quarta-feira, 15 de maio de 2013

Tal como a equipa governamental, a economia portuguesa cai ainda mais

Almeida Henriques e Álvaro Santos Pereira
A equipa da Economia diz que tomou muitas medidas. E é verdade. No entanto, o resultado dessas medidas é incompetente.  Vejamos o que diz o INE. 

"A economia portuguesa registou uma queda de 3,9% no primeiro trimestre de 2013 em relação a igual período do ano passado, segundo a primeira estimativa das contas nacionais trimestrais divulgadas hoje pelo INE

Esta queda do PIB revela uma aceleração da degradação da economia já que no último trimestre de 2012 a economia tinha registado uma queda de 3,8% face aos últimos três meses de 2011."

TVI -Constança CS- Descrédito do PR e do PM

"Palavras do PR: “Há limites que não podem ser ultrapassados” - Fica-lhe bem dizer isso mas não diz se já foram ultrapassados esses limtes e não diz absolutamente nada sobre as medidas aprovadas no CM. Esquece uma das medidas fundamentais, a convergência entre a CGA e a SS, no valor de 740 milhões, que vai implicar um corte de 10% nas pensões da FP, perguntando-se se isto não ultrapassa os limites da dignidade.
Este PR está cada vez mais a tornar-se no 3º elemento da coligação, gerindo as birras e divergências dos dois parceiros; a convocação de um CE para trazer o PS para dentro do consenso parece fora da razoabilidade.
O PR esquece-se que a medida foi aprovada em CM e que foi necessária, sob pena da 7ª avaliação não ser fechada; e não viu Vítor Gaspar assumir compromisso nenhum. E vem dizer uma coisa espantosa; que a taxa só está lá para enganar a troika, sendo inconcebível prestar-se a este papel. Para a troika, o que lá está é para ser aplicado e nada garante que vão ser encontradas medidas de substituição. Já ninguém leva a sério o PM  e estamos em risco de também já não se levar a sério o PR.
O PR não se preocupa, aparentemente, com o facto desta 7ª avaliação ter corrido francamente mal, nem com o pacote para o crescimento e fomento que andou a ser apresentado pelo ministro da Economia.
Não sabe o que o PR espera mais do governo para achar que há uma crise política, talvez uma cena de pancada entre Portas e Gaspar. Ainda se esquece também de falar do orçamento rectificativo e das medidas de substituição que irá conter."

Augusto Santos Silva - Pensões - O governo quer "quebrar" uma regra comum a todos os outros países

Convergência dos sistemas de pensões - A convergência está feita desde a lei de 2005. O que a AR fez então foi tratar as pessoas com respeito pelo direito, justiça e dignidade; dizendo que a partir desse momento as regras eram estas, mas respeitando as regras, que as pessoas cumpriram, e pelas quais formaram o seu direito à pensão. 
O actual governo quer infringir essa regra de justiça e de respeito pela dignidade das pessoas e que tem sido seguida por todos os países que têm feito essa aproximação. Metendo-se por um imbróglio jurídico e defraudando as pessoas

PS exigiu e faz hoje debate sobre as "taxas" nas reformas

PS obriga maioria ao debate. Em causa está saber o que o governo "diz que quer e não quer" sobre mais uma captura das reformas a quem trabalhou uma vida e, agora, corre o risco de ver rasgado, novamente, o contrato de confiança que celebrou com o Estado que ,assim, mais uma vez, "não é pessos de bem"
"TO Parlamento vai debater, a pedido do PS, a taxa de sustentabilidade sobre as reformas, uma das medidas inscrita nas medidas de corte da despesa para 2014 que o Governo assumiu perante a 'troika' (Banco Central Europeu, Fundo Monetário Internacional e Comissão Europeia).

"As condições de vida dos portugueses não são facultativas. O PS exige que o Governo explique imediatamente se vai ou não aplicar a taxa de sustentabilidade sobre as pensões e se vai mexer retroativamente nas pensões já definidas", declarou à agência Lusa o líder parlamentar do PS, Carlos Zorrinho, justificando o pedido potestativo de um debate sobre este tema."

terça-feira, 14 de maio de 2013

PS - propostas às claras, na Assembleia da República

António José Seguro apenas apresentará propostas para o crescimento e o emprego, declinando aquelas que se resumiam, como queria o governo, a uma austeridade alternativa. Esse caminho de Passos Coelho foi, como sabemos, um insucesso. O PS não vai por aí, mas está disponível para em vez de mais austeridade discutir medidas mobilizadoras da economia. E há um método: serão apresentadas na AR e discutidas nas Comissões para que todos possam saber de tudo, às claras.

Passos Coelho - Um Primeiro-Ministro "facultativo"

A taxa (o corte) sobre as pensões e reformas envolveram o governo  num conflito interno grave. A intervenção do PR evitou a queda do Executivo. Paulo Portas reclamou vitória sobre o seu Primeiro-Ministro dizendo que a taxa de 10% não seria aplicada. 
Disse mais, e bem, que a "troika" exigia objetivos, mas que o caminho para lá chegar era da responsabilidade do Governo. Nem mais, nem menos, do que afirmou durante dois anos António José Seguro. 
Agora sabe-se que nem uma coisa, nem outra. A aplicação da taxa ficou no texto, mas com a nuance de "facultativa". Coisa curiosa para um Primeiro-Ministro que só o é de quando em vez, facultativamente.