Ainda bem. Se não vê, então não existe. Até porque é "professor de Direito e deve confiar na Justiça", justificou. Por acaso eu não sou, mas também confio, mas sem que a profissão me obrigue.
No entanto, como não ando distraído, apercebi-me das "coincidências no tempo"das decisões do juiz com o Congresso do PS, a Convenção e a entrevista de A. Costa à TVI. Enquanto o SG do PS respondia às perguntas, no rodapé passava mensagem: "Armando Vara detido". Mas apenas se trata disso, coincidências. As opiniões de Marcelo estão acima de qualquer suspeita!
“Estamos longe de
uma acusação densificada”, acredita Marcelo Rebelo de Sousa, que rejeita a
ideia de que o timing da detenção de Armando Vara alguma coisa tenha a ver com
a agenda do PS.
Marcelo Rebelo de Sousa olhou, no seu
comentário semanal, para o percurso de Armando Vara, que esta semana ficou em
prisão domiciliária após ter sido constituído arguido na Operação Marquês.
“Teve
uma carreira muito rápida” olhando para o seu percurso de deputado e governante
e a sua passagem pela Caixa Geral de Depósitos e pelo BCP, “do qual saiu por
causa de processos como o Face Oculta”, notou o comentador, no ‘Jornal das 8’
da TVI.
Além disso, acrescentou, “tem um histórico
que o coloca no cruzamento entre a política partidária, o mundo da finança e
uma intervenção muito grande na vida económica. Não pode estar mais no centro”.
Não é de estranhar, portanto, que se
formulem “juízos de opinião pública críticos” em relação a ele, não tivesse
Armando Vara sido um “interventor muito partidário no mundo financeiro e económico”.
A justiça está, agora, encarregada de
“provar que, enquanto administrador da CGD, o arguido favoreceu pessoas em
troca de financiamento”. Mas mais difícil do que isso é, na opinião do antigo
líder do PSD, “provar a sua ligação a José Sócrates”. E a “sensação” que
Marcelo tem é que “estamos longe de uma acusação densificada”.
Ainda neste âmbito, o comentador revelou
que recebeu vários telefonemas de amigos socialistas a estranhar o timing da
detenção de Vara, já que, pela mesma hora, António Costa era entrevistado na
TVI. Contudo, esta é uma ideia que Marcelo Rebelo de Sousa rejeita.
“Eu acredito na justiça. Como professor de
direito que sou, parto do princípio que os magistrados não têm uma agenda
política. Não estou a ver o juiz Carlos Alexandre a querer fazer campanha
política contra Sócrates e o PS”, clarificou.
Sem comentários:
Enviar um comentário