sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Quadratura - José Magalhães - Significado das autárquicas

Domingo será quase um momento de catarse, desvendando e abrindo uma profundíssima crise política. O problema é que termos como pano de fundo as eleições mais confusas de sempre; e estranhas, as primeiras em que viu partidos apresentarem-se embuçados, por vergonha em relação ao governo, que tratam como peste. 
Foi também a primeira vez que viu um chefe partidário, que é também PM, apresentar-se em realizações partidárias fechadas acompanhado por uma quantidade formidável de forças de segurança pessoal.
As contas serão as do costume, o número de votos, de câmaras e a presidência da ANMP.

O resultado nacional tem muito interesse, porque no dia seguinte vai ser necessário continuar a discutir a vida.

Pacheco Pereira: Metidos num sarilho - a raíz da questão foi um erro do PR

As pessoas não têm a consciência do sarilho em que estamos metidos, uma tempestade perfeita. O governo está claramente a encontrar um discurso justificativo, para encontrar um bode expiatório.
A raíz da questão é um erro do PR, que devia ter convocado eleições. A "crise Portas" é o factor que desencadeia a tempestade perfeita; a partir desse momento, o que o governo considerava ter por adquirido, a credibilidade, deixou de existir. Hoje, são 2 governos, conduzindo cada um um discurso próprio.
Estamos claramente a caminho de um segundo resgate e o discurso do PM resulta de saber que existe a grande possibilidade de ele existir. 
O PR está de novo a tentar remendar o que não é remendável. Quanto mais tarde este governo cair, pior para o país e com custo mais elevado.
Os 5% de Seguro não têm importância nenhuma, mas os 4,5 de Portas têm: no mesmo dia em que falou disso, o PM fala de forma diferente.

Questiona (sobre a decisão do TC), desde quando é que a facilitação dos despedimentos é a questão central da crise que atravessamos; não se pode dizer que o nosso modelo não assenta em salários baixos e mão de obra não qualificada e ao mesmo tempo criticar o TC por pôr algumas dificuldades aos despedimentos absolutamente subjectivos.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Constança CS - Aviso da Fitch: "A meta dos 4% em 2014 é inalcançável"

A meta dos 4% em 2014 é inalcançável; o PS tinha feito ontem um exercício inteligente, de comparação na execução, que dava um valor de défice para este ano nos 6%, o que a Fitch vem confirmar. 

Mais grave é o Citibank dizer que a recessão continua para o ano, o que vai contra o discurso do PR e os sinais positivos, que só existem na cabeça do governo. 

Com as taxas de juro a 7% não se vê como regressamos aos mercados e estamos cada vez mais longe da Irlanda. Estamos a assitir ao desastre de uma ideologia e o governo não tem nada a oferecer a ninguém

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Execução orçamental - o empobrecimento que o PR aplaude

Os dados da execução orçamental continuam a revelar que é pelo IRS, pelos nossos rendimentos, que o Governo arrecada receitas. Isto significa, empobrecimento, falta de poder de compra, desemprego. 
Com o corte de 10% nas pensões e nas reformas o drama será ainda maior. Já foram muitos os "avós" que viabilizaram a compra de material escolar para os netos e também têm sido eles a suportar o regresso a casa dos filhos que ficaram desempregados. 
E o Governo não endireita as contas. Enquanto houver espaço para os despiques entre o CDS e o PSD, entre Passos Coelho e Paulo Portas, os mercados continuarão  a elevar as taxas de juro. O PR aplaude, gosta, facto que, sinceramente, não me parece equilibrado. Estará o próprio em vertigem?
Se os portugueses não aproveitarem estas eleições autárquicas para mostrarem um cartão vermelho aos candidatos do Governo e ao Governo não poderão continuar a dizer que a culpa é apenas dos políticos. O voto é uma arma poderosa. É por isso que em democracia há sempre soluções.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

TVI - Só Lunáticos achavam que ir aos mercados em 2013 era possível

Só alguns lunáticos é que achavam que íamos regressar aos mercados em 23 de Setembro. O próprio ministro que o anunciou (Vítor Gaspar) percebeu isto há muito tempo. O que ninguém esperava é que o dia fosse assinalado com os juros a 7% e a ameaça de um segundo resgate, que foi anunciada pelo PM com uma ligeireza de bradar aos céus.
Este segundo resgate é a prova do falhanço das políticas do governo e da incompetência deste governo. O que assitimos hoje já não é um governo, mas um grupo de zombies, em que cada um diz a sua coisa e as coisas mais desencontradas.
Durante 2 anos, o governo convenceu-nos de que não podíamos fazaer nada senão seguir as orientações da troika, porque senão haveria um segundo resgate; e agora estamos perante um segundo resgate.

Pergunta como é possível termos um governo que não tem discurso, nem qualquer espécie de estratégia. Estas engenharias sociais e empobrecimento do país que se tentou fazer resultou em desastre. Estamos perante um conjunto de gente profundamente incompetente e insensível, que só empobreceu o país e não se tendo resolvido o problema da competitividade.

O Governo afunda-se em contradições e afunda o país

O Presidente da República é o primeiro culpado. Sabe que este é o seu governo, mas não é o governo de que o país precisa. O país afunda-se nas disputas permanentes entre Passos Coelho e Paulo Portas, entre a ideia de resgate e a de programa cautelar, suporta o ministro Machete que não toma Memofante e se esquece das suas responsabilidades na SLN/BPN. A ministra das Finanças "Swapou-se" e défice engrossou. Tudo falhou e tudo falha. O PR acha bem. Nós achamos mal.
O novo ministro da Economia está dissonante, é mandado calar, e Nuno Crato acaba com o inglês nas escolas e,. depois, como se todos nós tivéssemos percebido mal, vem dizer que, afinal, vai ser obrigatório no 1º ciclo. Já não há paciência!