segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Fui a Carregal do Sal, a convite do Presidente da Concelhia do PS, Jorge Gomes, participar na tradicional Ceia de Reis. O Deputado Acácio Pinto, a Presidente do departamento das Mulheres Socialistas, Fátima Ferreira, e o Presidente da Concelhia da JS, Gonçalo, usaram da palavra para os mais de 100 militantes socialistas que participaram no evento.

Foi abordada a política autárquica, os desafios que se colocam ao país e que o Governo interpreta de forma decidida, a falta de solidariedade pessoal e institucional do Presidente da República, travestido de candidato a 1º Ministro, bem como da campanha Presidencial e de Manuel Alegre.

O sentido das intervenções veio realçar o que já se passara em Nelas, na véspera:

“Ficou claro que o Presidente da República e o PSD/CDS desejam – e tudo farão – para a entrada do FMI. Só assim conseguirão, drasticamente e com uma desculpa, a privatização do Serviço Nacional de Saúde, Da Segurança Social e da Educação, atitude a que o PS se opõe em qualquer revisão constitucional.

A atitude histórica de Ramos Horta, Presidente de Timor Leste, ao atacar o movimento especulativo contra Portugal, contrasta com a atitude cúmplice da Direita portuguesa, de Cavaco Silva que optaram por apoucar o bem sucedido leilão da dívida pública.

Contrasta, também, com o aplauso generalizado dos Chefes de Estado e de Governo um pouco por toda a Europa e o Mundo. No entanto, tal como em qualquer campeonato que só se ganha no final, cada vitória em cada desafio é um estímulo que merece ser sublinhado com agrado. É assim que fazem os adeptos. A Direita e Cavaco Silva optaram pelos adversários, não estiveram com os portugueses.”













domingo, 16 de janeiro de 2011

PS NELAS - CEIA DE REIS - COM O CANDIDATO CAVACO NA SOBREMESA

Fui a Nelas, às Caldas da Felgueira, participar na Ceia de Reis - promovida pela concelhia do PS, presidida por Adelino Amaral - conjuntamente com a Deputada Helena Rebelo e Presidente Rafael, da Federação da JS,
Foi um, bom momento de convívio onde muito se falou do comício que na véspera acontecera em Viseu com Manuel Alegre. As mensagens foram dirigidas ao futuro e ao momento eleitoral que vivemos.
Percebi que há uma convicção dominante: Cavaco Silva, através de uma moção de censura na Assembleia da República, promovida pelo PSD/CDS, procurará dissolver o Parlamento
Ficou claro que o Presidente da República e o PSD/CDS desejam – e tudo farão – para a entrada do FMI. Só assim conseguirão, drasticamente e com uma desculpa, a privatização do Serviço Nacional de Saúde, Da Segurança Social e da Educação, atitude a que o PS se opõe em qualquer revisão constitucional.
A atitude histórica de Ramos Horta, Presidente de Timor Leste, ao atacar o movimento especulativo contra Portugal, contrasta com a atitude cúmplice da Direita portuguesa, de Cavaco Silva que optaram por apoucar o bem sucedido leilão da dívida pública.
Contrasta, também, com o aplauso generalizado dos Chefes de Estado e de Governo um pouco por toda a Europa e o Mundo.
No entanto, tal como em qualquer campeonato, em que só se ganha no final, cada vitória em cada desafio é um estímulo que merece ser sublinhado com agrado. É assim que fazem os adeptos.
A Direita e Cavaco Silva optaram pelos adversários, não estiveram com os portugueses.
Este é um sentimento generalizado e partilhado pelos cerca de 130 socialistas presentes e que deixa a ideia de começar a existir em todo o país de um modo cada vez mais forte e consistente.

 
 













sábado, 15 de janeiro de 2011

Presidenciais: "Cavaco Silva está já a bater-se pela primeira volta das legislativas"

De Pedro Morais Fonseca (LUSA) – há 27 minutos - Presidenciais: - Viseu, 14 Janeiro

O dirigente socialista José Junqueiro acusou hoje Cavaco Silva de, nas eleições presidenciais, estar "já a bater-se pela primeira volta das eleições legislativas", pedindo ao Presidente da República que "não foposição a Portugal e aos portugueses".
Durante o discurso no comício de apoio a Manuel Alegre que hoje decorre em Viseu, o Secretário de Estado da Administração Local condenou  Cavaco: "Nós estamos aqui a bater-nos por uma primeira volta das eleições presidenciais e Cavaco Silva está já a bater-se pela primeira volta das eleições legislativas mas nós estamos a eleger o Presidente da República", declarou.
Segundo José Junqueiro, o Governo não teve "a direita" a seu lado no combate contra a pressão dos mercados internacionais.
"Era bom que fosse então explicado aos portugueses por um candidato - que em eleições presidenciais está a fazer campanha legislativa - o que é que seria dos portugueses se entrasse o FMI em Portugal como ele tanto deseja", pediu.
O dirigente socialista deixou ainda outro aviso a Cavaco Silva: "não aceitamos que o candidato à Presidência da República da direita venha agora, por esta via, por este caminho e nesta campanha defender aquilo que nós não vamos alterar na constituição, que é a nossa matriz ideológica e que é aquilo que temos a obrigação inalienável de oferecer ao povo português: saúde, educação e políticas sociais".

ALEGRE - NINGUÉM PODE FICAR REFÉM DE AGENDAS MESQUINHAS E DE LÓGICAS DE CAPELINHA - Viseu, 14 Jan.) -- O candidato presidencial Manuel Alegre deixou hoje avisos de caráter interno, dizendo que sua vitória só será possível se ninguém ficar refém de agendas mesquinhas, preso a interesses pessoais, a lógicas de fações e a capelinhas.
"Não peço a vossa simpatia pessoal, mas peço o vosso voto", começou por dizer Alegre, dirigindo à plateia que encheu o auditório do Instituto Politécnico de Viseu, quando defendia a ideia referente ao caráter decisivo destas eleições presidenciais.
Depois, deixou um recado para a esquerda e que se terá destinado particularmente a alguns setores do PS: "A vitória é possível, mas não será com desunião, ou com base numa falsa unidade de propósitos".





















"Cavaco Silva está já a bater-se pela primeira volta das legislativas"

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

RAMOS-HORTA CONDENA “ESPECULAÇÃO SEM ESCRÚPULOS” CONTRA PORTUGAL

14.01.2011 - 12:47 - Por Lusa

O Presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, condenou hoje a “especulação sem escrúpulos” de que Portugal tem sido alvo e apelou a Angola e ao Brasil para investirem “fortemente” nos títulos de tesouro portugueses.
“É preciso denunciar os especuladores sem escrúpulos que pairam sobre países como Portugal e Espanha, tal como certa imprensa norte-americana e britânica, criando desconfiança e gerando pânico com o objectivo de forçar a venda de títulos do tesouro a juros insustentáveis”, defendeu o chefe de Estado timorense.•
Num comunicado hoje divulgado, Ramos-Horta afirmou que “todos os indicadores apontam para que o que se passa em Portugal é diferente do ocorrido na Irlanda”.
“Os bancos portugueses estão relativamente sólidos e Portugal tem feito sacrifícios e procedido a ajustamentos para reduzir o défice”, sustentou.
O Nobel da Paz criticou ainda a atitude de alguns economistas norte-americanos e britânicos que “jamais souberam antecipar ou denunciar as crises nos Estados Unidos ou na Grã-Bretanha e agora se revelam ‘Einsteins’ na matéria”.•
Ramos-Horta garantiu que Timor-Leste tem “total confiança na economia, nos bancos e no Governo de Portugal”. “Se a decisão me coubesse, como chefe de Estado não hesitaria em investir fortemente nos títulos do tesouro portugueses, mesmo abaixo do actual juro que, mesmo assim, já está muito acima do pago a Timor-Leste por investir nos títulos do tesouro dos Estados Unidos”, sublinhou.•
No comunicado, o Presidente apelou aos “países com alguma folga financeira, como Timor-Leste, Angola e o Brasil” para “investirem fortemente nos títulos do tesouro portugueses”
Ramos-Horta ressalvou ainda que este apelo não é feito “por solidariedade para com Portugal, mas com sentido pragmático de Estado, por se tratar de um investimento num país amigo e com uma gestão muito séria, nomeadamente enquanto membro da OCDE”.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Risco de incumprimento de Portugal é o que mais desce em todo o mundo

Juros/Dívida

Risco de incumprimento de Portugal é o que mais desce em todo o mundo                                                                                                                                             2011-01-12, 16h50
Lisboa, 12 jan (Lusa) - Os seguros contra o incumprimento da dívida portuguesa a dez anos registam hoje a maior descida em termos mundiais, numa reacção à emissão de dívida bem sucedida desta manhã, seguidos pelos seguros da Grécia, Espanha, Itália e Bélgica.

Paralelamente, a taxa de juro da dívida portuguesa a 10 anos também está a aliviar, negociando abaixo da barreira psicológica dos 7 por cento.

À hora mencionada, esta taxa seguia a negociar nos 6,772 por cento, ao passo que o prémio de risco da dívida portuguesa face à alemã [que serve de referência] recua para a casa dos 470 pontos base.

O Tesouro português colocou hoje obrigações a dez anos com uma taxa de juro de 6,716 por cento, inferior à da emissão anterior, que atingiu os 6,806 por cento, tendo tido uma procura 3,2 vezes superior à da oferta

Foram colocados 1,25 mil milhões de euros em dívida de longo prazo, ou seja, a totalidade do montante indicativo que era entre 750 e 1.250 milhões de euros, segundo o Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP).

DN. *** Este texto foi escrito ao abrigo do Novo Acordo Ortográfico ***