quarta-feira, 7 de março de 2012

PETIÇÃO QUE PEDE DEMISSÃO DE CAVACO SILVA ENTREGUE HOJE NO PARLAMENTO

"A petição 'online' que pede a demissão do Presidente da República e recolheu mais de 40 mil assinaturas vai ser entregue hoje no Parlamento. Segundo o primeiro subscritor, a entrega será feita num ato "ordeiro e cívico".
Segundo o primeiro subscritor da petição "Pedido de demissão do Presidente da República", Nuno Luís Marreiros, a entrega nos serviços da Assembleia da República será feita às 10:00, num "ato ordeiro, cívico de entrega de um documento coletivo de cidadãos", que contará com a presença de membros do grupo entretanto criado "Iniciativa Democrática".
Entretanto, já depois de Nuno Luís Marreiros ter lançado a petição ‘online', foi criado "um grupo para congregar todos os cidadãos que se reviram nesta iniciativa que estão dispostos a desenvolver outras a muito breve trecho".
Desta forma, refere o primeiro subscritor da petição ‘online', surgiu na rede social Facebook o grupo Iniciativa Democrática e, depois, da maioria dos cidadãos presentes neste grupo ter manifestado vontade de figurar como apresentantes da petição, foi decidido que a mesma será entregue como petição coletiva.
No texto da petição, são recordadas as declarações do chefe de Estado em janeiro, quando Cavaco Silva foi questionado pelos jornalistas sobre o facto de poder receber subsídio de férias e de Natal pelo Banco de Portugal, tendo explicado que, "tudo somado" - o que vai receber do Fundo de Pensões do Banco de Portugal e da Caixa Geral de Aposentações - "quase de certeza que não vai chegar para pagar" as despesas, recordando que não recebe "vencimento como Presidente da República".
"Estas declarações estão a inundar de estupefação e incredulidade uma população que viu o mesmo Presidente promulgar um Orçamento do Estado que elimina o 13.º e 14.º meses para os reformados com rendimento mensal de 600 euros", lê-se no texto da petição.
Posteriormente, numa declaração escrita enviada à Lusa, o chefe de Estado esclareceu que com as declarações que proferiu sobre as suas pensões, apenas quis ilustrar que acompanha a situação dos portugueses que atravessam dificuldades, não tendo sido seu propósito eximir-se dos sacrifícios." SAPO -LUSA

PRIVATIZAÇÕES - FALTA DE TRANSPARÊNCIA- VICE-PRESIDENTE DA "ASSOCIAÇÃO TRANSPARÊNCIA E INTEGRIDADE", ACUSA

Paulo Morais diz que há falta de transparência nas privatizações" Renegociação das PPPs teria evitado cortes de salários"
O vice-presidente da Associação Transparência e Integridade, Paulo Morais, alerta para a falta de transparência do processo de privatizações em curso. Em entrevista ao programa “Terça à Noite” da Renascença, lembra que a ausência de fiscalização pode potenciar fenómenos de corrupção.“As privatizações, até hoje, têm sido eivadas de uma opacidade quase absoluta. Até hoje houve três privatizações: o BPN foi a vergonha que se viu na nacionalização e agora também na privatização, a alienação do capital da EDP foi um processo completamente opaco, ninguém sabe exactamente o que se passou na transferência do capital que pertencia ao Estado português e que hoje pertence ao Estado chinês, e a própria REN é um processo que está por esclarecer”, adverte o antigo vice-presidente da Câmara do Porto.
Paulo Morais considera que a comissão parlamentar de acompanhamento do processo de privatizações está “ferida de morte”, porque todos os seus membros representam interesses, nomeadamente na privatização da EDP.
“Basta lembrar que nesta comissão o vice-presidente é o deputado Miguel Frasquilho, que pertence ao grupo bancário BES que assessorou os chineses na aquisição. Depois, o advogado Mesquita Nunes, do CDS, pertence ao escritório de advogados que acompanhou a EDP e o Governo neste processo de privatização. O deputado Pedro Pinto é consultor de duas empresas que dependem absolutamente da EDP.”
O vice-presidente da Associação Transparência e Integridade diz que resta saber se esses deputados quando estão na comissão parlamentar “representam o povo que os elegeu ou os diversos actores, bancos consultores, EDP, advogados, que lhes pagam”.
“Contratados como consultores porque são deputados”
Nesta entrevista à Renascença, Paulo Morais sustenta que o Parlamento é dominado por interesses de grandes escritórios de advogados.
“Estas pessoas são contratadas pelos escritórios de advogados, são contratadas como consultores porque são deputados”, acusa o professor universitário.
“Passa-se um pouco a ideia de que são grandes profissionais, com grandes competências, que vão para o Parlamento, mas não é nada disso”, sublinha, “são jovens que vêm da JSD, da JS, da Juventude Centrista e que, uma vez instalados no Parlamento, são capturados pelos escritórios de advogados e passam a trabalhar nesses escritórios de advogados por estarem na política”.
Renegociação das PPP "teria evitado os cortes nos salários"
Na opinião do vice-presidente da Associação Transparência e Integridade, “não há razão nenhuma” para que ainda não se saiba o valor dos compromissos das parceria público-privadas (PPP) e não terem sido renegociados os diversos contractos.
“O Governo já não tem, ao fim destes meses todos, desculpa para não pegar neste dossier”, salienta.
Paulo Morais, nesta entrevista à Renascença, diz que a renegociação atempada das PPP teria evitado os cortes nos salários da função pública, entre outras medidas de austeridade

GOVERNO: É ESTE O "BOM" CAMINHO? MAKRO QUER RESCINDIR COM TODOS OS 1500 TRABALHADORES.

O GOVERNO ACHA BEM? OS 1500 TRABALHADORES da MAKRO CONVIDADOS a DESPEDIREM-SE, por mútuo acordo, quase como quem diz: contentes! Todos têm de rescindir, mas algumas rescisões não serão aceites ou seja: a empresa faz um SANEAMENTO SELETIVO dos trabalhadores que entender. CLARO QUE O GOVERNO ACHA SEMPRE BEM: desde que seja "FECHAR OU DESPEDIR".

Mariana Adam
"Foram 1.500 os funcionários da Makro Portugal que ontem receberam uma proposta de rescisão de contrato, confirmou ao Económico o director de comunicação da empresa.
"Enviamos para todos os trabalhadores uma proposta para quem quiser rescindir voluntariamente e por mútuo acordo" o contrato laboral com a Makro, "ou reduzi-los parcialmente para part-time", disse António Pinheiro.
Embora o plano de rescisões englobe todos os colaboradores efectivos das suas 11 lojas em Portugal, a Makro não pretende sair de país. "Foi dada a oportunidade a todas as pessoas, mas depois reservamo-nos o direito de não aceitar a rescisão de algumas pessoas", acrescentou a mesma fonte.
Este plano de rescisões arrancou ontem e deverá estar encerrado dentro de um mês, acrescentou a mesma fonte, recusando-se porém a adiantar qual o valor oferecido aos trabalhadores para negociar a rescisão, alegando que se tratam de processos individuais. Embora o Económico tenha apurado que em alguns casos a empresa está a propor 1,5 salários por cada ano de trabalho.
O director de comunicação da empresa de retalho recusa-se também a falar no encerramento de lojas ou em despedimento colectivo. "Neste momento não há passo seguinte. Neste momento o plano é este e dentro de um mês logo se verá".
António Pinheiro diz que se trata de um "processo de optimização de recursos" com o objectivo de "manter a empresa competitiva". A intenção é também "elevar os níveis de produtividade", nomeadamente para os padrões internacionais da empresa, explica.
"A Makro Portugal necessita racionalizar e reduzir o número de efectivos da sua força laboral. Custos mais baixos e maior eficiência operacional são essências para garantir a competitividade necessária no mercado actual", acrescenta.
Recorde-se que já em 2009 a Makro Portugal avançou com um processo de reestruturação que culminou com o despedimento colectivo de quase 100 pessoas."

terça-feira, 6 de março de 2012

LISBOA É A CAPITAL DAS CASAS MILIONÁRIAS - A CRISE NÃO É PARA TODOS

  Eduardo Melo e Elisabete Soares

O Algarve já não é a zona mais procurada por portugueses e estrangeiros para a compra de casas milionárias, sobretudo como negócio financeiro. Os bairros mais centrais de Lisboa e os arredores da capital, como Estoril e Cascais, ganham pontos ao destino turístico de beleição em Portugal.
"Temos duas realidades: os bairros ‘premium' do Chiado, Príncipe Real, são os mais desejados. Depois surge Estoril e Cascais. Os bairros mais desejados, como têm mais procura, são também locais onde os preços mais resistem à descida", explica o director-geral da Sotheby's em Portugal, Tiago Queiroga. Pelas suas contas, o preço de venda efectivo ronda os cinco mil euros por metro quadrado. "Os preços iniciais são mais altos, mas os preços de fecho do negócio rondam esses valores, após a sua correcção", considera Tiago Queiroga. A diferença será de 10% e sobe para 20% nos arredores de Lisboa, em zonas distantes dos bairros nobres da capital.
Nos últimos cinco anos, Tiago Queiroga reconhece que os bairros do Chiado e do Príncipe Real estão na moda. "Tudo o que se coloca para venda é facilmente comercializado", explica Tiago Queiroga. Nessa óptica, o especialista diz que há os chamados bairros vendedores (onde se vêem muitas placas nos imóveis a dizer ‘vende-se') e os bairros compradores (como Campo de Ourique). "Neste bairro, toda a casa que se coloque à venda é logo comercializada", conta.
Internet e placas para vendaAs mediadoras usam a Internet, placas nos imóveis e revistas como meios privilegiados para angariar clientes, sendo os dois primeiros os que produzem mais efeitos junto dos clientes. Para a Sotheby's, os clientes nacionais e estrangeiros repartem-se, mas depois há zonas do país em que o seu peso se altera. Por exemplo, no Algarve, os seus clientes são quase 100% estrangeiros, enquanto no centro de Lisboa a repartição é de 30% de estrangeiros e os restantes nacionais; Estoril e Cascais deve ser 50/50, estima Tiago Queiroga.
Ao contrário das outras agências, que trabalham com o "cliente de massas, no nosso caso os clientes têm mais do que uma casa. Além do factor emocional da compra da nova casa (há que gostar da arquitectura do edifício, da qualidade dos materiais, dos quartos, do jardim, da piscina, etc.), o cliente da Sotheby's olha para o factor racional e de investimento", nota Tiago Queiroga.
Numa fase em que o crédito bancário praticamente não existe, há muitos proprietários a vender e a componente racional e lógica tem um peso crescente. "Estas pessoas compram na óptica da valorização do activo", confere Tiago Queiroga.
O gestor identifica um crescente conhecimento do cliente, que faz mais pesquisa dos preços das casas, compara esses preços, compara as características dos imóveis, rateio dos preços, é um negócio financeiro.
Brasileiros e ingleses em Lisboa
Em Lisboa, entre os clientes estrangeiros predominam brasileiros, ingleses, franceses, belgas e alemães. Na Costa do Estoril, além destas nacionalidades, Tiago Queiroga acrescenta angolanos e russos e, no Algarve, acrescem holandeses e suecos, que se juntam às restantes nacionalidades.
Em Portugal, estrangeiros e nacionais têm muitos milhares de imóveis à escolha. Só a Sotheby's tem cerca de 2.300 imóveis para venda, estimando que o seu valor ultrapasse 2,7 mil milhões de euros. "Em 2011, o preço médio de venda foi de 750 mil euros", revela Tiago Queiroga. A faixa entre 500 mil e um milhão de euros é a que tem mais peso nas suas operações. Mas Queiroga vende imóveis até três milhões de euros. Imóveis pouco comuns estão a ser comercializados pela mediadora internacional, como uma aldeia no Alentejo, uma ilha no rio Tejo e um castelo em Milfontes, por 4,5 milhões de euros.

COMO HENRICARTOON VÊ A CRISE NO GOVERNO

TVI - NESTE MOMENTO SÓ FALTA TIRAR O PASTEL AO MINISTRO

Comentario Constanca Cunha e Sa à noticia do dia (TVI24):
Neste momento, so falta tirar o pastel de nata ao ME; temos um super-ministério (problema que vem do principio, por teimosia do PM) tutelado por um mini-ministro, a quem vao sendo retiradas competencias com invulgar regularidade; é obviamente um ministro a prazo, sem peso politico e debilitado, numa pasta fundamental e quando temos um ano de 2012 com aumento de recessao, desemprego e com problema das exportacoes.

Entidades patronais tem razao em defender que verbas comunitarias devem ficar com a Economia, sendo preocupante que 8 meses depois de entrar em funcoes o governo ainda esteja a discutir com quem devem ficar as verbas do QREN. .Alvaro Santos Pereira, depois de ter perdido esta guerra, dificilmente tem condicoes para continuar no governo.