segunda-feira, 9 de setembro de 2013

PS disponível para votar contra o OE 2014 se continuar a política de cortes sociais

O Governo não gostou de ouvir Seguro dizer que votará contra o OE 2014 se continuarem os cortes sociais ao que o próprio respondeu, bem: "Não é nenhuma surpresa, eu sou coerente, através da minha ação política".
Já sobre Pedro Passos Coelho, explicado que  Portugal está a pagar taxas de juro mais altas do que a Irlanda devido à inexistência de um consenso com os partidos da oposição, António José Seguro desvalorizou as palavras de Pedro passos Coelho. "O primeiro-ministro ontem disse tanta asneira. Essa foi só mais uma", 

domingo, 8 de setembro de 2013

Duplica emigração para Inglaterra: Jovens qualificados em busca de trabalho

A emigração dos jovens quadros portugueses continua. O país forma-os e depois não lhes proporciona trabalho. O governo acha que assim está bem. Sabe-se que até os aconselhou a emigrar. 
Os foguetes de Passos Coelho rebentam-lhe nas mãos quando se sabe isto: 
"Duplica emigração para Inglaterra: Jovens qualificados em busca de trabalho. No primeiro trimestre, 9518 portugueses registaram-se no Departamento de Trabalho e Pensões britânico, o dobro que em igual período de 2012." 

António Seguro - "Esperteza saloia" só a das promessas não cumpridas de Passos Coelho

O secretário-geral do Partido Socialista (PS) respondeu hoje às acusações do presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, dizendo que “esperteza saloia” foi o que o líder do Governo teve ao “enganar os portugueses para ganhar as eleições”.
“Quando o PS apresenta propostas para melhorar a vida das pessoas, para dar melhores condições aos empresários, o primeiro-ministro chama a isto tudo esperteza saloia”, lamentou António José Seguro durante um discurso em Matosinhos, depois de ter sido levado em ombros ao lado do candidato socialista ao concelho, António Parada.
“Pois eu quero dizer ao primeiro-ministro uma coisa muito simples: esperteza saloia foi o que ele fez quando, há dois anos, mentiu aos portugueses, enganou os portugueses para ganhar as eleições. Isso é que não é justo”, declarou o secretário-geral do PS.
Por seu lado, Pedro Passos Coelho acusou hoje a oposição de "esperteza saloia" utilizada nas tentativas de ganhar votos aos sociais-democratas, criticando o PS por marcar a reabertura parlamentar com a exigência de baixar os impostos.
"Como é que o principal partido da oposição decidiu encarar a reabertura parlamentar agora em setembro? Dizendo: é preciso baixar os impostos", criticou o líder social-democrata, questionando como é que é possível "construir o futuro com demagogia desta maneira".
Seguro contrapôs que o PS quer “ajudar os empresários da restauração baixando o IVA, ajudar as empresas reduzindo o IRC para 12,5% para os primeiros 12.500 euros de lucros, baixar o IMI das casas para ajudar as famílias”.

Horas antes, durante um comício em Gondomar de apoio ao candidato do PS, Marco Martins, Seguro havia acusado Pedro Passos Coelho de se “queixar dos portugueses”, dizendo que “é altura de dizer ao primeiro-ministro que os portugueses têm todo o direito a queixar-se”.

sábado, 7 de setembro de 2013

Ângelo Correia - RTP - acusa Passos e Portas de falta de estudo


Fotografia © Gustavo Bom/Global Imagens
Ângelo Correia sempre foi muito próximo do primeiro-ministro. 
Em entrevista na terça-feira ao Hoje, na RTP 2, o social-democrata afirma que a diferença de discurso dos líderes dos partidos da maioria é a falta de estudo das matérias e sublinha que é imperativa uma remodelação no Governo o mais depressa possível. Ângelo Correia mostrou-se ainda indignado com a receita de austeridade imposta pelo Executivo.
"O Governo está fragilizado, quer o PSD quer o CDS, por uma razão que é básica. É que todo o discurso do PSD e do CDS antes das eleições é outro completamente diferente do feito depois das eleições. Em política, o que está em causa nesta mudança de discurso dos líderes de um e outro partido é falta de estudo e preparação suficiente para serem líderes nacionais. Este não é um mau Governo, é o Governo possível", declarou Ângelo Correia, que sempre foi próximo de Passos Coelho. Que aproveitou ainda para dizer ao PS que deve estudar bastante os temas antes de ser poder.
Necessária e com muita urgência é, para o social-democrata, a remodelação do Executivo. Mas o empresário apresenta algumas dúvidas sobre a sua eficácia. "Quem é que hoje vai para o Governo? Se você vai para o Governo é intitulado de ladrão, ganha-se pessimamente, tem uma insegurança enorme quanto ao futuro. Acho que a remodelação deveria ser feita, no máximo, na altura do Orçamento. O problema é saber se o Governo tem capacidade para ser remodelado. Se há pessoas com capacidade e credibilidade que aceitem nestas circunstâncias ir para o Governo, o que eu não acredito".
Mas o que deixa Ângelo Correia verdadeiramente indignado é a receita de austeridade do Governo. "Há um limite para o sofrimento e já o ultrapassámos. Estamos numa situação em que a classe média, a classe média baixa e a média alta estão com penalizações que fazem com que as pessoas qualquer dia não queiram trabalhar ou não pagar impostos e ir para a economia paralela", enfatiza. 
E dá o seu exemplo pessoal: "Eu fiz as contas e pago sete meses de trabalho, do meu salário, ao Estado. Eu trabalho para o doutor Gaspar, não trabalho para mim e para a minha família". "Discordo do enquadramento que eles têm e discordo das formas de execução orçamental que eles levam a cabo", referiu ainda.
por Ana Meireles

Mais do mesmo - 3º ano de recessão - Governo esconde nova austeridade do país e do Parlamento

O Governo está a negociar um novo plano de resgate, batizado de "programa cautelar", em completo segredo. Depois de 7 revisões do memorando, a solo, da elaboração do DEO (Documento de Estratégia Orçamental) nas costas do parlamento, Passos Coelho tem andamento acelerado um novo pacote de austeridade. Depois de todos os cortes, despedimentos ou destruição de 459 mil postos de trabalho em dois anos, bem como de ataque às decisões dos tribunais, nomeadamente do Tribunal Constitucional, o Governo está no terceiro ano de recessão.

LUSA - "O PS disse hoje desconhecer "em absoluto" uma eventual preparação de um programa cautelar de assistência financeira a Portugal a vigorar no final do atual programa de resgate firmado com a ´troika'. "O PS não sabe se esse programa está a ser preparado. Não me parece que um assunto tão importante possa ser tratado nas costas dos portugueses. Não me parece que um assunto tão relevante para a vida de Portugal possa ser escondido dos portugueses, em particular quando sabemos que os portugueses dentro de muito pouco tempo serão chamados às urnas para votar", realçou Eurico Brilhante Dias.
O PS lembrou hoje que 2013 será o "terceiro ano consecutivo de recessão" em Portugal, sublinhando que é "preciso parar com a austeridade" e o Governo tem de "perceber os sinais" dados pela economia do país."


sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Manuela Ferreira Leite - Pires de Lima vai arrepender-se de ter aceite ser ministro.

O que incomoda sobre este tema é a interpretação que tem passado para a opinião pública, de que o TC chumbou os despedimentos na FP, uma possibilidade que existe há muito tempo, há mais de 8 anos. Não foi isso que o TC decidiu, mas sim a defesa constitucional de que os despedimentos não possam ficar sujeitos à arbitrariedade. Há uma derrota política de quem quis fazer um determinado tipo de coisas.
O que é preocupante é que se amedronte as pessoas como o "papão" de como se fará agora a consolidação das contas públicas, o que é um bluff de todo o tamanho: se este processo tem avançado duraria mais de um ano e nunca teria efeito orçamental neste ano nem no próximo. O governo não deveria utilizar este argumento para tomar determinadas medidas, sob pena das pessoas não acreditarem e não as aceitarem.
O problema da despesa não é o seu valor absoluto (e também não está nos FP ou nos pensionistas), mas ser menos que a riqueza que produzimos. O que tem que se fazer é arranjar riqueza que sustente esta despesa. É este o caminho que o governo deve estar a seguir com a remodelação ministerial que fez. Se continuarmos com a ideia apenas focada na redução da despesa, o ministro Pires de Lima vai arrepender-se de ter aceite ser ministro.


Os juízes do TC têm com certeza em conta a realidade do país e não faz sentido encarar o TC como força de bloqueio, porque estamos num Estado de Direito; se as medidas eram inconstitucionais, ainda bem que as chumbou.