quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

A portuguesa Marina Cortês ganhou o Prémio Buchalter de Cosmologia.

A distinção foi co-atribuída à cientista portuguesa e ao físico teórico Lee Smolin, do Instituto Perimeter, do Canadá.
Esta é a primeira edição do prémio e os dois investigadores mereceram-no pela «notável abordagem que visa reintroduzir o fluxo irreversível do tempo nas fundações da física», justifica o juri do galardão.
Os dois cientistas escreveram em conjunto um artigo intitulado O Universo enquanto processo de eventos únicos. O trabalho foi publicado em outubro de 2014 no Physical Review D.
Marina Cortês deu uma entrevista ao jornal Público em dezembro onde explica que o seu artigo procura ajudar a responder à questão de porque é que o tempo está sempre a avançar e nunca recua e porque é que o passado é sempre diferente do futuro. «A física é a única ciência em que todas as leis funcionam tanto para a frente como para trás, porque as nossas equações não incluem a direção do tempo», defende a investigadora.
Os dois premiados escrevem no seu artigo que o espaço-tempo como o conhecemos atualmente através da teoria da relatividade não é um componente fundamental,base do Universo. O espaço-tempo pode ser dividido em elementos mais pequenos, apelidados de eventos.Estes elementos fundamentais do Universo, ao se juntarem, dão origem ao espaço-tempo.

O primeiro lugar neste prémio valeu uma compensação monetária de dez mil dólares. O prémio será atribuído anualmente, divivido em três escalões.

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