sexta-feira, 2 de março de 2012

AFINAL, SEMPRE HÁ TGV?! - ANTÓNIO COSTA RECEBE COMITÉ DAS REGIÕES -

Bruxelas recomenda emissão de obrigações para financiar TGV a 100%  - Mónica Silvares
Ao contornar as restrições orçamentais seria possível financiar um novo aeroporto, portos e plataformas logísticas. O Comité das Regiões, um dos órgãos consultivos da Comissão Europeia, vai sugerir que o projecto de alta velocidade (conhecido por TGV) seja financiado, na totalidade, por Bruxelas através da emissão de obrigações (‘project bonds'), para assegurar o desenvolvimento de um sistema de transportes integrado, independentemente dos constrangimentos orçamentais que vivem alguns Estados-membros e respectivas regiões e municípios.
A proposta integra o parecer da Comissão de Política de Coesão Territorial (COTER) do Comité das Regiões que deverá ser aprovado segunda-feira na reunião que se realiza em Lisboa.
"Para Portugal, esta sugestão significa financiamento directo da União Europeia e a eliminação dos constrangimentos orçamentais à execução do projecto", explicou o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, anfitrião da reunião anual - todos os anos um dos encontros é feito fora de Bruxelas. Ou seja, o investimento já não seria feito em parte por fundos comunitários e o restante pelo Estado português. Quando questionado sobre a viabilidade deste parecer seguir intacto até à Comissão Europeia, António Costa, num ‘briefing' aos jornalistas, lembrou que, ao nível do Comité das Regiões, "muitas vezes as posições políticas diluem-se" e o "PPE não vota em bloco, o que lhe permite votar de forma diferente do que na Comissão".
Caso os pareceres sejam aprovados e façam todo o caminho até ao Conselho Europeu, os regulamentos poderão ser aprovados em Junho. Além da aposta "em dez corredores" já definida pela Comissão Europeia, o Comité das Regiões "propõe que se clarifique e dê uma definição mais ampla" da "noção de nó urbano que integre as zonas logísticas e portuárias correspondentes".
Ou seja, o desenvolvimento do Poceirão, dos portos de Sines, Lisboa, Setúbal, Leixões e até mesmo de um novo aeroporto, esclareceu António Costa.O relatório deixa ainda uma nota de alerta para as Parcerias Público Privadas e para os riscos que existem em optar por desenvolver projectos desta forma

OPINIÃO - ENTÃO, POR QUE MOTIVO NOS MENTIRAM? (hoje, in Diário de Viseu)

A Associação Nacional de Municípios, presidida por Fernando Ruas, fez saber que está contra “esta” proposta de reorganização administrativa apresentada pelo governo. Tal como o PS, rejeita critérios matemáticos e quer que seja feita de baixo para cima, ouvindo as assembleias municipais e de freguesia. Lisboa, Covilhã ou Amadora são bons exemplos de como - sem Troika e sem Livro Verde - se iniciou e decorre com êxito uma reorganização territorial.
Ficámos a saber, pela voz do ministro das Finanças, que o desemprego subirá para 14,5%, que a recessão atingirá, pelo menos, -3,3%, e pelos organismos oficiais independentes temos a má notícia de que atingimos o mais baixo índice de confiança de sempre. O governo diz que estamos no “bom caminho” e nem quero pensar o que será para o governo o “mau caminho”!
O Presidente da República, como deve ter andado fora do país, mostrou-se surpreendido com os números do desemprego, nomeadamente entre os jovens, assinala que não pode haver mais austeridade para os “novos pobres” e mostra-se solidário para com os pensionistas que, “tal como ele”, já não ganham o suficiente para as despesas.
Manuela Ferreira Leite disse não conseguir perceber como conseguiria o governo chegar a um défice de 4,5%, acreditando mesmo que até já estaria a renegociar coma “Troika”, porque, no seu ponto de vista, isso era inevitável. Paulo Portas, ao contrário, afirma que a renegociação levaria Portugal contra a parede e Constança Cunha e Sá refere, com alguma ironia, temer que ambos tenham razão: “vamos fazer renegociação e estamos a ser levados contra a parede.
Posto isto, aqui para nós, a crise política despoletada pelo Presidente da República e o governo de iniciativa presidencial que agora temos não foi lá grande coisa!
Afinal, antes de chegarem já existia crise internacional – e enorme – dependência da evolução do contexto europeu, “patifarias” das agências de “rating”, mas não havia, no PEC IV, IVA a 23% para o gás, eletricidade ou restauração, cortes nos salários e pensões, captura dos subsídios de férias e Natal, nem juros da dívida a 13%, nem desemprego a 14,5%. Então, por que motivo nos mentiram?

quinta-feira, 1 de março de 2012

ÚLTIMA HORA - EUROSTA - DESEMPREGO EM 14,8% - O GOVERNO MENTIU!

O GOVERNO FALTOU À VERDADE - nesta terça o ministro das Finanças anunciou um desemprego máximo de 14,5% para 2012. O número é DRAMÁTICO, mas os 14,8% de janeiro divulgado HOJE  pelo o Eurostat é MAIS DO QUE TRÁGICO. É o falhanço total das políticas do governo. O PR e o 1º Ministro estão surpreendidos?

MF LEITE: "SÓ POR OBRA E GRAÇA DO ESPÍRITO SANTO É QUE O GOVERNO ATINGE OS 4,5%!

Manuela Ferreira Leite disse não conseguir perceber como conseguiria o governo chegar a um défice de 4,5%, acreditando mesmo que até já estaria a renegociar coma “Troika”, porque, no seu ponto de vista, isso era inevitável. Paulo Portas, ao contrário, afirma que a renegociação levaria Portugal contra a parede
Posto isto, aqui para nós, a crise política despoletada pelo Presidente da República e o governo de iniciativa presidencial que agora temos não foi lá grande coisa!
Afinal, antes de chegarem já existia crise internacional – e enorme – dependência da evolução do contexto europeu, “patifarias” das agências de “rating”, mas não havia, no PEC IV, IVA a 23% para o gás, eletricidade ou restauração, cortes nos salários e pensões, captura dos subsídios de férias e Natal, nem juros da dívida a 13%, nem desemprego a 14,5%. Então, por que motivo nos mentiram?

ATÉ A STANDARD & POOR ACHA QUE HÁ EXCESSO DE AUSTERIDADE

ATÉ Dow Jones Moritz Kraemer, responsável pelos ratings soberanos para a Europa, DIZ QUE O MAIOR RISCO é pressionar muito os países a implementarem austeridade e, refere ainda, "os empréstimos que o BCE esta a fazer, de longo prazo, não são a solução para a crise". PORTANTO, faria bem ao governo ouvir o PS. OS PORTUGUESES AGRADECIAM!

(JNeg online) S&P:
O maior risco para a Zona Euro é "pressionar muito" os países a implementarem austeridade. Os desafios que os periféricos enfrentam vão levar tempo a serem concertados, afirmou à agência de informação Dow Jones Moritz Kraemer, responsável pelos ratings soberanos para a Europa.
O risco real é se os pressionarem muito, afirmou durante uma conferencia, citado pela Dow Jones, um dia depois da agência de notação financeira ter anunciado um corte de rating para a Grécia, colocando a divida de Atenas num patamar de incumprimento seletivo.
O responsável salienta que há riscos de se implementarem medidas populistas em vários países europeus, já que estão agendadas eleicoes para vários Estados-membros, como Grécia (em Maio) e Itália (em 2013).
Os empréstimos que o BCE esta a fazer, de longo prazo, não são a solução para a crise, alertou o mesmo responsável. Em causa esta as linhas de financiamento a 3 anos que a autoridade monetária lançou para ajudar a banca a ultrapassar esta crise. Em Dezembro houve um, com mais de 500 banco europeus a recorrerem a esta linha, obtendo cerca de 500 milhões de euros.

ABEBE SELASSIE RENOVA E CHEFIA TROIKA: DIZ QUE CORTES E MAIS CORTES NÃO RESOLVEM!

O NOVO HOMEM FORTE DA TROIKA EM PORTUGAL é Abe Selassie, substitui Poul Thompsen e a grande novidade é a sua afirmação de que "CORTES SOBRE CORTES NÃO RESOLVEM", ou seja, como dizem ANTÓNIO SEGURO E O PS, austeridade somada a austeridade dá recessão e desemprego. AO FIM DE 8 MESES TODOS PARECEM QUERER ACORDAR!
 FMI substituiu Poul Thomsen, o chefe da missão da troika em Portugal.
DR Abebe Aemro Selassie vai ser o próximo chefe da delegação do Fundo Monetário Internacional (FMI), integrante da troika, a Portugal, em substituição de Poul Thomsen, disse uma porta-voz da instituição.
O FMI integra, com o Banco Central Europeu e a Comissão Europeia, um conjunto de instituições que está a acompanhar a execução por Portugal do programa de ajustamento económico e financeiro, contrapartida da ajuda financeira.
"Como parte de uma transição há muito planeada, as missões do FMI a Portugal vão passar a ser conduzidas por Abebe Aemro Selassie, a partir da próxima", adiantou a porta-voz do fundo.
"Para assegurar uma transição tranquila, Selassie integra a atual terceira missão de acompanhamento, que é liderada por Hossein Samiei", acrescentou.
Quanto a Poul Thomsen, que tem sido o líder das equipas do FMI, é adiantado que continuará a ter responsabilidades de acompanhamento de Portugal no Departamento Europeu do fundo, tendo participado na atual missão a Portugal, e que vai continuar a liderar as missões do FMI à Grécia. Abebe Aemro Selassie é diretor adjunto do Departamento Africano do FMI