da República colocou um ponto final nesse argumentário depressivo. Procurou demonstrar que há outro caminho e fez a sua autocrítica, tarde, é certo, mas fez. E este novo rumo, a ser sincero, deve ser apoiado e não criticado.
O governo tem, agora, oportunidade de se concentrar no futuro, nas soluções, e abandonar a estigmatização do passado, qual porto de abrigo, onde tem vindo a refugiar a incapacidade das suas políticas. É tempo de aproveitar, e não "malbaratar", como disse Carlos Zorrinho, a disponibilidade do PS e dos parceiros sociais para construir políticas de compromisso centradas nas pessoas, no crescimento económico e no emprego.
A imagem externa de Portugal, a afirmação da sua credibilidade, é de facto um caminho, outro, que nunca deveria ter sido abandonado. Foi essa a aposta de Mário Soares, Jorge Sampaio, de António Guterres ou de José Sócrates, e é esse o caminho que António Seguro quer reafirmar e que o Presidente da Republica toma como bom, e como certo, para "um novo ciclo".
Porquê esta mudança do Presidente, todos se perguntavam nos corredores? Vejo três razões importantes.
A primeira respeita à sua popularidade. Quando as sondagens o colocam a 2% de Jerónimo de Sousa, pode ser bom para o líder do PCP, mas péssimo para o mais alto magistrado da nação. Nunca nenhum dos seus antecessores passou por essa experiência, porque nunca deixaram de ser a voz do povo que os elegeu diretamente.
A segunda deve-se ao reconhecimento da "impossibilidade" de Portugal sobreviver à crise internacional num clima de crispação política. A oposição, hoje governo, sabe bem - como ilustrou o ministro das Finanças, a propósito do corte nas "gorduras do Estado" - que "é mais fácil dizer do que fazer".
As investidas políticas alucinantes contra o então recente governo socialista foram, na verdade, pedras de arremesso contra o país. Há um ano até o próprio Presidente defendia a "bondade" das "agências de rating". E, há um ano, dizia ser preciso "falar verdade aos portugueses", mas só agora isso aconteceu na plenitude. Já, na altura, Ramalho Eanes criticara o discurso de posse do Presidente por ter "ignorado a crise internacional", porque, como então disse, não se pode "atribuir a culpa só ao governo".
A terceira e última razão é mais estratégica. Este governo é de "iniciativa presidencial". Nasceu de uma crise política que o Presidente fez deflagrar a 9 de Março. Para o bem e para o mal, está inelutavelmente ligado ao que por aí vem, mas, já no presente, assina com este governo as dificuldades extremas, muitas vezes tão exageradas como desnecessárias, lançadas contra a economia, as empresas, as pessoas e as famílias.
Quis evitar falar da crise, das questões internas, da governação. E foi por isso que o Presidente, no discurso, se decidiu, como mal menor, pelo reconhecimento de que esta foi uma "década de muitos sucessos" e pela tentativa de reconciliação com o PS.

I, 2012/04/25
José Junqueiro (vice-presidente do GP PS)