sexta-feira, 4 de outubro de 2013

SAÚDE: A herança PS de que o Governo não fala, mas inaugura: SUB de Moimenta da Beira

José Eduardo, Presidente da Câmara
O governo do PS criou o SUB (Serviço de Urgência Básica) de Moimenta da Beira. Um trabalho árduo desenvolvido pelo atual presidente da câmara de Moimenta da Beira e dos deputados socialistas de Viseu. Foi uma grande conquista para a região. Instalado provisoriamente num complexo de contentores tem agora instalações definitivas. Esta é uma das muitas heranças socialistas de que o atual Governo não fala, mas inaugura.
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"O secretário de estado adjunto do ministro da Saúde, Fernando Leal da Costa, inaugura hoje, quinta-feira, 3 de Outubro, às 14h45, o edifício do Serviço de Urgência Básica (SUB) de Moimenta da Beira, com descerramento de placa alusiva ao acto.
O Serviço de Urgência Básica de Moimenta da Beira, um dos cinco que existem no distrito de
Viseu, está a funcionar em pleno desde o dia 24 de Abril num novo e moderno edifício, três anos e cinco meses depois de se ter mantido provisoriamente em serviço num contentor.
O SUB assegura o atendimento 24 horas por dia, com dois médicos e dois enfermeiros em permanência, bem como serviços de radiologia e análises clínicas. E cobre a área geográfica de cinco concelhos: Moimenta da Beira, Tabuaço, Sernancelhe, Penedono e S. João da Pesqueira que, em conjunto, representam uma população aproximada de 35 mil pessoas."

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Mota Andrade - Propostas do PS, hoje, na AR - IVA, IMI, IRC, defesa fiscal dos idosos

Síntese - O PS defende: 1ºa redução do IVA de 23% para 13% (no último ano perderam-se 100 mil postos de trabalho); 2º - atualizar o valor do IMI pago pelos cidadãos à desvalorização dos imóveis verificada no mercado; 3º - redução do IRC para 12,5% nos primeiros 12.500 euros de lucros obtidos por micro, PMEs. Apresenta ainda um PR destinado a recomendar ao Governo que não adie o apoio aos idosos que se encontram com dificuldades em pagar a renda, na sequência dos aumentos determinados pela nova lei.
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O PS domina hoje o debate na Assembleia da República com a apresentação de propostas para baixar o IVA na restauração, o valor do IMI, e do IRC no que diz respeito às empresas de menores dimensões.
Além de três projetos de lei em matéria fiscal, os socialistas vão usar o agendamento potestativo para a apresentação de um projeto de resolução destinado a recomendar ao Governo que ponha em prática a ajuda aos idosos em dificuldades para pagar a renda, na sequência da nova lei.
No âmbito da restauração, o PS defende a redução do IVA de 23 por cento para 13 por cento. “Ao ter passado para 23% provocou um conjunto enorme de falências de pequenas empresas na área, o disparar do desemprego”, disse à agência Lusa o deputado socialista Mota Andrade.
“Estimamos - por números que foram publicados em estudos - que entre 2012 e 2013 haja o encerramento de cerca de 40.000 empresas e a perda de cerca de 100.000 postos de trabalho”, referiu, acrescentando que, além dos dramas pessoais, são muito elevados os encargos que o Estado tem de suportar com subsídios de desemprego.
O PS quer também atualizar o valor do IMI pago pelos cidadãos à desvalorização dos imóveis verificada no mercado.
Num outro projeto de lei, propõe a redução do IRC para 12,5% nos primeiros 12.500 euros de lucros obtidos por micro, pequenas e médias empresas.
O impacto das medidas no orçamento seria nulo, segundo Mota Andrade, que recordou algumas das propostas socialistas chumbadas pela maioria.
“Lembro aos portugueses que o Governo chumbou o fim das isenções de IMI para os fundos imobiliários, que foi uma proposta do PS, e que só aí poderia garantir uma receita de 200 milhões de euros”, declarou.
O partido vai também apresentar um projeto de resolução destinado a recomendar ao Governo que não adie o apoio aos idosos que se encontram com dificuldades em pagar a renda, na sequência dos aumentos determinados pela nova lei

Os comentários tardios do PR sobre os comentadores e alguns políticos

O PR criticou comentadores e alguns políticos por "afirmações perigosas" sobre a dívida pública. O antigo defensor das agências de rating, na era Sócrates, acordou agora para a contenção que o momento exige, mas o exemplo veio de cima. 

Em primeiro lugar, do próprio Passos Coelho, como muito bem lembrou a Marcelo a jornalista Judite de Sousa, porque foi o PM o primeiro a falar na iminência de um segundo resgate. 

Em segundo, do próprio PR, porque foi ele, em 9 de março de 2011, durante o seu discurso de tomada de posse, que afundou um governo PS, eleito há pouco mais de um ano, sem cuidar de pensar que iria afundar o país. Não se dirigiu ao futuro. Apenas libertou vingança sobre o passado e, na altura, sobre aquele presente.

Nesse momento, como nos lembramos, havia limites para os sacrifícios, coisa que agora, para o mesmo PR, não tem importância nenhuma, porque se tivesse teria evitado dar posse a um governo remodelado que nos oferece mais do mesmo desastre.

Constança C Sá - Se podemos morrer é porque o PM considera que não é por culpa das políticas dele, mas do TC.

Declarações de Passos Coelho - Passos Coelho diz que está tudo fantástico e que as negociações com a troika estão a correr lindamente. Ficámos a saber que os 4,5% aparentemente foram à vida. 

Sobre um tema de conversa com a troika, de que o PS é um partido radical igual ao BE, pergunta-se se alguém vê AJS como um perigoso radical do Bloco e se é Passos que diz isto à troika ou a troika que o diz a ele. É esta turba que depois quer negociar com o PS. Depois não se pode pedir ao PS que entre em enetendimento com esta gente.

Não vê as negociações a correrem bem, vê as agências a ameaçar baixar o rating, e aparentemente estes problemas não existem para o PM. Não estamos na "praia" (onde podemos morrer), estamos é metidos num buraco. E se podemos morrer é porque o PM considera que não é por culpa das políticas dele mas do TC.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Artur Santos Silva - António Seguro: um líder que ganha eleições e a vitória de Rui Rio.

Resultados das autárquicasDeixa sequelas no PSD, porque um dos vencedores da noite é Rui Rio, mas farão sentir-se não no curto prazo mas no médio prazo. 
Enfraquece as condições políticas do governo, na dimensão de leitura nacional, mostrando quão errada foi a decisão do PR de não convocar eleições legislativas para o mesmo dia das autárquicas. Nenhum dos 3 partidos que subscreveram o memorando tem hoje condições para uma maioria absoluta e o país precisa de um entendimento; mas esse entendimento não pode ser protagonizado por Passos Coelho.
Houve uma vitória expressiva de AJSeguro, não vendo nenhum critério pelo qual possa ser negada: teve mais votos que a direita junta, mais presidências de câmara; perdeu terreno em relação ao PCP no Alentejo e no distrito de Setúbal, mas recuperou muito no terreno do PSD (urbano e suburbano, interior rural e regiões autónomas); tem 3 dos maiores concelhos e 12 dos 24 com mais habitantes. Perdeu várias capitais de distrito e recuperou outras, e a derrota no Porto é muito severa, mas nada disso retira o contorno nacional e a importância política da vitória do PS e do seu SG.
Há uma complexidade: o resultado de António Costa em Lisboa é absolutamente esmagador e teve um significado nacional, quer do ponto de vista local, quer do ponto de vista do significado nacional. A dimensão da sua vitória e o que representou de transversal, de capacidade de penetrar em outros eleitorados, aumenta a sua capacidade para ser parte de uma solução que permita robustecer a posição portuguesa, ou durante a programa cautelar ou na eventualidade de um segundo resgate.
Significa aumentar um pecúlio que ele já tinha, mas não de ruptura. E a vitória de AJSeguro  é uma viragem, sendo finalmente um líder que ganha eleições, passando a ser visto como potencial vencedor das próximas eleições (europeias e legislativas), o que é uma mudança qualitativa.
Houve város escoadores para o voto de protesto: o PCP, os independentes (também como voto de protesto de escolhas que pareceram ofensivas aos olhos dos eleitores ou de correcção de escolhas erradas das estruturas locais dos partidos - como é exemplo Matosinhos para o PS, ou Sintra e Portalegre para o PSD). A votação do PS significou outra coisa, que faz valer mais uma vez a sua capacidade e flexibilidade que resulta da sua posição central no sistema político português.
O BE é um dos maiores derrotados, sobretudo sujeitando o seu co-líder a uma eleição em Lisboa que falhou. Tem grande matéria para reflexão e tem um problema com o seu eleitorado, que não é o mesmo do PCP.
O CDS continua a ser um partido que vale muito pouco do ponto de vista autárquico. Melhorou relativamente e os conhecidos dotes criativos e representacionais do seu líder conseguiram transformar essa pequena melhoria numa grande vitória

terça-feira, 1 de outubro de 2013

PS ganhou maioria de câmaras, a ANMP e a ANAFRE

Marcelo e Marques Mendes devem ter gostado da vitória autárquica do PS. Um dizia que vitória era o PS ter, pelo menos, mais 15 câmaras e outro, Marques Mendes, não fazia a coisa por menos de 20.  Ironizando, a vontade dos dois, somada, atingia 35. O PS teve muito mais do que isso e até ganhou a presidência da ANMP e a presidência da ANAFRE. 
Já voltei a ouvir os dois. Concordam que foi a maior derrota autárquica do PSD e Marcelo diz mesmo que Passos Coelho foi "esmagado", segundo os seus próprios critérios. Mas, mesmo assim, ficam-se à volta dos votos dizendo que o PSD perdeu por poucos e que o PS deveria reter ganho por mais. Por este andar, na próxima, devem anunciar o voto favorável no PS.