domingo, 23 de fevereiro de 2014

(Viseu) Mangualde - AJ Seguro - "O Governo deixou praticamente de governar"

O secretário-geral do PS, António José Seguro, acusou o Governo de se ter transformado num "comité eleitoral do PSD e do CDS", em vez de dizer aos portugueses como vai resolver os problemas do país.
Ao intervir sexta-feira à noite, em Mangualde, durante o encerramento da convenção "Um novo rumo para Portugal", António José Seguro afirmou que "o Governo desenvolve a maior campanha de propaganda eleitoral de que há memória" na democracia portuguesa.
"O Governo deixou praticamente de governar. Transformou-se num comité eleitoral do PSD e do CDS e especializou-se na oposição ao PS", criticou.
O líder socialista acusou o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, de ter retomado na sexta-feira "a segunda parte da teoria do oásis", ao dizer que "o país hoje está melhor".
"Não está, porque ele esqueceu-se de olhar para os mais de 880 mil portugueses que estão desempregados, os mais de 200 mil que emigraram, os mais de 310 mil que estando em idade de trabalhar já desistiram de tanto procurar e não encontrar uma oportunidade", afirmou, lembrando ainda os "137 mil jovens, a maior parte licenciados, que não encontraram oportunidade de emprego e também tiveram de emigrar".
Seguro lamentou que, durante quase uma hora, na condição de líder do PSD, Passos Coelho tenha usado "mais de metade do tempo a fazer oposição ao PS" e não tenha apresentado "uma solução, uma proposta, uma visão para resolver os problemas dos portugueses".
Na sua opinião, "não há um país separado das pessoas" e, por isso, não entende que o Governo diga que "a vida das pessoas está pior, mas a vida do país está melhor".
"Para nós, se a vida dos portugueses está pior é o país que está pior e, infelizmente, a vida das pessoas e do país está bem pior do que há 32 meses, quando Pedro Passos Coelho tomou posse como primeiro-ministro", frisou.
António José Seguro considerou que o primeiro-ministro e o Governo "prosseguem na sua campanha eleitoral a enganar os portugueses".
"Nós hoje temos um país mais pobre e mais desigual. Ninguém, a não ser o Governo, que persiste em iludir os portugueses, pode dizer que o país está hoje melhor do que estava há dois anos e meio", realçou.
António José Seguro deixou ainda o recado ao primeiro-ministro de que o PS não aceita "lições de moral" relativamente à consolidação da democracia em Portugal.
"Ninguém nos dá lições, muito menos o primeiro-ministro, da história da democracia que mais afrontou a Constituição da República e que mais vezes criou diplomas feridos de inconstitucionalidade", afirmou.
O líder socialista disse que, ao ouvir Passos Coelho falar na sexta-feira, ficou com uma certeza: "Para este primeiro-ministro vale tudo para se manter no poder, persistir no engano não passa de uma tática para se manter no poder."


















sábado, 22 de fevereiro de 2014

Em defesa de Cinfães - Deputados PS Viseu questionam ministro da Economia

Os deputados do PS eleitos por Viseu questionaram o ministro da Economia sobre as acessibilidades ao concelho de Cinfães, que são “um grave problema” sentido pelas populações.
Acácio Pinto, José Junqueiro e Elza Pais explicam que este concelho do norte do distrito de Viseu se insere numa paisagem de montanha, “entre o alto da Serra do Montemuro a sul e o Rio Douro a norte, e que, fruto dessa circunstância, se confronta com um grave problema de acessibilidades”.
Por isso, querem saber o que pensa o Governo sobre “as acessibilidades que se projetam para Viseu e para a área metropolitana do Porto”, nomeadamente a Estrada Nacional (EN) 225, o Itinerário Complementar (IC) 35 e a ligação à autoestrada A4.
No que respeita ao IC 35, os deputados socialistas dizem tratar-se de um itinerário que integra o Plano Rodoviário Nacional 2000, entre Penafiel e Sever do Vouga, que foi alvo “das mais diversas diligências, petições com milhares de assinaturas, lançamento de especificidades técnicas e elaboração do projeto de base no troço entre Penafiel e Castelo de Paiva”.
O que é facto é que nada mais concreto tem sido dito, pelo atual governo, às populações sobre o estado deste itinerário complementar”, lamentam.
Neste âmbito, questionam o Governo se reitera a importância da construção do IC 35 e, “caso o mesmo seja desenvolvido por troços”, qual o primeiro que será feito.
Já a EN225 “é fundamental para todo o vale do rio Paiva” e todas as populações residentes nos concelhos de Cinfães, Castelo de Paiva, Arouca e Castro Daire, sendo uma estrada “complementar e alternativa à EN 321, em dias neve, na ligação para Viseu”.
Os deputados socialistas lembram que a EN 321 é uma via “muito sinuosa” e “muito degradada”, que precisa de “uma intervenção estruturante que possa corrigir o seu traçado e requalificar o seu pavimento e sinalização”.
“Quais as obras que estão programadas para a EN 225 e qual o cronograma de desenvolvimento das mesmas”, perguntam.
Relativamente à construção da ligação à A4, consideram que se impõe que “se equacione esta via para que a acessibilidade de Cinfães à área metropolitana do Porto seja, de uma vez por todas, melhorada”.
Na sua opinião, esta ligação seria “uma das maiores ajudas ao esforço de desenvolvimento que o município de Cinfães está a efetuar no âmbito das políticas de criação de emprego e de fixação das populações”.
“A ligação de Cinfães à A4 – Barragem do Carrapatelo – Mesquinhata - Marco de Canaveses – é uma prioridade para o atual governo”, questionam os deputados.

Alberto Martins (PS) - “Quem não deve, não teme” - Investigação dos submarinos e blindados

Alberto Martins anunciou hoje, no Porto, que a bancada socialista vai avançar com um pedido de constituição de comissão de inquérito parlamentar ao processo de aquisição de submarinos e de viaturas blindadas pelo Estado Português (...) O líder da bancada parlamentar do PS deixou ainda um "apelo a todos os partidos políticos com representação na Assembleia da República, designadamente ao PSD e ao CDS, que possam dar o seu contributo favorável à constituição desta comissão de inquérito".

(Lusa) - "O líder da bancada parlamentar do PS considerou hoje que "quem não deve, não teme", apelando ao PSD e ao CDS-PP para que viabilizem a comissão de inquérito parlamentar proposta pelos socialistas sobre a compra de submarinos e blindados.
Alberto Martins anunciou hoje, no Porto, que a bancada socialista vai avançar com um pedido de constituição de comissão de inquérito parlamentar ao processo de aquisição de submarinos e de viaturas blindadas pelo Estado Português, tendo o ministro do Ambiente, Moreira da Silva, recusado já comentar esta intenção do PS por não querer "dar tempo de antena" aos socialistas no Congresso do PSD.
"Como diz o povo português: quem não deve, não teme e nós temos necessidade de aprofundar esta questão e averiguar a realidade dos factos. A transparência é um valor fundamental da democracia. Não há tempo para a busca da transparência. A todo o tempo nós temos essa responsabilidade em nome da credibilidade das instituições", disse Alberto Martins, em resposta.
O líder da bancada parlamentar do PS deixou ainda um "apelo a todos os partidos políticos com representação na Assembleia da República, designadamente ao PSD e ao CDS, que possam dar o seu contributo favorável à constituição desta comissão de inquérito".
Questionado sobre o ‘timing’ desta comissão, Alberto Martins justificou que "foi concluída há uma semana uma decisão judicial sobre um ponto parcelar destas dúvidas relativas às contrapartidas, a eventualidade de um crime de burla e falsificação de documentos".
"Pensamos que é o tempo próprio para aprofundarmos uma matéria que o povo português tem vindo a assistir com regularidade em termos informativos, no espaço público, e que merece ser esclarecida. A questão é muito importante, os valores envolvidos são de grande montante e de grande relevo", disse.
Caso o apelo "veemente" do PS para que os partidos deem o seu acordo a esta iniciativa não seja atendido, os socialistas têm "os meios ao seu dispor para acionar os mecanismos para a realização desta comissão de inquérito", explicando o dirigente que poderá passar pelo "agendamento potestativo".
Esta comissão de inquérito parlamentar visa "proceder à aferição dos factos atinentes ao contrato, fornecimento e contrapartidas que tem a ver com o programa relativo à aquisição de submarinos e de viaturas blindadas de rodas 8x8".
Com esta comissão, o PS quer "responder a um clamor, a uma ideia muito difundida na sociedade portuguesa de uma situação negocial que tem uma margem de ambiguidade, de obscuridade, de insinuação e de desprezo pelos interesses e salvaguarda dos interesses do Estado português".
"Nós consideramos que Portugal precisa de ser esclarecido. Não pode haver um levantar sucessivo e contínuo de dúvidas de questões que se levantam e mergulham"

 (JF // VM)

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Pedro Silva Pereira (PS) falou e a maioria PSD/CDS descontrolou-se ...

(LUSA) "O deputado socialista Pedro Silva Pereira considerou hoje que o ajustamento estrutural da economia é "ilusão" e acusou o Governo de fazer "insultuosa" campanha, palavras que motivaram um duro debate, com o PSD a falar em "desfaçatez".
As intervenções do ex-ministro da Presidência dos governos de José Sócrates, no período de declarações políticas do plenário do parlamento, foram com frequência interrompidas ou por palmas da bancada socialista, ou por protestos veementes provenientes das bancadas da maioria PSD/CDS, o que motivou por duas vezes a intervenção da presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, para apelar à serenidade.
Pedro Silva Pereira pegou no mais recente relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre a atual situação (e perspetivas de futuro) da economia portuguesa para atacar o Governo: "Os resultados obtidos no ajustamento externo, que mereceram tantos discursos e tantos elogios, não refletem nenhuma reforma estrutural que tenha sido empreendida nos últimos anos, mas traduzem, isso sim, a queda da procura interna provocada pelo empobrecimento", sustentou.
Antes, já Pedro Silva Pereira tinha caracterizado o ajustamento feito pelo executivo PSD/CDS como "uma ilusão e um frágil castelo de areia", precisamente ao contrário das ideias que disse terem sido alimentadas quer pelo Governo, quer pela "troika" (Banco Central Europeu, Fundo Monetário Internacional e Comissão Europeia).
"Os números são absolutamente claros: Os combustíveis explicam quase 60 por cento do aumento das exportações de mercadorias. Se excluirmos os combustíveis das importações e das exportações, a balança comercial de mercadorias seria afinal negativa", argumentou ainda em reforço da sua tese.
Para Pedro Silva Pereira, "nesta súbita divergência entre o Governo e o FMI, é fácil perceber quem está e quem não está em campanha eleitoral". “É um insulto à inteligência dos portugueses o desfile de ministros nas televisões festejando não se sabe bem o quê", disse.
(...) Miguel Frasquilho (PSD) "O PS ainda não percebeu a realidade em que se insere, mas podia inspirar-se nos sociais-democratas da Alemanha (do SPD), nos socialistas franceses (de François Hollande) ou nos democratas de Itália. O PS está profundamente isolado no contexto europeu", declarou.
Pedro Silva Pereira contrapôs que "desfaçatez" foi o PSD, em abril de 2011, "contra os pareceres do Banco Central Europeu e da Comissão Europeia", abrir uma crise política em Portugal, o que "atirou para o lixo o ‘rating’ da República e precipitou a crise política" - uma alusão ao PEC IV que motivou protestos nas bancadas da maioria.
O presidente do Grupo Parlamentar do CDS, Nuno Magalhães, advertiu o ex-ministro de Sócrates que, ao contrariar a sustentabilidade dos resultados da economia portuguesa, se "pôs do lado errado" entre as "incorreções" do último relatório do FMI e o interesse nacional.
"O PS fala do crescimento das exportações de combustíveis. Mas é crime criar postos de trabalho em Sines? Esses combustíveis representam apenas 11 por cento do total das exportações nacionais", frisou Nuno Magalhães.
Pedro Silva Pereira respondeu sustentando a tese de que, tanto a refinaria da Galp em Sines, como o empreendimento da Portucel - ambos como uma quota relevante no aumento das exportações nacionais -, "foram projetos dos últimos governos socialistas".

PMF // SMA

A Comissão Europeia confirma a opinião do PS e do FMI

Mais de 60% das exportações reportam-se a combustíveis. Para um país que não tem o "ouro negro" facilmente de deduz que precisa de importar este produto natura; e quem está ao corrente do negócio sabe que a faturação é elevada, mas o lucro é mínimo. Fraco negócio, portanto.
"A CE alertou que o modelo de crescimento de Portugal assenta no aumento das importações, que vai reduzir a contribuição das exportações em termos líquidos para o crescimento económico do país". 
Esta nota de Durão Barroso é avisada e confirma as observações críticas do PS e, agora, do FMI. A "receita" falhou, mas o governo insiste no mesmo caminho. E, como solução, temos o empobrecimento e não o crescimento. 
Assim se compreende, como agora é público, que o governo vá cortar mais  3 mil milhões em salários e pensões e defina como permanente esse confisco dos nossos rendimentos. Neste caso Durão Barroso concorda e o FMI também. A direita europeia tem esta marca. É por isso que o PS se opõe e constitui como alternativa.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

O PS tem razão. Nem o FMI acredita no "milagre económico"!

O PS sempre teve razão. O governo já tinha uma equipa de trabalho para realizar mais cortes e aprofundar a austeridade no suposto "pós troika". A más cara caiu. O governo, a título de exemplo, esconde tão distintas que vão desde o corte definitivo nos salários e pensões até ao encerramento de 180 repartições de finanças. O texto abaixo transcrito não só prova estes factos como demonstra que o "milagre económico" não existe. A única coisa certa é o aprofundamento da política de austeridade e empobrecimento.
---------------------------------
"O FMI não acredita no milagre do crescimento com base nas exportações - São duas visões diferentes dos resultados do programa da troika. Uma mais otimista, a do Governo, que diz que são as reformas estruturais realizadas que estão a fazer com que a economia volte a crescer e as exportações registem uma subida forte. Outra, mais pessimista, a do FMI, que avisa que os primeiros sinais de crescimento e o ajustamento na balança externa podem não ser sustentáveis e defende que a forma como as reformas estão a funcionar no terreno pode não chegar. O debate é descrito no relatório da décima avaliação do programa português publicado ontem pelo FMI".