domingo, 2 de agosto de 2015

SIC - MMendes - "A administração da CGD “deveria demitir-se”

Nem todos os socialistas se calaram. Há 4 anos (22.07.2011) escrevi o seguinte sobre a CGD (e nessa altura não houve comentários de Marques Mendes): . "Nogueira Leite, conselheiro de Passos Coelho, é um dos novos nomeados Adminitradores da CGD. "Jobs for The Boys", lembram-se na campanha PSD/CDS? Aqui está o resultado. Não só não diminui em 15% os "gestores e chefes", como prometera, mas aumenta de 7 para 11 o seu número. Os fretes pagam-se bem, muito bem!!"


"O comentador da SIC defende que os gestores da Caixa Geral de Depósitos foram “completamente desautorizados” pelo primeiro-ministro, sublinhando porém que Passos Coelho está a “queixar-se das pessoas que o seu Governo nomeou”
Luís Marques Mendes defende que, em função da “preocupação” que o primeiro-ministro tem vindo a demonstrar em relação à situação da Caixa Geral de Depósitos, como o Expresso noticiou, a administração da CGD “deveria demitir-se”. “Acho que os gestores da Caixa já não têm mais condições para se manterem em função”, afirmou este sábado, durante o habitual comentário na SIC.
Segundo Marques Mendes, Passos Coelho já deixou claro que “está descontente com a gestão da Caixa”. Por um lado, o comentador defende que o primeiro-ministro tem razão, na medida em que a gestão tem “falta de liderança eficaz”, não tem manifestado “sensibilidade para as pequenas e médias empresas” e não fez nenhuma reforma interna. “Aqui o primeiro-ministro tem alguma razão”, afirma, defendendo, porém, que Passos Coelho não tem “grande autoridade” para fazer essas críticas.
“Esta administração foi nomeada pelo Governo de Passos duas vezes”, justifica. “Passos está a queixar-se das pessoas que o seu Governo nomeou para lá. Tem de ter mais cuidado com as escolhas que faz para não ter de dar o dito por não dito.”
Marques Mendes sustenta que, perante a preocupação demonstrada pelo primeiro-ministro, os gestores da Caixa “foram completamente desautorizados”. “Ou seja, nunca mais são levados a sério.”
A solução, na sua opinião, passa pela demissão da administração. “Estou à espera que apresentem na próxima semana a sua demissão", afirma, acrescentando, no entanto, que acredita que os gestores “vão encontrar todas as razões e pretextos para se agarrarem aos lugares”.

O ex-líder do PSD critica ainda o facto de a oposição não ter reagido, defendendo que deveria estar a questionar Passos. “Se o primeiro-ministro está insatisfeito, por que é que não demite a administração?”

António Costa demarca-se de Passos e não se submete às imposições da Troika

Em entrevista ao jornal i, António Costa volta a afirmar que o Governo de Passos Coelho está “viciado na mentira” e que como se orgulha de ser político envergonha-se “destes exemplos”. Em comparação ao primeiro-ministro, diz que o seu passado na política permite-lhe diferenciar-se.

“A confiança faz-se passo a passo. Tenho uma enorme vantagem sobre Passos Coelho: é que ninguém sabe bem o que ele fez antes de ser primeiro-ministro”, disse o socialista, lembrando os cargos que já exerceu como ministro da Administração Interna, dos Assuntos Parlamentares, da Justiça e ainda como presidente da Câmara Municipal de Lisboa.~

“Não sou propriamente um melão do qual só se vai saber a qualidade depois de abrir”, atira. 

Baseado na sua idade e experiência, António Costa garante que “é absolutamente indiferente ao que os outros pensam a respeito da forma como penso que devo gerir”, o que o leva a garantir que não se vai deixar submeter às imposições da troika. 

“Recusamos a estratégia de submissão que o governo tem assumido, mas não assumiremos a da confrontação”, diz, revelando qual será a sua forma de atuação.

“O nosso plano A é cumprir as regras, mas temos um plano B que é que  elas sejam mudadas. Desejamos que elas sejam mudadas não numa lógica de confrontação mas de negociação”

sábado, 1 de agosto de 2015

Cuba administra gratuitamente a primeira vacina contra o cancro do pulmão

Centro de investigación cubano donde se analizan los resultados
de la vacuna contra el cáncer de pulmón.
 
(FERNANDO RAVSBERG)  Los especialistas aseguraran a 'Público' que los resultados son muy positivos porque logran detener el crecimiento de la enfermedad sin afectar la calidad de vida de los pacientes. Un centro de investigación de los EEUU firmó un acuerdo con Cuba para iniciar un intercambio de información sobre la vacuna pero aún está lejos de poder comercializarse en ese país, debido a la vigencia del Embargo Económico.
"La vacuna contra el cáncer de pulmón es única en el mundo y es muy novedosa. Básicamente actúa sobre una molécula que esta exageradamente expresada en los tumores, por lo cual activa un crecimiento celular anómalo, provocando que el tumor crezca. La vacuna inhibe esa progresión tumoral", explica aPúblico Arlhee Díaz, farmacéutico y comercializador del centro de investigación. Agrega que "se trata de una vacuna terapéutica con muy buenos resultado en estadios avanzados del cáncer de pulmón".

"Los resultados de la vacuna dan una sobrevida a los pacientes, no se elimina el tumor pero se detiene el crecimiento, permitiendo que los pacientes puedan vivir más y, sobre todo con una buena calidad de vida porque su toxicidad es mínima", asegura el científico. Los tumores afectan mucho la calidad de vida de los enfermos y los tratamientos convencionales, como la radioterapia o la quimioterapia, tienen una toxicidad muy elevada, lo cual deteriora el estado general del paciente.
Los cubanos tienen acceso a la vacuna a través de sus hospitales de forma gratuita. Los extranjeros deben contactar con Servimed pero necesitan también entrar en el sistema de salud de Cuba para que sus médicos sean quienes la apliquen. En el caso de estos último la aplicación de la vacuna tiene un costo económico.
El Centro de Inmunología Molecular de Cuba centra su trabajo en la investigación para la creación y producción de medicamentos contra el cáncer, la principal causa de muerte de los cubanos. Comienzan en el año 1994, en medio de la peor crisis económica de la historia de Cuba, produciendo anticuerpos monoclonales. En la actualidad el CIM exporta a más de 30 países por valor de U$D 80 millones al año, además de abastecer al mercado nacional.
La vacuna ya está registrada en Cuba, Perú y Paraguay. En este momento se están haciendo ensayos clínicos en Europa pero son estudios que llevan tiempo —3 o 4 años— y resultan extremadamente costosos. Esto es una traba porqueCuba cuenta con un buen plantel de científicos pero carece de los recursos financieros que se requieren para insertarse en muchos mercados. En este sentido resultan vitales las asociaciones con inversores extranjeros.
A pesar del optimismo de algunos medios de prensa, todavía está muy lejos el momento en que esta vacuna se pueda comerciar en EEUU. Especifica Arlhee Díaz que "hasta el momento lo único que hemos hecho es firmar una cuerdo de confidencialidad con un centro de investigación de ese país para empezar a intercambiar información. A partir de este punto en un futuro podríamos empezar ensayos de fase 1, ensayo de eficacia, etc. Es solo investigación clínica sin llegar a la fase comercial, un error en el que han incurrido muchos periodistas".
El gerente general de la empresa comercializadora del CIM, Einar Blanco, asegura que la nueva ley de inversiones extranjeras, recién aprobada por el gobierno cubano, autoriza que el Centro de Inmunología Molecular firme contratos con socios extranjeros para la investigación, producción y comercialización de sus productos. Incluso tienen la posibilidad de utilizar la zona franca de Mariel, donde los beneficios para el inversor son mucho mayores.

( DN Fernanda Câncio) "Milagre PAF faz puf"

O país está muito melhor. E não é de agora: já em fevereiro de 2014 o líder da bancada do PSD, Luís Montenegro, garantia que "a vida das pessoas não está melhor, mas a vida do país está muito melhor." Modéstia, já se vê. Sabemos agora que não é só "a vida do país" que melhorou, mas a das pessoas também - dizem-no em coro Passos e Portas. E melhorou em relação a quê? A 2011, que, como é sabido, é o princípio do mundo e medida de todas as coisas no que a PSD e CDS diz respeito.
Veja-se por exemplo o desemprego, segundo o porta-voz do PSD, Marco António Costa: "Face aos 661 mil desempregados existentes em junho de 2011, temos em junho de 2015 636 mil. Isto é, uma redução superior a 20 mil desempregados." E o centrista Nuno Magalhães coadjuva: "A taxa de desemprego de 12,4% em junho, divulgada pelo INE, está pela primeira vez abaixo da deixada pelo governo socialista que era de 12,7%."
Não é que suspeitemos da veracidade destas afirmações - por amor de deus, temos lá motivos - mas visitar os relatórios do INE é sempre interessante (embora enlouquecedoramente difícil, o que talvez explique o motivo pelo qual é tão fácil jogar com números sem contraditório). Ora se a estimativa do INE para o desemprego de junho de 2011 (até 2014 só eram apurados valores trimestrais) é a apresentada pela coligação, o problema é aquilo de que ela não fala, compreensivelmente: o número de empregados. Em junho de 2011 eram 4,703 milhões; em junho de 2015 são 4,494 milhões. Ou seja, 209 mil empregos a menos. Uma diferença que faz empalidecer um pouquinho a tal vantagem de "menos 20 mil desempregados" cantada por PSD e CDS.

Ou seja: para um nível de desemprego registado (fixem esta expressão, é importante) um pouco inferior temos muito menos empregados em junho de 2015 do que em junho de 2011. Portanto, não tendo morrido 200 mil pessoas em idade ativa nestes quatro anos, deveríamos ter muito mais desemprego registado. Por que não temos? Uma das respostas tem que ver com os desempregados que já não estão nas estatísticas de procura de emprego porque desistiram de o procurar. 
No primeiro trimestre de 2015 (estes dados não estão ainda disponíveis para o segundo trimestre), o INE calcula em 256,8 mil o número de inativos "disponíveis" - ou seja, não são estudantes, reformados ou "domésticos" - que não procuram emprego; no segundo trimestre de 2011 seriam 146,8 mil. 
Concluindo: em junho de 2015 há mais 110 mil desempregados "desencorajados". E há ainda, claro, a emigração. Entre 2011 e 2014, a população em idade ativa (dos 15 aos 64) passou de 6 961 852 para 6 879 414. 82 438 pessoas, sobretudo na faixa etária entre os 20 e os 35, desapareceram das estatísticas. "O PSD fez contas", titulava ontem o DN online. Fez: à nossa distração e cansaço. A ver se a malabarice pega - outra vez.

A "Lua Azul" da última noite

Apesar do nome, o raro fenómeno da "lua azul" não tem qualquer relação com mudanças na cor do satélite da Terra. A designação indica apenas a raridade do fenómeno: duas luas cheias no mesmo mês.
Segundo o Observatório Astronómico de Lisboa (OAL), conta-se que a origem da designação lua azul remonta ao século XVI, quando algumas pessoas que observavam a lua a olho nu achavam que ela era azul. Depois de anos de discussões, concluiu-se que era um absurdo pensar que a lua era azul, o que levou a que a expressão "lua azul" passasse a ser usada como o significado de "nunca" ou de algo muito raro. 
Nota o OAL, que apesar de o fenómeno não ter relação com a coloração do satélite, há registos na história de que a lua realmente aparentava a cor azul. Em 1883, uma erupção do vulcão Krakatoa, na Indonésia, fez com que os gases em expansão na atmosfera dessem uma coloração azulada à lua. Outro episódio ocorreu em 1951, quando um grande incêndio nas florestas do Oeste do Canadá lançou muitas partículas na atmosfera, criando o mesmo efeito que o Krakatoa, mas visível apenas na América do Norte.” (Visão) 

O fundo azul
  A foto original
A Lua Azul 
O ambiente da fotografia


(Opinião) Quando os presidentes nos orgulham

Quando os presidentes nos orgulham

O mandato de um Presidente da República que cessou funções prolonga-se sempre para além do seu termo. Foi assim que aconteceu e acontece com Mário Soares ou, entre outros, antigos presidentes norte americanos, Carter, Bush ou Clinton.
A sua magistratura de influência, por iniciativa própria ou dos seus países, continua-se na diplomacia internacional e em causas universais decisivas. É o que está a acontecer com Ramalho Eanes e Jorge Sampaio.
O primeiro, Ramalho Eanes, será distinguido em 25 de novembro próximo, em Manila. Receberá o “Prémio Gusi 2015” com base na sua "contribuição única para a criação de uma paz duradoura, a nível nacional e internacional, nomeadamente no conjunto dos países de língua portuguesa".
Esta distinção da Fundação Gusi Peace Prize é considerada o “Prémio Nobel da Ásia” cujo nome é uma “homenagem ao capitão Gusi, combatente da II Guerra Mundial, líder político e defensor dos direitos humanos nas Filipinas”.
O segundo, Jorge Sampaio, recebeu o “Prémio Nelson Mandela que é atribuído de cinco em cinco anos a um homem e a uma mulher que se distinguiram nas suas áreas respeitando os ideias defendidos pelo ex-presidente sul-africano”.
Assim, a sua luta pela defesa da democracia, a sua ação contra o combate à tuberculose (2006-2012), enquanto enviado especial da ONU ou o seu recente protagonismo na criação de um programa de bolsas para estudantes sírios deslocados de um país envolvido numa sangrenta guerra civil, de inelutáveis repercussões internacionais, valeram-lhe o reconhecimento público.
Lembro que ao tempo de exercício dos seus mandatos os portugueses tributaram-lhes sempre nota positiva pelos respetivos desempenho, sempre superior a 50%, contrariamente ao que acontece com Cavaco Silva. É esta a consequência pública quando os presidentes nos orgulham.

Jornal do Centro 2015.07.26