Fui ao Grémio Literário, a convite do anterior presidente da AR, Almeida Santos, na sua qualidade de escritor, e da revista Persona Mulher.
A cerimónia teve inicio com algumas palavras do presidente do Grémio, José Macedo e Cunha, do embaixador do Brasil, Mário Vialva, da presidente da editora Persona, Maria Lúcia D'Ávila Pizzolante, e de Ana Paula, em representação da .presidente do Instituto Camões, Ana Laborinho, ausente no estrangeiro.
Foi feita uma homenagem a Maria Jesus Barroso com a declamação de dois poemas, um dos quais da autoria de Mário Soares.
Maria Pizzolante explicou o papel da revista e o sentido primeiro de divulgar o papel das mulheres que marcaram a história. Na oportunidade aludiu à presença da deputada Elza Pais e ao seu trabalho na promoção e defesa do papel da mulher, na igualdade de género e combate à violência doméstica.
Nota
histórica
"O GRÉMIO
LITERÁRIO foi criado por carta régia de D. Maria II em 18
de Abril de 1846 – “considerando Eu que o fim dessa associação é a cultura das
letras e que pela ilustração intelectual pode ela concorrer para o
aperfeiçoamento moral”.
O Grémio teve entre os seus fundadores as duas principais figuras
do Romantismo nacional, o historiador Alexandre
Herculano (Sócio nº 1) e o poeta e dramaturgo Almeida Garrett, e ainda o
romancista Rebelo da Silva, o dramaturgo Mendes Leal, e grandes personalidades
da vida politica do liberalismo, como Rodrigo da Fonseca (que redigiu os
estatutos), Fontes Pereira de Melo, Rodrigues Sampaio, Sá da Bandeira, Anselmo
Braancamp, o futuro Duque de Loulé, e da ciência, da economia e da velha e da
nova aristocracia.
Com sedes sucessivas sempre na zona do Chiado, “capital de Lisboa”, e passando pelo célebre
palácio Farrobo, o Grémio Literário instalou-se finalmente, em 1875, no
palacete do visconde de Loures, na rua então de S. Francisco.
É um edifício exemplar da arquitectura romântica de Lisboa, preservado ao longo dos tempos, com o seu jardim de 1844, único
nesta área histórica da cidade, tendo recebido em 1899 grandes obras de
decoração de José de Queiroz, nas salas e na varanda aberta sobre o Tejo e o
Castelo de S. Jorge" (...)
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