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segunda-feira, 13 de julho de 2015

(Exp- Comendador Marques Correia) "Vota nos sete pecados ou nas 10 pragas?"

Comendador Marques Correia
Esta coluna sempre disposta à contabilidade das propostas políticas, resume, de forma notável, parece-me, o que cada eleitor português terá pela frente no dia em que forem as eleições legislativas. Esta decisão, de alcance bíblico, pode ter os efeitos de um dilúvio ou de um Armagedão
O dr. António Costa, que é um homem precavido e pouco amigo de visitar cadeias, lançou o repto: os seus adversários são responsáveis por sete pecados mortais. Adivinha-se, pois, que além de gula, há preguiça e avareza e ganância e inveja. Ainda bem (do meu ponto de vista) que a infidelidade conjugal não é pecado mortal, pois nesse caso o dr. Costa tinha que falar de oito pecados, pois a infidelidade coligacional do dr. Paulo Portas é o mais visível de todos os pecados que possam ser mencionados.
O dr. Passos Coelho, homem que manifestamente não gosta de falar de aeródromos, replicou que os seus adversários são responsáveis por 10 pragas. Isso significa que há água transformada em sangue, piolhos e rãs, moscas, sarna, treva e morte dos primogénitos, entre outras coisas. Claro que a morte dos primogénitos é figurada, mas alguns já foram assassinados na constituição das listas de deputados. De piolhos nada sei, embora o ex-líder Sócrates se queixasse de pulgas na sua exígua cela de Évora, além de recordar que o dr. José Lello poderia criar rãs em qualquer lugar, sobretudo se isso o mantivesse calado.
Assim sendo, o pobre eleitor português está perante duas alternativas políticas claras: ou vota nas pragas ou nos pecados. Há quem pense que pode haver pecados bons, mas volto a recordar que isso é uma confusão com os 10 mandamentos e com o conjuge do próximo. Já das pragas nunca se ouviu dizer bem, talvez porque os piolhos, as rãs, as moscas e os gafanhotos (que também há) não tenham direito a uma defesa justa.
Em face disto, o sr. Jerónimo de Sousa propôs um inseticida. Seria uma boa hipótese, caso o exterminador implacável não fosse ele – e muito menos a voz da deputada Heloísa Apolónia.
Reteve-se, ainda, a recusa do Bloco de Esquerda em falar de temas bíblicos, pelo que se aguarda que Catarina Martins peça um resumo da “Saga de Gilgamesh” ao prof. Louçã, de modo a que possa falar do dilúvio sem ter que citar um livro que é também utilizado por padres, além dos já citados Passos Coelho e António Costa, que mais coisa menos coisa, dariam dois belos bispos.
Seja como for, todas as sondagens apontam para uma vitória das pragas, embora sem maioria absoluta, embora os pecados estejam bem posicionados para obter idêntico resultado.
Assim sendo, e descontando que a ameaça inseticida do deputado Jerónimo de Sousa não é literal, o mais certo é nos próximos quatro anos aguentarmos com 10 pragas e ainda mais sete pecados, de forma podermos refletir muito bem sobre as nossas vidas.  
A outra hipótese é o dilúvio da deputada Catarina Martins ou o Armagedão de Shelltox do Partido Comunista.
Seja como for, por muito que pese ao Bloco, tudo isto está escrito na Bíblia. Vem aí o fim do mundo!
E ainda há quem lamente os que emigram!"


sexta-feira, 5 de junho de 2015

(Exp. Curto) "Bruno, o último dos moicanos. Vieira, o último dos maoistas"

Mafalda Anjos
"Posso não ser uma enciclopédia do futebol, mas de direito ainda me lembro o que aprendi nos bancos da Faculdade. Justa causa de despedimento: comportamento culposo do trabalhador que, pela sua gravidade e consequências, torna imediata e praticamente impossível a subsistência da relação de trabalho. Não conhecemos todos os contornos do caso, é certo, mas vai ser muito difícil justificar num processo disciplinar como possa Marco Silva ter preenchido estes requisitos ao violar o "dress code" verde, sobretudo depois de terminar a época em ombros ganhando uma taça que o Sporting não erguia há sete anos. A notícia de que Bruno de Carvalho pretende demitir o treinador por justa causa indignou mesmo alguns dos sportinguistas mais fervorosos. Bruno, o líder aguerrido, combatente e arrojado que foi roubar (ou será melhor dizer resgatar?) ao inimigo o treinador numa jogada de altíssimo risco lembra o último dos moicanos num faroeste distante sem lei. Muito cuidado Jesus. Nas costas dos outros vejo eu as minhas, já diz o povo.
Uma coisa é certa. Jesus todo-poderoso é mesmo omnipresente. Nas manchetes, nas aberturas dos telejornais, nas redes sociais... caramba ele está em toda a parte! Confesso, eu bem tentei, mas não há como fugir ao tema escaldante do momento. Entre os que lhe lançam pragas e os que lhe atiram juras de amor eterno, há de tudo. No Expresso Diário contámos os pormenores sobre os bastidores desta transferência. “Esta é uma história de um agente que quer ser um super-agente, de um presidente que quer ser um super-presidente e de um treinador que se acha um super-treinador. Mas não é uma história com super-ação, nem sequer com superação – é negócio, mais ou menos puro e sobretudo duro”, resume o arranque do texto. O resto vai ter de ler aqui e garantimos que vale a pena. 
O que me preocupa mesmo são os milhões, porque se bem me lembro ainda vivemos num país acabado de sair da bancarrota. E eles são tantos, Jesus! Seis milhões não caem do céu, e não há relatos de minas em Alvalade nem de galinhas dos ovos de ouro para aquelas bandas da segunda circular. Sporting desmentiu ontem à noite em comunicado que a Guiné Equatorial e Álvaro Sobrinho tenham entrado com o dinheiro. De onde virá então a massa e como é a questão que todos discutem. João Quadros, mordaz como sempre, avança com uma hipótese: e se fosse o Ricardo Araújo Pereira a pagar o primeiro mês? 
Brincadeiras à parte, que o assunto não parece sério mas é, Ricardo Costa, sportinguista confesso, é certeiro: este é um clube herdeiro dos destroços do Sporting dos Betos. “Durante anos e anos, foi dirigido por ondas sucessivas de meninos bem, formados nas melhores escolas e com belos apelidos, mas incapazes de gerir um snack bar”, escreveu na sua crónica. É justo agora perguntar: Será que Bruno de Carvalho é capaz de gerir valores de uma multinacional?
Nesta novela tão quente, achei curioso descobrir que Luis Filipe Vieira é capaz de ser um dos últimos maoistas lusos. "Sou o timoneiro desta grande barca", disse ontem à noite comentando a saída do treinador encarnado. E, tal como Mao Tsé-Tung, que também se intitulava o Grande Timoneiro, mostrou-se adepto das operações de limpeza. Se não gostas do curso da história, apaga-a. 
A indignação foi tanta pelo Estádio da Luz que Jesus foi retirado do presépio, ou melhor dizendo, da estrutura de bicampeões na Loja do Benfica. E conseguiu fazer todo um discurso sem citar o nome de Jesus uma única vez. Esta é sem dúvida uma das histórias mais divertidas do dia. Já tentei gritar, como a minha homónima da BD, "pare o mundo, quero descer!", mas infelizmente não resultou, por isso o melhor é mesmo rir para não chorar.   
Dito tudo isto, só me assalta uma última e velha questão: mas porque raio é que perdemos a cabeça com a bola? Dizem os psiquiatras e estudiosos que o futebol cumpre uma função quase higiénica de limpeza da alma, de catarse coletiva, de extravasamento de emoções recalcadas na sociedade, num território onde a emoção cede lugar à razão mesmo no mais inteligente dos seres humanos. Para uma viagem à psique da “futebolite” aguda, vale a pena reler este texto publicado na Revista do Expresso por altura do último Mundial (digo com pouca modéstia, porque fui eu que o escrevi). (...) Bom fim de semana e boas leituras.  Ah, e não se enerve com o futebol porque diz que isso faz mal à saúde!"

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Expresso - Escrevam 100 vezes: isto é tudo uma Máfia (e às vezes ganham)

Henrique Monteiro
Blatter é um sem vergonha. Já se esgotaram os nomes que lhe podem chamar. Mas foi preciso uma  senhora procuradora americana, Loretta Lynch, para começar a pôr a FIFA na ordem. Sobre o tema, e as suas confusões, nada como ler o que está  aqui na AlJazeera, que traz tudo sobre as eleições de hoje, ou  aqui no 'Wall Street Journal', que diz que patrocinadores importantes (Coca-Cola, Visa, Adidas, McDonalds) já estão a abandonar o barco e  aqui na BBC, que tem perguntas e respostas sobre o caso, incluindo por que razão começou nos EUA... e talvez ainda  aquiaqui e  aqui. Mas, atenção! Hoje há eleições na FIFA e ele pode ganhá-las outra vez, não obstante as  ameaças europeias de Platini e de várias federações não só da Europa e de outras latitudes, como o Canadá. Sabem porquê? Por causa daquilo que está no título (...)...


sábado, 8 de novembro de 2014

Cavaco Silva e os seus critérios - "Eleições serão na data prevista. Ponto Final"

"As eleições acontecerão em 2015, entre 14 de setembro e 14 de outubro", disse o PR que . E mais: Só uma crise política "grave" (...) ou seja, no seu entender o período que vivemos não é de crise grave, tal como também não parece ser anormal que 32 governantes - 29 secretários de Estado e três ministros  já tivessem abandonado o Executivo de Pedro Passos Coelho. 

"Serão realizadas em 2015, no intervalo previsto na alteração da lei eleitoral de 1999, diz o Presidente da República, numa entrevista exclusiva sobre a data das eleições. Igualmente perentório, afirma: "Próximo governo tem de ser maioritário".
Só uma crise política "grave" ou a alteração da própria lei poderá impedir Cavaco Silva de cumprir o que a Assembleia da República aprovou, em 1999, garantiu o Presidente da República na entrevista exclusiva concedida ao Expresso.
As eleições acontecerão em 2015, entre 14 de setembro e 14 de outubro, reafirmou, lembrando o dever do Presidente cumprir a lei. 
Quanto ao momento político atual, Cavaco Silva considera "fundamental conseguir baixar o nível de crispação e de tensão partidária", voltando a apelar a uma "cultura de compromisso" e a defender o "restabelecer pontes de diálogo relativamente a matérias sectoriais importantes para o futuro". 
"O próximo Governo não pode deixar de ter o apoio maioritário da Assembleia", sublinha ainda o Presidente da República."


segunda-feira, 7 de julho de 2014

(Expresso) António Seguro responde ao jornalista Fernando Madrinha

Facilitismo na crítica, pouco rigor, são denominador comum em alguma da opinião publicada. Concorde-se ou não, António Seguro já há muito tinha dito, na própria Comissão Nacional e ao Expresso, que não teria negociado este me memorando, mas que honrará os compromissos assumidos pelo PS a essa data.
O jornalista ao ouvir, agora, de novo, essa opinião, apressou-se a criticar por "só agora" Seguro ter dado essa sua opinião. O jornalista foi alvo de reparo por parte do Secretário Geral do PS. 
O motivo é simples: se o jornalista, apesar de ser um grande profissional, tivesse lido o seu próprio jornal não teria caído no facilitismo de uma crítica infundada muito própria dos recém chegados à arte ou daqueles que a não respeitam.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

O PSD tinha um sofware para analisar Seguro e, agora, Costa

Software contra Seguro e Costa, ou seja: contra o PS. Não é novo em política, mas para os militantes dos partidos a existência desta capacidade tecnológica para arrasar ou promover líderes passa ao lado. O objetivo é colocar no espaço mediático "mensagens trabalhadas" que se transformem em verdades, por mais falsas que sejam, na consciência dos eleitores e atinjam em cheio a sua perceção da realidade.
Só assim se compreende que um líder, que trouxe o PS das derrotas às vitórias, durante 3 anos tenha sido considerado em todas as sondagens como o mais popular, tenha colocado o PS a 5 pontos da maioria absoluta e de um dia para o o outro possa ser considerado como insuficiente para uma vitória - e uma vitória absoluta - nas legislativas. Só que este método, como revela o Expresso, não poupa ninguém.


domingo, 1 de dezembro de 2013

Expresso - Passos já não quer que se lixem as eleições

É a conclusão que me surge depois deste texto do Expresso onde se faz uma súmula dos avanços e recuos do governo. Precipitação, taticismo, inconsistência? De tudo um pouco como se verá.

Hugo Franco e Rui Gustavo
"E polémico? Então guarda na gaveta.  Governo recua nas leis do tabaco, álcool e animais domésticos. Inépcia ou tática política?
Rodadas de imperiais só para maiores de 18 anos, via verde para as apostas online, cartão amarelo para os donos com mais de dois cães em casa e vermelho para as máquinas de venda de tabaco. As propostas estiveram em cima da mesa nos últimos meses mas o Governo meteu-as na gaveta. E esta semana recuou na instalação do terminal de contentores na Trafaria. A infraestrutura anunciada em fevereiro pode afinal, não ser a melhor.
"Nada disto se deve a inépcia ou precipitação. É uma tática que este Governo é useiro e vezeiro: anuncia, tenta ver as reações da opinião pública e depois coloca-se no meio termo", crítica José Adelino Maltez, investigador de ciência política.
Para o politólogo António Costa Pinto, os recuos "são uma característica própria das coligações" e não "deste Governo em concreto". Na sua opinião, o único recuo grave de Passos Coelho foi "no caso da TSU", em outubro de 2012, quando o executivo deixou cair o aumento desta taxa depois de uma série de manifestações. "Foi uma fraqueza, um sinal claro de concessão, quando havia uma pressão mínima da oposição."
Em relação ao tabaco, os avanços e recuos têm sido constantes. O secretário de Estado Fernando Leal da Costa defendeu a proibição de fumar nos automóveis que transportem crianças. 
Nem o CDS o apoiou
No ano passado, o Governo ponderou o fim das máquinas de venda automática de tabaco, vistas como um "convite ao consumo". Recentemente sugeriu a redução de tabaco nestas máquinas.
Em tese, a nova lei proíbe o fumo em espaços fechados a partir de 2014. Mas o Governo deu uma moratória até 2020, para que os donos de bares e restaurantes possam rentabilizar o investimento feito em extratores de fumo, que o próprio executivo já admitiu que não funcionam. A proibição total do fumo só será real daqui a seis anos.
Esta semana, o Ministério da Saúde desmentiu a intenção do Governo em 'cadastrar' pais fumadores — como foi noticiado pelo Expresso. Mas a primeira recomendação do relatório da Direção Geral da Saúde (DGS), defende "um sistema de informação e de registo clínico e de enfermagem que permita conhecer o consumo de tabaco nos utentes em geral e nas mulheres grávidas, bem como a exposição ao fumo ambiental, em particular das crianças no contexto familiar". Contactada pelo Expresso, a DGS não esclareceu os moldes deste "sistema de informação e de registo clínico".  

"Fascismo higiénico"
  Quando, a 1 de maio, a lei do álcool entrou em vigor, os especialistas consideraram-na "um passo atrás" e uma cedência às pressões da indústria. O Governo proibiu a venda de bebidas espirituosas a menores de 18 anos, mas qualquer jovem de 16 pode pedir um copo de vinho ou uma cerveja num bâr. "É como permitir fumar cigarros a partir dos 16 anos e charutos só aos 18", critica a Deco.
Durou pouco mais de 24 horas a defesa pública do Governo em relação ao projeto do novo Código do Animal, que iria limitar o número de animais domésticos por apartamento: dois cães (ou quatro gatos). Perante as críticas — João Almeida, do CDS (partido de Assunção Cristas), falou em "fascismo higiénico" — a ministra da Agricultura deu o dito por não dito, no final de outubro. O anteprojeto de decreto-lei foi desclassificado para mero "trabalho técnico dos serviços do ministério", como se nada tivesse acontecido. "Não gastei um minuto a olhar para isso", desvalorizou a ministra.
Mais arrastado tem sido o processo da legalização das apostas online. Desde 2003 houve poucos avanços e muitos recuos. O último foi há uma semana, quando PSD e CDS decidiram tirar do Orçamento uma norma que previa atribuir à Santa Casa da Misericórdia a exploração e supervisão do jogo online, medida contestada pelos restantes operadores. Duarte Pacheco, do PSD, justificou que era "um assunto demasiado importante" que tem de ser discutido isoladamente. Quem perde é o Estado: 20% das receitas iriam para os cofres públicos." com PAULO PAIXÃO e VERA LÚCIA ARREIGOSO

sábado, 2 de junho de 2012

EXPRESSO - AS 9 BRECHAS DE MOGUEL RELVAS E A FRAGILIDADE DO 1º MINISTRO

O EXPRESSO REVELA AS 9 BRECHAS DE MIGUEL RELVAS - Conta a toda a história, mais antiga, afinal, do que pensávamos.

No fundo e no fim, o que diziam as mais altas figuras do PSD ou CDS confirma-se. Pacheco Pereira .

Portanto, terá razão ao dizer que RELVAS mentiu por 3 formas: a mentira propriamente dita, a omissão e a sugestão de falsidaes.

O 1º MInistro acompanhou-o ao dar cobertura em matéria de omissões e falsidades.

O GOVERNO E O ESTADO DE DIREITO estão totalmente fragilizados.

O QUE FARÁ O PRESIDENTE?