terça-feira, 3 de março de 2015

Costa desmente notícia recuperada por assessor de São Bento

NO PSD até a contribuição para notícias está em atraso: "Dirigentes do PSD reeditaram hoje  uma "notícia" do extinto semanário Tal & Qual, publicada no ano 2000 (ou 2001). O desmentido que então fiz mantém plena atualidade: não devo nem devi qualquer quantia relativa à sisa ou à contribuição autárquica." 

(Raquel Pinto) Foi com um desmentido que António Costa reagiu à difusão no Facebook de um recorte do extinto semanário Tal & Qual, recuperado pelo líder parlamentar do PSD, Carlos Abreu Amorim, e logo de imediato publicado no perfil do assessor do gabinete de Passos Coelho, Carlos Sá Carneiro, servindo-se dele para críticas às críticas do PS em torno da polémica com as contribuições de Passos Coelho à Segurança Social.
A "notícia" posta em partilha esta segunda-feira dizia que o então "ministro da Justiça comprou casa em Lisboa, com recurso a crédito bancário, e não pagou a contribuição autárquica, como era sua obrigação. Nas contas com o fisco, também a sisa vem à baila.(...). Num comunicado enviado ao Expresso ao início desta terça-feira, o líder socialista e candidato a primeiro-ministro comenta o episódio de ataque "aos telhados de vidro" do PS - que está a ganhar dimensão na rede social -, limitando-se a um reiterado desmentido: não devo nem devi qualquer quantia relativa à sisa ou à contribuição autárquica." 


segunda-feira, 2 de março de 2015

Quadro com os Opositores russos ao Kremlin assassinados

Putin mandou um telegrama à mãe de Boris Nemtsov garantindo que será feita justiça e que os responsáveis serão punidos. A julgar pelo quadro que se segue e pela ausência de culpados Putin terá de "inventar" um, pelo menos um ... poderá não ter nada a ver com o assunto, mas é necessário encontrar alguém que acredite. Num foi acusado, nem julgado ... nem sei mesmo se isso poderia acontecer nesta Rússia!.


Miguel Sousa Tavares - O estado do Estado de direito

(in Expresso de 28/02/2015)
Uma amiga minha, amiga verdadeira, aconselhou-me, há dois meses, a não escrever mais sobre José Sócrates, porque “fazeres a defesa dele agora arruína toda a credibilidade que conquistaste para ti”. 
Durante dois meses, de facto, não escrevi — não porque o conselho dela me tenha parecido adequado, mas porque, depois de ter criticado as circunstâncias em que se verificou a sua prisão, os pressupostos em que assentou a decisão de prisão preventiva e a escabrosa campanha de linchamento popular em alguns jornais, entendi que era altura de ficar à espera para ver como evoluía o processo. 
Passado este tempo, e numa altura em que a lei manda que o juiz de instrução reveja a situação, também eu vou fazer idêntico exercício.
Fazendo-o, sou obrigado a reconhecer que a conveniência e a prudência nunca foram virtudes de que me possa gabar. Mas se “fazer a defesa de José Sócrates” (que não é o que eu faço, mas já lá irei) não é conveniente nem prudente e pode arruinar a minha “credibilidade”, qualquer que ela seja, vejo-o como um dano colateral: pagam-me para dizer o que penso. 
E mal andaria o mundo (e anda!), se, justamente quando é mais difícil remar contra a verdade e a justiça estabelecidas, todos optassem pela prudência e pela conveniência. Quem defenderia aquilo ou aqueles cuja defesa é inconveniente?
Três meses depois, o meu ponto de partida é o mesmo de então: não sei, não faço ideia e não tenho maneira de saber se as gravíssimas acusações que pendem sobre José Sócrates são verdadeiras ou falsas. Mas não é isso que está em causa agora: eu não faço a defesa de José Sócrates, faço a análise sobre as circunstâncias da sua prisão preventiva e de tudo o que tem acontecido à volta dela. Não é a inocência ou a culpabilidade de José Sócrates — que só se apurará em julgamento — que agora interessa: é o funcionamento do Estado de direito. E isso não é coisa pouca.
Creio que uma imensa maioria dos portugueses julgará, nesta altura, que José Sócrates está muito bem preso. E por três ordens de razões diversas: uns, porque abominam politicamente Sócrates e acreditam que foi ele sozinho que criou 170 mil milhões de dívida pública (hoje, 210 mil milhões), assim conduzindo o país à ruína; outros, porque acreditam que o “Correio da Manhã”, o “Sol” ou o “i” são uma fonte credível de informação e, portanto, já nem precisam de julgamento algum em tribunal, porque a sentença já está dada; e outros, porque, mesmo não emprenhando pelos ouvidos dos pasquins ao serviço da acusação, acreditam mesmo na culpabilidade de Sócrates e, por isso, a sua prisão preventiva parece-lhes aceitável. 
Porém, nenhum destes três grupos tem razão: o primeiro, porque confunde um julgamento político com um julgamento penal, assim fazendo de Sócrates um preso político; o segundo, porque prescinde de um princípio básico de qualquer sistema de justiça, que é o do contraditório e do direito à defesa do acusado: basta-lhes a tese da acusação para se darem por elucidados e satisfeitos; e o terceiro, porque ignora a diferença fundamental entre a fase de inquérito processual e a fase de julgamento. O erro destes últimos (que são os únicos sérios na sua apreciação) é esquecer que a presunção ou convicção de culpabilidade do arguido por parte do juiz de instrução, as suspeitas, os indícios ou as provas que o processo possa conter, não servem de fundamento à prisão preventiva. Se assim fosse, a fase de inquérito seria um pré-julgamento, com uma pré-sentença e uma pena anterior à condenação em julgamento: a pena de prisão preventiva. Que é coisa que a lei não prevê nem consente e que, a meu ver, é aquilo que o juiz Carlos Alexandre aplicou a José Sócrates e a Carlos Santos Silva.
As coisas estão a ficar perigosas. Eu não votarei em quem não prometa pôr fim a esta paródia do Estado de direito
A lei consente apenas quatro casos em que o juiz de instrução pode decretar a prisão preventiva de um arguido: a destruição de provas, a perturbação do processo, o perigo de fuga ou o alarme social causado pela permanência em liberdade. Sendo esta a medida preventiva mais grave e de carácter absolutamente excepcional (visto que se está a enfiar na prisão quem ainda não foi julgado e pode muito bem estar inocente), a liberdade de decisão do juiz está taxativamente limitada a estas quatro situações e nada mais. 
Não interessa rigorosamente nada que o juiz possa estar absolutamente convencido da culpabilidade do arguido: ou existe alguma daquelas quatro situações ou a prisão preventiva é ilegal. (E convém recordar que, ao contrário daquilo que as pessoas foram levadas a crer, o juiz de instrução não é parte acusatória, mas sim equidistante entre as partes: cabe-lhe zelar tanto pela funcionalidade da acusação como pelos direitos do arguido).
A esta luz, é difícil ou impossível enxergar em qual dos quatros fundamentos se abrigará Carlos Alexandre para manter Sócrates e Santos Silva em prisão preventiva. O perigo de destruição de provas é insustentável, depois de revistadas as casas dos arguidos, apreendidos os computadores, escutadas as chamadas telefónicas durante mais de um ano. O perigo de perturbação do processo (“fabricando contratos”, como foi veiculado para a imprensa) tanto pode ser consumado em casa como na prisão, através do advogado ou por outros meios. O perigo de fuga, para quem se entregou voluntariamente à prisão, tem o passaporte apreendido e pode ser mantido sob vigilância visual e de pulseira electrónica em casa, só pode ser invocado de má fé. E o alarme social, só se for nas páginas do “Correio da Manhã”. 
A avaliar por aquilo que nos tem sido gentilmente divulgado, o dr. Carlos Alexandre não tem uma razão válida para manter os arguidos em prisão preventiva. E mais arrepiante tudo fica quando se torna evidente que o motorista de Sócrates só foi preso para ver se falava, e foi solto, ou porque disse o que o MP queria (verdadeiro ou falso) ou porque perceberam que não tinha nada para dizer. Ou quando a SIC, citando fontes do processo, nos conta que uma das razões para que a prisão preventiva de Carlos Silva fosse prorrogada por mais três meses foi o facto de ele não ter prestado quaisquer declarações quando chamado a segundo interrogatório por Rosário Teixeira. Se isto é verdade, quer dizer que estes presos preventivos não o foram apenas para facilitar a investigação (o que já seria grave), mas para ver se a prisão os fazia falar. Nada que cause estranheza a quem costuma acompanhar os processos-crime, onde a auto-incriminação dos suspeitos — por escutas ou por confissão — é quase o único método investigatório que a incompetência do MP cultiva (e, depois da transcrição da escuta feita a Paulo Portas no processo dos submarinos, ficámos a saber que a incompetência pode não ser apenas inocente, mas malévola e orientada).
Dizem-nos agora os suspeitos habituais que a prorrogação da prisão preventiva daqueles dois arguidos, requerida pelo MP e fatalmente acompanhada pelo juiz, se ficará a dever à chegada de novos factos ou novas “provas” ao processo — o que, em si mesmo, contradiz o fundamento da prisão baseado em potencial destruição de provas. 
Pior ainda é se essas tais “novas provas” não são mais, como consta noutras fontes, do que os dados bancários da conta de Santos Silva na Suíça, cuja chegada ao processo o MP terá atrasado deliberadamente durante um ano, justamente para as poder usar no timing adequado para fundamentar a prorrogação da prisão preventiva. Porque ninguém duvida de que tanto o procurador como o juiz estão dispostos a levar a prisão até ao limite absurdo de um ano, sem acusação feita.

Que a tudo isto — mais a já inqualificável violação do segredo de justiça, transformado numa espécie de actividade comercial às claras — se assista em silêncio, com a procuradora-geral a assobiar ao vento e o Presidente da República, escudado na desculpa da separação de poderes, fingindo que nada disto tem a ver com o regular funcionamento das instituições, que lhe cabe garantir, enquanto se discute, nem sequer a pena ilegal de prisão preventiva, mas a pena acessória de humilhação de um homem que foi duas vezes eleito pelos portugueses para chefiar o Governo e que agora se bate pelo direito de usar as botas por ele escolhidas e ter um cachecol do Benfica na cela, é sinal do estado de cobardia cívica a que o país chegou. As coisas estão a ficar perigosas. Eu não votarei em quem não prometa pôr fim a esta paródia do Estado de direito.

domingo, 1 de março de 2015

Boris Nemtsov - mais um opositor de Putin assassinado


É quase uma rotina na Rússia de Putin. Os opositores ao regime ou são presos ou são abatidos. Homens de negócios, jornalistas e políticos têm todos o mesmo destino, desde que sejam oposição.
Vladimir Putin nunca evita, mas condena sempre os crimes. Desta vez até enviou um telegrama  à mãe de Boris Nemtsov garantindo que será feita justiça e que os responsáveis serão punidos. Pois ....

"Milhares de pessoas estão-se a reunir este domingo no centro de Moscovo para marcharem pelas ruas da capital numa homenagem a Boris Nemtsov, antigo vice-primeiro-ministro russo e um dos maiores opositores de Vladimir Putin que foi abatido a tiro na sexta-feira. A marcha terá como ponto de partida o Kremlin, de onde os participantes irão caminhar até à grande ponte de Moskvoretsky, local onde o político foi assassinado quando caminhava com a mulher. As autoridades russas estimam a participação de cerca de 50 mil pessoas na iniciativa, no entanto, a organização diz esperar uma maior multidão

Viseu - O mérito do Museu Nacional de Grão Vasco e o "cuco" do PSD

O Museu de Grão Vasco passará a ter o estatuto de museu Nacional. A ambição é antiga e os deputados do PS, eleitos por Viseu, com texto de Acácio Pinto, apresentaram mesmo um projeto nesse sentido, o qual veio dar uma ajuda à iniciativa oportuna de Agostinho Ribeiro, atual diretor da instituição. o PS foi o único grupo parlamentar a fazê-lo e vai ser discutido na AR.
O atual presidente da câmara (PSD) foi nos últimos anos presidente da assembleia municipal e nunca se interessou pelo assunto, mas na última assembleia municipal, depois de ter ouvido o deputado PS Alberto Ascensão regozijar-se com a decisão e lembrar que o mérito pertence a todos que sempre acreditaram no sucesso, apressou-se a chamar a si o mérito da iniciativa e o êxito da mesma. Igual a si próprio, como sempre, atreveu-se mesmo a tentar criticar os que agora chegaram ao projeto. Imagine-se, a lata!!!
Almeida Henriques nasceu agora para este projeto e apenas se limitou a subscrever um texto comum a todas as outras pessoas ou entidades. A tentativa de, mais uma vez, não resistir à tentação de se apropriar do esforço alheio, a ponto de nunca o reconhecer, não o ilustra muito. O mesmo acontece ao cuco ao pôr os ovos no ninho dos outros.

António Costa encostou Passos Coelho às cordas e aprova propostas para o Governo

Santarém - Aprovadas propostas para o programa de Governo "Valorizar o território, descentralizar e aproximar" foi o objetivo central do encontro nacional da autarcas que discutiram em salas as seguintes temáticas: Política de cidades, Desenvolvimento do território Rural e das Regiões de fronteira, Turismo, Fundos comunitários e coesão territorial, Municípios, descentralização e participação, democratização das CCDR'S e áreas metropolitanas.
Nas conclusões, sublinho, a título de exemplo, decisões aprovadas: o Mapa Judiciário - garantirá julgamentos em todos os concelhos que respeitem às pessoas desses concelhos; Unidade de Missão - funcionará sob a orientação direta do primeiro-ministro que coordenará a execução das propostas para a promoção e desenvolvimento do interior; Democratização das CCDR´S - eleição pelos autarcas das suas direções executivas; Estabilização do Território - as autarquias farão a avaliação da organização territorial que têm e decidirão sobre a sua consolidação ou alteração; Loja do cidadão de nova geração - uma em cada concelho de modo a oferecer multiplicidade de serviços (...)
António Costa encostou Passos Coelho às cordas: "Reduzi [em Lisboa] a dívida em 40% enquanto ele [Passos Coelho] aumentou [a do país] em 18%. E esta é a diferença entre quem gere bem e quem gere mal." e sublinhou, em contraponto à impreparação de ainda PM, "Ser autarca fará de mim um melhor governante do que fui antes de ser autarca."


Maria da Luz Rosinha
Bernardo Trindade no painel sobre Turismo
Manuel Machado

Mota Andrade


José Junqueiro e Luís Vieira
Ricardo Rodrigues
João Tiago Silveira

António Costa