segunda-feira, 5 de maio de 2014

Helena Garrido (Editorial): "Uma saída mais suja do que limpa"

A conclusão de Helena Garrido, não é mais do que a tese que António Seguro e o PS defenderam durante três anos. O combate político que defendeu e impulsionou, que Passos e Gaspar sempre recusaram e classificaram como "perigoso", para mudar a atitude europeia valeu a pena. A opinião pública europeia e a proximidade de eleições levaram os líderes políticos para "outro caminho", não pelas melhores razões, mas nenhum deles quer "que se lixem as eleições". 
"A saída do programa de ajustamento tem este sabor amargo, de ser mais suja do que limpa. A paciência dos portugueses, o acordo por omissão do PS e a determinação do Governo foram necessários. Mas não teriam sido suficientes para evitar um segundo resgate. A ajuda, agora limpa, foi viabilizada pela Europa, por uma política menos dogmática e mais pragmática"



José Junqueiro - responde à carta de Paulo Portas, o cobrador de pensões

(José Junqueiro) - Com desculpas de mau pagador, Paulo Portas, o cobrador de pensões, mandou enviar ao PS uma carta insultuosa que revela desnorte e consciência pesada. Como a sua credibilidade está pela ruas da amargura pediu que fosse assinada por terceiros.
"De uma forma objetiva, o dr. Paulo Portas já não engana ninguém. Todos perceberam que o Governo fez um aumento de impostos e um corte nas pensões" (...) "os comentadores políticos e da área do Governo também "já o reconheceram".
Repudiando o conteúdo da carta, sublinhou que o "corte nas pensões tem um carater definitivo" como prevê o Documento de Estratégia Orçamental (DEO) e que "isso é um facto incontornável".
"O dr. Portas, presidente do CDS-PP e vice-primeiro-ministro, que se quis apresentar como o provedor dos contribuintes e dos pensionistas ficará na história como o algoz desses contribuintes e desses pensionistas" (...) "Compreendemos pois que, quando um político entra em desespero, se sinta mais atraído pelo insulto do que pela grandeza de ter reconhecido que errou".
Quanto às críticas feitas ao anterior governo PS, lembrou que o mesmo "já transitou em julgado" e que "quem tem agora que responder ao país pelas medidas que está a tomar é o atual Governo".

domingo, 4 de maio de 2014

Público (A minha opinião) - A Saúde e o princípio de Peter


Três anos depois, o ministro da Saúde, insiste em remediar em vez de prevenir. Os casos mais mediatizados das urgências e emergências na saúde são intensamente paradigmáticos, a par dos exames complementares recusados ou das operações adiadas por falta de material, até, imagine-se, de simples batas.
O INEM sempre foi uma referência de qualidade, um modelo exportável para países terceiros. Este Governo tem vindo a destruir esse “curriculum”, limitando nos recursos humanos, nos medicamentos e nos dispositivos. Hoje em dia, nestes serviços, falta de tudo um pouco, menos, infelizmente, os casos de consequências fatais.
O curioso é que ninguém é responsabilizado. O ministro para sossegar o desconforto político manda levantar inquéritos ou fazer inspeções, mas até hoje, não foi dado à estampa um único resultado. A única coisa de que temos a certeza é de que morreram pessoas e outras vão a caminho, nomeadamente na oncologia onde, desde exames complementares recusados até operações feitas para além do prazo de intervenção útil, o inimaginável acontece.
Três anos depois, o ministro da Saúde, continua a cortar em vez de reformar, mas, há dias, tentou atenuar essa incompetência funcional através de uma portaria que um dos secretários de estado assinou. Tinha como objetivo inculcar na opinião pública a ideia, ainda que tardia, de “reforma hospitalar”, mas todos concluíram que se tratava de mais uma iniciativa para o “corte hospitalar”.
De facto não consultou ninguém, nem no espaço da saúde, nem no da Assembleia da República. Foi tudo feito à socapa e o único critério válido foi o da “régua e esquadro”. Agora, perante uma reação nacional adversa, vem dizer que a referida portaria não significa nada, que é a peça de um “puzzle”, que não conta. Uma espécie de “não me levem a sério” ou de “desculpem lá qualquer coisinha”.
A última vez que conheci um disparate do género foi na dita “reorganização do território, o “livro verde”, a “reforma Relvas”. Com não há uma sem duas, creio que estamos no “reality show” da “reorganização da Saúde”, com uma “portaria verde”, a “reforma Paulo Macedo”, muito ao melhor estilo Miguel Relvas. Tenho, no entanto, a convicção de que ao “corte hospitalar” nunca será dada a equivalência a “reforma hospitalar”, que nada acontecerá a não ser um recuo total. Mesmo que o ministro não queira, o rating da portaria é “trash”.
Três anos depois, o ministro da Saúde insiste em promover a transferência do SNS para privados e esse facto faz-se sentir no aumento que estes conseguiram do número de camas, de urgências, de exames complementares, de entrega de equipamentos de saúde ou de hospitais, a título de exemplo. O papel do privado é subsidiário do SNS, não é o de substituição do SNS, de uma saúde para todos por outra apenas para ricos.
Paulo Macedo foi um bom diretor geral da Autoridade Tributária, mas um mau ministro da Saúde. De facto, lidar com números é bem diferente de lidar com as pessoas. Aqui se aplica novamente o princípio de Peter.


José Junqueiro

Viseu - Fashion Show 2014 - Catarina Furtado - Palácio do Gelo

Ontem assisti à 6ª edição ao desfile de moda promovido pelos lojistas do Palácio do Gelo. 

Catarina Furtado apresentou o evento perante mais de duas mil pessoas. 

É um momento que reúne muitas famílias, adultos e crianças, com uma componente musical e entrevistas a figuras conhecidas da televisão, nomeadamente telenovelas. 

Um sucesso, como sempre, e uma oportunidade para ajudar a atividade comercial local.






Guarda - Europeias - José Junqueiro na Academia de Formação do PS

A dinâmica da Federação do PS Guarda está fortíssima, não só nas europeias, que assumiu como prioridade no calendário, como na formação sobre a nova legislação autárquica e no combate político diário. 

Ontem estive no Sabugal, no Centro Cívico da freguesia de Fóios, numa ação da Academia de Formação. Estavam reunidos autarcas para debaterem a nova legislação, mas, também, para discutirem a importância destas eleições para a mudança política em Portugal e na Europa. 

A mesa foi constituída  por Nuno Saldanha (formador), José Albano (Pres. da Federação), António Lucas Pres. da Junta), Sandra Fortuna (Pres. da Concelhia) Luís Gonçalves (Mandatário para as Europeias), José Junqueiro e Rita Mendes (candidatos ao Parlamento Europeu)

Foi um dia pleno de eventos, em vários concelhos do distrito da Guarda, o que me leva-me a deixar aqui uma saudação ao presidente da Federação e à sua equipa, bem como aos presidentes das concelhias, militantes e autarcas que no terreno estão a realizar um debate político ativo por uma alternativa política e pela vitória do PS.






Nuno Saldanha, José Albano, António Lucas, Sandra Fortuna, Luis Gonçalves, José Junqueiro e Rita Mendes

sábado, 3 de maio de 2014

AR - (TRibunais) António Seguro reuniu com autarcas de vários partidos

António Seguro encerrou os trabalhos que decorreram no auditório da AR com autarcas de vários partidos. O objetivo foi reiterar o compromisso do PS para reavaliar o encerramento destes 47 tribunais e reativar uma Justiça de proximidade. 
Manuel Machado, presidente da ANP, Alberto Martins, líder parlamentar do PS, Jorge Lacão, Secretário Nacional do PS, e José Luís Carneiro, presidente da ANA PS, presidiram à reunião. Foram vários os presidentes de câmara, PSD incluídos, que quiseram partilhar da esperança gerada pela decisão de António Seguro e do PS.

(Lusa) O secretário-geral do PS reiterou hoje que os socialistas vão reabrir quando chegarem ao Governo todos os tribunais que o executivo PSD/CDS agora se prepara para encerrar e considerou essencial o compromisso político em matérias de justiça.
António José Seguro falava no encerramento de uma audição promovida pelo Grupo Parlamentar do PS, na Assembleia da República, sobre organização e mapa judiciário.
"Quero ser muito claro e muito direto respondendo a uma questão sobre o que acontecerá com o PS no Governo aos tribunais que agora este Governo vai encerrar: Vamos fazer justiça - e fazer justiça é reabrir esses tribunais", disse, recebendo uma prolongada salva de palmas da plateia.
De acordo com o secretário-geral do PS, a reabertura desses tribunais corresponderá "ao sentimento de justiça do que é necessário fazer".
"Precisamos que as pessoas tenham acesso à justiça, já que esse acesso não é fácil, custa dinheiro e nem toda a gente tem disponibilidade financeira para ter acesso à justiça. Além destes obstáculos, junta-se mais outro, que é encerrar tribunais e obrigar as populações a deslocarem-se 50 ou cem quilómetros, quando algumas vezes não há serviço público de transportes, isso é negar a justiça às populações, o que é inaceitável num Estado de Direito democrático", justificou o líder socialista.

"Em contraponto, António José Seguro defendeu que, em vez de se encerrarem tribunais, "é possível racionalizar" a despesa fazendo com que sejam os magistrados a deslocarem-se periodicamente a esses mesmos tribunais e não as populações. "Isso significa racionalizar despesa, gerir melhor os recursos públicos e, acima de tudo, significa continuar a fazer justiça de proximidade", sustentou.
Na sua intervenção, o líder socialista acentuou a ideia de que o PS "não quer que tudo fique na mesma" na área da justiça e considerou "incompreensível a ausência de espirito de compromisso" político por parte deste Governo.
Neste ponto, momentos antes, o dirigente socialista Jorge Lacão procurara assegurar que o PS "fez todos os esforços politicamente ao seu alcance para o Governo abrisse os olhos" em matéria de revisão do mapa judicial.
Numa crítica indireta à ministra Paula Teixeira da Cruz, o deputado socialista afirmou não quer acreditar numa possível explicação para o que se passou ao longo deste processo relativo à reforma do mapa judiciário.
"Não quero acreditar que a mudança de paradigma resultou apenas de uma vaidade de membros do Governo para associarem ao seu nome a uma reforma. As questões da justiça devem merecer o maior consenso político possível", declarou o ex-ministro socialista.
Na audição, que foi aberta pelo ex-ministro da Justiça e líder parlamentar do PS, Alberto Martins, um autarca de Monchique, eleito pelo PSD, justificou a sua presença ali, entre pessoas maioritariamente do PS, pelo facto de não ter interlocutores nem no Governo, nem no seu partido, para contestar a reforma do mapa judiciário.

Estiveram ainda presentes na audição o líder do PS/Porto e presidente da Câmara de Baião, José Luís Carneiro, e o presidente da Associação Nacional dos Municípios Portugueses, Manuel Machado."