terça-feira, 11 de junho de 2013

PSD não quer que se fale - Taxa de desemprego voltou a subir em Abril

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PSD não quer falar das questões "nacionais" nas eleições "locais", porque sabe  bem que são um somatório de erros com um efeito local tremendo. Vejamos:

     A taxa de desemprego em Portugal subiu para os 17,8% em abril, mantendo a terceira maior dos países que integram a OCDE para os quais existem dados disponíveis. No conjunto dos países da OCDE, a taxa de desemprego manteve-se nos 8%, assim como na União Europeia, onde permaneceu nos 11%. 

      Na zona euro, a taxa de desemprego subiu para os 12,2%.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

(PÚBLICO - opinião) Passos Coelho, Paulo Portas e o “day after”


Há uma inelutável crise política a envolver o drama social e a tragédia económica que o governo aprofunda todos os dias. A sua origem está na coligação, bem no seio do Executivo de Passos Coelho. Os dois partidos, desde Setembro de 2012, quando espontaneamente as pessoas saíram à rua para contestar a TSU, nunca mais restabeleceram os seus níveis de confiança e atuação solidária.
Este último "corte e não corte" das pensões, que se "faz e não faz", é uma ondulação política promovida pelo CDS, um outro episódio que o PSD aceita para disfarçar o "mal-estar" interno e proteger o exausto Vítor Gaspar. Acontece que só o governo não quer entender o que toda a gente já percebeu: o primeiro-ministro perdeu o controlo e a legislatura está por um fio. Falta apenas marcar a data das eleições, no outono ou no verão.
No fundo e no fim, os dois partidos desafiam-se num controlo de danos, não a pensar no "pós-troika", como alguém criativamente inventou, mas sim no "day after", nas posições relativas de cada um, na oportunidade de ficar perto ou longe do futuro poder. E isto é um comportamento lamentável.
O primeiro-ministro não ouve ninguém, está isolado, refém do seu ministro das Finanças, um homem atípico, sem ideologia, que erra todos os dias. Quando um governo já nem os seus ouve, quando desvaloriza a opinião do Conselho Económico e Social, as previsões da OCDE, os dados do INE, as advertências do Conselho de Finanças Públicas ou os avisos matemáticos da UTAO, é porque o futuro já não vai acontecer.
Quando o governo rasgou unilateralmente todos os contratos sociais, quando já não quer ouvir de “viva-voz” um FMI que confessa ter subestimado os efeitos da austeridade na Grécia, bem como “erros grosseiros” de avaliação na “receita” aplicada, e não tem um gesto de humildade para reconhecer que estamos pior hoje, muito pior, do que há dois anos, é porque temos um primeiro-ministro a quem falta grandeza de alma, patriotismo!
A comparação homóloga do 1º trimestre de 2013 revela que 1530 milhões de euros representam a queda do consumo e cerca de 1250 milhões de euros a quebra do investimento. No total a procura interna caiu cerca de 2780 milhões de euros.
E o mesmo exercício reportado aos últimos dois anos (entre o segundo trimestre 2012 e o primeiro de 2013) dá-nos os seguintes valores: cerca de 13.000 milhões de euros representam a queda do consumo e cerca de 9.500 milhões de euros a quebra do investimento. No total a procura interna caiu cerca de 22.500 milhões de euros. Ao mesmo tempo, o emprego recuou até aos anos de 1995, recuou 18 anos. A economia portuguesa está em debandada geral. Que mais precisaria o primeiro-ministro para mudar de rumo?
Quando o governo tem um primeiro-ministro que em delírio político invoca a sua consciência, como algo que existe e pensa estar de boa saúde, e afirma o seu, …muito orgulho no trabalho que estou a fazer…”, temos de dizer que, apesar de tudo, este pesadelo tem solução e que o primeiro-ministro ainda poderá ser útil ao país, se tiver o rasgo de dar o primeiro passo para a sua saída e a saída voluntária do seu governo, em nome do futuro e de uma nova esperança.
José Junqueiro

sábado, 8 de junho de 2013

Sond. EXP/SIC - PS vence e aproxima-se da maioria absoluta.

Com quase 37%, a pontos da maioria absoluta, o PS tem em aberto o caminho de uma confiança reforçada com a maioria dos portugueses. Com 44% dos votos essa maioria já é possível

António Seguro descola de Paulo Portas com 22,4% de notoriedade positiva. Passos Coelho e Cavao Silva ficam a negativos, -10% e -2,7%, respetivamente. É a primeira vez que um Presidente está tão distanciado do Povo.

Ministério Público e Juízes têm nota negativa e só o governo os ultrapassa com -25,8%. Os portugueses estão de acordo como PS, o governo vai por um mau caminho e em vez de se desculpar com o passado tem de governar para o futuro

TVI - Constança CS - Governo: Gaspar não acerta uma "por causa da chuva"???

MF no debate do rectificativo - Dizer que a chuva prejudicou o investimento revela desespero argumentativo; ou disse isto a sério ou brincou com o investimento e com as pessoas; se o investimento em Portugal depende da chuva, então não há “momento do investimento”, porque o governo não tem nada para apresentar.

Concorda com a auto-crítica de Gaspar) que o governo devia ter começado pela reforma do Estado, lamenta é que só agora o MF tenha percebido isto, o que não é acompanhado por qualquer consequência.
Houve deputados da maioria (Miguel Frasquilho e João Almeida) que falaram no sentido de sermos mais exigentes perante a troika, mas o MF disse que o programa de ajustamento não estava em causa; deve ser o único a achar que isto está a resultar plenamente, contra toda a realidade e as evidências, e ainda tendo pregado um raspanete aos deputados. Quem não está a servir o interesse nacional é um MF que não consegue fazer frente à troika.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Manuela Ferreira Leite - Ajustamento - não se sabe quantos terços faltarão

Os últimos números do INE são muito assustadores e não se percebe quando possa ser possível uma inversão de trajectória.
Neste momento já se nota um sacudir a água do capote pelas instituições que impuseram este ajustamento (entre FMI e CE), a tentarem dizer que não têm nada a ver com o assunto e estando perfeitamente conscientes de que a receita não está a dar resultado.
Aceita que o PM esteja convencido de que esteja a fazer bem, o problema é que todas as evidências (CES, Teodora Cardoso) dizem o mesmo e é de esperar que o governo ajuste minimamente a sua política face a algo que está errado. 
Não deseja que se peça desculpa, a única coisa que acha que deve ser ponderada é não insistir num caminho que está errado. Os portugueses foram olhados como trabalhadores e honrados sempre.
Não sabe se os 2/3 do ajustamento já estarem feitos (como disse o PM) não terá a ver com o calendário, não tendo com certeza a ver com o final dos sacrifícios, nem sabemos quantos terços faltarão.

José Junqueiro responde à deputada Niza Silva (PSD)


Não há hoje nenhum dirigente ou ex-dirigente do PSD capaz de defender o PSD ... diga um nome, um só nome, de alguém que tenha sido presidente, dirigente, governante ou figura de relevo do PSD que defenda o que os senhores estão a fazer ...