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terça-feira, 24 de junho de 2014

José Junqueiro (fotos) Desfile das Cavalhadas de Vildemoinhos

As Cavalhadas de Vildemoinhos, 2014, saíram com chuva, facto que prejudicou o brilho habitual, mas não desencorajou ninguém. 

Como sempre, o desfile mostrou o trabalho e o engenho de centenas de pessoas, de amigos e as muitas famílias que mantêm em pé esta secular manifestação cultural. 

Parabéns a todos, sobretudo os que enfrentaram a chuva em condições tão difíceis. 

Até 2015!








Saem hoje à rua as Cavalhadas de Vildemoinhos


Hoje assistirei ao secular desfile das Cavalhadas de Vildemoinhos que juntarão dezenas de milhares de pessoas. Segue nota histórica sobre o evento cultural de maior relevo na região.

Nota histórica:
(...) “Logo na tarde do dia 23 de junho concorre muito povo de Viseu e pontos mais distantes, que enche litteralmente o grande terreiro da capellinha, onde se queima bastante fogo preso e solto e se forma um grande arraial com muitos descantes e danças caracteristicas, tocando varias philarmonicas, etc.
Todo aquelle immenso povo ali passa a noite em folguedo e no dia seguinte, ao nascer do sol, rompe e se organiza a histórica e legendaria cavalhada.
Na frente vae o mordomo da funcção, que é quasi sempre um moleiro, montado em um soberbo 
"Na frente vae o mordomo da funcção ... "
cavallo e vestido de casaca preta e chapéu armado com plumas, levando de um lado o seu Alferes da Bandeira com o pendão do Baptista – e do outro dois membros da mesa da irmandade de S. João, todos os 4 com os rostos descobertos e montados em bons ginetes. Segue-se depois a cavalhada, por vezes em numero de 100 cavalleiros, todos mascarados e vestidos de modo mais caprichoso e exotico, parodiando os trages de todas as epochas?!...”(...)
(...)” A dicta cavalhada hoje é única em toda esta província e em todo o nosso paiz talvez. Deixa a perder de vista qualquer das scenas mais espectaculares das festas de S. João em Braga – e a velha e luzida cavalgata da câmara de Villa Real de Trás-o-Montes na manhã de S. João também
.” (...)
“Portugal Antigo e Moderno, Diccionario...” de Augusto Soares de Azevedo Barbosa de Pinho Leal, continuado por Pedro Augusto Ferreira. Lisboa, Livraria Editora de Tavares Cardoso & Irmão, 5 - Largo de Camões – 6, 1890

segunda-feira, 16 de junho de 2014

José Junqueiro - Nas Cavalhadas de Teivas

Durante a manhã assisti e fotografei as Cavalhadas de Teivas. O evento cultural tem melhorado todos os anos e envolve  toda a comunidade num trabalho imenso ... "os participantes têm como missão a criação dos seus trajes, vestidos, adereços e a decoração dos chapéus, bem como os ensaios da Dança da Morgadinha, que no dia é tocada, cantada e dançada durante as largas horas em que o cortejo da Cavalhada percorre as ruas e avenidas, tanto de Teivas como de Viseu." Parabéns à Organização.

"Pelos registos históricos, as seculares Cavalhadas de Teivas, surgiram no longínquo ano de 1653, levando à freguesia o colorido a alegria e a animação tradicional das festividades São Joaninas.
Nas primitivas Cavalhadas apenas participavam rapazes e homens, vestindo-se alguns de mulher, de forma a poderem formar os pares da dança, acompanhados pelas vozes e instrumentos musicais da época.
Anos mais tarde vamos encontrar outras referências quanto ao traje, à dança, ao colorido, aos adereços e acompanhamento musical, fruto de aculturamento, visto que de Teivas partiram para o Brasil, alguns residentes, que ao regressarem introduziram uma nova vivacidade às Cavalhadas.
Nas Cavalhadas, os homens usavam calça curta, um xaile ou um colete e, na cabeça, um chapéu enfeitado com papel multicolor, uma autêntica obra de arte, em que cada um se esforçava para ser o melhor.
As “mulheres” vestiam largos e compridos vestidos ou saias, blusa, lenço na cabeça, um guarda-sol enfeitado para se protegerem do sol, um leque e uma bolsa de pano que continha um lenço para limpar o suor que lhes escorria no rosto, nestes dias de calor.
Alguns interregnos marcaram as Cavalhadas de Teivas, muito por força da guerra no então Ultramar e a emigração.
Para que as Cavalhadas aconteçam, ano após ano, os participantes têm como missão a criação dos seus trajes, vestidos, adereços e a decoração dos chapéus, bem como os ensaios da Dança da Morgadinha, que no dia é tocada, cantada e dançada durante as largas horas em que o cortejo da Cavalhada percorre as ruas e avenidas, tanto de Teivas como de Viseu.
Com a criação da Associação Cultural Recreativa e Social de Teivas, no ano de 1984, as Cavalhadas de Teivas ganharam ânimo, saíram dos limites da sua freguesia de São João de Lourosa, passando a desfilar nas ruas centrais de Viseu, incorporando a típica e original Dançada Morgadinha, os carros alegóricos, os cavalos, as bandas de música, as fanfarras, os grupos de zés pereiras, os ranchos folclóricos… num espetáculo colorido agradável de ver.
Para as gentes de Teivas e para os participantes nas Cavalhadas, esta é a forma de preservar a sua memória e a identidade cultural, celebrar a vida e a natureza.
É ainda de referir que através da realização das Cavalhadas e de outras iniciativas em curso, Associação Cultural Recreativa e Social de Teivas pretende angariar fundos para a grande obra que se encontra a desenvolver, o Lar de Terceira Idade e serviço de Apoio Domiciliário de Teivas" (In texto da Organização de 5.06.2012)