domingo, 4 de março de 2012

ÁLVARO NA MIRA DO PSD - NÃO LHE CONFIAM O "QREN" - TUDO PARADO HÁ 8 MESES

Álvaro na mira do PSD - Helena Pereira*
Tiro ao Álvaro. Na semana que antecede as ‘directas’, em que Pedro Passos Coelho vai ser reeleito líder do PSD, a preocupação do partido chama-se Álvaro Santos Pereira e a actuação do Ministério da Economia.
O PSD aproveitou a reunião do Conselho Nacional, no sábado passado, para bombardear o líder e primeiro-ministro com queixas: TGV, privatização da ANA, portos, crédito às empresas, desemprego. Tudo matérias do ministério da Economia, que ainda anteontem viu, em Conselho de Ministros, lhe ser retirada a coordenação dos fundos do QREN.
O esvaziamento gradual do Ministério da Economia é público: António Borges vai agarrar o dossiê das privatizações, PPP e sector empresarial do Estado, Miguel Relvas, o emprego jovem, Paulo Portas, o investimento externo, enquanto Pais Antunes apareceu como bombeiro de serviço para ajudar o ministro na concertação social.
Na reunião, Passos Coelho fugiu às questões sobre o Ministério da Economia. Não explicou, por exemplo, por que razão as administrações dos portos estão em gestão corrente há meses, para quando a anunciada holding, se o Porto de Leixões vai ficar de fora, como os autarcas do Norte pedem. Não esclareceu como vai ser feita a privatização da ANA, se engloba Portela+1 ou não (o eventual novo aeroporto low cost que pode ser ou no Montijo ou em Sintra) ou se o aeroporto Sá Carneiro ficará de fora do pacote. Quanto ao TGV, também passou ao lado. Isto, depois de ainda recentemente o ministro dos Assuntos Parlamentares ter assumido ao diário espanhol ABC que o Governo português só tem dinheiro para «uma linha de mercadorias forte que una Sines à Europa». A maior parte destas perguntas partiu do ex-deputado Luís Rodrigues, que na Assembleia tinha a pasta das Obras Públicas.
Outra questão que está a preocupar o PSD são as dificuldades de financiamento das empresas. Castro Almeida, autarca de S. João da Madeira, deu exemplo de empresas viáveis que se debatem com falta de financiamento para as suas exportações.
Mas Santos Pereira não foi o único alvo da reunião. Um dos momentos mais agitados envolveu o autarca das Caldas da Rainha, Fernando Costa, que criticou a reforma do mapa judiciário, que acaba no seu distrito com três tribunais. A ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, não foi mesmo ao púlpito explicar que «todos os casos seriam analisados com cuidado».
Costa alertou também para o aumento brutal do IMI, que «vai trazer uma factura incomportável para os proprietários».
Na sexta-feira à noite da semana passada, num jantar com os líderes distritais, Passos já tinha ouvido críticas à desarticulação do Governo, nomeadamente, por causa do encerramento de serviços públicos, que vão sendo anunciados a conta-gotas e por sector, sem que haja uma perspectiva global. «Tem que haver equilíbrios regionais», «deve dividir-se o mal pelas aldeias», resumiram ao SOL dirigentes partidários.

Relvas reforçado?
A eleição directa do líder decorre hoje num ambiente interno de pouca mobilização. Passos fez raras incursões pelo partido e, por isso, nomeou todos os líderes distritais e regionais (incluindo Alberto João Jardim) como seus mandatários.
«As pessoas estão mais preocupadas com o país do que discutir questões de liderança», afirmou ao SOL um conselheiro nacional, acrescentando que «os candidatos que estavam contra o líder do partido estão agora a trabalhar activamente ao lado dele», referindo-se a Aguiar Branco e Paulo Rangel.
No entanto, o partido já discute nomes para a futura direcção que será eleita no Congresso de Março. A hipótese de Miguel Relvas regressar, para o lugar de primeiro vice-presidente é a que mais corre no aparelho. Assim como a de Teresa Leal Coelho ser chamada à direcção.

CONFERÊNCIA FINAL - EM DEFESA DO INTERIOR - ANTÓNIO SEGURO - CASTELO BRANCO

Fui a castelo Branco participar nas conferências finais subordinadas aso tema geral "EM DEFESA DO INTERIOR". Estive no painel moderado por Hortense Martins, deputada, e com os conferencistas Carlos Maia presidente do Instituto Politécnico de Castelo Branco e Luis Carlos Pires,Presidente do Instituto Politécnico de Bragança
O Professor António Figueiredo deu início à sessão de encerramento fazendo uma síntese de todos os trabalhos. ANTÓNIO JOSÉ SEGURO fez o discurso de encerramento
O Partido Socialista vai passar a realizar uma conferência anual dedicada ao interior do país, anunciou hoje o secretário-geral, António José Seguro.

O líder do PS falava no final da "Conferência em defesa do interior", em Castelo Branco, com a qual encerrou um périplo por oito distrito e 26 concelhos do interior do país.
Seguro anunciou que o evento, que juntou socialistas e não só, de vários pontos do país, em diversos painéis de dscussão, vai passar a realizar-se anualmente em cada um dos oito distritos do interior.
Em cada ano, a discussão terá por base "um relatório sobre o estado do interior" e que será coordenado pelo independente e ex-ministro da Economia de Guterres Braga da Cruz.
Para além de diversos indicadores, o documento deverá dar especial atenção "ao grau de descentralização da administração pública".
O tema já tinha sido destacado por António Figueiredo, professor da Faculdade de Economia do Porto, na síntese final dos debates.

O início da DEFESA DO INTERIOR, em Viseu,
Tondela, na Interecycling

Segundo referiu, uma das soluções para os problemas do interior passa por "haver mais ousadia na descentralização de serviços públicos", que deverão "criar a energia mínima" para os territórios terem vida.
O investigador alerta para o facto de algumas coisas terem que existir, mesmo que não sejam racionais ou sustentáveis do ponto de vista económico.
O secretário-geral do PS pretende que a conferência anual se realize mesmo que o partido volte a ser governo, por forma a avaliar o cumprimento dos compromissos assumidos com esta faixa do território.
Na intervenção final, Seguro criticou o Governo por não fazer avançar "projetos e investimentos que poderiam criar riqueza e emprego" no interior.

Carlos Maia, Hortense Martins, Luis Carlos Pires,
Apontou como exemplos a paragem das obras do túnel do Marão, a falta de orçamento para a coudelaria de Alter do Chão, assim como a perda de peso político das regiões turísticas da Serra da Estrela e do Douro.
Por outro lado, no mundo rural, "os agricultores ainda estão á espera de parte das ajudas do ano passado e os fruticultores aguardam que o Governo reveja a aplicação de seguros de colheita".
Seguro traçou uma imagem de "um Governo de braços caídos" face às necessidades e que pede "sacrifícios exagerados, que não seriam necessários para consolidar as contas públicas, mas levam à mais elevada taxa de desemprego de sempre"

Painel Temático

O socialista realçou que "o QREN está completamente paralisado e o Governo, em vez de ajudar a dinamizar a economia, a única coisa que faz é entreter-se a discutir se é o Álvaro ou Gaspar quem ficar com a gestão dos fundos comunitários". Uma situação face à qual Seguro fez questão de mostrar muito espanto: "oito meses, oito meses para decidir quem coordena os fundos estruturais?", questionou.
Para o líder da oposição, Portugal precisa de "uma estratégia para a economia e de um ministro da economia, mas não temos estratégia, nem temos ministro".





Acácio Pinto - Apanhou uma imagem em Salzedas -
simboliza o fim da 1ª jornada em DEFESA DO INTERIOR

ANTONIO SEGURO no distrito de VISEU, em DEFESA DO INTERIOR que o PSD QUER FECHAR

(Acácio Pinto)
O secretário geral do PS, António José Seguro, esteve no distrito de Viseu no dia 2 de março no âmbito das jornadas "Em defesa do interior". Do itinerário - para identificar no território as reais condições de sustentabilidade e de desenvolvimento e sinalizar o abandono a que o Governo está a votar o interior do país - constou uma passagem pelos concelhos de Tondela, Mangualde, Moimenta da Beira e Tarouca, onde o secretário geral contactou com os agentes económicos e com populações.
Em Tondela visitou a "Interecycling", uma empresa de reciclagem de resíduos elétricos e eletrónicos, com um grande sucesso empresarial e com mais valias ambientais, que está numa fase de expansão e de diversificação dos materiais a reciclar.
Em Mangualde visitou, com o Presidente da Câmara, João Azevedo, a "CBI", uma indústria têxtil, que tem vindo a expandir as suas instalações e que tem vindo a criar postos de trabalho. A sua produção é essencialmente vocacionada para o mercado externo.H
No concelho de Moimenta da Beira, António José Seguro, foi recebido pelo presidente da Câmara, José Eduardo Ferreira e almoçou com agricultores e com dirigentes do movimento associativo e cooperativo agrícola, da fruticultura e da vitivinicultura, setores que estão carenciados de um olhar atento por parte da administração central, nomeadamente, no que concerne à criação de um sistema de rega que possa aumentar a produtividade dos pomares da região.
Em Tarouca, António José Seguro, teve receção no salão nobre da Câmara Municipal, pelo presidente, Mário Caetano Ferreira e a jornada foi dedicada ao património, tendo sido visitados os mosteiros de S. João de Tarouca, Salzedas e, também, a Casa do Paço de Dalvares.
Acompanharam a visita do secretário geral no distrito de Viseu,  os deputados do PS pelo círculo, José Junqueiro, Acácio Pinto e Elza Pais, o Presidente da Federação do PS, João Azevedo, os elementos da federação António Borges, Helena Rebelo, José Rui Cruz, Miguel Ginestal e Rui Costa, os presidentes das respetivas concelhias do PS, António Pereira (Tondela), Marco Almeida (Mangualde), António Moura (Moimenta da Beira) e Mário Ferreira (Tarouca) para além de muitos dirigentes de outras concelhias, de elementos da JS e socialistas dos vários concelhos visitados que se quiseram associar a estas jornadas e saudar o secretário geral do PS.

























sábado, 3 de março de 2012

The Last of The Mohicans Soundtrack (Trevor Jones) - 1992



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POR QUE MOTIVO FOI ELEITO PELOS PORTUGUESES? (hoje, in Diário as Beiras)

Há uma linha de divisão entre o Presidente da República e o governo. Penso que há também uma linha de divisão com Portugal. A entrevista que deu à TSF foi bem clara. Distancia-se de Passos Coelho, dos acontecimentos e, agora, dos 27 chefes de estado e de governo europeus, acusando-os de "cobardia política" perante as agências de “rating”. Um espanto!

Bem sei que são muitos os que lembram que o adversário político do PS é o governo e não o Presidente. Acontece, no entanto, que vejo o Presidente como adversário do país, de todos os governos, de todos nós, e não apenas do PS. E a coisa não é para menos!

Há um ano, por esta ocasião, Cavaco Silva fustigava fortemente a governação socialista. Era o tenor de um coro de protestos que via no PS a culpa da crise que se abateu sobre os portugueses. Lembrou mesmo que havia "limites para os sacrifícios" e, agora, lembra também, ao atual governo, que há limites para a austeridade exigida aos "novos pobres". Na minha humilde opinião, o mínimo que se impunha ao Presidente, em ambos os casos, era mais solidariedade e mais verdade.

Em primeiro lugar, porque a crise foi sempre internacional e não genuína e exclusiva mente portuguesa como aquela em que o próprio nos lançou durante a sua segunda maioria absoluta. Bandeiras negras nas ruas, salários em atraso, milhares de empresas na falência, despedimentos, fome e um défice por volta dos 7%, foi o cenário em que Cavaco Silva nos deixou.

Em segundo lugar, porque há um ano as agências de "rating" já eram um mal e não um bem, facto que lhe impunha ter tomado o partido de Portugal e não o daquelas "notadoras" que, aliás, elogiou não se dando conta que essa sua atitude era um ataque ao país que lhe confiara o voto e exigia lealdade!

Em terceiro lugar, porque o atual governo resulta de uma "iniciativa presidencial" que derrubou o anterior e, portanto, para o bem e para o mal, o Presidente da República deveria ser mais solidário para com a sua própria "obra". Mas não! Procura a qualquer preço, "custe o que custar", sacudir as suas responsabilidades atirando-as para cima da atual maioria, a sua maioria!

Há um ano incitava os jovens à indignação e hoje foge deles, de miúdos de uma pequena escola, só porque estavam a fazer o que o Presidente lhes pedira, a manifestarem essa mesma indignação!

Queixa-se da sua pensão de 10 000€ por não lhe dar para "pagar as despesas", esquecendo-se que todos aqueles que recebem o ordenado mínimo, pensões mínimas ou estão desempregados não andam distraídos, nem se deixam tomar por tolos.

Finalmente, um Presidente que diz andar sempre "bem informado" finge-se surpreendido com os números do desemprego, nomeadamente entre os jovens, como se fosse alguém que acabasse de aterrar, vindo sabe-se lá donde! Por que motivo foi eleito pelos portugueses?
DB 2012.03.01

RAJOY AO LADO DOS ESPANHÓIS DESAFIA MERKEL - NÃO AO DÉFICE SUICIDA

MARIANO RAJOY, contrariamente a PASSOS COELHO, desafia MERKEL e SARKOZY e disse-lhes  - os nos olhos -  que não cumprirá um DÉDICE SUICIDA para o seu POVO. O governo português, o 1º Ministro, apesar de instado e APOIADO pelo PS RECUSA-SE A NEGOCIAR MAIS TEMPO para que os portugueses sofram menos e PORTUGAL TENHA ESPERANÇA.
Cimeira da União Europeia (atualizada) - UE recusa mudar défice espanhol e Rajoy altera metas - DN
Mariano Rajoy no conselho Europeu,
com Nicolas Sarkozy e Mario Monti




Países do norte recusaram a eventual redução do objetivo do défice orçamental espanhol para 2012, mas o primeiro-ministro espanhol vai para uma meta menos ambiciosa de 5,8% do PIB.
A Espanha não conseguiu autorização dos seus parceiros comunitários para reduzir o objetivo do défice público em 2012, mas o primeiro-ministro Mariano Rajoy anunciou em Madrid que a sua nova meta para 2012 será de 5,8% do PIB, em vez dos 4,4% do compromisso com Bruxelas.

O primeiro-ministro Mariano Rajoy foi à cimeira europeia reclamar que as circunstâncias tinham mudado e que o compromisso de um défice equivalente em 2012 era irrealista, tendo em conta a derrapagem de 2011, quando a previsão de 6% do PIB se transformou numa realidade de 8,5%.

A intenção espanhola de flexibilizar as metas era acompanhada de um plano ambicioso de cortes orçamentais e reformas estruturais, mas isso não chegou para conquistar a compreensão de vários governos que estavam em Bruxelas para aprovar um pacto orçamental que visa o controlo das contas públicas em toda a união. Como resumiu o primeiro-ministro sueco, Frederick Reinfeldt, "quando as regras entram em vigor, a primeira coisa a fazer não pode ser suavizá-las".

Falando aos jornalistas, no final do Conselho Europeu, Rajoy tentou minimizar a oposição dos seus parceiros: "Isto não acaba aqui, isto não se negoceia aqui", prometeu, antes de lamentar o facto de ninguém na sala ter perguntado "qual era o défice público da Espanha".

Com 4,7 milhões de pessoas sem emprego e a economia a estagnar, Madrid enfrenta um dilema sério. As reformas no mercado laboral aprovadas a 10 de fevereiro estão a ser contestadas em todo o país e, na próxima semana, o governo deverá adoptar um novo tecto de despesas que será a base do orçamento. O novo objetivo de 5,8% será inscrito no orçamento deste ano, mas a Espanha compromete-se a manter os 3% em 2013.