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sábado, 20 de setembro de 2014

OCDE: Crescimento Anémico na Zona Euro


A última previsão da OCDE é de crescimento anémico para os países da Zona Euro: 0,8% em 2014 e 1,1% em 2015. Esta quase estagnação da UE será acompanhada pelo Japão, segundo a OCDE. 

Mas as previsões algo mais optimistas que faz para os EUA, com uma "recuperação" não acompanhada pelo crescimento do emprego, são contestadas por autoridades estatísticas como John Williams . 

Contudo, ninguém ousa utilizar a palavra depressão ... 

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Crescimento e PIB - Irlanda revê em alta e Portugal em baixa

Ontem a Irlanda reviu em alta as previsões de crescimento e agora aponta para que o PIB aumente 4,5% este ano. 

A Irlanda vai crescer com exportações, construção e aumento do consumo privado. 

Como temos dito, em Portugal o Governo insiste numa austeridade sistemática e excessiva que não permite crescimento económico e agrava ainda mais os problemas de finanças públicas.
Em consequência, e nomeadamente pelo efeito na  redução das necessidades em subsídio de desemprego, a previsão é que o défice seja de 3,5% e não de 4,8% como constava do OE2014. Ou seja: 
 - a Irlanda tinha projectado um défice maior do que Portugal (4,8% vs 4%) e com isso acabou por crescer bastante mais do que o previsto e vai ter um resultado orçamental melhor do que o do nosso país. 

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

O PS tem razão. Nem o FMI acredita no "milagre económico"!

O PS sempre teve razão. O governo já tinha uma equipa de trabalho para realizar mais cortes e aprofundar a austeridade no suposto "pós troika". A más cara caiu. O governo, a título de exemplo, esconde tão distintas que vão desde o corte definitivo nos salários e pensões até ao encerramento de 180 repartições de finanças. O texto abaixo transcrito não só prova estes factos como demonstra que o "milagre económico" não existe. A única coisa certa é o aprofundamento da política de austeridade e empobrecimento.
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"O FMI não acredita no milagre do crescimento com base nas exportações - São duas visões diferentes dos resultados do programa da troika. Uma mais otimista, a do Governo, que diz que são as reformas estruturais realizadas que estão a fazer com que a economia volte a crescer e as exportações registem uma subida forte. Outra, mais pessimista, a do FMI, que avisa que os primeiros sinais de crescimento e o ajustamento na balança externa podem não ser sustentáveis e defende que a forma como as reformas estão a funcionar no terreno pode não chegar. O debate é descrito no relatório da décima avaliação do programa português publicado ontem pelo FMI".

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

PIB português recuou 1,5% em 2013

Apesar de todas as austeridades - "A economia portuguesa deverá ter recuado 1,5% em 2013, depois de no último trimestre do ano passado ter crescido 1,3% face a igual período de 2012, segundo as estimativas da Universidade Católica. 

A confirmarem-se estas previsões, a economia portuguesa terá recuado menos do que a última previsão do Governo, que apontava para uma queda da economia de 1,8% em 2013. 

Já em relação a 2014, tanto a Católica como o Governo apontam para um crescimento do PIB de 0,8%.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

As razões: Portugal está a crescer, mas produtividade voltou a cair


Aumento do emprego não foi acompanhado por crescimento equivalente no Produto. No terceiro trimestre, a procura interna compensou constributo negativo das exportações líquidas.
Apesar do crescimento de 0,2% conseguido pela economia, Portugal registou no terceiro trimestre de 2013 a maior quebra de produtividade dos últimos quatro anos e meio. 
Mais um sinal de alerta em relação à sustentabilidade da actual retoma na actividade económico e no mercado de trabalho.
O Instituto Nacional de Estatística (INE) confirmou esta segunda-feira que a economia portuguesa manteve entre Julho e Setembro deste ano uma variação positiva da taxa de crescimento, prolongando a tendência que tinha iniciado no segundo trimestre do ano, altura em que saiu de uma recessão que durava já há 10 trimestres consecutivos. As taxas de variação do PIB já eram conhecidas desde o mês passado, quando o INE apresentou a sua estimativa rápida. Agora, passaram a ser conhecidos mais pormenores.

Um desses é a evolução da produtividade, medida neste caso como o valor do PIB por pessoa empregada. E este  indicador registou no terceiro trimestre uma queda de 1%, a maior descida desde o primeiro trimestre de 2009, aquele em que toda a economia mundial socumbiu aos efeitos da falência do Lehman Brothers alguns meses antes.

Esta quebra da produtividade acontece porque, durante o terceiro trimestre, o crescimento de 0,2% do PIB ficou longe de acompanhar o aumento de 1,2% que se verificou no número de empregos durante o mesmo período. Isto significa que os empregos criados criaram em média menos riqueza do que aqueles que já existiam. Isto pode acontecer, por exemplo, porque são empregos em sectores relativamente menos produtivos.
O que aconteceu no terceiro trimestre é o inverso daquilo que vinha ocorrendo em trimestres anteriores, quando aos empregos destruídos não correspondia uma queda do Produto tão grande. Nessa altura, as empresas reduziam o emprego conseguindo limitar as perdas em termos de bens e serviços produzidos. Agora, durante o terceiro trimestre, os empregos criados contribuíram relativamente menos para aumentar o Produto.
Este fenómeno, a manter-se, pode indiciar a existência de limitações para a continuação de uma retoma forte no futuro tanto na actividade económica como no mercado de trabalho. A queda da produtividade, sem a correspondente correcção salarial, conduz a uma perda de competitividade. O corte salarial, a manter-se, resulta no constrangimento do procura interna.
No programa da troika, a realização de reformas estruturais é defendida com o objectivo de aumentar a produtividade da economia. Contudo, assim que se chega a uma fase de criação de emprego, esta apresenta uma descida significativa.

Procura interna ajuda
Outro sinal de alerta para a sustentabilidade da retoma surge no contributo que as diversas componentes do PIB estão a dar para o crescimento. Contrariando a ideia de que é pelo comércio internacional que Portugal está a conseguir afastar-se da recessão, os dados do INE mostram que, no terceiro trimestre deste ano, o crescimento de 0,2% foi o resultado de um contributo positivo de 1,3 pontos percentuais da procura interna (consumo mais investimento) que compensou o contributo negativo de 1,1 pontos percentuais da procura externa líquida (exportações menos importações).
Entre Julho e Setembro, o consumo privado cresceu face ao trimestre anterior a uma taxa de 0,8%, o melhor resultado desde o final de 2010. Por sua vez, o investimento cresceu 4,8%, o melhor desde o início de 2012. No total, a procura interna cresceu 1,4%.
Na procura externa líquida as coisas correram pior. Por um lado, as exportações desceram 0,2% face ao trimestre anterior que tinha sido bastante forte. E por outro, as importações aumentaram 2,6%, um resultado que é uma consequência da subida do consumo e do investimento, que é ainda feito com uma elevada percentagem de bens e serviços importados.
Quando se analisa a evolução da economia em termos homólogos, o cenário é outro. A variação negativa do PIB de 1% registada no terceiro trimestre deste ano continua a ser explicada pela queda da procura interna e compensada por um contributo positivo da procura externa líquida. No entanto, a tendência está a ser, já há seis meses, para uma inversão destes efeitos.
Assim, no terceiro trimestre, o contributo positivo da procura externa líquida foi de 0,6 pontos percentuais, quando no segundo trimestre tinha sido de 0,8 pontos e no primeiro de dois pontos. Em contraponto, a procura interna teve um contributo negativo de 1,6 pontos percentuais no terceiro trimestre, o que representa uma melhoria face ao contributo negativo de 2,9 e 6,1 pontos no segundo e primeiro trimestres do ano.

O papel do sector automóvel
Num ano em que se registou uma subida acentuada do IRS, em simultâneo com a devolução dos subsídios de férias e de Natal dos funcionários públicos e pensionistas, o regresso do consumo privado a taxas de variação em cadeia positivas e a taxas de variação homóloga cada vez menos negativas acontece sobretudo por via do aumento do consumo de bens duradouros.
De acordo com o INE, no terceiro trimestre do ano, o consumo de bens duradouros cresceu 4,1% face ao trimestre imediatamente anterior e 4,2% em relação a igual período do ano passado. Uma variação homóloga positiva já não acontecia desde o final de 2010.
Este tipo de consumo inclui bens como os automóveis e os electrodomésticos. E o papel do sector automóvel deverá estar a ser decisivo. Os dados das vendas de veículos que têm vindo a ser divulgados mostram que, depois de quedas muito acentuadas a partir de 2009 (apenas com uma interrupção em 2010), o sector parece ter já atingindo o fundo, começando agora uma recuperação ligeira. Esta retoma, dizem as empresas do sector, deve-se fundamentalmente ao facto de o envelhecimento da frota automóvel estar a atingir níveis insustentáveis.
Mais positiva para o crescimento futuro pode ser a subida do investimento, que se deu sobretudo através da compra de equipamento. O investimento, que registou quebras muito acentuadas durante os últimos anos, é uma componente essencial para aumentar a produtividade na economia. 10.12.2013 - Público

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

PIB 3º trimestre: INE confirma crescimento de 0,2% e queda homóloga de 1%

Sinais ainda muito fracos na economia - O Instituto Nacional de Estatística (INE) confirmou hoje as previsões para a economia portuguesa no terceiro trimestre, apontando para um crescimento de 0,2% face ao trimestre anterior e uma queda de 1% face ao mesmo trimestre de 2012.
De acordo com relatório ‘Contas Nacionais Trimestrais’, publicado esta segunda-feira, a redução menos intensa do produto interno bruto (PIB) em termos homólogos no terceiro trimestre de 2013 «refletiu um contributo negativo menos acentuado da procura interna, que passou de -2,9 pontos percentuais (p.p.) no 2º trimestre para -1,6 p.p., devido sobretudo à diminuição menos significativa das Despesas de Consumo Final das Famílias Residentes». 

No entanto, segundo observa o documento do INE, «o contributo positivo da procura externa líquida para a variação homóloga do PIB diminuiu, situando-se em 0,6 p.p. (0,8 p.p. no trimestre anterior), em resultado da desaceleração das Exportações de Bens e Serviços».


Comparativamente com o trimestre anterior, o PIB registou um aumento de 0,2% no 3º trimestre de 2013 (variação de 1,1% no 2º trimestre), «refletindo um contributo positivo da procura interna que mais que compensou o contributo negativo da procura externa líquida», ressalva o relatório.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

CRESCIMENTO ECONÓMICO - TODOS CONVERGEM PARA AS TESES DO PS


SÓ O GOVERNO CONTINUA A FAZER DE CONTA - Hoje, dia 7, um diário da especialidade titula:
“Banqueiros querem dar mais crédito e pedem pacto para crescimento”. 
Nas últimas semanas, os que estão de fora, mas constituem as elites do CDS e do PSD, têm-se desmultiplicado em declarações no sentido de renegociar com a Europa um calendário que nos dê mais tempo, juros mais baixos e viabiliza políticas de crescimento.
O que estão, neste momento, todas as pessoas a dizer? 
É simples, o mesmo que o PS no último ano e meio vem propondo: uma política para o crescimento e emprego, que IMPLICA MAIS TEMPO E JUROS MAIS BAIXOS.