quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Declarações políticas - José Junqueiro (PS) partilha com João Oliveira (PCP) críticas ao Governo



José Junqueiro partilha com João Oliveira críticas ao Governo e ao PR, sublinhando que a promulgação de um OE 2014 ferido de inconstitucionalidade aprofunda a incerteza do país. 
Refere que as críticas ao TC têm a mesma credibilidade daquele condutor que circula em contramão e provoca um acidente, mas atribui as culpas ao código da estrada. Finalmente expõe o CDS e o seu líder por ser exatamente o ministério de Mota Soares o promotor do corte das pensões aos reformados 

A "Vénus de Milo" e a "fumaça" no regresso de Magalhães

Em resposta a Luis Filipe Menezes, PSD, “O deputado do PS José Magalhães criticou … as mudanças introduzidas no Programa de   Assistência Financeira a Portugal desde 2011, dizendo que se o memorando fosse a Vénus de Milo teria já quatro braços e dois bigodes.(...)"

Lembrou ainda ao PSD, em metáfora, que existe uma coisa entre nós que se chama "passe social" que a maioria poderia usar para "falar com as pessoas", numa alusão à indiferença social do governo.


(...)" Na primeira intervenção na presente legislatura - depois de suspender funções parlamentares em 2005 para desempenhar lugares nos executivos de Sócrates -, Magalhães provocou risos nas bancadas da Oposição e motivou reações duras por parte de dois vice-presidentes da bancada do PSD, Luis Menezes e Teresa Leal Coelho."

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

PE quer decidir resgates ... só agora?!

O PS sempre defendeu uma maior intervenção do governo português junto dos seus pares para contrariar uma inépcia reconhecida, mas consentida. António Seguro foi o líder político que mais se distinguiu nesse esforço e a maioria PSD/CDS a que mais o criticou por esse facto. O tempo deu-lhe razão. O interesse pela legitimação dos processos de decisão só chega  agora, tal como as investigações à Troika e seus funcionários. Parece estar a chegar, embora muito tarde!

"Uma situação de resgate deve passar no futuro pelos hemiciclos de Bruxelas e de Estrasburgo", defenderam os eurodeputados relatores da avaliação da aplicação dos programas de ajustamento. 

"No futuro, é nossa intenção que nenhuma decisão europeia seja tomada sem legitimidade europeia. Nenhuma decisão deve ser tornada sem o PE", defendeu Othmar Karas, vice-presidente do PE, que não exclui, para já, que o FMI não volte a ser chamado. 

"Todos os Estados-membros são membros do FMI, todos têm o direito legal de o FMI os ajudar e essa foi a razão por que o FMI foi chamado. Era o único que tinha experiência para lidar com crises como esta", disse o eurodeputado austríaco do Partido Popular Europeu."







segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Marcelo concorda com crítica do PS: "Dar pancada nos do costume"


Marcelo repete a crítica do PS ao Governo: "É mais fácil dar pancada nos do costume". Foi assim que Marcelo Rebelo de Sousa comentou, ontem, na TVI, o alargamento da CES. Uma medida "injusta", avulsa que considerou "um imposto transitório". 
Marcelo Rebelo de Sousa espera que a medida surja de forma definitiva e, a partir daí, falará se é constitucional ou não. 

António José Seguro defendeu que o "plano B" do Governo para compensar o chumbo do TC à convergência das pensões implica "mais sacrifícios e mais sofrimento" para os reformados e pensionistas, salientando que os socialistas estão "contra essa nova TSU dos idosos".

domingo, 5 de janeiro de 2014

EUSÉBIO - é património da nossa memória coletiva

A morte de EUSÉBIO da Silva Ferreira abre-lhe a porta para a nossa memória coletiva. A sua paixão por Portugal é um valor inelutável. Era adolescente quando o vi jogar pela primeira vez. Recordo-me do mundial, visto pela televisão. Foi em 1966. 

Jogou como ninguém, com grande estrondo na opinião pública mundial. Foi eleito melhor jogador da competição. O hino de nacional foi ouvido muitas vezes e o seu nome e o de Portugal brilharam alto. Nasceu para o mundo o "Pantera Negra". 


Há poucos anos, durante uma viagem presidencial a Moçambique, tive a oportunidade de jantar com ele e personalidades do seu país natal. Foi no hotel Polana. Ouvi-o contar algumas das suas experiências, falando do futebol desse tempo  e do nosso tempo. Nunca esqueci a simplicidade, o gosto e até o humor com que o fez. 

À sua família, aos amigos, ao Benfica e a todos os seus adeptos fica uma palavra de reconhecimento, solidária e fraterna.





sábado, 4 de janeiro de 2014

Perdão fiscal excede largamente o previsto - De facto não há razão para mais cortes.

Escrevi um artigo em 25 de dezembro que referia: "Diz o governo que está em causa a quantia de 400 milhões de euros. Portanto, é preciso cortar noutro qualquer “sítio”, nome técnico que para o PSD/CDS significa “o nosso bolso”.
Não, não é necessário. E não é por acaso. A nossa prenda de Natal foi a de termos sabido, contas feitas, que o governo arrecadou mais 1200 milhões do que previa. 
Não foram resultantes do crescimento económico, mas sim do nosso empobrecimento. O défice seria inferior a 5,5%, para além da Troika, como se vê. Não nos venham agora assustar com incumprimentos, porque isso não estará em causa." 
Hoje o Expresso-Economia refere que o objetivo de 700 milhões foi largamente excedido, em cerca de 500 milhões. Para quê, então, invocar o chumbo do TC, para mais cortes se o que estava em causa eram 380 milhões?