quarta-feira, 25 de junho de 2014

Ministro da Saúde na AR, com anúncios e "inconseguinte" nas explicações

Paulo Macedo inicia, como é hábito, a audição, pelo que considera boas notícias ao entrar para o 4º ano de governo. Mais de 900 camas para as UCC, mas até hoje, como também é habitual,  nunca cumpriu nenhum objetivo nesta área. Acordo com a Apifarma, contratação de especialistas, mas só para outubro e criação da figura de enfermeiro de família. 
O outro lado da realidade foi o contraponto do PS, realizado por mim e pela deputada Luísa Salgueiro, nomeadamente, a ausência de resposta concreta aos requerimentos sobre os responsáveis das morte socorridas por falta de assistência, desde dezembro de 2012; a inexistência da tão prometida reforma hospitalar e a diferenciação, matérias prometidas agora para dezembro de 2015, para lá fim do mandato; código de ética que se configura o que na gíria passou a ser conhecido como "lei da rolha"; ausência de recursos humanos, médicos, enfermeiros e assistentes operacionais; falha de recursos materiais em todos os serviços, mesmo em cirurgia; aumento das dívidas (mais de 700 M€) nos dispositivos médicos, bem superiores a 2011; instabilidade nos profissionais de saúde sendo o hospital de S. João o exemplo mais recente com a demissão de 66 dirigentes; mais do dobro dos cortes referidos no memorando, como refere o OCDE no relatório  Health Spending Growth at Zero – Which countries, which sectors are most affected; ausência de resposta sobre o "ensino tutelado em enfermagem.
Como resposta, comecemos pelo último, refere o seu secretário de Estado que a matéria é difícil e ainda não tem solução; diz o ministro que quanto a responsáveis apurados não é sua responsabilidade, mas da IGAS (Inspeção Geral); reconhece, com desculpas, que não há reforma hospitalar como prometeu, que não há referenciação, não contesta a dívida no setor dos dispositivos médicos e diz, diplomaticamente, que a OCDE no seu relatório não tem razão, mas não contestou que tivesse cortado mais do dobro. Enfim, fugiu às coisas concretas.
Finalmente, afirma que é adepto das vagas em medicina, contrariamente à Ordem dos Médicos, e que sobre a matéria não conhece a posição do PS. Foi-lhe lembrado que esse é exatamente um património do PS que começou com Maria de Belém (criou mais de 900 vagas) e se continuou pleo governos socialistas coma criação de faculdades de medicina.

Sem comentários:

Publicar um comentário