sábado, 4 de dezembro de 2010

Juros abaixo dos 6% diminui possibilidade de Portugal recorrer ao FMI


Rui Barroso 04/12/10 00:05

Acção do BCE esta semana levou à maior descida das taxas desde Maio. Mas epílogo da “novela FMI” ainda não está escrito.
Se os mercados financeiros funcionarem de forma semelhante às apostas, Portugal terá hoje menos probabilidade de ter de recorrer ao Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) que há uma semana atrás.

As taxas exigidas no mercado secundário pelos investidores para deterem dívida a 10 anos passou ontem abaixo dos 6% pela primeira vez em mais de um mês. A ‘yield' desceu dos 7% verificados no início da semana para os 5,9% ontem. Apesar disto, as apostas estão longe de estarem fechadas e existem dificuldades no mercado para vender dívida nacional.
"Havia um posicionamento dos investidores a reflectir a probabilidade de Portugal ter de recorrer ao FEEF o que levou as taxas de juro a níveis elevados.

Essa perspectiva não se materializou o que, aliado às declarações do BCE, levou a que essas posições fossem desfeitas", referiu o economista-chefe do Santander, Rui Constantino, ao Diário Económico.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

A EQUIPA DE DURÃO BARROSO ENGANA -SE TODOS OS ANOS

Eurostat
Mafalda Aguilar
02/12/10 10:05

PORTUGAL CRESCE AO MESMO RITMO DA ZONA EURO

SIM, BRUXELAS RECONHECE MAS NÃO PEDE DESCULPA


Bruxelas confirmou hoje que Portugal cresceu 0,4% no terceiro trimestre, face aos três meses anteriores, e em linha com a zona euro.

O Eurostat revelou hoje que a economia portuguesa cresceu 0,4% entre Junho e Setembro, em relação ao trimestre anterior. Já em comparação com o período homólogo do ano passado, Portugal cresceu 1,5%.

Os números já tinham sido avançados pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE) no passado dia 11 de Novembro.

Também o PIB do conjunto da zona euro avançou 0,4% no terceiro trimestre, o que representa um forte abrandamento face à expansão de 1% registada nos três meses anteriores, segundo a estimativa rápida avançada hoje pelo gabinete de estatísticas europeu. Em relação a igual período de 2009, as 16 economias da zona euro cresceram 1,9%.

O Eurostat adianta ainda que os 27 Estados-membros da União Europeia (UE) cresceram 0,5% entre Junho e Setembro, contra o avanço de 1% verificado no trimestre anterior. Face ao terceiro trimestre de 2009, o PIB da UE avançou 2,2%.

As Previsões Económicas de Outono de Bruxelas indicam ainda que em 2011 todas as economias europeias, com a excepção da portuguesa e da grega, já terão saído de uma situação de recessão.

O Executivo comunitário - COM O ANALFABETISMO QUE TEM REVELADO - prevê que a economia portuguesa terá uma contracção no quarto trimestre de 1,4%, assim como de 0,2% nos dois primeiros trimestres de 2011.

Por seu lado, Lisboa acredita que pode acabar o ano que vem com um ligeiro crescimento de 0,2%

ÊXITO NAS POLÍTICAS DE IMIGRAÇÃO

O GOVERNO PORTUGUÊS É DISTINGUIDO PELO ÊXITO NAS POLÍTICAS DE IMIGRAÇÃO
PÚBLICO - Políticas de imigração de Portugal voltam a ser elogiadas. Organização Internacional para as Migrações destaca maior facilidade de acesso aos serviços de acolhimento.

METRO - Portugal amigo dos imigrantes. Estrangeiros são bem recebidos pelos portugueses. Políticas ports de integração são “bom exemplo”, considera... a OIM (Faz manchete nesta públicaçao).

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

MANGUALDE - DIPLOMACIA ECONÓMICA LOCAL

No âmbito do Programa Governamental DIPLOMACIA ECONÓMICA LOCAL, presidi ao acto de assinatura de 31 contratos entre a Câmara Municipal de Mangualde, presidida pelo Dr. João Azevedo, e empresários que vão sediar as suas unidades de produção numa área superior a 450 000 m2, com num investimento total de 42 000 000 de euros, e a criação de raiz de mais de 450 novos postos de trabalho.


O Presidente da AICEP, Dr. Basílio Horta, convidado para a mesa que dirigiu o evento, informou sobre o bom desempenho da economia portuguesa em 2010, criticou as previsões, sempre negativas e sempre revistas em alta da Comissão Europeia, e definiu os países estratégicos para o investimento e exportação.

Neste contexto, dirigi uma reflexão crítica á Comissão Europeia questionando a sua responsabilidade e disponibilidade para o ressarcimento de Portugal pelos prejuízos causados por previsões “analfabetas”, situação muita aplaudida pelos empresários que participaram.
Apontando o dedo às oposições, disse que todos não somos demais para defender Portugal de ataques injustificados do sistema financeiro e referi que o facto de terem escolhido ser parte do problema e não parte da solução revelava falta de patriotismo e uma trágica confusão entre querer fazer oposição ao Governo e acabar por fazer oposição ao país.

O Presidente da AICEP delucidou bem a diferença existente entre as realidades portuguesa, irlandesa, britânica ou espanhola, sublinhando as claras vantagens do nosso país no crescimento, no aumento das exportações, na sustentabilidade da banca e até dos níveis de desemprego, apesar da taxa elevada que se regista entre nós.


O Presidente da Câmara de Mangualde, Dr. João Azevedo, agradeceu o empenhamento dos empresários e a boa cooperação existente entre o Governo, a AICEP e a autarquia referindo o caso da PSA/Citroen como exemplo paradigmático de parceria estratégica.
Estiveram presentes cerca de 300 pessoas no espaço da Biblioteca Municipal.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

A QUALIDADE DE VIDA COMO FACTOR DE COMPETITIVIDADE


Presidi ao encerrameneto da II Conferência Nacional sobre o tema e à entrega dos prémios "MELHORES MUNICIPIOS PARA VIVER", numa organização do Instituto Superior de Ciências Sociais e Politicas e do Jornal Sol.
Referi, em sintese, que os desafios que se colocam na actualidade ao planeamento e gestão dos espaços urbanos, aos territórios no seu conceito geral, estão associados e também dependentes do conhecimento de uma diversidade de realidades e matérias inter-relacionadas com âmbitos bem diferenciados que vão definir os papéis da cidade e dos territórios do século XXI.
Presididos e administrados por eleitos locais, a sua competitividade resultará da aplicação de políticas concretas que sejam em si mesmas geradoras de qualidade de vida ou seja, de tudo aquilo que as pessoas desejam para se sentirem realizadas. Por isso, a estes cidadãos eleitos estão colocados novos desafios, bem longe daqueles que tiveram de enfrentar durante as primeiras duas décadas de poder local democrático.
Uma visão mais moderna, informada e partilhada, é indispensável para poderem responder com competência e de forma multidisciplinar aos novos horizontes que vão preenchendo o quotidiano das pessoas, dos cidadãos.
E a estes é, igualmente, exigido
um exercício mais activo da sua cidadania, participando nas escolhas e nas decisões, não se conformando com quem possa escolher e decidir por eles se estiverem ausentes desse dever cívico comum a todos.
Por isso, dar resposta a esses desafios que englobam ambiente, acessibilidades e transportes, diversidade e tolerância, economia e emprego, ensino e formação, felicidade, saúde, segurança, turismo, cultura e lazer, urbanismo e habitação é uma missão comum aos eleitos e aos eleitores
Sublinhei, com detalhe a situação finanaceira do Poder Local e as vantagens de lançar um grande debate nacional sobre a reorganização do território mobilizando, para o efeito,os autarcas, os políticos e a sociedade civil.
É uma reforma necessária e uma reforma possível, conforme demontra o Presidente da Câmara de Lisboa ao conseguir fazer a sua com o apoio dos autarcas e das diferentes forças política, mesmo estando em minoria no Executivo.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Sobre a reunião ECOFIN, as televisões RTP/SIC passam as declarações do comissário Olli Rehn a manifestar apoio da UE a Portugal ao mesmo tempo que felicita Portugal pela aprovação do OE 2011, lembrando que é necessário agora executar as medidas nele inscritas.

Sobre as declarações do Comissário Europeu Assuntos Económicos, a TVI destaca o aviso deixado por Rehn para a necessidade de mais medidas de austeridade, caso o crescimento economia em 2011 fique abaixo das previsões do Governo.

Também na RTP as declarações de Roubini sobre Portugal e a ajuda externa, bem como as do MFAP alemão sublinhando o facto de a partir de agora deixarem de ter argumentos quase racionais contra Portugal.