segunda-feira, 7 de outubro de 2013

José Sócrates - o Escândalo no corte nas pensões de sobrevivência

O cinismo de Portas e Passos Coelho - E as tais pequenas e médias medidas que não se conheciam, começam-se a conhecer, como o corte nas pensões de sobrevivência. Estamos a falar de cortar em pensões já atribuídas. Eram as antigas pensões de viuvez. 
Pela primeira vez, o Estado vai cortar nas pensões atribuídas não apenas ao vivos, mas também aos mortos. O Governo revela uma grande insensibilidade. É perfeitamente ignóbil. O Dr. Paulo Portas está a cortar pensões até no tumulo. É por 100 milhões de euros que estamos a por em causa a palavra de confiança, que nós, enquanto unidade nacional, demos aqueles que já faleceram?
Esta medida vem acrescentar aquilo que já o grande terror nas famílias de idosos. Já viram as suas rendas aumentadas e agora vêm as suas reformas reduzidas.
Fico espantado por não ver ninguém a defender a nossa constituição. Esse alguém, deveria ser em primeiro lugar, o PR. Não se ouve do PR uma palavra em defesa da constituição e o tribunal constitucional. 
O único que se referiu à defesa da constituição ontem, no 5 de outubro, foi o presidente da camara de lisboa. Daqui a pouco entramos na linha do Rui Machete, e pomo-nos a pedir desculpa por termos uma constituição.

domingo, 6 de outubro de 2013

Marques Mendes e Rui Machete: a ética varia !!!

Caso Rui Machete - Estas declarações do MNE são desastradas, e agravadas por ele ser jurista e advogado. 
Já criaram incomodidade ao Governo e à PGR, que já teve de o desmentir, e demonstram que o Ministro se meteu em áreas que não se devia meter, e mostrou uma subserviência que não devia ter. 
O pior de tudo é que as relação ente Portugal e Angola são boas e declarações deste tipo criam problemas na relação entre os dois países. 

Se continuar a fazer erros desta natureza, arrisca-se a ser remodelado.

PSD, um governo e um partido de casos, mas a culpa não é apenas dos políticos

O último caso é o de Rui Machete. Não refiro a sua vida privada, nem a imprecisão curricular a que nos habituou. As conclusões poderiam sempre ficar aquém ou além da verdade. Concentro-me apenas  nas suas declarações sobre matéria que está em segredo de justiça, competências reservada aos tribunais. 
Ouvindo de novo o que disse não restam dúvidas que parecia falar com conhecimento de causa. Foi esse o entendimento da Procuradora Geral da República (PGR). E também foi esse o entendimento do Presidente da República ao elogiar as afirmações da PGR no 5 de Outubro. Ambos reconduziram o ministro aos carris da responsabilidade.
António José Seguro fez o que devia. Pediu a demissão do ministro e apelou ao PR que não ficasse de braços cruzados. Foi acompanhado nesse seu gesto por toda a oposição. O PM, Passos Coelho, desvalorizou e deslocalizou o assunto para a arena da disputa política. Portanto, subtraiu o ministro à responsabilidade própria da matéria de Estado que, neste caso, só tem uma consequência: a exoneração.
O PM, Passos Coelho, convive mal com a lei e, consequentemente, com os tribunais e a justiça. O Tribunal Constitucional não é o único exemplo de tentativa de condicionamento público na sua ação. Pelos vistos, agora, a PGR, o Ministério Público, são também envolvidos. 
O PSD e o "povo" deste PSD convive bem com tudo isto. E, se dúvidas houvessem, bastaria voltar a ouvir a declaração de vitória, na noite das eleições, do novo presidente da câmara de Oeiras cujo texto tinha apenas uma palavra: Isaltino. A culpa não é apenas dos políticos.

sábado, 5 de outubro de 2013

O governo escondeu a austeridade! Antes e depois das autárquicas

António Seguro, ontem, durante o debate quinzenal na AR, perguntou diretamente a Passos Coelho "... mas o senhor pensar qua anda a enganar quem?". De facto o PM tentava o contrário do que todas as manchetes de jornais disseram sobra a comunicação conjunta de Paulo Portas e Maria Luis Albuquerque: esconderam a austeridade. Por quanto tempo mais esta farsa, perguntamos nós? 

Então não é uma evidência que todos nós temos mais cortes, vamos sofrer mais e os reformados, que já descontaram uma vida inteira, vão também ter cortes, retroativos? Diz o "inteligentíssimo" PM: "retroativos não, porque ninguém vai ter de devolver pensões". Lindas palavras deste fraquíssimo láparo!

Pacheco Pereira: Há uma grande derrota nacional do PSD e da governação

Pacheco Pereira também ganhou no Porto, onde um genuíno social-democrata se reconhece na candidatura de Rui Moreira (desafiando a porem-lhe um processo em cima). 

Não percebe como a direcção do PSD, com a linguagem política que tem para o país, apoiou um candidato que ofereceu tudo o possível e imaginário.

Há uma grande derrota nacional do PSD e da governação, em particular nas áreas urbanas. O PSD, desde o tempo de Sócrates, acantonou-se nas autarquias e perdeu muita da dimensão nacional. 

A tentativa de purga é a linguagem que conhecem e a antecipação do congresso pode resultar numa coisa albanesa, criando condições de conflitualidade interna que não são necessariamente por boas razões. O Menezes é vingativo e a tentativa de atribuir a responsabilidade a Jorge Moreira da Silva é típica. 

Há também uma derrota da direcção do partido, dos homens de mão ligados à direcção do partido.

Seguro exige demissão de Rui Machete e ao PR que "não fique de braços cruzados"

O secretário-geral do PS, António José Seguro, exigiu este sábado a demissão do ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, e apelou ao Presidente da República para que não fique de "braços cruzados".
Numa declaração escrita enviada à Lusa, Seguro apelou a Cavaco Silva para que "não fique de braços cruzados e, em nome dos valores da República, exija ao primeiro-ministro que tire as devidas consequências deste caso".
"Como nem um [Machete] nem outro [Passos Coelho] agem com a dignidade que a ética republicana exige aos seus governantes, faço um apelo ao Presidente da República", escreveu António José Seguro.
Na sua página no Facebook, minutos depois das 00:15, o socialista considerou que as declarações do ministro dos Negócios Estrangeiros à Rádio Nacional de Angola "são de enorme gravidade".
"O ministro violou os princípios da separação de poderes e da autonomia da investigação criminal", salientou, acrescentando: "Se existisse um mínimo de dignidade, o ministro já devia ter apresentado a sua demissão. E como não o fez, o primeiro-ministro já o devia ter demitido."
O Diário de Notícias divulgou na sexta-feira que Rui Machete pediu desculpa a Angola por investigações do Ministério Público português a empresários angolanos.
Machete disse, em meados de setembro, à Rádio Nacional de Angola que as investigações não eram mais do que burocracias e formulários referentes a negócios de figuras do regime angolano em Portugal. (...)