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sábado, 27 de abril de 2013

Expresso - CM duríssimo - o "governo por um fio"


"Propostas das Finanças partiram conselho de ministros, que só terminou à noite. Cortes nas pensões opuseram ministros a Gaspar e Portas ameaçou romper. Terça-feira há mais.
O conselho de ministros só terminou perto das nove da noite e, ao que o Expresso apurou, decorreu num clima de confronto "duríssimo". "Foi muito duro", confirmou um dos presentes, sem adiantar certezas sobre o desfecho de uma confrontação de ideias que voltou a prolongar-se por 11 horas e que terá levado Paulo Portas a ameaçar romper.
"Isto está por um fio", desabafava outro dos presentes ainda no rescaldo do conselho considerado como "dos mais difíceis".  Paulo Portas protagonizou, com Paula Teixeira da Cruz, Miguel Macedo, Aguiar Branco e Álvaro Santos Pereira a barragem a algumas das propostas mais radicais das Finanças, nomeadamente no que toca a cortes nas pensões e salários.
"É preciso preservar níveis de sensibilidade social e evitar que a economia fique ainda mais estrangulada", resumiu um ministro ao Expresso. Entre outras coisas, Portas opõe-se a cortes nas pensões da CGA inferiores a 600 euros, coisa que poderá não estar afastada.
Em causa, além do DEO (Documento de Estratégia Orçamental) que o Governo terá que fechar até ao fim do mês, estão as medidas para substituir os 1,3 mil milhões decorrentes do chumbo do Tribunal Constitucional ao Orçamento de Estado. Um trabalho "tecnicamente delicado e que exige ponderação".
O Governo tem vindo a trabalhar, em sucessivas reuniões ao longo das últimas semanas, simultaneamente em várias frentes. Incluindo na preparação dos cortes estruturais na despesa. Mas a aproximação da hora da verdade incendiou os ânimos. Aparentemente com novos riscos de fractura interna na coligação.
Num intervalo do conselho de ministros, Marques Guedes remeteu para meados de Maio, quando o Governo apresentará o Orçamento Rectificativo, pormenores mais detalhados sobre medidas . O que bate certo com o objectivo político de não antecipar pormenores antes de tentar algum diálogo com os parceiros sociais e o PS.
Mas o ministro da Presidência também anunciou um conselho de ministros extraordinário para a próxima terça-feira, para fechar o DEO. A semana promete."

domingo, 7 de outubro de 2012

A HORA DA VERDADE? REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA DO CONSELHO DE MINISTRSIO


Síntese - "O CONSELHO DE MINISTROS REÚNE-SE HOJE EXTRAORDINARIAMENTE para preparar o Orçamento do Estado 2013, a uma semana do fim do prazo para a entrega do documento no parlamento... Entre os aumentos de impostos está, por exemplo, uma sobretaxa extraordinária de 4% em sede de IRS em 2013, à semelhança do que aconteceu em 2011(2,5%) (com o corte de metade do valor do subsídio de Natal acima do ordenado mínimo nacional)."FICA CLARO QUE, tal como em 2012, a sobretaxa aplicada, refletida do IRS, vai cortar o tal subsídio que dizem ir ser devolvido, mas que, na VERDADE, VAI SER SUBTRAÍDO, FICAREMOS SEM 3 VENCIMENTOS!

"O CONSELHO DE MINISTROS REÚNE-SE HOJE EXTRAORDINARIAMENTE para preparar o Orçamento do Estado 2013, a uma semana do fim do prazo para a entrega do documento no parlamento. No dia 25 de setembro o Conselho de Ministros já teve uma primeira reunião extraordinária com o objetivo de debater a proposta orçamental, no final da qual não houve nem conferência de imprensa nem comunicado final.A reunião extraordinária tem início marcado para as 9h30, na Presidência do Conselho de Ministros, em Lisboa. A proposta de Orçamento do Estado deverá ser entregue na Assembleia da República até dia 15 de outubro. No próximo ano, o Governo vai repor um subsídio aos funcionários públicos e 1,1 subsídios aos pensionistas e reformados, sendo esta reposição compensada nas contas do Estado com aumentos de impostos, anunciou na quarta-feira o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, em conferência de imprensa. Entre os aumentos de impostos está, por exemplo, uma sobretaxa extraordinária de 4% em sede de IRS em 2013, à semelhança do que aconteceu em 2011 (com o corte de metade do valor do subsídio de Natal acima do ordenado mínimo nacional), e ainda um aumento efetivo do IRS através da redução do número de escalões."

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

NÃO DESILUDEM! UM DIÁLOGO ENTRE OS MINISTROS DAS FINANÇAS E DA ECONOMIA

Anabela Melão
‎"Contou a jornalista Maria João Avilez que numa reunião do Conselho de Ministros o ministro da Economia apresentava as suas propostas para promover o crescimento económico quando de forma seca o seu colga das Finanças comentou “não há dinheiro!”. Perante a insistência de Álvaro Pereira em prosseguir com a apresentação das suas opiniões o ministro das Finanças interrompeu-o de novo perguntando-lhe “Qual das três palavras é que não percebeu?”.
Temos, portanto, quatro protagonistas duvidosos num Conselho de Ministros relativamente pequeno, o Vítor Gaspar que não sabe o que é educação, o Álvaro que não sabe o que é dignidade, o Passos Coelho que não sabe o que é autoridade e um quarto, o que foi contar à jornalista o ocorrido na reunião, que não sabe o que é lealdade e confidencialidade. Isto significa que numa reunião em que participam doze pessoas, onze ministros e um secretário de Estado, há quatro que não quereria ter como amigos, um terço." (Jumento, citado pelo Marinho Osório).