quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

CONCELHIA PS VISEU - CEIA DE NATAL

Participei no Ceia de Natal da Concelhia do PS Viseu. Cerca de duas centenas de militantes estiveram presentes e trouxeram consigo produtos alimentares para oferecerem às famílias necessitadas.
O Presidente da JS, José Pedro, deu boa nota da acção pública que têm vindo a realizar e dos objectivos concretos de intervenção, quer na campanha presidencial, quer na defesa das políticas fundamentais que o Governo tem vindo a desenvolver com particular enfoque nos jovens.
A Presidente da Concelhia, Lúcia Silva, fez um apelo ao empenhamento de todos no ciclo de mudança autárquica em Viseu, bem como nos desafios imediatos que se colocam com as medidas assumidas pelo Governo para debelar e vencer a crise que estamos a atravessar.
Pela minha parte, dei boa nota das últimas boas notícias para a economia e desempenho multifacetado de Portugal, factos que contrariam as previsões da Comissão Europeia de Durão Barros, bem como as críticas aleatórias e sem contrapartida que resultam do encontro da Direita com a Esquerda radical. Relevei, nomeadamente:
1. o apoio do Ministro das Finanças Alemão e a denúncia que fez do ataque dos mercados a Portugal, por ausência de Razões racionais justificáveis;
2. o elogio dos ministros europeus à consolidação orçamental portuguesa; a maior queda dos juros da dívida portuguesa;
3. o crescimento de Portugal em 1,3 % e o crescimento das exportações em 10% (tudo ao arrepio das previsões de Durão Barroso na Comissão europeia – pudera, já em Portugal não acertava…);
4. o crescimento das encomendas à indústria em 12,5% (o maior desde Setembro de 2008);
5. o abrandamento em 5% do recurso da Banca Portuguesa ao BCE;
6. a eficiência de Portugal nas despesas de Saúde, a maior acessibilidade à saúde infantil e bem-estar das crianças;
7. o resultado da evolução impressionante de Portugal de avaliação dos alunos;
8. ou o êxito de Portugal nas política dês imigração
O Presidente da Federação, João Azevedo, encerrou as intervenções apontando para o futuro, para a importância de Viseu no equilíbrio regional, a necessidade de um novo ciclo autárquico, bem como a INTERVENÇÃO, por parte do Secretário de Estado da Administração Local, na estabilização da PSA/Citroen, com a criação de mais de 300 novos empregos, no êxito do programa RUCI que vai beneficiar Viseu, S. Pedro do Sul, Nelas, Mangualde, Tondela e Sta Comba Dão, num montante aproximado de 10 milhões de euros.
Terminou assinalando desconforto do PSD com este nível de actuação e a irresponsabilidade de terem posto em causa a criação dos mais de 300 postos de trabalho em Mangualde que, como toda a gente sabe, vão ser ocupados, na sua maioria por viseenses.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Encomendas à indústria crescem 12,5% em Outubro


É o maior aumento nos pedidos feitos às fábricas nacionais desde Setembro de 2008, altura que marca o início da crise financeira mundial.

O Instituto Nacional de Estatística (INE) revelou hoje que as novas encomendas à indústria em Portugal registaram uma subida homóloga de 12,5% em Outubro, mais 2,6 pontos percentuais do que em Setembro. Este é o quinto mês seguido em que os pedidos às fábricas crescem e o melhor desempenho em mais de dois anos.

Este aumento verificou-se em ambos os mercados, sendo de destacar o mercado nacional, em que as encomendas cresceram 7,2% em Outubro, após uma variação negativa de -0,9% em Setembro. Já no mercado externo verificou-se um abrandamento da procura, tendo os pedidos feitos às fábricas progredido 17,9%, depois de terem disparado 21,6% um mês antes.

O agrupamento que mais contribuiu para a subida do índice total foi o dos Bens Intermédios, onde os pedidos aceleraram 26,7% em Outubro. O único segmento que registou um desempenho negativo foi o de Bens de Investimento (-1,1%), segundo os dados hoje divulgados pelo INE.

Em termos mensais, as novas encomendas à indústria nacional avançaram 2,2% em Outubro, após uma progressão de 2,4% um mês antes.

LUSA - Portugal registou uma evolução impressionante

LUSA - Portugal registou uma evolução "impressionante" nos resultados da avaliação de alunos, afirmou hoje à Lusa um responsável da OCDE.

"Portugal ocupava o fundo da tabela nos relatórios anteriores e desta vez aproximou-se da média dos países da OCDE, ultrapassando por exemplo a Espanha", afirmou Andreas Schleicher, diretor da Divisão de Indicadores e Análise da Direção de Educação da OCDE.

Andreas Schleicher sublinhou que Portugal obteve uma classificação de 489 pontos, próxima da média da OCDE, que é de 493 no relatório de 2009 do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA), hoje divulgado em Paris.

Professores nacionais são dos que mais ganham na OCDE



Ensino
Andrea Duarte e Pedro Quedas
07/12/10 07:32
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A organização indica ainda que 35% dos estudantes nacionais reprovam. Um dos números mais curiosos que se pode encontrar no relatório Pisa 2010 é como Portugal é um dos países que mais chumba os seus alunos. Quando falamos de dinheiro, o nosso País gasta comparativamente pouco por aluno mas é dos que paga melhor aos professores.

1 - Reprovações
A taxa de reprovação dos estudantes portugueses é das mais altas dos países da OCDE
. 35% dos alunos portugueses chumbam um ou mais anos, enquanto a média da OCDE é de apenas 13%. Números mais altos encontram-se apenas na França, Luxemburgo e Espanha. Já na Noruega, Coreia e Japão não há reprovações e na Islândia o valor também não chega ao 1%.


2 - Hábitos de Leitura
35,6% dos estudantes portugueses dizem que ler é uma das suas actividades preferidas, em comparação com os 32,9% da OCDE
. Já no que respeita a leituras ‘online', os portugueses passam mais tempo em relação à média da OCDE a ler ‘emails' e em ‘chats' e menos a ler jornais na Internet.

3 - Salários dos professores
Os salários médios dos professores primários na OCDE, após 15 anos de experiência, são 113% do PIB per capita. Em Portugal, o mesmo índice é de 155%. Este número mantém-se para os professores do Ensino Secundário, enquanto na OCDE os professores secundários ganham entre 118% e 125% do PIB per capita, após 15 anos de carreira. Os países em que os professores ganham mais, segundo o relatório PISA, são Portugal, Coreia, México, Alemanha e Suíça. Os países onde os professores ganham menos são, por exemplo, Hungria, Islândia e Estónia, em comparação com o PIB per capita.

4 - Gastos por aluno
Portugal gasta, por aluno, 42.322 euros
(usando Poder Paridade Compra ou PPP). A média da OCDE fica nos 51.511 euros por aluno, mas países como Espanha (55.781 euros por alunos, usando o PPP) ou Itália (58.200 euros) ultrapassam largamente esse valor.

Ministros europeus elogiam consolidação orçamental portuguesa

LUSA - Hoje às 01:16 - ZONA EURO

O Eurogrupo pediu mais pormenores sobre as medidas de consolidação orçamental que vão ser tomadas por Lisboa no âmbito de um orçamento considerado «ambicioso».


Os ministros das Finanças da Zona Euro entendem que Portugal está a fazer progressos muito notáveis em termos de consolidação orçamental.

Em Bruxelas, o líder do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, indicou que foi pedido ao Governo português que desse mais pormenores sobre a consolidação que está a ser feita, isto apesar de admitir que Teixeira dos Santos já tinha explicado as medidas tomadas.


Já o comissário europeu para os Assuntos Económicos referiu que o Eurogrupo considerou o orçamento português para 2011 como «ambicioso».


Olli Rehn espera agora que as medidas de consolidação sejam postas em prática e que assim seja possível chegar ao objectivo do défice para Portugal, ou seja, 4,6 por cento do PIB.

Economia Finanças - Jean-Claude Juncker

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Portugal sem mais órgãos locais que outros países europeus

Lisboa, 04 dez (Lusa) -- 2010-12-04, 11:21

Quando comparado com outros países, Portugal não tem excesso de autarquias e partilha com os seus congéneres europeus preocupações quanto à saúde financeira do poder local, por ter mais encargos do que receitas.
Portugal tem 308 municípios e 4259 freguesias, em Espanha, os municípios são 8100, na Alemanha são 12 mil as autarquias divididas por 308 concelhos e no Reino Unido há 136 concelhos municipais e 36 cidades que funcionam como autoridades metropolitanas, além do estatuto especial da grande Londres.
Na Alemanha, perto de 75 por cento das 12 mil autarquias têm menos de cinco mil habitantes
e só cerca de 100 municípios têm mais de 100 mil habitantes. As grandes cidades estão divididas em distritos, que dependem da câmara municipal, num sistema integrado.
Os distritos têm autonomia financeira, mas os respetivos orçamentos são fiscalizados pela câmara, que pode também impor cortes nas despesas, ou anular projetos, se a situação financeira assim o exigir.
Em Berlim, por exemplo, a maior metrópole alemã, com cerca de 3,4 milhões de habitantes, existe um burgomestre (presidente da câmara) para toda a cidade e mais 12 burgomestres para cada um dos distritos, sob o "chapéu" da câmara municipal central.
Assim, como dizia recentemente o jornal Frankfurter Allgemeine, os municípios alemães "dependem do governo central e dos governos regionais como meninos de escola que gastam a mesada depressa demais".
A principal fonte de receitas das autarquias é o chamado imposto comercial, mas, salvo raras exceções, normalmente os seus encargos superam largamente as receitas.
As dívidas acumuladas das autarquias deverão atingir 15 mil milhões de euros em 2010, segundo informações oficiais, pelo que o governo federal nomeou, em fevereiro, uma comissão encarregada de fazer propostas para uma reforma das finanças autárquicas.
Em Espanha, há 17 comunidades
e duas cidades autónomas com parlamento e governo próprios, o que implica multiplicação de custos de governação pelo número de autonomias. Estas têm grandes diferenças entre si, em termos de tamanho do território, de desenvolvimento económico e do número de províncias por que são constituídas.
As autonomias estão organizadas em 50 províncias, 43 das quais têm ainda um organismo de governo com a função de proporcionar serviços básicos aos pequenos municípios que não podem organizá-los sozinhos.
Esta pesada estrutura desemboca em 8100 municípios, com competências que variam consoante o tamanho da cidade ou da vila, dirigidos por um alcaide e conselheiros eleitos.
No Reino Unido existem quatro nações (Inglaterra, País de Gales, Escócia e Irlanda do Norte) com organizações diferentes e com um total de 433 autoridades locais, que empregam 2 244 400 pessoas, 85 por cento das quais com contratos permanentes.
Na maioria dos casos, os 136 conselhos municipais (council) são responsáveis por todas as funções de autoridade local, mas noutras há responsabilidades partilhadas com distritos regionais.
Há 36 cidades que têm estatuto de autoridade metropolitana por se encontrarem nas seis áreas mais urbanas de Inglaterra, enquanto a Grande Londres tem uma estrutura especial, onde o Mayor determina políticas, por exemplo, de transportes e segurança, mas as escolas e a limpeza continuam a cargo dos 33 municípios londrinos.
RCS/FA/BM/AS.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***
Fonte: Agência LUSA
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