sábado, 8 de agosto de 2015

(Opinião) Portanto, vamos lá dizer o que pensamos!

Portanto, vamos lá dizer o que pensamos!

Manter a campanha eleitoral viva durante este mês de agosto é tarefa difícil apara qualquer um. Números do desemprego, pseudo estágios e falso emprego, sustentabilidade da segurança social, devolução ou não em 2016 da sobretaxa que pagamos a mais ou desencontro entre a UTAO e o Governo nos números da receita fiscal são, entre muitas, as notícias que ocupam a comunicação social.
Este é um tempo de propostas mensuráveis e exequíveis para as grandes questões nacionais, mas é a oportunidade para regionalmente os partidos dizerem ao que vão, devidamente sintonizados com as respetivas direções nacionais. Que não se prometa o que não se cumpre!
Ora, aqui, há um espaço vazio. Uma coisa, agora, são os anúncios de obras que o Governo nem tão puco estudou durante quatro anos. Outra é o património que nesse mesmo tempo as oposições construíram, responsavelmente, sobre o futuro nos seus distritos lembrando mesmo as posições públicas que tomaram.
Qual é, por exemplo, a defesa concreta que os partidos assumem sobre a estratégia ferroviária e, nesta, a localização em Viseu de uma estação? O mesmo se pergunta sobre os corredores rodoviários e, mais ainda, qual o pensamento para a articulação multimodal que capacite o tecido empresarial da região? E as ligações dos concelhos entre si e aos eixos principais?
No domínio fiscal e no quadro dos estímulos à economia quais as medidas que devem ser defendidas para a realidade do nosso distrito, que cooperação deve ser assumida com o poder local e que destaque deve ser dado ao seu papel no desenvolvimento da diplomacia económica?
Quais são os eixos estruturantes de desenvolvimento que devem ocupar a atenção daqueles que participam ou deveriam participar na vida pública? Quem vai falar na alteração dos coeficientes de localização, nomeadamente para a indústria? Que politicas para o conhecimento e inovação? Que papel para as “startups” na região? Co mo capacitamos os nossos recursos endógenos?
E a estratégia para a saúde, a educação ou a justiça num espírito de cooperação supramunicipal e inter-regional? Que novas políticas para a reforma do Estado e a aproximação dos serviços aos cidadãos?
Que políticas sociais se pretendem ver defendidas separando definitivamente a caridade da direita da solidariedade da esquerda? Como é que isso se diz e faz com clareza? O que fazer num distrito onde vive o maior número de idosos em isolamento?
Estas questões fazem parte de um debate mais amplo que pode fazer a diferença nas escolhas locais. Sei que o mais relevante é a decisão sobre o próximo primeiro-ministro. Essa é a mais mobilizadora para o país, mas regionalmente há um “upgrade” político que pode fazer toda a diferença. E essa constrói-se pelo exemplo, pelo património construído, pela exposição pública do que pensam aqueles em que também vamos votar. Há quem o tenha feito e há quem tenha preferido o silêncio. Portanto, vamos lá dizer o que pensamos!

Dv 2015.08.05

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