Num encontro com o mundo académico, na
Universidade Católica, em Quito, Francisco improvisou para alertar
contra a indiferença e a “cultura do descartável”.
O Papa Francisco lamenta que a morte de um
pobre de frio e fome não seja notícia, ao contrário de um dia de perdas nas
bolsas (...) Mais: não é humano entrar no jogo da cultura do descartável”.
“Vivo em Roma. No Inverno faz frio.
Acontece que, muito perto do Vaticano, apareça um velho de manhã morto de frio.
Não é notícia em nenhum jornal, em nenhuma crónica. Um pobre que morre de frio
e de fome hoje não é notícia, mas se as bolsas das principais capitais do mundo
baixam dois ou três pontos há um grande escândalo mundial”, declarou.
Perante uma plateia de professores e
alunos, Francisco deixou uma pergunta: “Onde está o teu irmão? E peço que cada
um faça essa pergunta. Façam-na na universidade, a vós Universidade Católica:
onde está o teu irmão?”
Na intervenção na universidade de Quito, o
Papa disse que “não podemos continuar a desinteressar-nos da nossa realidade,
dos nossos irmãos, da nossa mãe terra”.
“Não nos é lícito ignorar o que está a
acontecer ao nosso redor, como se determinadas situações não existissem ou não
tivessem nada a ver com a nossa realidade. Mais: não é humano entrar no jogo da
cultura do descartável”, defendeu. (in RR)
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