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terça-feira, 10 de março de 2015

Escolher um sucessor? O que quer realmente o PR?

A propósito dos prognósticos do PR para o seu sucessor ideal. Não é difícil definir-lhe um perfil. Basta que possa ser o contrário de Cavaco Silva, de modo a facilitar e não a condicionar o funcionamento da democracia. O futuro é escolha dos cidadãos e não a de qualquer iluminado. O moralismo no Estado está nas leis da República e não na hipocrisia bolorenta de um falso polícia de costumes. 
Ao contrário de Cavaco Silva, é necessário perceber que garantir equidistância aos governos significa melhor proximidade aos cidadãos. Dizer ao povo quem deve escolher ou dar-lhe nomes para uma "consulta restrita" significa que o PR ignora, de modo arrogante, as sucessivas notas negativas que esse mesmo povo lhe tem dado na sua atuação.
Desde o 25 de Abril este PR foi o único com avaliação negativa e o que mais distante ficou do povo que o elegeu. O que quer realmente o Presidente?

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Observador: Campanha de Cavaco financiada por Banqueiros e administradores do BES e GES

"BES: Banqueiros debaixo de fogo foram principais financiadores de campanha de Cavaco
Banqueiros e administradores do BES e GES foram dos principais doadores da campanha de Cavaco Silva em 2011. Empresário José Guilherme e família deram 100 mil euros. Todos os nomes, aqui.
A campanha para a reeleição de Aníbal Cavaco Silva, em 2011, contou com donativos de vários banqueiros, entre os quais, alguns responsáveis pelo BES que agora estão a ser investigados pela gestão do banco. No total, banqueiros ou administradores do Grupo Espírito Santo deram à campanha de Cavaco 253.360 mil euros. E todos deram o máximo permitido por lei: 25.560 euros.
O próprio Ricardo Salgado é dos primeiros nomes (de acordo com o registo interno) a aparecer no processo sobre as eleições presidenciais de 2011 consultado pelo Observador no Tribunal Constitucional, que ficaram hoje disponíveis. Ofereceu para a reeleição de Cavaco Silva o máximo permitido por lei: 25.560 euros. Mas não foi o único.
Amílcar Morais Pires, membro da comissão executiva do BES, também contribuiu. É o homem que Ricardo Salgado sugeriu ao Banco de Portugal para que o substituísse como principal responsável do banco, mas o seu nome acabou por ser chumbado pelo governador do Banco de Portugal. Tal como Joaquim Goes, outro membro da comissão executiva do BES e um dos nomes que chegou a ser falado como sucessor de Salgado. Chegou a transitar para o Novo Banco.
Neste grupo de doadores, encontra-se o comandante António Roquette Ricciardi, pai de José Maria Ricciardi, que até julho foi administrador da Espírito Santo Financial Group, e José Manuel Espírito Santo, vice-presidente da Espírito Santo Financial Group. E ainda Pedro Queiroz Pereira, presidente da Semapa e ex-acionista de referência do BES.
O presidente da KPMG Portugal, que fez uma auditoria externa ao BES, também consta no processo. Sikander Sattar deu 5 mil euros.
Em 2006, na campanha que elegeu pela primeira vez Cavaco Silva como Presidente da República, a família ligada ao Grupo Espírito Santo já tinha sido uma das principais financiadoras. Familiares de Ricardo Salgado entregaram nessa altura 152 mil euros, segundo o DN.
Na campanha de 2011, Cavaco Silva recebeu 179 donativos, grande parte deles de elevado montante que perfizeram um total de um milhão e meio de euros (1.497.128 euros).

Família de José Guilherme dá 100 mil
Mas na lista de donativos há uma família cuja história se cruza também com o BES: Guilherme. O empresário que deu uma prenda a Ricardo Salgado de 14 milhões de euros que está a ser investigada pela justiça deu à campanha de Cavaco em 2011 25 mil euros. Mas não foi o único da família a fazê-lo. A mulher,Beatriz da Conceição Veríssimo deu o mesmo contributo de 25 mil euros, o filho Paulo Jorge Veríssimo Guilherme também e Ilda Maria Veríssimo Guilherme Silva Alberto, uma familiar que é gestora da empresa de José Guilherme doou também 25 mil euros.
Só com a família do empresário José Guilherme, a campanha de Cavaco Silva contou com 100 mil euros. Esta família, aliás, já tinha feito donativos na primeira campanha presidencial de Cavaco, em 2006. Nessa altura, porém, deu menos dinheiro. José Guilherme ofereceu 20 mil euros, o filho doou 15.000 euros e a mulher 20 mil euros.
O Observador consultou os processos dos restantes candidatos presidenciais, Manuel Alegre, Fernando Nobre e Francisco Lopes, e nestas candidaturas não houve donativos destes responsáveis.
Manuel Alegre, que terminou a campanha com uma dívida de quase meio milhão de euros recebeu mais donativos (249), mas de menor montante, perfazendo um total de 159 mil euros.
Fernando Nobre, que concorreu sem o apoio de partidos, conseguiu arrecadar mais donativos que Manuel Alegre e num valor superior ao do candidato apoiado pelo PS: 728 donativos no valor de 211.843 euros.
Já o candidato apoiado pelo PCP, Francisco Lopes, não registou donativos.
O Observador contactou a Presidência da República, que recusou comentar a prestação de contas das eleições presidenciais."

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Soares responsabiliza Cavaco pelo Governo ... com razão!

Mário Soares responsabiliza Cavaco Silva por permitir as políticas "neoliberais" e "antidemocráticas" do Governo.

Na cerimónia de descerramento de uma placa com o seu nome numa rua e praça da Amadora, o antigo Presidente da República e fundador do PS afirmou que o atual chefe de Estado "só pensa no partido a que pertence" e que isso "é péssimo num presidente que deve ser um homem que está ao lado de todo o público e de todas as pessoas, sejam elas quais forem". 
Para Soares, Cavaco Silva "é tão responsável ou muito mais" do que o próprio Governo na governação levada a cabo nos últimos três anos.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Cavaco foi o primeiro-ministro mais inconstitucional

É obra! Cavaco ainda não foi alcançado por Passos Coelho, pese embora o esforço  deste Governo nesse sentido. Compreende-se melhor, agora, o apoio do PR ao Governo que mais não faz do que ele já fez. 

"De 1986 até ao fim do seu mandato, o então primeiro-ministro Cavaco Silva viu o Presidente Soares enviar 30 decretos do Governo para fiscalização preventiva do TC. 17 foram declarados inconstitucionais."

"É um número recorde, mas também é entre estas duas figuras da democracia portuguesa que se conta o maior número de anos de coabitação. Ainda assim, com metade deste tempo de coabitação, o número de dúvidas levantadas por Sampaio ao Governos de Guterres foi seis vezes menor. O atual Presidente da República é também o que fez mais pedidos que resultaram em inconstitucionalidade."

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Durão Barroso, PR e os números de circo ... agora

O 1º Ministro, o ministro das Finanças, desde há dois anos, sempre disseram que as propostas do PS e de António Seguro eram desnecessárias e até perigosas. A intervenção do BCE, uma linha de crédito do BEI para as PMEs ou  mais tempo para cumprir as nossas responsabilidades, são alguns exemplos. Tudo o que foi negado ao PS é agora desejado. Foi desnecessário, portanto, tanto desemprego e tanto sofrimento para as empresas e famílias. Agora são apenas anúncios ... e tardios ... do incapaz Durão Barroso ... incapaz, segundo os alemães.
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"A Comissão Europeia, o Banco Europeu de Investimento e Portugal chegaram a acordo para a disponibilização de empréstimos às empresas portuguesas, anunciou hoje o presidente do executivo comunitário. 
“Queria também hoje anunciar-vos – e é uma boa notícia – que foi finalmente conseguido um entendimento entre a Comissão Europeia, o BEI e as autoridades portuguesas para que os empréstimos às PME portuguesas possam já ser disponibilizados”, anunciou José Manuel Durão Barroso, durante uma conferência de imprensa conjunta com o Presidente da República, Cavaco Silva, em Bruxelas."

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

O FANTASMA DO CAVACO PASSADO - RICARDO ARAÚJO PEREIRA

Texto de Ricardo Araújo Pereira

Síntese - ESCREVE CAVACO SILVA - "O que terão pensado os meus alunos da Universidade ao ouvirem o primeiro-ministro (António Guterres) e o ministro das Finanças afirmarem perante as câmaras de televisão precisamente o contrário do que lhes ensinei e que leram nos livros de macroeconomia e de finanças públicas? 
Porque estamos em época de exames, entendi que era meu dever não ficar calado. O argumento é falso." E acrescenta, para ilustração dos seus alunos: 
"Quando o crescimento económico de um país abranda, a política correcta é precisamente deixar que a receita fiscal baixe automaticamente e não cortar na despesa pública. (...) Se quando um país é atingido por uma crise económica se cortasse a despesa pública, a crise ainda se agravava mais. É por isso que não se deve fazê-lo."
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Não sei se o leitor se lembra de um político que foi, em tempos, bastante proeminente em Portugal. Chamava-se, salvo erro, Aníbal Cavaco Silva. Parece-me que era isto. Durante algum tempo, esteve muito presente na vida portuguesa. Depois, foi tendo cada vez menos intervenção, e limitava-se a emitir algumas mensagens curtas através daquele sítio da Internet que foi inventado por um adolescente americano com o objectivo de falar com os seus colegas e amigos acerca das suas colegas e amigas. Mas, nos últimos tempos, o político de que lhe tenho estado a falar desapareceu. Uma vez que ninguém parece interessado em avisar as autoridades, permitam-me que lance eu aqui o alerta do costume:
Desapareceu de seu palácio Aníbal Cavaco Silva. Quando foi visto pela última vez, vestia fato escuro e gravata azul. É de estatura média e em princípio não dispõe de meios financeiros para se deslocar ou garantir o seu sustento, uma vez que, segundo se sabe, a reforma não lhe chega para as despesas. Se alguém possuir informações que nos possam levar ao seu paradeiro, por favor contacte a Polícia de Segurança Pública.
Está feito. Resta-nos aguardar. Enquanto esperamos, recordemos algumas das suas opiniões mais interessantes, emitidas no tempo em que ele verbalizava pensamentos. 
A jornalista Ana Sá Lopes topou esta semana, por acidente, com um livro de Cavaco Silva. E, por abnegado sentido profissional, leu-o. Beneficiamos todos do seu sacrifício, porque a jornalista citou um texto de 2001 em que o autor se insurge contra o então primeiro-ministro António Guterres, que pretendia cortar na despesa pública para fazer face à diminuição do crescimento económico. Escreve Cavaco Silva: "O que terão pensado os meus alunos da Universidade ao ouvirem o primeiro-ministro e o ministro das Finanças afirmarem perante as câmaras de televisão precisamente o contrário do que lhes ensinei e que leram nos livros de macroeconomia e de finanças públicas? Porque estamos em época de exames, entendi que era meu dever não ficar calado. O argumento é falso." E acrescenta, para ilustração dos seus alunos: "Quando o crescimento económico de um país abranda, a política correcta é precisamente deixar que a receita fiscal baixe automaticamente e não cortar na despesa pública. (...) Se quando um país é atingido por uma crise económica se cortasse a despesa pública, a crise ainda se agravava mais. É por isso que não se deve fazê-lo."
Em 2001, o professor Cavaco Silva tinha o dever de não ficar calado, para que os seus alunos não fossem induzidos em erro. Em 2012, tem estado bastante silencioso perante o mesmo problema. A pedagogia sobrepõe-se à democracia, o que é surpreendente e desagradável - mas, felizmente, tem fácil solução. Se todos os portugueses se matricularem num curso de economia, talvez o Presidente da República intervenha, para que o Governo não nos imponha uma solução que qualquer economista considera desastrosa. Se, em vez de cidadãos, formos alunos, talvez tenhamos direito a uma palavrinha.
Confesso que nunca votei em Cavaco Silva. Normalmente, o que me afasta de Cavaco são divergências ideológicas. Desta vez, o que me impede de votar nele são as leis da física: não me é possível votar, em 2012, no Cavaco de 2001. Mas talvez este nos desse jeito, agora

Ler mais: 

domingo, 14 de outubro de 2012

PRESIDENTE DA REPÚBLICA CRITICA ASPERAMENTE O GOVERNO NO FACEBOOK

Síntese - PRESIDENTE ADERE ÀS TESES DO PS "Nas presentes circunstâncias, não é correto exigir a um país sujeito a um processo de ajustamento orçamental que cumpra a todo o custo um objetivo de défice público fixado em termos nominais." ..."Se o crescimento da economia se revelar menor do que o esperado, o défice nominal será maior do que o objetivo inicialmente fixado, porque a receita dos impostos é inferior ao previsto e as despesas de apoio ao desemprego superiores." Resumindo: austeridade sobre austeridade só complica. SÓ  O QUE RESTA DO GOVERNO NÃO QUER OUVIR.
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"Nas presentes circunstâncias, não é correto exigir a um país sujeito a um processo de ajustamento orçamental que cumpra a todo o custo um objetivo de défice público fixado em termos nominais." Cavaco Silva lançou este aviso hoje à tarde, num texto colocado na sua página do Facebook, traduzindo "em linguagem simples", com aquela frase, o facto do FMI, "a propósito dos processos de consolidação orçamental na zona Euro" ter dito que subestimou os efeitos da austeridade na economia.
Para o Presidente da República, esta notícia "vindo de quem vem" terá de chegar "aos ouvidos dos políticos europeus dos chamados países credores e de outras organizações internacionais". "Trata-se de um ensinamento elementar da política de estabilização, que eu próprio várias vezes tenho referido", defende Cavaco Silva.
O Presidente da República entende que "devem ser definidas políticas que garantam a sustentabilidade das finanças públicas a médio prazo e deixar funcionar os estabilizadores automáticos". Depois deixa um conjunto de reparos à política que tem sido seguida pela Europa e aplicada pelo Governo de Passos Coelho.
"Se o crescimento da economia se revelar menor do que o esperado, o défice nominal será maior do que o objetivo inicialmente fixado, porque a receita dos impostos é inferior ao previsto e as despesas de apoio ao desemprego superiores." Em defesa desta argumentação, Cavaco cita a conclusão do economista chefe do FMI, Olivier Blanchard, de que "nem por isso se deve impor a adoção de medidas orçamentais adicionais, o que tornaria a situação ainda pior".
"Nas presentes circunstâncias, não é correto exigir a um país sujeito a um processo de ajustamento orçamental que cumpra a todo o custo um objetivo de défice público fixado em termos nominais." Cavaco Silva lançou este aviso hoje à tarde, num texto colocado na sua página do Facebook, traduzindo "em linguagem simples", com aquela frase, o facto do FMI, "a propósito dos processos de consolidação orçamental na zona Euro" ter dito que subestimou os efeitos da austeridade na economia.
Para o Presidente da República, esta notícia "vindo de quem vem" terá de chegar "aos ouvidos dos políticos europeus dos chamados países credores e de outras organizações internacionais". "Trata-se de um ensinamento elementar da política de estabilização, que eu próprio várias vezes tenho referido", defende Cavaco Silva.
O Presidente da República entende que "devem ser definidas políticas que garantam a sustentabilidade das finanças públicas a médio prazo e deixar funcionar os estabilizadores automáticos". Depois deixa um conjunto de reparos à política que tem sido seguida pela Europa e aplicada pelo Governo de Passos Coelho.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

PROTESTO - CONCENTRAÇÃO PARA ANGARIAR MOEDAS PARA CAVACO SILVA


Imagem: PAULO CORDEIRO/LUSA

Os portugueses foram hoje desafiados, através da Internet, a irem na terça-feira ao Palácio de Belém levar uma moeda ao Presidente da República, Cavaco Silva, numa iniciativa de repúdio face às suas recentes declarações sobre as reformas que recebe.
A ação, que segundo os promotores – os blogues Arrastão e Jugular, além de Paulo Querido, a nível individual – pretendia ser uma ‘Flash Mob’ (mobilização espontânea), está marcada para às 17:30.
“É uma iniciativa que tem a ver com as palavras do Presidente da República acerca das suas reformas e da sua pretensa insolvência e incapacidade de se sustentar ou de pagar as suas contas”, disse Pedro Vieira, do blogue Arrastão, à Agência Lusa.
O Presidente da República, Cavaco Silva, disse na sexta-feira no Porto que aquilo que vai receber como reformas “quase de certeza que não chegar para pagar” as suas despesas, valendo-lhe as poupanças que fez, com a mulher, ao longo da vida.
Classificando tais declarações como “indignas”, Pedro Vieira defende uma resposta num registo diferente, que se pretende criativo e satírico.
“Pedimos às pessoas que cada um traga a sua moeda, independente do valor, para ajudarmos o Presidente da República”, continuou, lembrando que o povo português tem uma tradição solidária, tendo ao longo da História sabido unir-se em favor dos outros.
As moedas recolhidas serão, segundo Pedro Vieira, dadas em mão a alguém da Casa Civil do Presidente ou, em alternativa, entregues a um guarda da GNR de serviço à porta do palácio.
Para o caso de nenhuma possibilidade funcionar, resta ao promotores abrir uma conta na Caixa Geral de Depósitos em nome de Aníbal Cavaco Silva, referiu Vieira, admitindo que, numa outra fase, os portugueses venham ainda a vestir-se de branco pelo Presidente da República.
“Aníbal Cavaco Silva precisa claramente de ser ajudado em termos económicos e de raciocínio e de comunicação, porque de facto para uma pessoa que ocupa o primeiro cargo da Nação parece estar a atravessar algumas dificuldades”, adiantou à Agência Lusa.
O Presidente da República esclareceu hoje à Agência Lusa que, com as declarações que proferiu sobre as suas pensões, apenas quis ilustrar que acompanha a situação dos portugueses que atravessam dificuldades, não tendo sido seu propósito eximir-se dos sacrifícios.
“Não foi obviamente meu propósito eximir-me aos sacrifícios que os portugueses estão a fazer nos dias de hoje, tendo mesmo insistido que o meu caso pessoal não estava em questão”, refere o chefe de Estado numa declaração escrita à Agência Lusa, em resposta às questões colocadas sobre as declarações que proferiu na sexta-feira acerca das suas pensões.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

CAVACO SILVA: 4 FRASES E 4 PENSAMENTOS SOBRE A MADEIRA!

Anabela Melão
A minha amiga Dulce Presilha veio lembrar o Paulo Ferreira, na Editorial, da Revista Sábado - "Em 2008 houve um político que foi à Assembleia Regional da Madeira dizer 4 coisas muito claras:

1. que a região é um 'caso de sucesso económico e social';
2. que 'o desenvolvimento aqui registado deve servir de estímulo para Portugal inteiro';

3. que a Madeira mostra ao País 'que é possível fazer melhor';

4. que é 'legítimo' que o governo regional exija 'mais e melhor da parte das autoridades da República'.

Se estas frases tivessem sido ditas por Alberto João Jardim tinham sido mais um sinal de desvario habitual de um regionalista; como foram ditas por CAVACO SILVA são apenas uma prova da conivência oportunista da primeira figura do Estado."

quarta-feira, 13 de julho de 2011

O rating e as cambalhotas de Cavaco - por Daniel Oliveira

"Há exactamente um ano, quando a Moody's descia o rating da dívida portuguesa e uns poucos  manifestavam a sua indignação, a esmagadora maioria dos economistas e comentadores especializados mostraram o seu desdém: andávamos a queixar-nos de quem apenas analisa factos e emite opiniões em vez de tratarmos de nós. Um grupo de economistas - daqueles que, por não alinharem pela propaganda oficial, raramente falam nos media - apresentou uma queixa à Procuradoria Geral da Republica em que se mostrava como estas agências manipulam de forma deliberada e em interesse próprio  os mercados. Ficaram quase sozinhos. 

Sobre estas agências e a suposta insensatez de quem as criticava, disse, na SIC, a 31 de Março, o jornalista e comentador económico José Gomes Ferreira: "Estes ratings dos bancos e da nossa dívida que estão todos os dias a cair, reflectem o quê? O conhecimento dos investidores dessa realidade [das contas públicas]." Realidade pela qual o governo de então deveria "pedir desculpa".

O nosso Presidente também lamentou o tempo perdido com moinhos de vento. Cavaco Silva avisava que "não compensa absolutamente nada para a economia portuguesa e para o emprego em Portugal estabelecer uma retórica de ataque aos mercados". E deixava o aviso: "ninguém conte comigo para prejudicar o país numa retórica desnecessária que é absolutamente negativa para o emprego no nosso país". E, sobre a descida do rating, há um ano, dizia: "Não vale a pena recriminar as agências de rating. O que nós devemos fazer é o nosso trabalho para depender cada vez menos das necessidades de financiamento externo. Quando nós não precisarmos de pedir dinheiro no estrangeiro não temos de nos preocupar com agências de rating".

O governo mudou. O programa que estes políticos e comentadores defendiam foi finalmente aprovado. O nosso rating voltou a descer e agora é "lixo". O que nos dizem agora estas mesmas pessoas sobre as intocáveis agências?

Para José Gomes Ferreira, que voltou ao tema a 6 de Julho, "só os ingénuos acreditam que esta descida do ratings da Moody's em quatro pontos tem a ver com critérios puramente técnicos". O que dantes reflectia a nossa realidade passou a ser coisa em que só ingénuos acreditam. Aquilo pelo qual antes o governo devia "pedir desculpa" passou a "isto não é uma questão portuguesa". As agências, que apenas davam "conhecimento" aos investidores, agora "servem os insteresses obscuros da América contra o euro e os alvos fáceis são a Grécia e Portugal" e de "investidores que querem ganhar dinheiro com os CDS". Felizmente, disse, "nós, jornalistas, podemos dizer com clareza o que os políticos não podem". Podemos? Quando?

Mas mais extraordinário é mesmo o nosso Chefe de Estado, que esquecendo o apelo para o abandono da "retórica contra os mercados" e a constatação de que "não vale a pena recriminar as agências de rating" passou, subitamente, mas só para espanto dos ingénuos que ainda acreditam na sua seriedade política, para o outro lado da barricada. "Àqueles que sofrem de ignorância na análise, eu apenas posso recomendar um pouco mais de estudo", disse, referindo-se à Moody's. Do tom professoral dirigido a quem criticava as agências de rating passou para o tom professoral dirigido às "agências de rating norte-americanas" que, afinal, "são uma ameaça". Coerente, só mesmo a altivez do costume.

Os comentadores dizem o que querem. Apenas falam em seu nome. Concordamos ou discordamos e pronto. Grave é quando um presidente, ainda por cima recorrendo ao seu suposto conhecimento técnico, manda toda a gente calar-se perante decisões que afetam o País quando se quer ver livre de um governo e é o primeiro a gritar quando o governo é da sua cor política. Porque ficamos a saber que antes do Estado que representa está o seu partido. Que antes do rigor está o cinismo. Que antes da verdade está a propaganda política.

Ou o que o Presidente da República dizia há um ano não fazia sentido e Cavaco Silva, para prejudicar o governo, não hesitava em trair o seu País através do silêncio; ou o que diz hoje está errado e para defender um governo não hesita em ser irresponsável. Ou o seu silêncio era oportunista ou as suas palavras são imprudentes. Não se pode dizer para não recriminar quem depois se ataca só porque o partido que governa muda entre uma declaração e outra."

sábado, 9 de julho de 2011

FINALMENTE PRESIDENTE DA REPÚBLICA CONFRONTADO PELA COMUNICAÇÃO SOCIAL

O  "I" teve a coragem de fazer 1ª PÁGINA com o Presidente da República. O "Rei vai nú" já não existe. O PR, "colaboracionista", julgando ATACAR o Governo do PS,  AFUNDAVA Portugal. "NÃO VALE A PENA RECRIMINAR AS AGÊNCIAS DE RATING" (2010) - "mudança" - AS AGÊNCIAS NORTE- AMERICANAS SÃO UMA AMEAÇA"(2011) - PR "dixit"! Que Vergonha!

Portanto, sem mais comentários, a crise política, as eleições, o novo Governo e o aumento dos sacrfícios dos portugueses são,como sempre disse, de iniciativa presidencial.
Terá que prestar contas pela situação a que conduziu Portugal. Já o tinha feito no passado, com a sua maioria absoluta, deixando o país com um défice acima do que prevemos para este ano, muito acima, diga-se: quase 7%. 

domingo, 12 de junho de 2011

A HIPOCRISIA DO PROFESSOR CAVACO SILVA!

No Facebook o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, comentou o seu próprio discurso do 10 de Junho escrevendo: "Um Presidente da República deve apontar grandes desígnios nacionais, caminhos de futuro que estão para além do ruído mediático e da política do dia-a-dia. Em Castelo Branco, nas Comemorações do Dia de Portugal, procurei chamar a atenção de todos os Portugueses para o interior do seu País. Para os problemas que o afectam, como o despovoamento, mas também para as suas potencialidades. É tempo de percebermos o valor destas terras, tantas vezes esquecidas. É tempo de favorecermos a fixação no interior de empresas e jovens profissionais qualificados, através de medidas específicas orientadas para esse efeito. Acima de tudo, é tempo de vermos na força e na fibra das populações do interior um exemplo inspirador para todos os Portugueses."

E EU DIGO: Para termos repovoamento no interior são necessários bons equipamentos de saúde, escolas modernas, equipamentos sociais, boas acessibilidades, profissionais em geral, empresários em particular, e famílias que sintam condições para viverem e educarem os seus filhos. FOI ISSO QUE LEMBRARAM ALGUNS AGRICULTORES ONTEM NA TELEVISÃO.
Até aos dias de hoje só os governos do PS realizaram com intensidade esses investimentos e com a qualidade que atrai e dignifica as pessoas.
Sim, entre construir à pressa o fatídico IP5, de má memória, onde centenas perderam a vida e milhares de famílias ficaram destroçadas, ou lançar e concluir a A25 em perfil de auto estrada, há uma enorme diferença. E esta está entre quem quer antecipar o futuro, poupar vidas humanas e criar impulsos de oportunidade e competitividade e quem fez exatamente o contrário, o caso do então 1º Ministro, Aníbal Cavaco Silva.
Poderíamos multiplicar os exemplos no IP3, no IP4 ou na ausência de ligações ao interior profundo, como Bragança, e que agora está a ter a sua oportunidade com o IP2.
Poderíamos recordar as crianças sós, em pequenos grupos, isoladas, em muitíssimas escolas sem condições de ensino e aprendizagem, como bem podem testemunhar milhares de professores, também eles sem condições mínimas de trabalho.
Seria, no entanto, fastidioso lançar mais exemplos, até porque são conhecidos de todos. Hoje, apesar da crise INTERNACIONAL, as pessoas estão melhor, muito melhor do que naquele tempo. Um tempo, recorde-se, em que o Professor de Economia deixou o país em crise nacional profunda, a caminho de meio milhão de desempregados, défice a quase 7%, centenas de milhar de salários em atraso, fome e bandeiras negras nas ruas.
Um tempo em que o interior ficou desprotegido, em que se DESTRUIRAM linhas de combóio, como na região Dão Lafões, em que se trocou por "patacos" a FROTA PESQUEIRA em acordos com Bruxelas, enfim, o tempo em que Miguel Cadilhe situou o "Pai do Monstro". O Professor Cacaco Silva ou é hipócrita ou tem perdas de memória!

domingo, 27 de março de 2011

ADEUS CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS - PASSOS COELHO PÕE À VENDA

Pedro Passos Coelho acaba de anunciar a intenção de privatizar a Caixa Geral de Depósitos, admitindo, imagine-se, que o Estado possa manter uma posição maioritária – DEVE INTERPRETAR ISSO COMO UM FAVOR!

Anuncia que em matéria de Saúde e Seguros a Caixa Geral de Depósitos deixará de ter qualquer poder e tudo será privatizado a 100%.Se nos lembrarmos que nesta crise que vivemos foi a Caixa que permitiu conferir estabilidade ao sistema financeiro perceberemos, rapidamente, o que o "privado" Eduardo Catroga - o suposto responsável pela elaboração do programa do PSD - está a fazer com um sorriso nos lábios.
Ir ao "pote" - essa infeliz imagem inventada por Passos Coelho - continua a ganhar sentido.
Sob a capa de "pequenos aforradores" poderem comprar "pequenas acções" tudo se prepara - com anúncio prévio, tudo "transparente"- tudo de prepara, repito, para ser alienado com a assinatura de Pedro Passos Coelho e do PSD.

Os mesmos que inventaram o BPN ou o BPP têm agora uma nova oportunidade com a Caixa Geral de Depósitos. Portanto, até 49% do capital da Caixa e 100% da sua Saúde e Seguros passam o seu destino para as mãos e canetas do PSD e de Pedro Passos Coelho.

OS PORTUGUESES É QUE VÃO DECIDIR! MAS VÃO MESMO!