sexta-feira, 4 de abril de 2014

José Junqueiro - Agenda Escondida



"Redução na administração pública é o que se chama delicadamente aos despedimentos. Que redução ? Militares, médicos, enfermeiros, professores, polícias, funcionários da segurança social, magistrados ? E já ultrapassei os 85% da administração pública com estes profissionais",

O PS critica também a extinção de serviços e sublinha que o executivo se tinha comprometido a revelar até ao final de março o nome das "176 repartições de finanças que tinha acordado com a ´troika' extinguir". "Quer assumir essas medidas apenas depois das eleições", disse.

"Tendo terminado o ano com mil milhões de folga no défice por cobranças excessivas no rendimento das pessoas, a pergunta que lhe queremos fazer é se está disponível para dar também folga aos portugueses",

(Opinião) O futuro só depende da mudança

Os concelhos vizinhos têm sido notícia pela criação de postos de trabalho. Estes surgem da expansão de empresas e criação de indústrias. Só durante o mês de março as decisões assumidas pelo tecido económico e as autarquias em que se integra estão na origem de 700 novos empregos.
Crescimento e emprego tornam-se realidade e fonte de esperança para quem procura e quer trabalhar. Empresários e autarcas, juntos, proporcionam uma nova esperança às suas populações.
Tenho muita pena de que idênticas situações não ocorram em Viseu, apenas porque o poder dominante, antes e agora, sempre conviveu mal com a fixação da indústria e permitiu que o preço dos terrenos fosse matéria para gerar vantagens mercantis para alguns em vez de oportunidades para todos.
Venderam-se espaços a 75€ o m2 e sabemos bem que o caminho que a autarquia encontrou, por exemplo, para esse ato falhado da Gestin Viseu, se resume a lotes que poderá alienar a 25€ o m2. Claro que a Aquinos, em Nelas, encontrou o m2 a cinquenta cêntimos. Muito simples, trocaram-se metros quadrados por empregos, tal como sempre propus para nós.
Do norte ao sul do distrito os constrangimentos dos investidores são partilhados: burocracia, erradicação dos incentivos à fixação no interior, ausência de políticas que atenuem o custo dos fatores de produção, nomeadamente acessibilidades e preço da energia (IVA a 23% no gás eletricidade). Acresce a este estado de coisas uma outra realidade inaceitável: a imprevisibilidade fiscal do governo. Assim tudo é mais difícil.
Acabámos de saber que 2013 encerrou com um défice de 4,9%, bem menos do que os 5,5% renegociados com a Troika. Aconteceram, portanto, excessos nos cortes dos rendimentos. Nada veio do crescimento, porque terminámos o ano em recessão.
Há, no entanto, segundo o governo, uma "folga" para 2015 de mil milhões de euros. A pergunta que se coloca é se, neste contexto, o governo vai também dar uma "folga" às pessoas ou se, pelo contrário, vai aumentar a austeridade.
A resposta é simples, mas dramática: o governo vai aumentar a austeridade. Mias 1700 milhões de euros previstos para 2015, certamente a aplicar aos mesmos do costume. E sabemos que dos cortes previstos não existirá explicitação dos mesmos, nem aplicação, agora, antes das eleições europeias. Uma desonestidade política inaceitável.

Necessitamos, como sempre defendi, de um novo paradigma para a nossa economia. Apresentei propostas, desde a desburocratização, passando pela reforma fiscal e qualificação dos recursos humanos, até ao apoio temporário direto no custo de cada novo posto de trabalho. Pelo que vemos ao lado, aos nossos vizinhos, o futuro é possível e o nosso só depende da capacidade de mudança.
DV 2014.04.04

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Governo gasta 1,2 M/dia em juros de dinheiro em excesso

O Governo, através do IGCP, realizou emissões de dívida para além das necessidades do país, mas adequadas ao cenário de campanha eleitoral da maioria PSD/CDS, custe o que custar.
Há quem tente desvalorizar o facto e passar entre as gotas da chuva, mas isso é missão impossível. O conforto de tesouraria criado pelo Estado português para facilitar o regresso aos mercados, como justificou, ultrapassou as necessidades reais, mas não as eleitorais.
Assim, o Governo, depois da sucção feita aos rendimentos das pessoas fez emissões de dívida que geraram uma reserva estimada superior a 15 mil milhões de euros.
E quanto é que isso nos custa? Cerca de 435 milhões de euros em 2013, quase 1,2 milhões por dia. Quem estimou estes números foi Jorge Moreira Rato, presidente do IGCP, na comissão de finanças da Assembleia da República.

É por esta e por outras que quando o Governo diz que poupa um milhão aqui ou ali, quando corta nas pensões de reforma ou nos salários, todos o que vão sabendo destas habilidades sentem profunda indignação.

SIC - José Junqueiro - Mais Austeridade



O vice-presidente da bancada do PS José Junqueiro acusou hoje o primeiro-ministro de andar "desaparecido", governando "por fugas de informação controlada" e exigiu saber que funcionários públicos serão despedidos e que serviços serão encerrados.

"Por que motivo este primeiro-ministro desaparecido, que governa por fugas de informação controladas, tem necessidade de juntar a todas as outras medidas mais medidas de austeridade". Para o PS, o Governo "tem uma agenda escondida e insiste em governar por briefings ou por fugas de informação controladas", "não assume nada oficialmente, e tudo assume nas costas dos portugueses e da Assembleia da República".

Segundo José Junqueiro é o caso da notícia avançada pela SIC segundo a qual o governo "vai aprofundar cortes na despesa", nomeadamente "o ritmo de saída de funcionários públicos" e "fechar mais organismos, repartições de finanças, escolas e serviços de saúde".

"Redução na administração pública é o que se chama delicadamente aos despedimentos. Que redução ? Militares, médicos, enfermeiros, professores, polícias, funcionários da segurança social, magistrados ? E já ultrapassei os 85% da administração pública com estes profissionais", questionou Junqueiro.

O PS critica também a extinção de serviços e sublinha que o executivo se tinha comprometido a revelar até ao final de março o nome das "176 repartições de finanças que tinha acordado com a ´troika' extinguir". "Quer assumir essas medidas apenas depois das eleições", disse.

"Tendo terminado o ano com mil milhões de folga no défice por cobranças excessivas no rendimento das pessoas, a pergunta que lhe queremos fazer é se está disponível para dar também folga aos portugueses", perguntou.


ACL // PGF

Deputados PS Viseu questionam ministro da Saúde

Acácio Pinto (dep), Vitor Figueiredo (P CM), José Junqueiro(dep)
Os deputados do PS eleitos por Viseu questionaram hoje o ministro da Saúde sobre se este pondera equacionar a introdução de apoios do Serviço Nacional de Saúde (SNS) aos utilizadores de tratamentos termais medicamente prescritos.
Acácio Pinto, Elza Pais e José Junqueiro sublinham que “a correlação positiva entre o termalismo e a saúde não é de agora” e que muitas pessoas vão para as termas para “efetuarem tratamentos preventivos de muitas doenças”.
“Por exemplo, as Termas de São Pedro do Sul, do distrito de Viseu, as mais frequentadas a nível nacional, tiveram no ano de 2013 uma frequência de cerca de 15.000 aquistas”, referem, lamentando que, no entanto, este número seja “muito inferior" a outros atingidos no passado.
Na sua opinião, este decréscimo fica a dever-se a “uma política de austeridade máxima seguida por este Governo, que não deixa rendimentos disponíveis às famílias para esta atividade de saúde preventiva”.
“Acresce que o SNS, que apoiava os tratamentos termais, quando medicamente prescritos, deixou também de efetuar qualquer comparticipação, desincentivando, assim, a frequência termal”, criticam.
Os deputados socialistas aludem também à portaria 482/2011, que instituiu o último programa “Saúde e termalismo sénior”, gerido pelo INATEL, “e que se constituía, igualmente, como um estímulo à frequência das estâncias termais no nosso país”. As Termas de São Pedro do Sul, por exemplo, foram frequentadas por 1.428 pessoas através desse programa, referem.
Por considerarem que o termalismo funciona como “um elemento preventivo e mitigador de muitas doenças, logo gerador de ganhos a prazo nos cuidados primários e hospitalares”, Acácio Pinto, Elza Pais e José Junqueiro querem saber o que tenciona fazer o ministro da Saúde relativamente a esta matéria.
Além de questionarem o governante sobre a possibilidade de voltar a haver comparticipações para os utilizadores de tratamentos termais medicamente prescritos, os deputados perguntam também se “está disponível para assinar uma portaria conjunta que institua o programa ‘Saúde e termalismo sénior’ ou um outro similar”.


AMF // SSS

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Alemães aumentam salário mínimo - Passos cada vez mais isolado!

Passos Coelho está a ouvir mal!!!
O Conselho de Ministros da Alemanha fixou o salário mínimo em 8,5 euros hora e a medida entra em vigor a 1 de janeiro de 2015. Isto prova que o SPD impôs algumas questões da sua agenda política para entrar no Governo alemão.
Em Portugal temos um Primeiro Ministro que diz que a lógica seria reduzir o salário mínimo nacional porque temos muito desemprego, defendendo assim uma competitividade pelos mais baixos salários:; e nem sequer percebendo as causas reais do desemprego e muito menos os efeitos dramáticos deste em termos sociais e pessoais. 
Na Alemanha há um Governo que aumenta o salário mínimo quando, à partida, já era bastante superior ao praticado em Portugal.
O Governo português, por opção ideológica, desprezou os contributos da concertação social e ostensivamente ficou isolado face ao consenso dos parceiros sociais, e também do PS, em defesa do aumento do salário mínimo nacional
Note-se que se um trabalhador alemão trabalhar 8 horas por dia, durante 22 dias por mês ao valor do salário mínimo de 8,5€ por hora vai receber 1.496€ por mês. Em Portugal um trabalhador com a mesma carga horária recebe 485€. Ou seja menos de 1/3 do que receberá o trabalhador alemão.

E continua o Governo português a atacar ferozmente os trabalhadores, no seu rendimento disponível e na redução das prestações sociais, aumentando o caudal de portugueses abaixo do limiar de pobreza em vez de apostar num novo modelo de desenvolvimento e numa política que também estimule o mercado interno.