sábado, 12 de outubro de 2013

EXP - Manuela F Leite - Governo está a "matar o sistema" de Segurança Social

"A ex-líder do PSD Manuela Ferreira Leite fala em medidas soltas e "arbitrárias" e na transformação "sub-reptícia" do sistema contributivo num sistema assistencialista. 
Alexandre Costa
Manuela Ferreira Leite diz que a medida vai contra a "matriz social democrata" - Comentando os anunciados cortes nas pensões de viuvez, Manuela Ferreira Leite considerou esta noite que o Governo está a colocar em causa a estrutura da Segurança Social, transformando "sub-repticiamente" a sua lógica, que passa de contributiva para assistencialista.
"Isto é a subversão do sistema de Segurança Social e ninguém está mandatado para subverter o sistema de Segurança Social", afirmou a ex-líder do PSD durante o seu comentário no programa "Política Mesmo" da TVI24.
Os cortes em causa serão efectuados nas pensões de sobrevivência nos casos em que acumulam com uma segunda reforma. "Esta medida foi pensada em dois dias, sem fundamento, sem se ver as consequências", considerou.
Ferreira Leite fala em "medidas soltas" e "arbitrárias" que estão a "matar o sistema" pervertendo a sua lógica, por as pensões passarem a ser atribuídas não pelas contribuições efetuadas mas pelas necessidades. Algo que diz ir contra a "matriz social-democrata".
"As pessoas perderam a sua liberdade"
"O Estado autoritariamente estabelece um limite do que eu preciso para viver", diz interrogando-se: "Há algum Governo que tenha o direito a dizer quem é rico?" Para Ferreira Leite "as pessoas perderam a sua liberdade".
Reconhecendo a necessidade de medidas que tornem a Segurança Social sustentável devido ao envelhecimento da população e aos baixos índices de natalidade, Ferreira Leite considerou, no entanto, que para a atual situação também contribuíram as reformas antecipadas de milhares de pessoas no âmbito processo de reestruturação das empresas e da banca.
Quanto aos cortes nos salários de funcionários públicos, defendeu ser uma medida mais grave do que um imposto, por não ser aplicado a todos, mas apenas "a quem o Governo seleccionar""
Ler mais: 
http://expresso.sapo.pt/governo-esta-a-matar-o-sistema-de-seguranca-social=f835073#ixzz2hUWIC700

Sond. EXP/SIC - PS e António Seguro consolidam lideraça, no voto e popularidade.


Todas as sondagens dão a preferência ao PS nas intenções de voto. É o caso desta. 
As últimas três, de três agências diferentes, davam-lhe uma vantagem entre 3% a 13 %. 
Nesta, as oscilações são mínimas e não têm qualquer significado. O PS consolida a distância sobre o PSD em 10%. 
Seguro é o líder mais popular, com 20,9% seguido de Portas com 9,9%
Líderes do BE, Ministério Público, Juízes, Passos Coelho (-13,9%) e Governo (-22,7%) estão a negativos.



Alberto Martins - eleita a nova direção do GP PS com 69% dos votos expresso


RESULTADOS DO ESCRUTÍNIO
Inscritos – 74
Votantes – 67 (90,54%)

DIREÇÃO DO GRUPO PARLAMENTAR
Lista A
Sim – 69% (46)
Não – 22% (15)
Brancos – 7% (5)
NULOS – 2% (1)

CONSELHO FISCAL DO GRUPO PARLAMENTAR
Lista A
Sim – 75% (50)
Não- 15% (10)
BRANCOS – 10% (7)
NULOS – 0% (0)

PRESIDENTE DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DO GRUPO PARLAMENTAR
Lista A
Sim – 78% (52)
Não – 13% (9)
BRANCOS – 7% (5)
NULOS – 2% (1)

Nota: Entre parênteses o número de votos

Grupo Parlamentar do Partido Socialista

11/Outubro/2013

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Sempre a retificar: Governo faz segundo orçamento rectificativo para viabilizar despesa

O Governo não acerta uma. Sempre a retificar o que acabou de retificar há poucos meses e o que nos propôs há um ano. Se fosse no tempo de um governo socialista seria sempre, no mínimo, o fim do mundo. Agora é tudo normal.

"O Governo vai pedir autorização ao Parlamento para realizar despesa. Esta é a principal razão que leva o Executivo a apresentar o segundo Orçamento Rectificativo do ano, explicou o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, na quarta-feira à noite. (Diário Económico" 

Mais do mesmo, aos mesmos: Corte de 10% na função pública é incentivo às rescisões

Assim qualquer um governa, mal! Sempre ao contrário do que prometeram em campanha, Passos Coelho e Paulo Portas, para ultrapassarem o problema da despesa. continuam a diminuir os salários aos trabalhadores. Convém dizer que estes cortes e as dificuldades sentidas decorrem de uma única coisa: um caminho totalmente errado seguido pelo Governo, o do empobrecimento. Estamos quase a chegar a 1974 em que uma dúzia de famílias dominava 10 milhões de portugueses.

"O Governo está a preparar um corte de 10% nos salários de todos os funcionários públicos, incluindo titulares de cargos políticos, mas ainda está a estudar a forma como o vai operacionalizar. 
Em cima da mesa está a possibilidade de a redução de 10% incidir sobre a totalidade do salário ou apenas sobre a parte que excede os 600 euros. O Executivo quer fechar a solução final no domingo. (Diário Económico, Diário de Notícias, i, Público)" 

Adeus subsídio: Corte adicional nos salários do Estado equivale a um subsídio


Sempre a mesma conversa, para ganhar tempo. O Governo finta o Tribunal Constitucional e paga subsídio, não pagando. 

Vejamos:  "As novas tabelas salariais da Função Pública deverão cortar o equivalente a um subsídio (7%), ao mesmo tempo que consolidam as reduções salariais temporárias que estão a ser aplicadas desde 2011. 

O objectivo do Governo é que os funcionários públicos mantenham em 2014 o mesmo salário "mensal" que receberam este ano. Mas sem o equivalente a um dos subsídios, o desenho que está em cima da mesa implicará uma quebra no rendimento anual. (Jornal de Negócios, Jornal de Notícias)"