terça-feira, 2 de julho de 2013

(Expresso) Nicolau Santos - Maria Luís Albuquerque é uma solução suicidária

A carta de VG é interessante, não sendo normal que pessoas que deixam funções deixarem cartas para serem divulgadas. VG assume que falhou mas em nenhum ponto diz que a política falhou. Reconhece que não tem credibilidade para fazer uma mudança. Faz claramente uma acusação ao governo em matéria de coesão, faz uma acusação ao PM em termos de liderança e deu a ideia de que tem dificuldades em governar com os contrapesos de uma sociedade democrática.
PM faz opção por Maria Luís Albuquerque porque não tem outra solução. É uma solução de recurso, encontrada dentro do próprio governo. É claramente suicidária, porque não tem peso específico, não tem autoridade para se impor aos seus pares e está envolvida nesta questão dos swap.
Maria Luís Albuquerque deu a ideia de que no briefing não fazia a mínima ideia de que seria MF, o que é extraordinário para um cargo desta importância. Paulo Macedo era uma solução melhor mas fez um trabalho na Saúde que mereceu reconhecimento.
Temos aqui um problema: Portas, que é agora o número dois do governo, tem andado a pedir uma alteração de política e não parece que Maria Luís Albuquerque a vá fazer.

SIC - Miguel S Tavares - A carta de V Gaspar é a admissão de uma derrota total

Foi apanhado de surpresa. A demissão de V Gaspar  foi a primeira boa notícia na frente financeira nos últimos 2 anos; V Gaspar perdeu 2 anos a tentar resolver o problema pela receita, sufocando a economia. A carta é uma admissão de derrota total.
Surpreende a escolha de Maria Luís Albuquerque, aparecendo promovida quando parecia que ia perder o lugar, estando num aposição política insustentável. Acha que Paulo Macedo não aceitou o convite.
Não fica bem à nova ministra dizer que foi o anterior governo que criou o problema, havendo membros do governo (e ela própria) que estiveram na negociação dos swap. É vestranho que o governo não tenha feito nada nestes 2 anos.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Desemprego - menos 0,2% em Maio, mas mais 2,1% que no homólogo


A taxa de desemprego em Portugal situou-se, em maio, nos 17,6%, ligeiramente abaixo do máximo de 17,8% registado abril, mas acima dos 15,5% registados um ano antes, segundo dados hoje divulgados pelo Eurosta. 
Apesar de a taxa de desemprego em Portugal ter registado uma ligeira descida em termos mensais, continua a ser a terceira mais elevada entre os Estados-membros da União Europeia, apenas atrás de Espanha, com uma taxa de 26,9%, e da Grécia, com uma taxa de 26,8% (dados de março).

António Seguro quer um IMI mais reduzido - e quer a esquerda e a direita a votar SIM

O secretário geral do PS, António José Seguro, exortou os restantes partidos da esquerda e a direita a aprovarem a proposta socialista para baixar Imposto Municipal Sobre Imóveis (IMI).
Seguro lançou o apelo, em Bragança, “a todas a forças políticas da esquerda e da direita para que possam apoiar” a proposta que o PS promete apresentar “muito brevemente na Assembleia da República”.
No jantar de apresentação do candidato do PS à Câmara de Bragança, Júlio Meirinhos, o líder socialista insistiu no anúncio que já tinha feito durante o dia, em Belmonte, sobre a proposta para que o Estado faça a atualização dos valores das casas para baixar o IMI.
A revisão do valor dos imóveis, de acordo com os valores de mercado, iria diminuir o imposto e "melhorar um pouco que seja a vida dos portugueses", salientou António José Seguro, acrescentando que esta proposta surge no seguimento de outras apresentadas pelo PS na Assembleia da República.
Em Bragança, o secretário geral do PS lembrou que foi um Governo PS, o de José Sócrates, que levou a autoestrada àquela que era a única região do país sem um quilómetro de rodovia com estas características.
O candidato socialista à autarquia local, liderada há 16 anos pelo PSD, defendeu que é agora “necessário lutar pela continuidade da autoestrada até Espanha”.
Júlio Meirinho propõe-se fazer uma “mudança tranquila” em Bragança e “transformar a interioridade numa vantagem, de tal modo que dentro de algum tempo as cidades do litoral tenham inveja da natureza, paz, condições e qualidade de vida e produtos de qualidade”.

O candidato, que trocou as habituais sedes de campanha por duas carrinhas que se deslocam às localidades do concelho, juntou hoje mais de mil pessoas num jantar oferecido a todos que compareceram no castelo de Bragança.

PSD - Marcelo e Marques Mendes - "Toca a reunir"

Marcelo e Marques Mendes parecem ter iniciado uma nova música para os seus comentários. Tudo no sentido de, tal com o PR, desculpabilizarem o governo e o próprio PR. 
Desde a "irrelevância" de um défice de 10,6%, passando pela entrevista de Teixeira dos Santos a clarificar que Vítor Gaspar sabia, desde o início, dos contratos "swap", até ao elogio das intervenções estiolantes do PR, tudo se transformou em números de trapézio. Portanto, "toca a reunir"A coisa deve estar mesmo mal, bem pior do que já sabemos!

RTP - José Sócrates - Execução orçamental - O PR foi longe demais

O governo cometeu um erro ao pretender desvalorizar um número (défice no primeiro trimestre) alarmante, uma operação que não conduzirá a bom porto. O dever de um responsável governativo é respeitar as decisões das autoridades estatísticas independentes (mesmo quando discordou no passado, sempre respeitou e nunca fez comentário). 
O PR foi longe demais nas suas declarações, ao dizer que devemos desvalorizar os números do 1º trimestre (certamente não o fez na condição d economista) e ao dizer que não concordava coma inclusão do Banif no défice; passou da cooperação institucional para a protecção institucional.
Encontramos agora a verdadeira razão para o governo não querer pagar os subsídios em Junho: porque o desvio orçamental no segundo trimestre seria visível; foi por uma razão eleitoral (autárquicas).
Isto somado ao facto de ainda não ter explicado bem os resultados da aplicação da Constituição (medidas alternativas às chumbadas), o governo tem um problema muito sério na frente orçamental.

Compreende que o governo, para desviar as atenções do primeiro trimestre, fale nos resultados de Maio, mas mesmo aqui os resultados em contabilidade pública são piores que no ano passado.