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sábado, 5 de novembro de 2016

Administração da CGD fez Hara Kiri

A administração da CGD fez o seu "hara kiri". O governo de António Costa entregou-lhe o banco público que vai ser recapitalizado com o dinheiro de todos nós.
Temos, pois, o direito de saber quem são estes senhores. Podem ter sido apresentados ao PM ou fazerem parte do seu núcleo de amigos, mas nós não sabemos quem são. Portanto, deveriam ter-se apresentado, ter assumido a iniciativa de nos publicitarem a sua declaração de interesses, conforme a ética republicana exige.
A decência indicaria ser esse o caminho. Mas não. Entenderam que não têm de prestar contas a ninguém, nomeadamente aos acionistas que somos todos nós.
E António Costa negociou e caucionou este abuso insuportável. Nem parece ser quem é ... político experimentado, negociador hábil, homem sério. Desautorizado por Bruxelas quanto ao número de administradores, criticado por todos pela exuberância dos vencimentos, sujeitou-se agora ao "puxão de orelhas" do Presidente. Ao contrário do PM, Marcelo Rebelo de Sousa não tem dúvidas: a administração da CGD tem de declarar os seus interesses.
O PS e o GP do PS, agora, apoiam  a posição de Marcelo com a mesma convicção com que fecharam os olhos à cumplicidade entre António Costa e António Domingues. Está tudo dito. O que tem de ser tem muita força! Nada mudou. A política continua prisioneira do dinheiro!

quarta-feira, 18 de maio de 2016

(TSF) O que Bruxelas exige a António Costa

A Comissão decidiu não imputar penalizações a Portugal e a Espanha (esta em pior posição). António Costa mostrou-se confiante numa perceção mais inteligente de Bruxelas como saída global da estagnação europeia.

"Tal como no ano passado, são cinco as recomendações da Comissão:

(Notícia TSF) 1. Assegurar a correção do défice excessivo em 2016, reduzindo o défice para 2,3% do PIB, através de medidas estruturais e tirando partido de receitas excecionais para acelerar a redução do défice e da dívida. Isto é consistente com a melhoria do saldo estrutural em 0,25% do PIB em 2016. Como tal, alcançar um ajustamento orçamental de pelo menos 0,6% do PIB em 2017. Conduzir, até fevereiro de 2017, uma revisão aprofundada de toda a despesa na Administração Pública e fortalecer o controlo da despesa, a rentabilidade e uma adequada orçamentação. Assegurar sustentabilidade de longo prazo no setor da Saúde, sem comprometer o acesso aos cuidados primários. Reduzir a dependência do sistema de pensões nas transferências orçamentais. Até final de 2016, recentrar os planos de reestruturação que estão em curso nas empresas públicas.
2. Assegurar que o salário mínimo é consistente com os objetivos de promover o emprego e a competitividade nas diferentes indústrias.
 3. Assegurar uma efetiva ativação dos desempregados de longa duração e melhorar a coordenação entre emprego e serviços sociais. Fortalecer os incentivos às empresas para que contratem através de contratos permanentes.
 4. Tomar medidas até outubro de 2016 para facilitar a melhoria dos balanços dos bancos e lidar com o alto nível de crédito malparado.
 5. Aumentar a transparência e eficiência nas parcerias público-privadas."

sábado, 7 de maio de 2016

Hoje, António Costa em Viseu para apresentar a moção ao Congresso

Será hoje, às 21h, no auditório da Escola Superior de Tecnologia (ESTV), no âmbito da sua recandidatura à liderança do PS e servirá para discutir a Moção Global de Estratégia que levará ao Congresso Nacional do PS.
Os principais objetvos são manter a estabilidade governamental,  a maioria nas eleições autárquicas, consolidar o maior número de municípios e freguesias, voltando a ganhar as presidências da ANMP e ANAFRE, bem com manter o PS como partido de governo na região aurónoma dos Açores. A ESTV fica situada no Campus Politécnico


segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

(Opinião) BANIF, um desastre previsto em 2013 por MS Tavares

Havia mesmo um problema  - colossal - escondido pelo governo PSD/CDS. Quem vai pagar? Os suspeitos do costume. António Costa não poupou nas palavras: "Quando este governo tomou posse confrontou-se com esta urgência. Uma urgência que era conhecida há mais de um ano pelas autoridades portuguesas". Miguel Sousa Tavares já tinha apontado o dedo em 2013.

Miguel Sousa Tavares em Janeiro de 2013 - (Recapitalização da banca) - Parece que temos uma elite bancária “extraordinária”, sempre a dar conselhos ao país; “eles” deviam era ter vergonha de sair à rua. O Estado acaba de se meter numa aventura (Banif) com uma elevada taxa de probabilidade de não recuperar o dinheiro. Pergunta-se que “raio” de governo liberal é este; Gaspar recebe mensagens directamente de Bruxelas, que não se importa que a TAP fosse para um empresário colombiano mas importa-se que um banco qualquer (sem risco sistémico) vá à falência."

António Costa "Na declaração ao país, o primeiro-ministro salientou que a solução encontrada em conjunto pelas autoridades europeias foi a que melhor salvaguardou os "depositantes, trabalhadores e as poupanças de muitos emigrantes".
Realçou que a decisão, além de ser a "menos má possível", também é "uma solução definitiva para o problema", evitando-se assim mais surpresas negativas para o Estado.
De seguida passou ao ataque. "Quando este governo tomou posse confrontou-se com esta urgência. Uma urgência que era conhecida há mais de um ano pelas autoridades portuguesas"

O Presidente do Banco de Portugal

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

(Económico) "Conheça os 17 ministros do Executivo socialista"

António Costa alarga o elenco governativo, com 17 ministérios. Novo Governo traz várias surpresas e assenta numa base partidária experiente pronta para o combate político". Causou boa impressão na comunicação social e nos comentadores. Não haveria 2ª oportunidade para uma 1ª boa impressão. Este momento foi totalmente ganho pelo PS. Compreende-se pois o nervosismo da direita.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

"Posição Conjunta" - melhores medidas sociais e menos défice

Durante estes quatro anos (2011-15) o PS sempre defendeu que o programa de ajustamento precisava de mais tempo ou seja: a diminuição do défice necessitava de ser mais lenta, libertando dinheiro para as pessoas e para a economia. 

Quatro anos depois, na chamada "Posição Conjunta" António Costa compromete-se (e muito bem) a fazer a mesma coisa que António José Seguro. E os resultados no cenário macroeconómico aí estão: diminuição progressiva do défice para 1,9% até ao final da legislatura,mais dinheiro para as pessoas e para a economia.

A coligação de direita, como é público, nunca cumpriu as metas a que se propôs, mas reclamava sempre credibilidade para os orçamentos que depois eram sucessivamente retificados. Não tem por isso, agora, autoridade para pôr em dúvida as contas e as projeções do PS. Esperemos pois pelo novo governo e pela execução orçamental.



Primeiras medidas do PS custam 975 ME

"O PS já fez as contas às medidas que promete pôr em marcha quando formar Governo com o apoio do BE, PCP e PEV. Só em 2016 as alterações custam aos cofres públicos quase mil milhões de euros (ME). 

A reposição dos salários dos funcionários públicos, ao ritmo de 25% por trimestre, traz uma fatura anual de 450 ME. Valor que sobe para os 350 ME em 2017. A subida das reformas até aos 628 euros tem um custo de 66 ME em 2016, valor que dispara para os 360 ME em virtude da subida da inflação antecipada para 2017. 
Já a TSU baixa gradualmente entre 2016 e 2019 para salários até 600 euros. Só em 2016 a descida dos 11% para os 9,7% tem um impacto nas contas públicas de 109 ME. E no ano seguinte será de 218 ME, altura que a TSU volta a cair, desta vez para os 8,4%" (in CM)

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

(DN) "Costa explica como o casamento à Esquerda pode acabar em divórcio"

Findo o debate e depois de chumbado o XX Governo Constitucional, António Costa acrescentou uma nota oral interpretativa aos acordos que horas antes assinara, às escondidas, numa sala do edifício novo do Parlamento com o BE, o PCP e o PEV. 
Os acordos limitam-se a dizer que os partidos signatários estão impedidos de votar moções de censura apresentadas pela Direita. Em face da lacuna, e questionado sobre o assunto, António Costa foi claro. 
Os acordos dizem que os partidos que os assinaram "se predispõem a assegurar condições de governação na perspetiva da legislatura". E isso "pressupõe, naturalmente, que há condições de eles próprios não apresentarem moções de censura". 
Portanto, "o dia em que qualquer deles sentir a necessidade de apresentar uma moção de censura é como o dia em que qualquer um de nós mete os papéis para o divórcio. Nesse dia o casamento acabou, nesse dia o governo acabou".

Diário de Notícias- 11-11-2015

domingo, 25 de outubro de 2015

O PS apresentará o acordo até à queda de Passos

As notícias públicas vão nesse sentido. Até lá as negociações continuam. Só esse acordo pode demover o PR de um governo de gestão. O PS, contrariamente ao que penso, não quer liderar a oposição  parlamentar com um entendimento à esquerda. Quer ser governo com esse entendimento. 
Nesse caso, esse governo deve incluir o BE, o PCP e o PEV. Será no Conselho de Ministros que as responsabilidades serão assumidas e partilhadas. Esta solução é mais forte para uma garantia de legislatura e, perante ela, o PR tem mesmo de indigitar António Costa primeiro-ministro.
Um governo de gestão seria demolidor para o país e até para a PàF. Por isso, Passos e Portas, não participarão nessa solução, ainda que a admitam. 
Os resultados da economia portuguesa no final do 1º semestre de 2016 poderão ser preocupantes ainda que, até lá, seja qual for o governo, a devolução por inteiro dos salários, o ordenado mínimo e outras medidas serão, no curto prazo, encorajadoras para a população.  A prova real sobre a melhoria das finanças públicas será  o OE 2017.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

(DE) Costa negoceia à Esquerda mas mantém porta aberta à Direita

A ser verdade, a perceção de uma negociação global, genuína, pode conduzir às soluções que mais interessam ao país e à afirmação do PS como alternativa.          

"O impasse sobre a governabilidade do país continua sem fim à vista, ao mesmo tempo que as negociações técnicas entre PS e as forças da Esquerda avançam longe dos olhares públicos e António Costa diz que mantém a porta aberta à direita.
Ontem, o único passo dado foi mesmo a marcação (para 20 e 21 de outubro) por parte do Presidente da República das reuniões com os partidos eleitos para a Assembleia da República e o recado de Cavaco Silva de que transmitirá diretamente aos portugueses, ou através da sua Casa Civil, as decisões políticas que vier a tomar. Até lá, o PS vai continuar a reunir com CDU e BE
".
Diário Económico- 16-10-2015

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Comissão Política Nacional e os trabalhos de António Costa

Contrariamente ao que fez António Costa com as Europeias, transformando uma vitória numa derrota, ontem a CP Nacional evitou que o desaire eleitoral se transformasse num outro ainda maior. Foi a primeira lição.
Contrariamente ao que disse em campanha, o SG do PS vai falar com todos, à esquerda e à direita, mas acabará, eventualmente por encontrar razões que viabilizem o Governo, o OE 2016 e reprovem as moções de rejeição do BE e do PCP.
Também ficou claro que não declara apoio a Sampaio da Nóvoa e a decisão foi no sentido de dar liberdade de voto aos socialistas nas presidenciais. E se houver 2ª volta e Maria de Belém for a mais votada à esquerda o PS e António Costa apoiarão a ex-Presidente do PS.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

António Costa convida Maria de Belém para participar na campanha do PS

Maria de Belém vai estar presente em Lisboa, na próxima sexta-feira, em que o PS fará a tradicional descida do Chiado. 

"Apesar António Costa ter deixado para depois das legislativas a decisão sobre quem apoiar nas presidenciais, a candidata à Presidência da República é também ex-presidente do partido e o secretário-geral do PS quer tê-la na campanha socialista." 

Um bom exemplo de Costa que deveria ser seguido por todos. (jornal I)

domingo, 6 de setembro de 2015

Melgaço - António Costa insiste na defesa do Estado Social

Sublinhando a importância de defender o Serviço Nacional de Saúde, a Segurança Social e a escola pública, Costa criticou o Governo ao classificar a unidade como "um péssimo exemplo do abandono a que este Governo votou o sector da saúde", considerando que abertura de unidades de saúde primária e de cuidados continuados é fundamental para o SNS.
"Este espaço construído, equipado, há três anos fechado, apesar de pronto para poder ser uma unidade de cuidados continuados [UCC] e as UCC são uma valência fundamental para o desenvolvimento do SNS, para podermos prestar melhores cuidados de saúde com menos custos e com maior proximidade às pessoas e às famílias", lembrou o líder do PS. E acrescentou: 
"É absolutamente inaceitável que um equipamento destes esteja pronto e, graças ao desinvestimento que o Governo fez no SNS, ele continue a estar fechado e a não poder ser aproveitado pela população, quando há tantas carências de camas de cuidados continuados." 
António Costa garantiu que o "compromisso" do PS é "defender o Estado social", apontando o caso da UCC de Melgaço como exemplo "de quem não sabe fazer contas, porque uma cama de hospital custa bastante mais do que uma cama de um UCC". 
E frisou: "Manter este serviço fechado significa estar a desperdiçar dinheiro que podia ser útil e necessários para desenvolvermos o SNS." (...)

sábado, 22 de agosto de 2015

Sugestões contra o "nervosismo e esquecimento" de Passos e Portas nos ataques ao PS

A coligação PSD/CDS manifesta grande nervosismo nos ataques permanentes a António Costa com o intuito de perturbar a memória da atuação deste Governo, porque sabe bem que em vez de currículo para apresentar apenas tem cadastro. 
Ao fazê-lo, reconhece, eventualmente sem querer, que o SG do PS é o maior obstáculo à repetição da vitória da direita nas legislativas. 
E esquece-se, em matéria de rigor, de que o seu Governo apresentou, em média dois orçamentos anuais, porque teve sempre de retificar as previsões erradas que fazia. Sempre. E esquece-se que a divisão entre o "nós e eles" foi uma invenção da coligação fomentando a oposição entre gerações, jovens e velhos, pais e filhos ou entre trabalhadores do Estado e do privado, por exemplo. 

Daí que seja bom pensar na reflexão do deputado Rui Paulo Figueiredo ao Público: "aconselha o PS a mudar de agulha e a “puxar por aquilo que as pessoas conhecem que é António Costa, pelo trabalho que fez como ministro e como presidente da Câmara de Lisboa”. “Acho que a mais-valia do PS são as características do secretário-geral e o partido devia empenhar-se em liderar a agenda política e a ser propositivo e não tão reactivo”.
Ou pensar no que também sublinhei: "José Junqueiro levanta reservas à estratégia de comunicação do partido e discorda que seja o próprio secretário-geral a vir a público explicar as medidas para o futuro Governo. “Dá a impressão que o PS comprou um complicómetro”, diz em tom de graça."

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

PS simula como quer criar 207 mil postos de trabalho até 2019

O secretário-geral do PS, António Costa, e o economista Mário Centeno deram a cara pela defesa da criação extra de 207 mil empregos no espaço de uma legislatura, partindo das propostas socialistas de recuperação económica. No anterior documento económico apresentado pelo grupo de economistas convidado pelo PS, essa estimativa não aparecia.

Depois do cenário macroeconómico e do programa eleitoral, o PS apresentou ontem mais 28 páginas e 18 quadros para explicar "o quanto, o quando e o como" das suas propostas. Apesar de muitos dos dados, incluídos no estudo sobre o impacto financeiro do programa, fazerem já parte do cenário macroeconómico, este novo documento acrescenta a simulação da criação de emprego a partir das medidas defendidas pelos socialistas. 

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

(Visão) Excertos da entrevista a António Costa: 'O que me pedem é que corra com eles..."

Numa grande entrevista à VISÃO, António Costa pede desculpa pelos cartazes, defende Sampaio da Nóvoa, fala no caso Sócrates, recusa a renegociação da dívida e anuncia um novo ministério. Para ler e anotar, esta quinta-feira, na VISÃO. Aqui ficam alguns excertos:
"Peço desculpa pelo caso lamentável dos cartazes", diz António Costa, ao cabo de uma semana difícil. A seguir, deixa outros recados: "Quem defende a renegociação da dívida não se tem dado muito bem", lembra, em alusão ao caso grego. Já quanto ao dossiê Sócrates, acusa a direita de lhe fugir "o pezinho para a chinela". Revela o plano A e o plano B do seu projeto de Governo e admite elevar a pasta dos Assuntos Europeus à dignidade de ministério. Uma entrevista para ler e anotar. 

EIS ALGUNS EXCERTOS:

O FATOR SÓCRATES

VISÃO: O fator Sócrates pode ou não pode contaminar, ou, pelo menos, provocar ruído na campanha? 
AC: Espero que nem a Justiça contamine a política nem a política contamine a Justiça. Eu não tenho feito comentários sobre o caso. 

VISÃO: O António Costa não. Mas muita gente do PS tem-no feito, e com uma militância que quase subscreve a tese do "preso político"... 
AC: O PS tem tido uma enorme maturidade política e uma notável fidelidade aos princípios básicos do Estado de Direito e à separação de poderes. Vamos continuar a seguir esta linha e não vou fazer comentários. Mesmo quando o dr. Passos Coelho estava a ser flagelado pela comunicação social a propósito das suas dificuldades com a Segurança Social, eu disse que não queria uma democracia de casos e não alimento essas campanhas. Portanto, não vou fazer comentários sobre o dr. Passos Coelho, nem sobre os processos que envolvem o n.º 2 do PSD [Marco António Costa]. E portanto também não os farei sobre o caso Sócrates, apesar da deselegância revelada pelo primeiro-ministro a tratar destes assuntos.

VISÃO: Apesar de tudo, não se pode dizer que o PSD tenha aproveitado este caso como arma de arremesso político... 
AC: Foge-lhe sempre o pezinho para a chinela... 

VISÃO: Voltou a visitar Sócrates em Évora?
AC: Não.

VISÃO: Só lá foi uma vez, certo?
AC: Sim.

NOVO MINISTÉRIO

VISÃO:  Já tem uma equipa para atacar, com  nova postura perante Bruxelas, os assuntos europeus?
AC: Admito que no atual momento europeu, Portugal deva ter um membro do Governo exclusivamente dedicado aos assuntos europeus com estatuto superior a secretário de Estado.

VISÃO: Um ministro dos Assuntos Europeus, portanto... 
AC: (Sorrisos) Não vale a pena estarmos aqui nas adivinhas, senão ainda me pergunta em quem é que eu estou a pensar...  

COLIGAÇÕES E EURO

VISÃO: Há partidos à esquerda do PS que encaram a hipótese de saída do euro. Ainda vê esses partidos como hipóteses para parcerias, em caso de acordos de incidência parlamentar ou coligações? 
AC: Eu disse que não devemos limitar o acesso ao Governo a um grupo restrito de partidos. Mas há uma radical diferença entre o PS e a dupla Bloco/PCP que tem a ver com a Europa. O que é que essa diferença impede, não sei. Para nós, a Europa e o euro são inegociáveis. 

VISÃO: E como viu o apelo do PR à constituição de coligações, para um Governo de maioria? 
AC: Há quem tenha visto nessas palavras um apelo à maioria absoluta do PS... (Risos)

VISÃO: Essa é a sua interpretação otimista ou irónica das palavras do Presidente? 
AC: O meu otimismo não vai tão longe... O maior anseio que os portugueses têm hoje é o de se verem livres deste Governo e destas políticas. O que eu mais oiço na rua é: "Corra com eles!". E nós temos de respeitar o mandato do eleitorado. Quem vota no PS é para mudar de governo e também de políticas. Ora, para isso, não faz sentido ficar dependente dos que querem as mesmas políticas. Quem quer mudar, vota no PS. Quem quer as mesmas políticas vota na coligação PAF! 

VISÃO: A forma como disse esse PAF vai obrigar-me a escrever a sigla a bold... 
AC: Sim, como nos livros do Astérix! (Risos) 

RENEGOCIAÇÃO DA DÍVIDA

VISÃO: Não defende a reestruturação ou renegociação da dívida? 
AC: Quem tem defendido essa solução não tem tido muito sucesso, como se viu no caso grego...   

OS CARTAZES

VISÃO: E os tiros no pé dos cartazes? 
AC: Esta campanha oferece temas de debate mais importantes do que os cartazes...

VISÃO: Os cartazes até já provocaram a demissão do seu diretor de campanha, por causa do uso não autorizado de figurantes para ilustrar histórias não reais. Acha isso bem? E agora, vai tudo para o lixo? 
AC: O episódio dos cartazes tratou-se de uma sucessão de equívocos, um caso lamentável e, por isso, pedimos desculpa. 

PRESIDENCIAIS

VISÃO: Outro fator que pode poluir a campanha para as legislativas é a pré-campanha das presidenciais. 
AC: Eu vejo as pessoas muito preocupadas com a escolha do PS e ninguém fala das escolhas à direita, onde as opções se multiplicam todos os dias... O PS tomará uma decisão no momento próprio. Nesta altura já há um candidato assumido e próximo da família socialista...

VISÃO: Henrique Neto?... 

AC: ... Que é o prof. Sampaio da Nóvoa, uma pessoa pela qual tenho muita estima. E não o revejo na caricatura esquerdista com que tem sido apresentado. A sua participação em iniciativas do PS não se limita ao discurso proferido no último congresso. Já participara em iniciativas de António José Seguro e de José Sócrates.

VISÃO: Mas o PS não está convencido e até há a suposta intenção de Maria de Belém se candidatar...
AC: O PS orgulha-se muito da sua pluralidade e tem tido, em matéria de presidenciais, uma história de liberdade: já apoiou um candidato contra a vontade do líder, que se autossuspendeu durante a campanha [apoio a Ramalho Eanes, em 1981, com o desacordo de Mário Soares], já teve dois candidatos ambos militantes [Mário Soares e Manuel Alegre em 2006], etc. E acho incompreensível que numa eleição por natureza proposta por cidadãos e que apela aos princípios da cidadania se defenda que só têm direito a candidatar-se os nascidos e criados nas estruturas partidárias... quando a Presidência da República deve ser, por excelência, o espaço da cidadania. 

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Intendente: A porta que António Costa abriu para um bairro novo

"António Costa, líder do PS, guiou a visita do "Diário de Notícias", do Largo do Intendente ao antigo Caldas. 
A regeneração do largo, que antes todos associavam à droga e ao crime, permitiu o regresso dos lisboetas e dos turistas. E permitiu revelar um velho bairro que estava fechado." Foi uma aposta ganha! 


segunda-feira, 10 de agosto de 2015

PS: novo site, novas contas no Facebook, no Instagram e no Twitter

E um novo cartaz centrado em António Costa marca também o relançamento da campanha
É uma decisão inteligente, porque em todas as sondagens é o Secretário-Geral do PS aquele que, de longe, reúne sempre mais  do dobro de opiniões positivas relativamente a Passos Coelho.

"As polémicas em torno dos cartazes fizeram com que, ontem, o secretário-geral do PS, António Costa, tenha designado o vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Duarte Cordeiro, como novo diretor da campanha, em substituição de Ascenso Simões. O anterior responsável pela campanha anunciou ele próprio a demissão na sua página do Facebook.
Um novo site, uma conta no Facebook, outra no Instagram e uma terceira no Twitter, todas a estrear ao longo do dia de hoje e todas denominadas Costa2015. Esta foi a forma que o PS encontrou para relançar a campanha eleitoral às eleições legislativas de outubro e minimizar os danos causados pelas sucessivas polémicas em que se viu envolvido pelos conteúdos dos cartazes que até agora foram tornados públicos". 

domingo, 2 de agosto de 2015

António Costa demarca-se de Passos e não se submete às imposições da Troika

Em entrevista ao jornal i, António Costa volta a afirmar que o Governo de Passos Coelho está “viciado na mentira” e que como se orgulha de ser político envergonha-se “destes exemplos”. Em comparação ao primeiro-ministro, diz que o seu passado na política permite-lhe diferenciar-se.

“A confiança faz-se passo a passo. Tenho uma enorme vantagem sobre Passos Coelho: é que ninguém sabe bem o que ele fez antes de ser primeiro-ministro”, disse o socialista, lembrando os cargos que já exerceu como ministro da Administração Interna, dos Assuntos Parlamentares, da Justiça e ainda como presidente da Câmara Municipal de Lisboa.~

“Não sou propriamente um melão do qual só se vai saber a qualidade depois de abrir”, atira. 

Baseado na sua idade e experiência, António Costa garante que “é absolutamente indiferente ao que os outros pensam a respeito da forma como penso que devo gerir”, o que o leva a garantir que não se vai deixar submeter às imposições da troika. 

“Recusamos a estratégia de submissão que o governo tem assumido, mas não assumiremos a da confrontação”, diz, revelando qual será a sua forma de atuação.

“O nosso plano A é cumprir as regras, mas temos um plano B que é que  elas sejam mudadas. Desejamos que elas sejam mudadas não numa lógica de confrontação mas de negociação”

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Budapeste: A. Costa e P. Sanchez assinalam 30ª de adesão à CEE

"O Secretário-geral do PS, António Costa, e o líder do PSOE, Pedro Sánchez, assinalaram o 30º aniversário da adesão dos dois países ibéricos à então Comunidade Económica Europeia (CEE), hoje União Europeia. 
Em Budapeste, antecedendo o arranque dos trabalhos do Congresso do Partido Socialista Europeu (PES), os dois líderes elogiaram Mário Soares e Felipe González e garantiram que em breve estarão no Conselho Europeu a “virar a página” da austeridade.
Em ano de eleições em ambos os países ibéricos, PS e PSOE elaboraram um documento conjunto, e já aprovado pela família política dos socialistas europeus, onde está plasmado um conjunto vasto de objetivos, designadamente, “devolver a esperança e a confiança no projeto europeu” que há 30 anos mobilizou os cidadãos de ambos os países, com a liderança de Mário Soares e de Felipe González. Esperança e confiança que, para o líder do PS, “infelizmente estes anos tão duros de austeridade têm vindo a enfraquecer”, marcando esta Europa pelo “desânimo, desencanto e pessimismo” que é fruto, como salienta, pela “associação da Europa com a austeridade”.
“A Europa é sobretudo um projeto político e um dos grandes erros dos últimos anos foi ter sacrificado esses grandes objetivos políticos da paz, da democracia e da prosperidade partilhada, em nome dos mercados”, sustentou António Costa. “E é precisamente essa a página que nós temos de virar. Nós temos de voltar a ser a Europa dos cidadãos e não voltar a ser a Europa dos mercados”, vincou o Secretário-geral socialista.
No caso de Portugal, António Costa defende que as prioridades passam pelas políticas de emprego, educação, modernização do Estado, pelo sistema de justiça, pela inovação das pequenas e médias empresas, pela reabilitação urbana e eficiência energética e pela capitalização e desendividamento das empresas. Estas e outras propostas vêm confirmar, na opinião de António Costa, que os socialistas europeus têm “uma alternativa para a Europa” que contraria o pensamento político da direita portuguesa e europeia, que entende que a Europa não tem futuro sem austeridade, e também a esquerda radical que “pensa que não é possível não haver austeridade mantendo-nos na Europa”.

Reformas estruturais devem adaptar-se a cada país
Referindo-se às mudanças que são necessárias na Europa, o Secretário-geral do PS defende que nem todos os países precisam das mesmas reformas estruturais, uma vez que o grau de desenvolvimento e o tipo de obstáculos que enfrentam no seu desenvolvimento económico e bem-estar social também não é o mesmo. Nalguns casos, como acentua, as diferenças chegam a ser até muito diversas.
Segundo o líder do PS uma das principais novidades da proposta que leva ao Congresso do PES passa sobretudo pelo “método” ao defender reformas estruturais adaptadas à medida da realidade de cada país.
António Costa cita, como exemplo, que o documento elaborado pelo PS e pelo PSOE, em vez de propor reformas estruturais que assentem na austeridade e na redução dos custos laborais, aponta para uma alternativa que seja capaz de responder verdadeiramente aos problemas que as duas sociedades ibéricas enfrentam ao nível da competitividade das suas economias.
No caso português medidas que apontam para a “correção do défice de qualificações dos portugueses, modernização do Estado, renovação urbana, eficiência energética, inovação empresarial e deslavancagem do tecido económico”.
António Costa encontra-se hoje e amanhã, em Budapeste, onde está a participar no X Congresso do Partido Socialista Europeu (PES).
Um encontro onde os socialistas europeus vão discutir e aprovar, entre outras questões, resoluções sobre o combate ao desemprego e às desigualdades, a sustentabilidade do Estado social e a defesa da liberdade contra extremismos e um novo impulso para a convergência." (Rui Solano de Almeida, in AS)

terça-feira, 9 de junho de 2015

Dívida - António Costa põe os pontos nos "iis" a Passos e Portas

António Costa puxou ontem dos seus galões de ex-presidente da Câmara de Lisboa para responder à acusação do vice-primeiro-ministro de que, com o PS, o país voltará à bancarrota. 
"Com franqueza, passe a imodéstia, eu não reconheço ao dr. Paulo Portas e ao atual primeiro-ministro [Pedro Passos Coelho] autoridade para me darem lições sobre finanças públicas", (Fórum da TSF). De facto, aumentaram, a dívida de 97 para 130%, sem obra feita, e António Costa diminui a de Lisboa em 40%, com obra feita.
O secretário-geral do PS invocou a sua passagem por Lisboa para comparar com a atuação do Governo. Costa ensaiou um "mea culpa" em defesa do programa eleitoral socialista, aprovado no sábado, quando reconheceu que o PS já retirou ensinamentos do passado.