segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Juros da dívida nacional recuam em dia de reunião do Eurogrupo

Hugo Paula - hugopaula@negocios.pt 06 Dezembro 2010 09:17


Os juros da dívida soberana estão a descer antes da reunião dos ministros das Finanças europeus que vai decorrer esta tarde.


Os juros da dívida portuguesa a 10 anos recuam 2,7 pontos base para 5,904% e continuam a negociar abaixo da fasquia dos 6%, desde que o Banco Central Europeu (BCE) disse estar a comprar dívida soberana das economias periféricas da Zona Euro.

O prémio de risco da dívida portuguesa face à alemã a 10 anos recua para 306 pontos base
, num dia em que os juros das obrigações alemãs caem 1,6 pontos, com os investidores a reduzirem a sua exposição à segurança relativa da dívida alemã para aumentar a exposição às acções.

Na maturidade a cinco anos, os juros das obrigações portuguesas, avançam 4,9 pontos base para 4,718% e na dívida a dois anos os juros recuam 6,4 pontos para 3,828%.

Os ministros das Finanças europeus vão reunir esta tarde onde deverão discutir as soluções para a crise orçamental europeia. Os líderes europeus encontram-se divididos acerca de um eventual aumento do valor do Fundo Europeu de Estabilização Financeira e à possibilidade de emissão de dívida europeia (“E-bonds”).

Na semana passada o ministro-adjunto das Finanças alemão opôs-se à emissão de “E-bonds”, sem que estas estivessem associadas a mecanismos de controlo orçamental para os países.

Já o primeiro-ministro do Luxemburgo, Jean-Claude Junker, e o ministro das Finanças italiano, Giulio Tremonti, defenderam que a Europa deveria emitir “E-bonds” ou dívida europeia como uma “resposta forte e sistemática” à crise orçamental europeia, em artigo que publicaram no “Financial Times”.

Já os juros da dívida de Espanha estão a subir ligeiramente na maioria das maturidades, com a excepção a serem os títulos com maturidade a cinco e a dois anos. No prazo de 10 anos a remuneração das obrigações avança um ponto base para 5,061% e dívida a cinco anos recua 0,3 pontos base para 4,273%. Na maturidade de dois anos, recua 1,7 pontos base para 3,091%.

Já a dívida da Irlanda, que serve apenas de referência uma vez que o país se financia junto da Fundo Europeu de Estabilização Financeira, sofre uma subida dos juros de 3,9% pontos base para 8,185% na emissão a 10 anos e uma descida de 0,7 pontos para 4,755% nos títulos a dois anos.

A Grécia, que também aderiu ao fundo, vê a “yield” da dívida a 10 anos subir 9,6 pontos para 11,659% e a descer 10,7 pontos para 11,091% no prazo de dois anos.

sábado, 4 de dezembro de 2010

PORTUGAL COM MELHOR ACESSO À SAÚDE INFANTIL


Portugal é um dos países com menor desigualdade no acesso à saúde infantil e bem-estar das crianças

PÚBLICO - 03.12.2010 - 07:39 Por Ana Cristina Pereira

Está tudo no relatório As crianças que ficam para trás, hoje lançado em Helsínquia. O documento - o nono de uma série feita para acompanhar o desempenho dos países desenvolvidos - analisa a desigualdade em três dimensões: saúde e bem-estar, educação, bem-estar material.

Os autores não olharam para os mínimos e os máximos, como é costume quando se trata de desigualdade. Optaram por medir "o fosso entre a criança média (aquela que um país pode considerar "normal" - a mediana) e a criança que se encontra perto da base da pirâmide.
A maior parte dos dados foram recolhidos antes de a crise financeira e económica se instalar.

O relatório tira um "retrato" dos tempos de prosperidade, lembra que as consequências mais pesadas das crises tendem a recair sobre as famílias mais vulneráveis e as suas crianças e conclui que os países ricos estão a deixar as crianças mais pobres ficar para trás.
Os primeiros classificados na tabela da igualdade: Dinamarca, Finlândia, Holanda, Suíça. No segundo grupo: Islândia, Irlanda, Noruega e Suécia. Portugal figura no terceiro grupo, a par da Áustria, do Canadá, da França, da Alemanha, da Polónia. À frente da Bélgica, da República Checa, da Hungria, do Luxemburgo, da Eslováquia, de Espanha e do Reino Unido. No fim, a Grécia, a Itália, os Estados Unidos. Só a Holanda e a Noruega ficam à frente de Portugal na igualdade de acesso à saúde e ao bem-estar. Tendo em conta o auto-relato de queixas de saúde, a alimentação saudável, a frequência de actividade física vigorosa.
Tendo em conta o auto-relato de queixas de saúde, a alimentação saudável, a frequência de actividade física vigorosa.

Juros abaixo dos 6% diminui possibilidade de Portugal recorrer ao FMI


Rui Barroso 04/12/10 00:05

Acção do BCE esta semana levou à maior descida das taxas desde Maio. Mas epílogo da “novela FMI” ainda não está escrito.
Se os mercados financeiros funcionarem de forma semelhante às apostas, Portugal terá hoje menos probabilidade de ter de recorrer ao Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) que há uma semana atrás.

As taxas exigidas no mercado secundário pelos investidores para deterem dívida a 10 anos passou ontem abaixo dos 6% pela primeira vez em mais de um mês. A ‘yield' desceu dos 7% verificados no início da semana para os 5,9% ontem. Apesar disto, as apostas estão longe de estarem fechadas e existem dificuldades no mercado para vender dívida nacional.
"Havia um posicionamento dos investidores a reflectir a probabilidade de Portugal ter de recorrer ao FEEF o que levou as taxas de juro a níveis elevados.

Essa perspectiva não se materializou o que, aliado às declarações do BCE, levou a que essas posições fossem desfeitas", referiu o economista-chefe do Santander, Rui Constantino, ao Diário Económico.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

A EQUIPA DE DURÃO BARROSO ENGANA -SE TODOS OS ANOS

Eurostat
Mafalda Aguilar
02/12/10 10:05

PORTUGAL CRESCE AO MESMO RITMO DA ZONA EURO

SIM, BRUXELAS RECONHECE MAS NÃO PEDE DESCULPA


Bruxelas confirmou hoje que Portugal cresceu 0,4% no terceiro trimestre, face aos três meses anteriores, e em linha com a zona euro.

O Eurostat revelou hoje que a economia portuguesa cresceu 0,4% entre Junho e Setembro, em relação ao trimestre anterior. Já em comparação com o período homólogo do ano passado, Portugal cresceu 1,5%.

Os números já tinham sido avançados pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE) no passado dia 11 de Novembro.

Também o PIB do conjunto da zona euro avançou 0,4% no terceiro trimestre, o que representa um forte abrandamento face à expansão de 1% registada nos três meses anteriores, segundo a estimativa rápida avançada hoje pelo gabinete de estatísticas europeu. Em relação a igual período de 2009, as 16 economias da zona euro cresceram 1,9%.

O Eurostat adianta ainda que os 27 Estados-membros da União Europeia (UE) cresceram 0,5% entre Junho e Setembro, contra o avanço de 1% verificado no trimestre anterior. Face ao terceiro trimestre de 2009, o PIB da UE avançou 2,2%.

As Previsões Económicas de Outono de Bruxelas indicam ainda que em 2011 todas as economias europeias, com a excepção da portuguesa e da grega, já terão saído de uma situação de recessão.

O Executivo comunitário - COM O ANALFABETISMO QUE TEM REVELADO - prevê que a economia portuguesa terá uma contracção no quarto trimestre de 1,4%, assim como de 0,2% nos dois primeiros trimestres de 2011.

Por seu lado, Lisboa acredita que pode acabar o ano que vem com um ligeiro crescimento de 0,2%

ÊXITO NAS POLÍTICAS DE IMIGRAÇÃO

O GOVERNO PORTUGUÊS É DISTINGUIDO PELO ÊXITO NAS POLÍTICAS DE IMIGRAÇÃO
PÚBLICO - Políticas de imigração de Portugal voltam a ser elogiadas. Organização Internacional para as Migrações destaca maior facilidade de acesso aos serviços de acolhimento.

METRO - Portugal amigo dos imigrantes. Estrangeiros são bem recebidos pelos portugueses. Políticas ports de integração são “bom exemplo”, considera... a OIM (Faz manchete nesta públicaçao).

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

MANGUALDE - DIPLOMACIA ECONÓMICA LOCAL

No âmbito do Programa Governamental DIPLOMACIA ECONÓMICA LOCAL, presidi ao acto de assinatura de 31 contratos entre a Câmara Municipal de Mangualde, presidida pelo Dr. João Azevedo, e empresários que vão sediar as suas unidades de produção numa área superior a 450 000 m2, com num investimento total de 42 000 000 de euros, e a criação de raiz de mais de 450 novos postos de trabalho.


O Presidente da AICEP, Dr. Basílio Horta, convidado para a mesa que dirigiu o evento, informou sobre o bom desempenho da economia portuguesa em 2010, criticou as previsões, sempre negativas e sempre revistas em alta da Comissão Europeia, e definiu os países estratégicos para o investimento e exportação.

Neste contexto, dirigi uma reflexão crítica á Comissão Europeia questionando a sua responsabilidade e disponibilidade para o ressarcimento de Portugal pelos prejuízos causados por previsões “analfabetas”, situação muita aplaudida pelos empresários que participaram.
Apontando o dedo às oposições, disse que todos não somos demais para defender Portugal de ataques injustificados do sistema financeiro e referi que o facto de terem escolhido ser parte do problema e não parte da solução revelava falta de patriotismo e uma trágica confusão entre querer fazer oposição ao Governo e acabar por fazer oposição ao país.

O Presidente da AICEP delucidou bem a diferença existente entre as realidades portuguesa, irlandesa, britânica ou espanhola, sublinhando as claras vantagens do nosso país no crescimento, no aumento das exportações, na sustentabilidade da banca e até dos níveis de desemprego, apesar da taxa elevada que se regista entre nós.


O Presidente da Câmara de Mangualde, Dr. João Azevedo, agradeceu o empenhamento dos empresários e a boa cooperação existente entre o Governo, a AICEP e a autarquia referindo o caso da PSA/Citroen como exemplo paradigmático de parceria estratégica.
Estiveram presentes cerca de 300 pessoas no espaço da Biblioteca Municipal.