sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Quadratura - António Lobo Xavier: Discussão do Governo sobre o défice engana muitos portugueses

Não estamos num bom ambiente, de um país equilibrado e preocupado com o seu futuro, para esta discussão. ninguém que quer ser duro numa negociação diz nos jornais que quer ser duro. 
Também lhe faz impressão que se colabore na diabolização do FMI, que é o elo onde não se deve bater, sendo a entidade menos ortodoxa a assumir erros.
A discussão sobre se o défice deve ser 4 ou 4,5 ou 5 é surrealista, enganando muitos portugueses. 
Só se deve dizer que se quer mais défice apresentando uma solução para evitar o crescimento da dívida. 

Quadratura - Pacheco Pereira: O Primeiro-Ministro não é Primeiro-Ministro coisa nenhuma

A forma como isto se está a discutir é ridícula. Não acredita em nada do que nos dizem. A tradição de mentira é tão grande que não consegue discutir com base nas afirmações dos governantes.
O governo está a dar recados aos jornais, a dizer que (a negociação) está a ser muito difícil. O vice PM está a querer salvar a sua pele e precisa de um sucesso, sendo essa a única lógica e racionalidade da sua actuação. O PM não é PM coisa nenhuma, não há um governo coerente, os CM não decidem nada de relevante para a vida das pessoas.
Não sabe se é a troika que está a colocar dificuldades ou se já há um acordo (com os 4,5%) e isto é uma rábula. O que sabe é que o governo teve sempre o mesmo discurso de que era necessário controlar o défice e acredita que o PM não deixaria de ficar feliz se o vice PM tiver um mau resultado.

Os recados são sempre destinados a deixar a ideia de que o governo se não faz é porque não o deixam, está mais preocupado com o seu marketing.

"A Lista Oficial" dos "Concursos com Bilhete de Identidade"

"Os falsos concursos" introduzidos pelo governo impõem que não exista seleção final do júri para que o membro do Governo respetivo possa escolher entre os primeiros. Portanto, o júri não decide até ao fim. Tudo por medida. 
Numa lista de 40 cargos dirigentes, no Diário da República, 27 dos que ganharam já tinham sido nomeados para o cargo, 11 são novos (para já não é possível ver a filiação partidária, mas lá chegaremos) e apenas dois transitam das funções que desempenhavam antes deste governo. 
Até ao início da semana foram nomeadas cerca de 5000 pessoas. Acontece que este Governo remodelado ainda não fez publicar as suas nomeações.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Constança C Sá - PSD: 2 anos para perceber que austeridade não resulta

A posição do FMI é insustentável, não se percebendo qual a posição do seu economista-chefe. Não se percebe o discurso do FMI sobre a austeridade, aplicando o contrário do que diz.


O PSD é que só ao fim de dois anos descobriu isto, que a receita de austeridade não resulta, sugerindo-lhe que o aplique em Portugal. 

Se Marco António Costa está de acordo com o que diz o relatório do FMI, devia fazer mea culpa e vai ter que dizer que toda a política que o governo aplicou se baseou em pressupostos errados. Estes jogos florais são para brincar com as pessoas, escondendo que não têm nada na cabeça.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Augusto Santos Silva - AJSeguro tem feito uma campanha inteligente

Arranque da campanha das autárquicas - Há um partido cuja aposta é tentar convencer as pessoas de que não vai concorrer, o CDS.
Há dois partidos que têm manifestado excesso de confiança, o PSD e o PCP.

AJSeguro tem feito uma campanha inteligente: está a combater, tem trazido sempre temas de política nacional e, tendo baixado as expectativas, está a trabalhar no sentido de ver se a diferença de presidências de câmara é anulável ou não, estando em aberto a possibilidade de ter mais câmaras e mais votos que o PSD e as coligações PSD/CDS juntas. E aí já estaria a desenhar-se a vitória expressiva que precisa.

Constança Cunha e Sá - Corte nas Pensões - Uma vergonha, imoral

Bem que que tinha razão na minha declaração política de abertura do ano parlamentar - Constança considera que é uma vergonha a forma como a maioria tratou a questão na AR, de que a taxa de 10% sobre os pensionistas da FPública não tinha importância nenhuma porque só afectava 300 mil pessoas, é de pessoas que não deviam fazer política. 
O silêncio do governo, à beira do orçamento, é uma falta de respeito para com as pessoas. Esta gente não conhece minimamente a realidade do país.
O PR chamou a este convergência de pensões um imposto novo e extraordinário, o que a sê-lo tem que ser universal, dando a entender que não considera esta medida constitucional.

Não há razão nenhuma para fazer isto, é apenas a necessidade de fazer um corte. Ferreira Leite tem razão em dizer que isto é imoral.