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terça-feira, 18 de junho de 2013

RTP - Termómetro Político - Nuno Crato e Mário Nogueira a negativos: nota 8

Nuno Crato - Nota 8
·      João Marcelino (nota 7): Foi uma derrota para o ensino e para o diálogo que o governo não consegue praticar. Não encontra nenhuma explicação para não terem marcado todos os exames para 2 de Julho. Nuno Crato devia dar uma prova de grandeza política e retomar o diálogo.

·         Graça Franco (nota 9): Nuno Crato não estava preparado para lidar com os sindicatos. Cedeu à irritação, tentando esticar a corda. Marcando uma nova data, o ónus ficava do lado dos sindicatos. Com tudo isto, perdeu o país.
·         Pedro Santos Guerreiro (nota 8) – [esteve ausente do programa]

Mário Nogueira - Nota 8
·         João Marcelino (nota 11): Não tem qualquer simpatia pela forma como desenvolve a liderança da Fenprof, muito corporativa e com uma estratégia sempre contra qualquer ministro. Mas o governo conseguiu fazer com que, pela primeira vez, os 9 sindicatos estejam unidos. Está a defender causas que considera justas.
·         Graça Franco (nota 7): O futuro dos alunos joga-se muito nestes exames. A greve deve ser o último recurso e ser gerida com bom senso e não o foi.

·         Pedro Santos Guerreiro (nota 7) – [esteve ausente do programa]

terça-feira, 4 de junho de 2013

Termómetro Político- notas a António Seguro - Diálogo com os partidos

 Graça Franco (nota 14): Seguiu o conselho de Sampaio e está a encorpar e a preparar o pós-troika com base na busca de consenso. É uma maneira honesta e credível de encorpar uma alternativa. Portas não se vai fazer representar, vai ele próprio, e com isso vai ganhar margem de manobra dentro do governo.
João Marcelino (nota 13):
É uma iniciativa inteligente e responsável, que torna o PS actor dinâmico em busca de consenso, impondo a sua agenda. Pode ser visto como táctico mas o PS não podia ficar de fora das discussões sobre a reforma do Estado e dos consensos na sociedade. Está a dar conteúdo às conclusões do Congresso.
Pedro Santos Guerreiro (nota 13): É táctico mas é inteligente. AJS
está a fazer o seu caminho para o que acredita, virmos a ter eleições em Portugal. Este apelo ao diálogo mostra que é alternativa, programática e institucional, e que o faz sem radicalizar (ao contrário de Soares). Tem gerido com alguma prudência, o que lhe permite chegar a um momento que (ele, PSG) não esperava, de diálogo com as outras forças políticas, enquanto o PSD tem queimado as pontes e neste momento só tem um aliado, que é o PR.

terça-feira, 30 de abril de 2013

RTP 1 - Termómetro Político - António Seguro - avaliação do XIX Congresso

João Marcelino (nota 15): Teve dois bons discursos, virados para o país e perdendo pouco tempo com o partido. Vimos que o partido está unido em volta de Seguro. Para o país, ficaram as propostas e as ideias; não são algo que dependa só de nós mas de uma negociação externa mas essa é a pedra de toque de Seguro, que no quadro actual não é possível fazer melhor. Depende dos dirigentes políticos portugueses terem vontade para mudar esse quadro, uma estratégia que considera correcto. 
Pedro Santos Guerreiro (nota 10): É uma nota que exige mais do que o líder do PS está a dar. O Congresso foi bastante apoteótico e mostrou coesão interna; AJS sai mais consagrado embora não mais forte. Exigência de maioria absoluta é ainda fora de tempo. As medidas foram as mesmas de sempre e dependem da renegociação. A partir do momento em que o PS assume o seu ciclo eleitoral, temos que ser mais exigentes com Seguro. Faltou-lhe propostas que sejam diferentes dentro do que é permitido pela troika, e qual a estratégia para o país, económica e social.
Graça Franco (nota 14): Dispensava-se a maioria absoluta, estando ainda longe do quadro eleitoral, mas correu quase tudo bem. Neutralizou a oposição interna, descolou de Sócrates e apresentou-se como alternativa em tudo, na pose, como líder responsável. Achou o primeiro discurso fraco e o segundo forte e institucionalista. Há propostas que têm que ser negociadas no quadro europeu mas essa discussão já existe.

sábado, 27 de abril de 2013

RTPi - Ricardo Pinto e João Marcelino elogiam discurso de António Seguro


Ricardo Jorge Pinto (RTPi): António José Seguro fez uma preparação de terreno para as eleições de 2015. Namorou os funcionários públicos, os credores, os autarcas, e guardou para o fim o componente do PR. Aproveitando esta situação como pretexto para mobilizar os militantes. Dava a António José Seguro 16 valores no termómetro. Pensa que se irá ouvir mais críticas ao governo ao longo do fim-de-semana e que o Secretário-geral não irá torturar mais o PR, pois isso seria exagerado.

João Marcelino (RTPi): António José Seguro, quanto ao discurso do PR, não fez “baixa política”. Falou do país com grandeza e é isso que um candidato a PM deve fazer. Admite que o Secretário-geral deve voltar a falar do discurso, a pedido dos militantes, mas também deve fazer um best of das suas propostas e mostrar que é uma alternativa. O PS nunca teve pressa (sobre eleições), o único ponto em que não houve consenso foi na moção de censura, mas que porque o PS sabia que não passava. O PS sempre esperou e que António José Seguro sempre afirmou que a legislatura deveria decorrer até ao fim.

terça-feira, 23 de abril de 2013

RTP - Termómetro Político - António José Seguro


João Marcelino (nota 13): O PS não tem muito espaço neste momento, acabando de sair de directas e quando vai entrar em Congresso. Está convencido que o que disse AJS corresponde à sua convicção, que está disponível para ajudar o governo na frente externa e na reestruturação do Estado; mas este corte de 4 mil milhões não tem nada a ver com isso e não vai haver nenhum consenso político entre o PS e o governo; se o fizesse, seria um erro do PS.
Pedro Santos Guerreiro (nota 11): O estado de emergência do país ditará a necessidade de convergência. AJS está a fazer-se difícil e percebe-se que o faça, tendo sido ignorado e até desprezado desde Abril do ano passado; só agora é que a mando da troika o PM desceu do pedestal e começa esta caminhada. O plano do PS para a economia é muito vago e é um plano “fácil”.
Graça Franco (nota 12): AJS extremou posições e está a dizer que com Passos Coelho não haverá consenso, mas diz 2 coisas importantes: que vai cumprir os acordos internacionais (renegociando-os) e que está disponível para formar governo, abrindo consenso com leque alargado

terça-feira, 16 de abril de 2013

RTP - Termómetro Político - Paulo Portas a negativos

Os jornalistas, no Termómetro político, na RTP 1 dá nota negativa a Paulo Portas...
Pedro Santos Guerreiro (nota 8): Ausência na tomada de posse dos novos ministros foi gesto de deslealdade e de calculismo, dando a ideia de que a coligação vai ruir, não na primeira mas na última oportunidade
Graça Franco (nota 9): O país começa a estar farto de governos de coligação em que esta está em crise; Passos Coelho não passa cavaco a ninguém, tendo um jeito socrático de governar; Portas tem um problema de pressionar uma alternativa política e de manter a identidade do CDS, mas não vai lá com birras e sim com clareza.
João Marcelino (nota 9): Foi uma deslealdade, mas Passos comporta-se por vezes como se fosse PM de um governo maioritário só do seu partido.

terça-feira, 26 de março de 2013

RTP1 -Termómetro Político - António José Seguro

      

Avaliação dos jornalistas, sobre António José Seguro e a Moção de Censura
João Marcelino DN (nota 15): Coerente com a censura que tem feito à governação, coerente com a forma moderada como, durante 2 anos, deu espaço ao governo. Joga a cartada certa no momento certo (moção de censura), acompanhada com esta carta à troika dizendo o que é fundamental; geriu bem o processo e distinguiu-se da esquerda radical. A realidade tem dado razão ao PS na necessidade de renegociar o memorando.
Pedro santos Guerreiro JNEG.(nota 9): Questiona a altura em que a moção de censura é apresentada, quando a Europa está outra vez com as mãos na cabeça por causa de Chipre. Também questiona qual é a sua consequência e que se é a brincar não é uma moção séria. O crescendo do PS é coerente mas não é por acaso; se o TC não aceitar um corte no valor de mil milhões vai criar-se um momento de tensão e o PS está a dizer que está fora.
Graça Franco RR. (nota 12): Tinha anunciado a ruptura e concretiza-a na moção de censura, que não acha que seja a brincar; diz externamente que não há consenso em Portugal e acrescenta que é alternativa, que não é anti-troika, mas que se predispõe a renegociar o memorando. Cumprir, sim, mas com outro acordo, é coerente da parte de AJS.

terça-feira, 12 de março de 2013

RTP - Notas para Vitor Gaspar, António Borges e Cavaco Silva


No Termómetro Político RTP, Joao Marcelino, (DN) Pedro Santos Guerreiro (JNeg) Graça Franco (RR) deram as  notas da semana a Vitor Gaspar, António Borges e Cavaco Silva. 
Só o ministro das Finanças teve média positiva, um 10, à pele. 
A pior nota foi para o conhecido ministro sombra António Borges, o único capaz de ultrapassar, em disparates, com Fernando Ulrich.
 
Vítor Gaspar
·         Pedro Santos Guerreiro (nota 10): Parece haver uma nova relação do “bom aluno” com a troika; a nota traduz o esperar para ver de que lado a bola vai cair.
·         João Marcelino (nota 10): Há coisas positivas e coisas que têm estado a correr mal, nomeadamente na economia; faria sentido uma atitude muito mais pró-activa, estamos a ficar reféns de sermos o “bom aluno”.
·         Graça Franco (nota 12): Mais tempo para os cortes será um mínimo indispensável; se o fundo da recessão tiver sido atingido no último trimestre, é uma perspectiva positiva.
 
António Borges
·         João Marcelino (nota 5): O que mais espanta nestes repetidos episódios é que alguém que é assessor do governo para as privatizações, crie tantos problemas com coisas que nada têm a ver com privatizações; não é verdade que esta receita, de diminuição dos rendimentos dos portugueses, faça sentido na sociedade portuguesa.
·         Graça Franco (nota 8): Mesmo em termos económicos, esta análise (relação entre SMN e emprego) não faz sentido.
·         Pedro Santos Guerreiro (nota 8): António Borges é o ego de si mesmo e o super-ego de Passos Coelho em termos económicos; estar a falar de descida de salários nesta altura é estar a brincar com o fogo, em termos sociais.
 
Cavaco Silva
·         João Marcelino (nota 9): Diz que o governo deve ouvir a manifestação, mas não sabemos o que pensa da manifestação; prefácio confirma que é um PR muito distante do país.
·         Pedro Santos Guerreiro (nota 7): Prefácio é uma justificação para o silêncio.
·         Graça Franco (nota 13): Para os 2 anos de mandato